sábado, setembro 29, 2007


Ok, crianças, mais uma propaganda para vocês se divertirem.

Amanhã tem artigo meu no jornal A Gazeta, continuando a série sobre quadrinhos. Vou falar sobre o Tarzan.

Os bons quadrinhos

Para quem quiser ler quadrinhos escritos por mim, clique aqui e conheça o site Nona Arte. O link tem as seguintes histórias:

60 D.C. história do Júlio Emílio Brás, desenhada por Joe Bennett com texto final meu.

A Casa do Terror - pulp fiction de terror. Eu era editor e escritor.

A Insólita Família Titã - a história que levou o Joe Bennett a desenhar para os EUA.



A Terrível História do Garoto Que Tinha Pêlos nas Mãos, história de humor, com traço do grande Antonio Eder.

Coração das Trevas, com traço de Jean Okada.

Fera - com traço de Alexandre Machado. Uma história de terror.

Íncubo - história de terror, com traço do compadre Joe Bennett

Manicomics - revista de quadrinhos do pessoal do Ceará, com trabalhos meus.

Manticore - a revista de terror e ficção-científica que fiz com o pessoal de Curitiba. Ganhadora de diveros prêmios.

Mundo Perdido - pulp fiction de aventura editado por mim.

O Gabinete do Dr. Caligari - adaptação do clássico do cinema expressionista alemão. Com traço de José Aguiar.
Os Pecados do Mundo - uma história de super-heróis, com desenho do Joe Bennett pagando tributo ao mestre Jack Kirby.

Phobos - história de terror, com desenhos do compadre Joe.

Aconselho especialmente Coração das Trevas, que fiz com o Jean Okada. Gostei tanto dessa história que estou dando continuidade. Hoje mesmo escrevi a terceira parte.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Mais uma do Toscani

Prefeita de Milão retira campanha publicitária com modelo anoréxica



A prefeita da cidade italiana de Milão, Letizia Moratti, disse hoje que deu instruções para retirar dos espaços publicitários de competência municipal uma campanha que mostra a foto de uma jovem anoréxica nua.Citada pela agência de notícias italiana "Ansa", Moratti disse que tinha ordenado a retirada dos anúncios por terem comovido a sociedade com a crueza das imagens. A prefeita lembrou o compromisso que tanto a Prefeitura quanto a Câmara da Moda têm no combate à doença.A campanha de uma grife que mostra a jovem de 31 quilos completamente nua, de costas e de frente, com os dizeres "Não-Anorexia", gerou todo tipo de opiniões a favor e contra. Leia mais



Comentário: a propaganda foi feita pelo Oliviero Toscani, o mesmo que fez outras campanhas polêmicas para a Benneton, entre elas aquela em que um padre aparecia beijando uma freira, ou aquela em que uma mulher negra dava de mamar a um bebê branco. O interessante nisso é que a proibição só fez aumentar o interesse pela campanha e o que eram outdoors que seriam vistos apenas pelos habitantes de Milão, virou notícia internacional. É, Toscani sempre foi o mestre do viral. A propósito, a modelo deu uma entrevista à revista Vanity Fair, na qual diz que decidiu posar "para que as pessoas saibam e vejam o que realmente é a anorexia.Eu me escondi durante muito tempo. Agora quero me mostrar sem medo, embora saiba que meu corpo causa repugnância. Os sofrimentos físicos e psicológicos que sofri só podem ser de ajuda a quem também caiu na armadilha da qual eu estou tentando sair". Deixo vocês com um outro outdoor famoso da Benneton.

O meu amigo Daniel Brandão lançou seu site, no qual é possível verificar um pouco do que ele está fazendo para o mercado internacional de quadrinhos.

Celulares têm funções irreais no cinema e na TV

Ainda que não sejam estrelas tão cintilantes como os computadores, os celulares marcam presença em filmes e seriados de TV. Vê-los na tela, grande ou pequena, é até comum, mas geralmente são diferentes dos nossos companheiros do dia a dia pois têm funções um tanto irreais.
Confira o "decálogo" feito pela equipe do Terra Espanha, citando os usos engraçados dos celulares e até dos telefones fixos na ficção, e seus melhores exemplos.
1 - Antena Muitos roteiristas esquecem que a antena pode ser embutida. Embora ter um celular com antena externa fosse corriqueiro há alguns anos, a inércia nas produções faz com que mesmo filmes modernos mostrem a típica cena em que o personagem puxa a antena antes de atender a ligação. Para exemplificar, pegue qualquer seriado ou filme "B" no qual a tecnologia não tenha um papel importante no roteiro: pode crer, a antena estará lá. Leia mais

Eugênio Colonnese em exposição e workshop


Por Marcus Ramone (27/09/07)O ítalo-brasileiro Eugênio Colonnese, um dos maiores nomes dos quadrinhos nacionais em todos os tempos, será tema da exposição Cinema, Quadrinhos e Outros Traços, a ser realizada em São Bernardo do Campo/SP de 3 de outubro a 4 de novembro. Criador da vampira Mirza e do Morto do Pântano, personagens que marcaram os quadrinhos brasileiros nos anos 1960, Colonnese também se destacou nas áreas de publicidade (alguns de seus trabalhos mais conhecidos nesse segmento foram HQs institucionais do Instituto Universal Brasileiro), cinema - criando cartazes para divulgação de filmes - e em outros setores nos quais empregou seu talento. Leia mais


Eu tive a honra de ter um roteiro desenhado por Colonnese, no álbum War, histórias de guerra, da Opera Graphica. Foi a realização de um sonho, pois eu já era fã do Colonnese há muito tempo. Uma vez encontrei na casa de um amigo um livro de filosofia na metodologia de estudo dirigido, uma verdadeira aberração, já que o estudo dirigido prioriza a memorização, e não a reflexão (os livros de estudo dirigido eram cheios de frases para completar, tipo: O descobridor do Brasil foi Pedro Álvares .... ). Entretanto, acabei pedindo para ficar com o livro só por causa dos desenhos do Colonnese. Outro mestre que com o qual eu gostaria muito de ter trabalhado era o Colin, mas esse morreu antes que eu pudesse realizar esse desejo. Agora espero um dia ainda ter um roteiro desenhado por Watson Portela e por Mozart Couto.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Preso confessa assassinato de irmãos na Cantareira, diz polícia

