quarta-feira, março 31, 2010

Onde foi parar a TV de Barueri?

Filha do secretário de educação de Barueri ameaça expulsar colega de faculdade

Já não bastasse o pai ter acobertado uma funcionária que levou uma TV de plasma da escola para casa, a filha do Secretário de Educação de Barueri também está aparecendo na mídia por razões nada éticas. Ao ouvir um colega de faculdade criticar a prefeitura da cidade pela atuação no caso, ela ameaçou expulsá-lo da faculdade ("Você não sabe com quem você está se metendo", diz ela).
Veja abaixo o vídeo com mais esse escândalo:

Exploradores do desconhecido é destaque em blog

O blog Mensagens do Hiperespaço, do respeitado editor e escritor Cerito, deu destaque à volta da série Exploradores do desconhecido:


Há cerca de dois anos, o escritor e roteirista Gian Danton (pseudônimo de Ivan Carlo Andrade de Oliveira) disponibilizou na internet, através do blogue Exploradores do Desconhecido, os primeiros capítulos da história em quadrinhos de ficção científica "Operação salto quântico", uma space ópera claramente inspirada na franquia Star Trek, com os excelentes desenhos de Jean Okada que remetem aos luxuosos álbuns europeus.
Nela, os tripulantes da espaçonave Pioneer, Garry Rolland, Jean-Jacques Giraudeau, Mia Sasaki, Jaime Muniz e Helga Voltz, depois de uma experiência com um novo sistema de propulsão hiperespacial, descobrem-se orbitando um planeta Terra de outra dimensão. Ao desembarcarem, são recebidos com festa por um estranho imperador mundial, mas são traídos e aprisionados. A série foi bem recebida pelos leitores, mas depois de uns poucos capítulos, deixou de ter atualizações e acabou esquecida.
Finalmente, a história voltou a receber novas sequências, agora com os desenhos finalizados em tons de cinza. Apesar de menos impressionantes do que os coloridos das sequências iniciais, ressaltam ainda mais a qualidade das ilustrações de Okada que, em muito momentos, lembram as de ilustradores festejados como Russ Manning e Dave Gibbons, não por acaso dois dos meus quadrinhistas favoritos. Jean Okada faz quadrinhos no início dos anos 1990, com passagens pela Phênix Editorial, Editora Abril e Metal Pesado.
O blogue também disponibiliza o ebook Amanhã é ontem, com uma outra aventura dos tripulantes da Pioneer – desta vez em texto – envolvidos com o loop temporal.

Trecho da monografia sobre blogs amapaenses

A ótima monografia da Camila Karina sobre blogs amapaenses é, desde já, uma referência obrigatória ao assunto. Enquanto alguns alunos se rendem à mediocridade e fazem plágio, outros, como a Carina, fazem um trabalho fundamental para a sociedade, registrando a história deste que é hoje um dos principais veículos de comunicação do Amapá. Na página 36, ela fala sobre este blog:
"O blog Idéias de Jeca-Tatu aborda temas em sua maioria culturais e acadêmicos, informações sobre quadrinhos, literatura, cinema e música. É atualizado diariamente pelo autor que posta vídeos, dicas de novos sites relacionados com as tematicas abordadas no blog e interage diretamente com os leitores pela ferramenta de comentários".
Para ler a monografia completa, clique aqui.

terça-feira, março 30, 2010

Monografia sobre blogs amapaenses

A Camila Karina, aluna de pós-graduação de Mídia do CEAP, fez seu TCC sobre os blogs amapaenses. O resultado foi um belo trabalho, de grande valor histórico. Para ler a monografia, clique aqui.

segunda-feira, março 29, 2010

Exploradores do desconhecido de volta

A série Exploradores do Desconhecido, escrita por mim e desenhada pelo Jean Okada, conseguiu arrebanhar uma série de fãs, especialmente entre os apreciadores de ficção científica e tiras clássicas. Infelizmente, por uma série de fatores, a série ficou bastante tempo sem atualização. Mas agora, o Okada voltou a publicar a história, na forma de capítulos maiores, juntando várias tiras. Uma ótima notícia para os fãs. No capítulo que foi disponibilizado hoje, os leitores descobrirão o segredo de Mai. Para ler, clique aqui.

Glauco: culpado ou inocente?