CAROLINA FARIASda Folha Online
O detento Ademir Oliveira do Rosário, 36, confessou ter matado os irmãos Josenildo José Ferreira de Oliveira, 13, e Francisco Ferreira de Oliveira Neto, 14, de acordo com o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Polícia Civil de São Paulo. O crime ocorreu no fim de semana na serra da Cantareira (zona norte). Além da morte dos irmãos, Rosário é suspeito de abusar sexualmente de outros 11 adolescentes --entre eles os três garotos que ajudaram a elaborar o retrato falado.
Em seu depoimento ao DHPP, Rosário teria dito que matou os adolescentes porque teve visões de animais ferozes --como leões-- e teve uma "bobeira". Ele teria confessado que usou uma faca para matar os garotos. A arma do crime não foi localizada.
Reprodução
O detento Ademir Oliveira do Rosário é apontado como autor dos assassinatos
Rosário já cumpria pena em uma unidade prisional de tratamento psiquiátrico que prevê saída aos finais de semana. Ele saiu da unidade --que abriga detentos com transtornos psicológicos-- na última sexta e retornou na segunda, segundo dados de seu cadastro no sistema prisional.
Ontem (26), a polícia elaborou o retrato falado do suspeito, com base em informações dos três garotos. Ele foi identificado e preso horas depois.
Sobrinhos de Rosário disseram ter visto em seu celular uma foto de uma das vítimas antes do crime. A delegada Cíntia Tucunduva, do DHPP, afirma que não foi possível reconhecer as vítimas na foto. Segundo ela, a imagem é analisada e um vídeo encontrado no celular será periciado.
A Polícia Civil afirma que, desde março, o preso já foi reconhecido pelo trio que ajudou a polícia na identificação e por outros três garotos que foram atacados em outras circunstâncias.
Rosário cumpria pena no regime de desinternação progressiva --passa os finais de semana em casa-- no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha (Grande São Paulo) desde 19 de setembro do ano passado.
Para conseguir a desinternação progressiva, o preso precisa ser aprovado em uma perícia médica que ateste a sua não-periculosidade. Leia mais

Ps: Esse é o grande problema com os psicopatas. Eles conseguem enganhar até os psicólogos, como esses, que atestaram que Adenir não era perigoso.

Mais uma do livro 200 perguntas sobre nazismo:


Quem era o Wessel do hino nazista?
Horst Wessel Lied, um dos hinos cantados nas convenções nazistas, era uma referência ao chefe da SA em Berlin, tornado mártir da causa ariana depois de sua morte.
Na verdade, Wessel eram um cafetão que explorava prostitutas em Berlin e acabou sendo morto por um comunista numa disputa por uma delas.
Mas Goebbels viu no fato uma oportunidade de criar um mártir para os nazistas. Toda a sua agonia foi acompanhada pelos jornais nazistas, de janeiro a fevereiro de 1930. O hino, composto em sua homenagem dizia: “Os camaradas vítimas da Frente Vermelha e da Reação/ marcham em espírito em nossas fileiras”.
Claro que não havia nenhum interesse na recuperação de Wessel e seu funeral foi tranformado em um evento de divulgação das idéias nazistas. Milhares de pessoas, com tarjas de luto, postaram-se nas ruas e calçadas. No elogio fúnebre, Goebels chamou-o de “cavaleiro dos tempos modernos, defensor das viúvas e órfãos”, um “socialista de cristo”. Seu nome era repetido diversas vezes e a multidão gritava “presente”.
Dessa forma, um cafetão foi transformado em herói nazista e propetor de viúvas.

quarta-feira, setembro 26, 2007

O humor é um das principais características para fazer um anúncio tornar-se viral. Esse vídeo é um exemplo de humor que faz as pessoas passarem umas para as outras (aliás, quem me passou foi a professora Sheila, da FAMA). Trata-se da propaganda de uma empresa de recolocação de profissionais.

video

terça-feira, setembro 25, 2007


Deixei o blog um pouco de lado esses dias por causa do livro 200 perguntas sobre nazismo, que estava escrevendo para a editora Escala. Como a idéia é que o livro saia em outubro, eu tinha até ontem para terminar. Escrever um livro desses, com quase 300 mil toques, em um mês, não é coisa fácil. Chegou uma hora em que eu não sabia mais o que perguntar, muito menos o que responder. Mas acho, que, no final das contas, vai sair um livro interessante para quem tem curiosidade sobre o assunto. Vou publicar aqui algumas das perguntas:


Como eram os comícios nazistas?
Um dos mais importantes instrumentos de propaganda nazista eram os comícios. Eles eram assistidos por centenas de milhares de pessoas. Para que os presentes fossem envolvidos pela idéia da Alemanha grandiosa, os cenários eram cuidadosamente pensados e teatrais. Tudo era imenso: colunas, suásticas, símbolos.
No início o próprio Hitler desenhava os cenários, mas depois ele contou com preciosa colaboração do arquiteto Albert Speer. Speer comprendia melhor que ninguém a explosão de emoção nas quais deveriam ser transformados os comícios.
No meio de toda essa grandiosidade, holofotes dirigiam fachos de luz para um ponto central mais elevado, no centro do espetáculo. Para essa catedral de luz, Hitler marchava solenemente, seguido por uma grande procissão.
Saudações estrondosas emcobriam o som da banda de música. O fuhrer subia e ficava lá, esperando o silêncio total.
De repente aparecia na distância uma procissão vermelha que avançava na direção do líder. Eram 25 mil bandeiras nazistas, um verdadeiro mar de suásticas.
Quando Hitler começava a falar, toda a multidão já se encontrava em um estado de fervor e excitação extremos.

Da Estante




Quando eu trabalhava na gibiteca da Biblioteca Pública de Belém, fazia questão de trabalhar dia de sábado. É que nesse dia dava pouca gente, o que permitia ler obras que exigiam um maior cuidado, até pelo formato. Geralmente eu lia Principe Valente ou a revista O Gibi (sim, a famosa revista que virou sinônimo de quadrinhos, mas numa reedição da década de 1970). A revista publicava verdadeiras preciosidades da era de ouro dos quadrinhos, entre elas o Capitão César, de Roy Crane. O capitão César começou como coadjuvante de uma série cômica, mas logo depois tornou-se o personagem principal. Minha história predileta era uma em que ele, numa missão de espionagem, acabava indo parar dentro de um campo de concentração. Não era, nem de longe, um campo como os que realmente existiram, pois nesse caso a realidade superava a ficção, mesmo assim é uma aventura eletrizante. Hoje tenho duas coletâneas desse material da Gibi na minha estante. Abaixo uma tira de Capitão César. Reparem no genial uso do meio tom. Roy Crane usava um papel especial para conseguir esse efeito.
A loja Kaverna do Gibi, em Belém, estará participando da XI Feira Pan Amazonica do Livro que ocorre no período de 28/9 (próxima sexta-feira) a 07/10. A loja terá muitos títulos, lançamentos e números atrasados quem perdeu algum número de sua coleção de quadrinhos, mangás ou RPG. E o melhor de tudo é que vai ter descontos para a Conrad, Via Lettera, Daemon e outras editoras. Para quem é de Macapá e estiver na Feira, é uma ótima oportunidade, já que não temos um loja do gênero por aqui.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Os 45 anos do elefante Jotalhão


Por Marcus Ramone (21/09/07)Em 1962, quando o jornalista Alberto Dines, do Jornal do Brasil, encomendou a Mauricio de Sousa uma nova série de tiras, nasceu o elefante Jotalhão, cujo nome faz referência ao "J" daquele periódico. "Era para sair no Jornal do Brasil, mas, nesse ínterim, a Folha de S.Paulo me convidou para lançar a Folhinha de S.Paulo e eu precisava de novas criações. Então, o Jotalhão entrou no suplemento, no miolo das histórias do Raposão, em páginas do tipo tablóide. As tiras diárias saíam nas páginas da Folha Ilustrada", disse Mauricio de Sousa ao Universo HQ.Mas, no final da década de 1960, o personagem alçou um vôo mais alto do que seus quilos a mais permitiriam alcançar em condições normais. Graças a uma tira da Mônica que mostrou a já clássica piada em que a menina dentuça puxa um elefante pela tromba e ouve o Cebolinha dizer "Não sei, não... mas acho que sua mãe pediu foi massa de tomate!".

A brincadeira aludia ao nome do extrato de tomate Elefante, produzido até hoje pela Cica."O Enio Mainardi, da agência Proeme, viu a tira e me telefonou perguntando se poderia programar uma nova campanha usando os personagens e o tema. Consenti, e assim nasceu a campanha que me levou para a televisão, via comerciais, e resultou em cerca de 90 filmes nos primeiros anos de contrato com a Cica", disse o criador do Jotalhão. Leia mais

Dia desses eu estava trabalhando, com meus alunos de Marketing, um texto sobre a importância dos personagens para produtos, especialmente aqueles voltados para o público infantil. O molho de tomate da Cica não é para o público infantil, mas devemos lembrar que cosntantemente são as crianças que vão comprar o produto na mercearia. Aí era só a criança chegar e pedir um elefante...

domingo, setembro 23, 2007

A aventura espacial de Buck Rogers


Como nem tudo são flores, logo veio a crise de 1929 que acabou com a alegria da classe média americana. Naqueles dias, muita gente dormia ri­ca e acordava pobre — absolutamen­te miserável.
O clima era de desespero e desânimo e o lance ago­ra não era mais rir futilmente da vi­da. As primeiras histórias em quadrinhos tinham sido todas cômi­cas (tanto que nos EUA, os quadri­nhos são chamados de “comics”), mas já não havia muita razão para rir.
Todos queriam fugir para plane­tas distantes, cidades perdidas ou paí­ses exóticos... todos queriam aventura!
Uma das primeiras séries a captar esse clima de escapismo foi Buck Rogers, criação de Philiph Nowlan. Esse personagem foi publicado originalmente na revista pulp Amazing Stories, em agosto de 1928. O conto, Armagedon 2419 AD contava a história de um piloto (Rogers) preso em uma mina que desabara. Ele, graças a gases radioativos, permanece em estado de dormência, vindo a acordar 500 anos depois.
A América que ele vê é totalmente diferente da que conhecera. Agora o país está totalmente destroçado pelos invasores orientais e os seus habitantes perseguidos em sua própria terra, obrigados a se esconderem nas florestas.
A história fez tanto sucesso que o editor da revista, John Dille, sugeriu a Nowlan que a adaptasse para os quadrinhos. Para realizar essa tarefa foi contratado um desenhista, Richard (Dick) Calkins, que tinha um traço barroco e detalhista.
Na versão em quadrinhos foram necessárias algumas adaptações. O nome foi mudado para Buck Rogers para aproveitar o sucesso de Buck Jones, famoso cowboy do cinema.
A tira foi publicada pela primeira vez no jornal Courier Press, de 27 de janeiro de 1929 e fez enorme sucesso, abrindo caminho para muitos outros personagens de aventura e ficção-científica.
Para manter o clima pseudo-científico, a equipe de criação contava com consultores especialistas, inclusive um metereologista.
Entre as curiosidades da série está o fato dela ter antecipado o meio pelo qual os astronautas iriam se deslocar no espaço. Logo na terceira tira da história, a heroína Wilma mostra a Rogers uma mochila antigravitacional que lhe permitia flutuar no ar. Para direcionar o vôo, Buck utiliza o recuo da arma.
Quando, em 1984, os primeiros astronautas passearam soltos no espaço, o escritor Isaac Assimov se lembrou imediatamente de Buck Rogers: “ Recentemente dois astronautas flutuaram livremente no espaço, antes de seu ônibus espacial pousar na Flórida. Eles não ficaram ligados à espaçonave. Saíram dela e retornaram. Os mais velhos se lembrarão das histórias em quadrinhos de Buck Rogers, no anos 30 e 40. Tudo isso – o passeio espacial, a espaçonave movida a foguetes, a mochila nas costas – já tinha acontecido nos desenhos”.
A propósito, a forma como os astronautas conseguiram controlar seu deslocamento no espaço foi justamente através do recuo de uma pistola de ar. Como em Buck Rogers.

Sai hoje mais um capítulo da minha história dos quadrinhos, no jornal A Gazeta. Essa série foi publicada originalmente no jornal O Liberal, de Belém, no início da década de 1990. Na época, tinha fãs tão fiéis que alguns decoravam os textos. Acredito que esses artigos, publicados durante quase um ano no jornal de maior circulação do Pará, despertaram o interesse de muitos pela linguagem e potencialidade da nona arte e contribuíram para que Belém se tornasse um celeiro de novos quadrinistas e pesquisadores do gênero. Espero que essa nova versão, ampliada e revisada, contribua para fazer o mesmo em Macapá. O artigo dessa semana fala sobre Buck Rogers.

sexta-feira, setembro 21, 2007


Um dos cases comentados ontem em minha palestra: o marketing de guerrilha feito pela editora Abril quando do lançamento da Playboy da bandeirinha Ana Paula. Meninas vestidas como bandeirinhas percorriam as principais bancas de São Paulo divulgando a revista.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Gibi de Ouro - Os Clássicos dos Quadrinhos


Por Marcelo Naranjo (19/09/07)
No ano de 1985, a RGE (atual Editora Globo) lançou uma pequena, porém importante coleção de quadrinhos em bancas: Gibi de Ouro - Os Clássicos dos Quadrinhos. Com seis edições, a série reapresentou as primeiras revistas de personagens clássicos, publicadas originalmente pela editora nas décadas de 1950 e 1960.Ferdinando, Cavaleiro Negro, Buffalo Bill, Mandrake, Fantasma e Nick Holmes foram as edições selecionadas, todas com formato americano, 64 páginas e matérias apresentando datas, criadores, a história de cada uma das publicações no Brasil até então e outras informações, parte delas utilizadas na matéria que você acompanha agora. Leia mais
Compre o livro A guerra dos gibis no Submarino.
Minha palestra sobre Marketing de guerrilha acontece hoje, dia 20, quinta-feira, às 19 horas, na sala 208 do CEAP. A palestra é aberta a todos os interessados e não é necessário fazer inscrição antecipada. Basta assinar a lista de presença. Posteriormente será emitido um certificado da mesma, que vale horas para atividades complementares.