Até a década de 1980, nos casos em que maridos matavam suas esposas, os julgamentos acabavam sendo focados nas vítimas. Os advogados de defesa pretendiam mostrar que a vítima não prestava e, portanto, merecia ser morta. É o princípio da "legítima defesa da honra". A lógica era: quem merecia morrer já morreu, então vamos soltar esse pobre homem, que matou porque era o seu dever.

Uma aberração jurídica, esse argumento tem sido ressuscitado pelo advogado de defesa de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, assassino confesso do cartunista Glauco. A linha da defesa é que Cadu era um garoto feliz e carinhoso, que nunca revelou sinais de violência antes de começar a frequentar a igreja Céu de Maria, dirigida por Glauco. Depois desse episódio, ele teria se transformado em um monstro, um louco, que rezava para as plantas e não dizia coisa com coisa. O máximo que o pai do assassino, certamente orientado pelo advogado, admite sobre o filho é que, antes de Cadu ter contato com o chá do Santo Daime, ele era indeciso sobre a profissão que iria seguir. Fora isso, era um santo. O fato dele ser usuário de drogas, ter passagem pela polícia por tráfico, ter abandonado três cursos universitários e não ter qualquer ocupação não impede a defesa de pintá-lo como santo que virou demônio depois de entrar para a igreja dirigida por Glauco. Essa versão da história foi comprada pela TV Record e pela Veja. leia mais

domingo, março 28, 2010

Novo romance de Roberto Causo se passa no Amapá

Roberto Causo, um dos principais escritores brasileiros de FC e um dos maiores especialistas no assunto, está lançando um novo livro, Selva Brasil, pela editora Draco. A curiosidade é que o livro se passa na maior parte no Amapá. Abaixo, o release:



Esta é uma história alternativa que imagina como seria o Brasil vinte anos depois da invasão militar brasileira das Guianas, na Fronteira Norte, segundo os planos megalomaníacos do Presidente Jânio Quadros. Simultaneamente, a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.
Contudo, uma coalizão formada pelos países atingidos pela ação militar brasileira – Inglaterra, França e Holanda – e os Estados Unidos contra‑atacaram e empurraram os soldados brasileiros de volta, ficando com um bom pedaço da Amazônia Brasileira.
Desde então instalou-se um conflito permanente na região, com o Brasil e aliados latino-americanos lutando para retomar o território perdido e manter sob controle uma guerrilha patrocinada por aqueles países do Primeiro Mundo. É um Brasil completamente diferente do nosso, contido política e economicamente por esse conflito perpétuo, e com gerações de jovens brasileiros comprometidas com o conflito.
Amparada por uma pesquisa cuidadosa, Selva Brasil acompanha um grupo de soldados que – ao seguir para um ponto anônimo do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, onde devem substituir uma outra unidade do Exército Brasileiro – se depara com desertores e com um plano secreto para romper as regras de engajamento que limitam o conflito na região.
Ao mesmo tempo, esses homens são confrontados com um estranho experimento militar que, indo além dos parâmetros do seu projeto, pode ter aberto um portal entre essa realidade paralela e a nossa.

quinta-feira, março 25, 2010

Depoimentos de mulheres torturadas pela ditadura

BRASÍLIA – “Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele [delegado Fleury] ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com olhar de louco.” De Rose Nogueira, jornalista em São Paulo. Da ALN, foi presa em 1969, semanas depois de dar à luz.
“No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça de estupro e insultos, abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar.”
De Izabel Fávero, professora de administração em Recife. Da VAR-Palmares, foi presa em 1970.
“Eu passei muito mal, comecei a vomitar, gritar. O torturador perguntou: “Como está?”. E o médico: “Tá mais ou menos, mas aguenta”. E eles desceram comigo de novo.”
De Dulce Chaves Pandolfi, professora da FGV-Rio. Da ALN, foi presa em 1970 e serviu de “cobaia” para aulas de tortura. Leia mais