Algumas pessoas têm pedido, então posto de novo a propaganda viral do chocolate Twist, que virou mania na net.
Umas das grandes dificuldades dos roteiristas de quadrinhos novatos é encontrar exemplos de roteiros. De tempos em tempos alguém me pede alguns exemplos e, pesquisando, vim a decobrir que, de fato, embora seja fácil encontrar roteiros de cinema e até de novela, é quase impossível encontrar roteiros de quadrinhos na net. Assim, abri um blog apenas para hospedar esse tipo de texto. O link é: http://roteiroquadrinhos.blogspot.com/. Por enquanto, o blog tem apenas dois roteiros meus, mas vou colocar roteiros de outros autores e aceito colaborações.

quarta-feira, setembro 19, 2007


O marketing de guerrilha surge da percepção de que as mídias convencionais não estão mais chamando a atenção do consumidor. Então, usa-se estratégias e mídias não-convencionais. Um bom exemplo é essa propaganda de um canal de TV a cabo especializado em esportes. Eles acharam um local em que o consumidor é obrigado a prestar atenção, não existe concorrência e ainda fizeram algo divertido (o desafio é tentar colocar a bolinha dentro do gol).

terça-feira, setembro 18, 2007


Quem não pode ir na ilha de caras, vai na ilha de coroas.


Minha palestra sobre Marketing de guerrilha será no dia 20, quinta-feira, às 19 horas, na sala 208 do CEAP. Não perca.

Novo primeiro-ministro poderá ser o salvador do mercado japonês de mangá


Por Marcus Ramone (17/09/07)As editoras japonesas estão em polvorosa e vislumbram um reaquecimento do mercado de mangá, que nos últimos anos vem registrando acentuada queda nas vendas. E isso tem a ver com a iminente troca de primeiro-ministro no Japão. Explica-se: acossado por denúncias de envolvimento em escândalos, Shinzo Abe deverá deixar o cargo e, de acordo com especulações, quem deverá substituí-lo é Taro Aso, o Ministro das Relações Exteriores que promoveu naquele país o Prêmio Internacional do Mangá, uma espécie de Nobel dos mangakás. Fã confesso de mangás, Aso divulgou em seu site pessoal algumas palavras alentadoras sobre expansão do mercado de quadrinhos japoneses. Leia mais


Comentário: Enquanto no Japão até o Primeiro Ministro se preocupa com os quadrinhos, aqui no Brasil nem o Ministro da Cultura fala sobre o assunto...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Duas verdades incômodas

Faça duas experiências:

1 - Entre no Google, escreva político honesto e clique em estou com sorte.
2 - Entre no Google, escreva vergonha nacional e clique em estou com sorte.
Quinta-feira, dia 20, vou estar numa palestra sobre Marketing de guerrilha, no CEAP, num evento em comemoração ao Dia do Adminsitrador. A palestra deve começar às 19 h. Quando tiver mais informações, posto aqui.
Para quem não conhece, a Desciclopédia é uma sátira da Wikipédia. Lá você encontra muitas vezes os mesmos verbetes da Wiki, mas na versão humorística. Como eu tinha escrito o verbete sobre metodologia científica na Wiki, fiz o mesmo na Des:

"Metodologia Científica é uma das disciplinas prediletas nas faculdades, pois trata de questões fundamentais como a maneira correta de pular amarelinha ou como achar aquele cara que te deve um dinheiro e desapareceu. A metodologia surgiu com René Descartes, que, de tanto frio, resolveu se esquentar fazendo exercícios cerebrais. Seu pensamento pode ser condensado em quatro princípios:
- Duvide sempre, especialmente de técnicos de futebol e de vendedores ambulantes.
- Divida o problema em pequenas partes.
- Ocupe-se primeiro com as partes menores.
- Revise tudo.
Esse método foi usado por Jack, o Estripador, que dividia suas vítimas em partes e as comia começando pelas partes menores. A metodologia continuou a ser desenvolvida por autores do Círculo de Viena, que acreditavam que só é possível fazer ciência comendo jujuba. Eles achavam também que a ciência deveria seguir o caminho da indução, no qual corremos atrás de um pato até que ele nos leve até seu bando. O círculo de viena foi criticado por Karl Popper, que propôs o método hipotético-dedutivo. Popper achava que a ciência deveria sempre procurar o Falseamento. Falseamento era um negão forte que batia nas coitadas das hipóteses científicas até ter sido preso pela lei Maria da Penha. Popper sempre se consultava com ele na prisão. Outro autor importante é Thomas Khun, que a teoria do paradigma. Para ele o cientista deve sempre dizer para os entrevistados: Pára e diga-me!
Um dos autores mais recentes da metodologia científica é Edgar Morin, que criou a teoria da complexidade. Mas para descobrir essa teoria ele precisou viajar para a dimensão da complexidade, uma das muitas que fazem parte do universo DC, e nunca mais voltou, de modo que ninguém nunca soube do que se trata essa tal de complexidade. A Liga da Justiça prometeu ir procurar o sábio.
Retirado de "http://desciclo.pedia.ws/wiki/Metodologia_Cient%C3%ADfica""

domingo, setembro 16, 2007

Depois do Oscar, Al Gore volta ao tapete vermelho no Emmy

Por Steve Gorman
LOS ANGELES (Reuters) - Seis meses depois de alcançar a glória do Oscar por seu documentário "Uma Verdade Inconveniente", a respeito do aquecimento global, o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore prepara-se para pisar no tapete vermelho do Emmy, o maior prêmio da TV nos EUA.
No domingo, Gore deve receber um Emmy por "serviços de TV interativa" em nome de seu canal, a Current TV, transmitida a cabo e online, que foi lançada por ele em agosto de 2005.
A Current está entre os cinco finalistas do prêmio, decidido por um júri dedicado à mídia interativa na Academia de Artes e Ciências da Televisão, e apresentado pela primeira vez numa transmissão ao vivo da entrega dos Emmys.
Gore, presidente da emissora, pretende ir à cerimônia acompanhado do presidente-executivo e seu parceiro de negócios Joel Hyatt, disse uma assessora.
A Current TV, que funciona 24 horas por dia, transmite um misto de segmentos de produção profissional e vídeos caseiros, com durações que vão de alguns segundos até 15 minutos. Segundo os organizadores do canal, cerca de 25 por cento dos "pods" da programação da Current são compostos de peças caseiras, que recebem o nome de "conteúdo de contribuição dos espectadores". Leia mais

Hoje sai, no jornal A Gazeta, mais um capítulo da série História dos quadrinhos. Na coluna de hoje eu falo sobre Os Sobrinhos do capitão e os syndicates.

sábado, setembro 15, 2007

Os melhores parlamentares, segundo pesquisa

Pesquisa feita com 188 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional, feita pelo site Congresso em Foco, mostra que os ocupantes de cargos no Legislativo não necessariamente despontam como "os melhores" da Câmara e do Senado. O presidente do Senado, Renan Calheiros, por exemplo, recebeu apenas dois votos, contra 97 dados a Eduardo Suplicy, que ficou em primeiro lugar. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, teve desempenho muito melhor - ficou em 4o. lugar entre todos os deputados.O deputado que recebeu o maior número de menções foi Fernando Gabeira (PV-RJ), com 89, seguido por Chico Alencar (PSOL-RJ), com 85 e Gustavo Fruet (PSDB-PR), com 82 e, em seguida, Arlindo Chinaglia, com 41 menções. No Senado, depois de Eduardo Suplicy são citados Renato Casagrande (PSB-ES), Jeferson Peres (PDT-AM), Pedro Simon (PMDB-RS) e Demóstenes Torres (DEM-GO). Leia mais

A Globo apresentou, ontem, um especial sobre Renato Russo. Legião Urbana foi o grupo que inspirou toda uma geração. Eu mesmo ouvia muito e fiz vários contos e histórias em quadrinhos baseados nas músicas da Legião. Na época era moda citar músicas em quadrinhos (influência dos britânicos, como Alan Moore e Neil Gaiman) e acho que fui um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Claro, a banda que eu mais citava era Legião. Aliás, as músicas tinham isso de nos fazer imaginar ou completar uma história. Hoje parece que ninguém mais faz músicas assim.

Dia 11 de outubro fará 11 anos que Renato Russo morreu.

Abaixo uma das melhores músicas do grupo:


Quase Sem Querer (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Renato Rocha)


Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso,
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo
E tão contente.
Quantas chances disperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira.
Mas não sou mais
Tão crianca a ponto de saber
Tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito:
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

Ps: Conheça um ótimo blog sobre a banda, o Legionários Urbanos.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Da estante


Depois de Watchmen, o compadre Bené me emprestou Monstro do Pântano, que eu já conhecia da revista Novos Titãs, mas nunca tinha percebido como era bom. Mais uma vez foi uma overdose, pois li diversos números num dia. Depois saí à cata e consegui todas as revistas da Abril que tinham o personagem. Depois comprei a série de revistas próprias do personagem. Nas histórias antigas, fiz uma besteira. Cortei apenas as HQs do Monstro do Pântano e encadernei, muito mal encadernado. Recentemente comprei, na Kaverna do Gibi, em Belém, A Saga do Monstro do Pântano, da Pixel, em capa dura. Vale cada centavo. E, de certa forma, a capa dura ressalta a qualidade literária e artística da obra. Monstro do Pântano fala sobre ecologia, misticismo, política... sempre com a linguagem poética de Moore. Minha história predileta é quando o Monstro desce ao inferno para resgatar Abby, numa HQ que remete à Divina Comédia, de Dante.

quinta-feira, setembro 13, 2007


Como prometido aí vai a foto do boneco do Monstro do Pântano customizado por mim (originalmente era um Robin).





Mais alguns anúncios da ótima campanha dos preservativos Olla.

É, o Renan se livrou da cassação. Foram 40 votos a 35.

Confira como votaram os senadores:

Cassação
Adelmir Santana (Democratas-DF)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Augusto Botelho (PT-RR)
César Borges (Democratas-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Demóstenes Torres (Democratas-GO)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Efraim Morais (Democratas-PB)
Eliseu Resende (Democratas-MG)
Flávio Arns (PT-PR)
Flexa Ribeiro (PSDB - PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Heráclito Fortes (Democratas-PI
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Jayme Campos (Democratas-MT)
Jonas Pinheiro (Democratas-MT)
José Agripino (Democratas-RN)
José Nery (Psol-PA)
Kátia Abreu (Democratas-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (Democratas-PE)
Mário Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Osmar Dias (PDT-PR)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Romeu Tuma (Democratas-SP)
Rosalba Ciarlini (Democratas-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Absolvição

Almeida Lima (PMDB-SE)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Euclydes Mello (PTB-AL)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
João Tenório (PSDB-AL)
José Maranhão (PMDB-PB)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)

Abstenção

Aloizio Mercadante (PT-SP)

Não abriu o voto

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Delcidio Amaral (PT-MS)
Edison Lobão (Democratas-MA)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Fátima Cleide (PT-RO)
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
José Sarney (PMDB-AP)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo Alves (Democratas-SE)
Neuto De Conto (PMDB-SC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Sibá Machado (PT-AC)
Tião Viana (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)

Não foi encontrado

Antonio Carlos Júnior (Democratas-BA)
Expedito Júnior (PR-RO)
Jefferson Peres (PDT-AM)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Patrícia Saboya (PSB-CE)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Raimundo Colombo (Democratas-SC)
Serys Slhessarenko (PT-MT)

quarta-feira, setembro 12, 2007

Um amigo de minha irmã teve o carro roubado no estacionamento do sambódromo. O veículo é um Fiesta 1996, preto, placa NET 9648. Se você ver, avise a polícia.

A customização é uma atividade de fãs, que pegam bonecos e os transformam em seus personagens prediletos. O melhor site de customização que conheço é o CustoMego. Os bonecos acima, representando dois dos principais personagens de Watchmen, é desse site. Vou tirar uma foto do Monstro do Pântano que fiz e posto aqui.

Será que algum senador ainda tem dúvida sobre a culpa de Renan? Depois da vaca milhonária, das notas fiscais falsas... vamos ver.

Mais de 30 são presos no primeiro aniversário do golpe sem Pinochet

Manifestantes chilenos foram às ruas nesta terça-feira protestar contra o golpe liderado pelo general Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973.
A manifestação para marcar a data do golpe foi a primeira realizada depois da morte de Pinochet, em dezembro do ano passado.
A presidente do Chile, a socialista Michelle Bachelet, depositou flores para o presidente socialista Salvador Allende, deposto no golpe que levou Pinochet ao poder. Leia mais

Israel indicia grupo de jovens 'neonazistas'

Autoridades de Israel indiciaram nesta terça-feira um grupo de oito imigrantes que supostamente integram uma gangue neonazista no país. Leia mais

Comentários: um dos neo-nazistas é neto de uma sobrevivente de campos de concentração. Ela disse que preferia ter morrido no holocausto a ver seu neto envolvido com esse tipo de grupo.

Já que estamos falando de Watchmen, aí vai uma versão Lego desses personagens que mudaram a cara dos quadrinhos de super-heróis.

Da estante



Eu e um amigo colecionador estamos trocando algumas palavras sobre nossas coleções. Isso no Orkut, mas me deu a idéia de fazer isso no blog. Mostrar aqui algumas coisas interessantes de minha coleção.

Watchmen é considerado por muitos a melhor HQ de super-heróis já escrita. No meu caso, foi a que teve maior impacto. Não acompanhei na época que saiu, pois achava convencional o traço do Dave Gibbons. Então o compadre Bené Nascimento (Joe Benett) me emprestou e li tudo em dois dias, sem tomar fôlego.

Aí consegui em sebos todos os números. Posteriormente consegui a versão em inglês e comprei alguns exemplares quando foi relançado pela Abril.

terça-feira, setembro 11, 2007


Esta quem me passou foi a professora Cristina Leão. É a placa de uma auto-lavagem em Macapá. O problema são as "autas" horas. Alguém sabe em que hora do do dia começam as "autas horas"?

Coleção histórica e tiras da década de 1960 da Turma da Mônica


Por Marcelo Naranjo, sobre o press release (06/09/07)Mauricio de Sousa promete ótimas novidades para os fãs da Turma da Mônica na XIII Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro, que acontece de 13 a 23 de setembro, no Riocentro.Turma da Mônica - Coleção Histórica apresenta os primeiros números das cinco principais revistas da Turma que foram publicadas a partir de 1970 (na época, lançadas pela Editora Abril). As edições número # 1 de Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali serão vendidas num box, que será lançado mensalmente, dando a oportunidade para quem não tem a coleção original rever a turminha desde o começo e apresentar todo o trabalho de Mauricio para uma nova geração. Leia mais

a necrofilia da arte

Dia desses estava numa dessas convenções de quadrinhos quando dei de cara com o famoso roteirista B*. Imediatamente abordei-o e iniciamos uma animada conversa. B*, além de um bom papo, é também um roteirista de talento, o melhor da nova geração de roteiristas brasileiros, um legítimo representante do estilo de Júlio Augusto, o quadrinista que projetou a HQ nacional para o mundo e abriu caminho para todos nós.
- Todos nós devemos muito a Júlio Augusto. - eu dizia, quando B* me interrompeu.
- Está vendo aquele ali? - indagou ele, apontando para um homem de aproximadamente 35 anos, vestindo calças largas presas por suspensórios.
- Sim. - respondi. Parece-me mais um dos fãs de quadrinho nacional do tipo obcecado. São tipos estranhos. Certa vez um deles quis levar uma mecha de meu cabelo para completar sua coleção.
- Ah, sim? Pois repare. Embora compre obsessivamente, ele não adquiriu nenhuma revista de Júlio Augusto.
De fato, embora ele estivesse com uma sacola cheia de revistas, não havia nenhuma assinada por Júlio Augusto. O que, de fato, é muito estranho. Há cinco anos nada vende mais que Júlio Augusto. Colecionadores compram 10, 15 edições da mesma história. Nas gibiterias metade do espaço é dedicado ao grande mestre que, embora tenha revitalizado a nona arte no Brasil, teve a infelicidade de morrer cedo. Assim, era bastante estranho que alguém fosse uma convenção e não adquirisse nenhuma obra do mestre.
- Sabe por que ele não compra Júlio Augusto?
Eu não tinha a menor idéia.
- Porque ele é Júlio Augusto.
Meu queixo caiu. Júlio Augusto? Como? Ele...
- Ele está morto, eu sei. Também sei que você provavelmente não vai acreditar no que vou dizer, mas espero que ouça. Tudo começou seis anos atrás. Nós éramos um grupo de quadrinistas de talento, mas absolutamente pobres e irreversivelmente desempregados. Vivíamos numa casa caindo aos pedaços e corríamos o risco de sermos escorraçados dali, pois há muito não pagávamos aluguel. As editoras nacionais, na época poucas, não aceitavam nossos trabalhos porque, embora fôssemos bons, éramos novos e desconhecidos. A editoras de outros países, nem se fala... Nem mesmo as editoras de livros didáticos aceitavam nossos trabalhos. Você deve achar isso engraçado, agora que tenho livros publicados por quase todas as grandes editoras, e costumo dispensar suas ofertas tentadoras para me dedicar mais livremente aos quadrinhos. Mas na época todas recusavam meus livros com a desculpa de que a programação do próximo ano já estava lotada. Quanto aos desenhistas, eram obrigados a decantar a água em que limpavam os pincéis para reaproveitar o nanquim.
Então essa era a situação desesperadora em que nos encontrávamos quando tivemos uma idéia. Percebemos que neste país só são valorizados os artistas que morrem e decidimos que um de nós iria morrer. Tiramos a sorte e Júlio Augusto foi o escolhido. A partir desse momento, todos nós começamos a produzir como loucos. Eu escrevia até duas histórias por dia. E pelo menos 15 páginas eram desenhadas diariamente, todas seguindo sempre o mesmo estilo. Começamos pelos fanzines. Enviamos histórias curtas para vários deles, lembrando de que se tratava do trabalho de um desenhista doente que morreria em breve. Assim, quando mandamos os trabalhos para as editoras, a fama de moribundo de Júlio Augusto já havia se espalhado. Eles publicaram porque um desenhista pronto para morrer já era quase um desenhista famoso. A grande sensação aconteceu quando comparecemos a uma convenção levando os mais novos originais de Júlio Augusto. Explicamos, claro, que ele não fora porque a doença o deixara na cama, e que não demoraria a morrer. Editores compraram rapidamente os direitos de publicar as histórias antes que a morte de seu autor as valorizasse. Hoje esses direitos valem pelo menos 500 vezes mais.
Um mês depois matamos Júlio Augusto. Ele faleceu numa Terça-feira, para que desse tempo de fazerem um Globo repórter sobre ele. O caixão foi acompanhado por uma multidão. É claro que só havia tijolos lá dentro, mas só nós sabíamos disso. Enquanto isso, negociávamos os direitos de publicação de suas últimas histórias. Apareceu até mesmo um editor japonês interessado em publicar as histórias do revolucionário quadrinista brasileiro. Só aquele dinheiro já foi suficiente para montarmos uma editora e nos firmarmos no mercado. Chamamos a editora de J.A. Comics. Fomos saudados como os seguidores de Júlio Augusto. Muitos se espantaram com a maneira como conseguíamos imitar seu estilo e o culto a Júlio Augusto se espalhou até não conhecer limites nem mesmo geográficos. Hoje, cinco anos após sua morte, há quem diga que ele é mais famoso que Elvis Presley.
E foi assim que conseguimos nos fazer e alavancar junto o quadrinho nacional para o reconhecimento internacional: matando um de nós. Júlio Augusto trocou de nome e passou a viver numa cidadezinha do interior. De vez em quando faz algumas histórias que publicamos com pseudônimo, explicando que se trata de mais um seguidor do grande Júlio Augusto. Essa é a razão pela qual ele não compra nada do mestre.
B* terminou de falar e ficou observando o amigo morto. E eu fiquei com meus botões, pensando se aquela história maluca era realmente verdadeira. Afinal, os roteiristas de quadrinhos são justamente conhecidos por sua imaginação desenfreada. Verdade, mentira? Vá se saber!

(Depois de Mark Twain)

segunda-feira, setembro 10, 2007

Veneza homenageia Burton e vê 'Estranho Mundo de Jack' em 3-D


VENEZA (Reuters) - O diretor de cinema norte-americano Tim Burton, rei dos contos de fada macabros como "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "A Noiva Cadáver" e "Edward Mãos de Tesoura", recebeu um prêmio pelo conjunto de sua obra no Festival de Veneza, nesta quarta-feira. Leia mais


Ps: qual o melhor filme de Burton? Os filmes de orçamento médio são todos muito bons. Recentemente assisti Big Fish e gostei, mas ainda continuo achando Edward Mãos de tesoura e Ed Wood os melhores filmes desse ótimo diretor.

domingo, setembro 09, 2007


Conheça o site do filme dos Simpsons e faça seu próprio avatar como se fosse um personagem da série. Eu fiz o meu, só não consegui baixar para o computador. Se alguém descobrir como, avise.

O desafio amazônico de Roosevelt


Quando o expresidente dos EUA Theodore Roosevelt desembarcou no Brasil no início de 1914, ele buscava um desafio que o mantivesse ocupado o suficiente para se distanciar de problemas políticos e pessoais. Aventureiro incorrigível, Roosevelt já havia integrado expedições em selvas pela América do Norte e enfrentado um safári na África. Mas nenhuma viagem se mostrara tão desafiadora e perigosa quanto a que ele realizou na floresta brasileira. Ao lado do então coronel Cândido Rondon, Roosevelt comandou uma expedição para percorrer e mapear toda a trajetória de um rio amazônico nunca antes explorado. A missão, que ficou conhecida como Expedição Científica Roosevelt-Rondon, é o tema central do livro O rio da Dúvida. Resultado de uma pesquisa minuciosa da jornalista Candice Millard, a obra mostra todas as dificuldades enfrentadas durante meses pelos 22 homens até que conseguissem, finalmente, desbravar o misterioso rio no coração da selva amazônica. Leia mais no site da Istoé

Descartes e o demônio da dúvida
Um dos pensadores mais importantes da humanidade foi o filósofo francês René Descartes. Suas idéias mudaram a forma de pensar do mundo ocidental e inauguraram os pilares da metodologia científica.
Descartes era tudo, menos humilde. Ele queria criar uma nova forma de pensar, que fosse mais adequada aos novos tempos. É importante lembrar que o filósofo viveu em uma época de mudanças. O mundo passava do geocentrismo (a idéia de que tudo, inclusive o Sol, gira ao redor da Terra) ao heliocentrismo (a idéia de que é a Terra que gira ao redor do Sol), as grandes navegações demonstravam que havia todo um mundo a ser descoberto, a imprensa tornava possível que um pensamento se dissipasse com grande velocidade e, finalmente, os reis passavam a ter mais poder do que jamais tiveram em toda a Idade Média.
Em 1619, Descartes teve um sonho em que o espírito da verdade descia sobre ele. A partir desse dia, passou a se dedicar à busca da verdade e de uma nova forma de pensar, que tornasse o caminho em direção à verdade mais rápido.
Depois de andar por boa parte do mundo conhecido, recolhendo conhecimentos, ele se isolou em busca de um método próprio. Ele percebeu que o método característico da Idade Média, a lógica, não o levaria longe: “Verifiquei que, quanto à lógica, os seus silogismos e a maior parte de suas restantes instruções serviam mais para explicar aos outros as coisas que já se sabem”, escreveu ele no seu livro O Discurso do Método.
O novo pensamento, criado por Descartes seria baseado em quatro princípios:
1 – Nunca aceitar como verdadeira nenhuma coisa que não se conhecesse evidentemente como tal.
Ou seja, duvidar sempre. Aí o filósofo difere o conhecimento científico do teológico, baseado na fé. Enquanto a religião prega o acreditar sempre, a ciência partiria sempre da dúvida.
2 – Dividir cada uma das dificuldades que devesse examinar em tantas partes quanto fosse possível e necessário para resolve-las.
Descartes inaugurou com esse princípio a divisão do saber. Segundo a lógica cartesiana, não devemos pesquisar o fenômeno no todo, mas em partes. Para conhecer o corpo humano, devo dividi-lo em partes e estudar uma a uma. Esse princípio deu origem à especialização que se reflete na própria organização da escola. Temos professores de geografia, história, ciências, literatura, redação... muitas vezes o professor de história não entende nada de geografia e o professor de literatura não sabe nada de redação. A crítica a esse princípio seria a base do pensamento da cibernética e de Edgar Morin.
3 – Conduzir em ordem os pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para chegar, aos poucos, gradativamente, ao conhecimento dos mais compostos, e supondo também, naturalmente, uma ordem de precedência de uns em relação aos outros.
Em outras palavras, ao resolver um problema devemos solucionar primeiro as partes mais simples para depois chegar às mais complexas. Esse princípio também leva a crer que o complexo é na verdade uma junção de partes simples, uma idéia que depois seria criticada por pensadores como Edgar Morin.
4 – Fazer, para cada caso, enumerações tão completas e revisões tão gerais que tivesse a certeza de não ter omitido nada.
Esse princípio, certamente advindo da matemática, teve como conseqüência, na ciência, na idéia de que não se deve confiar no primeiro resultado de uma experiência. O cientista deve refazer suas experiências à exaustão até ter certeza de que o resultado está correto. Mesmo em uma pesquisa bibliográfica esse princípio pode ser adotado. Já vi alunos que, ao fazerem uma pesquisa, usam apenas um livro como referência. Isso não é pesquisa, é cópia. Um trabalho de pesquisa deve comparar as idéias de informações de vários autores. Confiar no primeiro autor que se apresenta pode ser perigoso, pois esse autor pode estar equivocado.
Alguns anos depois, um cientista inglês, Isaac Newton, usaria os princípios de Descartes para resolver um problema científico: por que a Lua não cai na Terra? Mas isso será objeto de outro artigo. Por enquanto, vamos ver como Descartes usou o método para resolver um problema menos científico e mais filosófico.
O que o filósofo se perguntou é como podemos chegar a certezas. Ele já havia identificado que os sentidos não são confiáveis. Afinal, as pessoas haviam acreditado durante anos que o Sol girava ao redor da Terra simplesmente porque os sentidos lhe diziam isso.
Quantas vezes não somos enganados por nossos sentidos? Às vezes estamos em um navio e achamos que já começou a viagem, quando na verdade foi o barco ao lado que começou a se movimentar? Quantas vezes não temos sonhos que parecem perfeitamente reais?
A não confiabilidade dos sentidos fica demonstrada em filmes como Matrix. Neo acreditava piamente que a vida que levava era real, até descobrir que tudo era uma ilusão criada por um programa de computador...
No filme Uma Mente Brilhante, o personagem principal, um ganhador do prêmio Nobel, conversava com pessoas que não existiam.
Descartes imaginou-se dominado por um demônio da dúvida que o faria ter dúvida de tudo. Se eu duvido de tudo, se duvido até mesmo se estou realmente aqui escrevendo este texto, qual a minha única certeza?
A minha única certeza é de que tenho dúvidas. Se tenho dúvidas é porque penso. Se penso, logo existo. Cogito ergo sum.
Esse raciocínio de Descartes teve duas conseqüências. Por um lado a ciência procurou aperfeiçoar cada vez mais os instrumentos de pesquisa para fugir da validação subjetiva. Balanças, cronômetros, questionários, observação sistemática são instrumentos de pesquisa que tentam fugir da dúvida deixada pelos sentidos. Na filosofia, as idéias de Descartes inauguram o postulado da razão, que dominaria toda a Idade Moderna.

sábado, setembro 08, 2007


Vejam o comercial da WBrasil para a Folha de São Paulo que foi considerada uma das 100 melhores de todos os tempos.

Amanhã (domingo) tem coluna minha sobre quadrinhos no jornal A Gazeta. Confira.

sexta-feira, setembro 07, 2007


Internet é uma maravilha. Agora a boa notícia é que fãs resolveram disponibilizar na net discos raros de bandas dos anos 1960 e 1970. Conheça dois desses blogs: O Brazilian Nuggets é dedicado à pouca conhecida psicodelia brasieira e o Loronix bandeia mais para o lado da MPB. Ambos disponibilizam músicas em MP3.

quinta-feira, setembro 06, 2007

A livraria Da Conde está escolhendo a palavra mais bonita da língua portuguesa. Vá e vote.

Falando em outdoor, quem passou pelo cruzamento entre as avenidas Padre Júlio e Tiradentes deve ter tido sua atenção despertada por um outdoor imenso, três vezes maior que o normal e com a frase "Sabe aquilo que você sempre quis, mas nunca fez?" e o endereço de um site. Na verdade, é uma campanha da Sundow com características de marketing viral. A idéia é deixar as pessoas curiosas, comentando entre si, gerando um boca-a-boca. No site a pessoa pode assistir vídeos de indivíduos que fizeram aquilo que gostariam, mas não tinham coragem. Os vídeos são enviados pelos próprios consumidores, que concorrem a uma moto.
Uma ótima notícia: o cine Imperator está de volta! O dono, Isaac Alcolumbre, é um batalhador do cinema em Macapá e foi o grande responsável por hoje termos um público cinéfilo. A reinauguração acontece com os filmes Tartarugas Ninjas (17 e 19h), Premonições (21 h) e Um crime de mestre (21 h). O Imperator fica na Feliciano Coelho.
A criatividade é um elemento essencial para fazer a propaganda se destacar no meio e tantos anúncios. Um exemplo disso são os outdoors do preservativo Olla. Não há como passar perto deles e ficar indiferente.






Outro da Mearim. Agora o garoto propaganda é o Hulk!Reparem no sotaque nordestino.

Ontem, na Faculdade de Macapá (FAMA) eu fiz uma palestra sobre Marketing Viral no evento alusivo ao dia do Administrador. Prometi que colocaria aqui alguns dos vídeos que mostrei na palestra e outros inéditos. Aqui vai um inédito, o Chaves da Mearim Motos. Esse vídeo já foi assistido, só no Youtube, 250 mil vezes.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Bandidos estão praticando assaltos no bairro do Congós. Eles se identificam como agente de controle da dengue. Quando a pessoa os deixa entrar, eles praticam o assalto.
A suposta carta psicografada, de autoria do garoto João Hélio, está dando o que falar. Publiquei aqui para saber a opinião dos leitores e porque a fonte é confiável: a jornalista Márcia Correa. Mas concordo com quem diz que se deve tomar cuidado com esse tipo de informação. Mesmo que seja uma mensagem, de fato, psicografada, pode ser obra de um espírito galhofeiro.

Mais uma da saga da água mineral. Hoje fui na Yamada do centro exclusivamente para comprar a água mineral. Não tinha.

terça-feira, setembro 04, 2007

Walter Klattu sempre deixa comentários inteligentes neste blog. Num deles ele discorda de minha opinião de que todos os nazistas eram psicopatas. Na verdade, eu não me fiz entender. Eu falava da cúpula nazista, caras como Hitler, Goebbels, Eichmann, Himmler... esses eram mesmo psicopatas.
A matéria de capa da revista O PAVIO é Vai faltar água. Isso é realidade, no presente, em minha casa. Nosso poço amazonas contaminou, então mandei cavar um poço artesiano. Com o tempo ele ficou com um cheiro horrível. Uma das pessoas que chamei disse que precisava de limpeza, outro disse que precisava cavar outro poço. Na dúvida, resolvi instalar água da CAESA, só para descobrir que ela não chega nas torneiras. Na verdade, ela mal se eleva acima do chão. Então, para beber, a única opção é a água mineral. Antes eu comprava de empresas como Equador e Indaiá, até perder dois garrafões (eles te empurram qualquer garrafão, mas na hora de receber, se o garrafão tiver o menor arranhão, eles recusam). Aí comprei os garrafões da Yamada. O problema aí virou outro. Quase nunca tem água na Yamada. Quando tem, é necessário comprar vários garrafões. Ontem fui comprar e não tinha, hoje voltei lá e tinha água, mas o sistema estava fora do ar por causa da chuva. Desse jeito, a saída vai ser mandar trazerem água de Belém...

A melhor definição que já ouvi de burocracia: o burocrata cria dificuldades para vender facilidades.
Quanto mais estudo sobre o nazismo, mais chego à conclusão de que o regime nazista foi uma infeliz coincidência: parece que o regime foi nada mais que uma reunião de psicopatas.

Psicopatas: vitima como objeto




Outra característica dos psicopatas, tanto os assassino quanto dos psicopatas comuntiários, que vivem de golpes, é a forma como eles encaram suas vítimas. Para eles, todos são objetos e não pessoas. A transformação da pessoa em coisa é que permite a eles aplicarem seus golpes ou simplesmente matarem suas vítimas.
O filme A Cela mostra um psicopata que transforma suas vítimas em bonecas, coisificando-as.
Existe uma grande quantidade de relatos de psicopatas que destroem o rosto de suas vítimas ou simplesmente cortam a cabeça como forma de tirar delas a condição de ser humano.

Big Ed decapitava suas vítimas. Ted Bundy destroçava o rosto das mulheres que tinham o azar de se deparar com ele.
No filme O silêncio dos Inocentes a senadora que teve a filha sequestrada por um psicopata faz uma declaração na TV na qual fala repetidamente o nome da filha, numa tentativa de impedir que o assassino a veja como uma coisa.
Essa necessidade de controle faz também com que psicopatas se aproximem de pessoas que exercem funções de controle na sociedade. Policiais, políticos e altos executivos são amigos preferenciais de psicopatas. Big Ed, por exemplo, era amigo de todos os policias da cidade onde praticava seus crimes e tinha uma moto e um carro parecidos com os da polícia.