História dos quadrinhos

Maus – a história de um sobrevivente
Gian Danton e Matheus Moura
Maus - A história de um sobrevivente, é considerada a melhor história em quadrinhos já produzida sobre o holocausto. De autoria de Art Spielgman, o livro conta a história do pai do autor, um judeu polonês sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz.
Além disso, o livro trata da conturbada relação entre pai e filho e como os efeitos psicológicos da guerra repercutiram na vida de ambos por anos. Toda a história é contada de duas maneiras. A primeira é o que seria o presente, mostrando os últimos anos de vida do pai de Spielgman durante as entrevista dele com o filho e a realização do próprio livro. É nessa parte que o relacionamento dos dois ganha destaque. A segunda forma é construída como flashback, ou seja, mostrando o passado do pai durante a invasão nazista na Polônia.
O livro, além da sinceridade absoluta, se destaca pelo ótimo tratamento gráfico, com suásticas avançando como sombras sobre os personagens judeus. A representação dos povos, embora use o antropomorfismo (animais para representar seres humanos), um recurso já clássico nos quadrinhos e nos desenhos animados, o faz de forma a destacar a mensagem do autor e ressaltar o clima opressor do período nazista.
Assim, os alemães são representados como gatos e os judeus como ratos. Os americanos são cachorros, os suecos carneiros, os ciganos, traças e os poloneses como porcos. A representação evoca a propaganda nazista, que, de fato retratava os judeus como ratos e os poloneses como porcos. Era também comum que os nazistas se referissem aos povos indesejados como insetos.
Sem ser melodramática, Maus mostrou e analisou a realidade dos judeus perseguidos pelos alemães, elvando as histórias em quadrinhos ao patamar jornalístico. Tanto que, em 1992, a graphic novel ganhou o Prêmio Especial Pulitzer – premiação que homenageia jornalistas, músicos e escritores.
Grande parte do livro foi publicado em série na revista RAW, editada por Spiegelman entre 1980 e 1991. No Brasil, Maus (que quer dizer rato em alemão) foi publicado em duas partes pela editora Brasiliense. Recentemente ganhou uma versão integrada em volume único pela editora Companhia das Letras.

terça-feira, março 23, 2010

Não sou um mero corretor

Recentemente tive uma experiência lamentável. Há cerca de três meses, duas alunas de um curso de especialização me procuraram pedindo para orientar seus TCCs. Aceitei e me espantei ao receber dois trabalhos prontos. Em um deles identifiquei imediatamente que um capítulo era plágio. Além disso havia referências em inglês, francês e espanhol. Até mesmo de um jornal de marketing da Inglaterra a qual a aluna dificilmente teria acesso. Na verdade, toda a bibliografia era plágio. Orientei a aluna para que retirasse os plágios e, o que deixasse de citações de citações, usasse apud. Também orientei para que ela tirasse da bibliografia todos os livros que não havia lido. 
A outra não me pareceu plágio, até porque não era um bom texto. Havia frases incompreensíveis, como "O marketing trabalha com a necessidade de privação". Ninguém tem necessidade de ser privado das coisas que deseja. Depois de grande trabalho, pedindo para modificar frases e mais frases, consegui chegar a algo que pudesse ser entregue, desde que fossem feitas mais algumas mudanças. 
As duas entregaram e o coordenador de pós identificou plágio nos dois trabalhos. Mesmo aquele que eu achava que não era plágio, era. Na verdade, era uma colcha de retalhos. Muitas vezes a parte de um autor terminava no meio de uma frase e se continuava com outro autor, razão pela qual havia tantas frase desconexas. 
Entrei em contato com essa aluna, explicando que tínhamos que repensar o trabalho. A resposta, irada, me espantou: a aluna colocava a culpa em mim. Dizia que não fui um orientador, já que peguei o trabalho pronto. Eu havia sido um "mero corretor, e incompetente, pois não havia sido capaz de identificar os plágios dela". Dizia-se inclusive vítima, pois havia gastado dinheiro com a encadernação. 
A outra entregou a mesma monografia plagiada que eu já havia identificado, inclusive com as referências em inglês. Apostou provavelmente que nem eu nem o coordenador leríamos. 
Bem, eu não sou um mero corretor (na verdade, a aluna usou a palavra "corregedor" SIC) e o caso me mostrou algo essencial: nenhum orientador sério aceita orientar monografia pronta. Orientação deve ser feita passo a passo, página a página, desde a construção do projeto de pesquisa até a escrita da monografia. Portanto, se tiver uma monografia pronta, não me mande, até porque, se você conseguiu fazer tudo sozinho, não precisa de orientador.
A gente aprende com tudo. 

segunda-feira, março 22, 2010

Ministério Público federal investiga trolls


Sim, existe uma procuradora federal investigando trolls. A informarmação é do blog Oleo do Diabo. É bom os trolls colocarem as barbas de molho...

Após desistir de ação, prefeito de Barueri chama CQC de babacas

Uma reportagem proibida pela Justiça de ser veiculada na semana passada, a pedido da Prefeitura de Barueri, será a principal atração do programa “Custe o Que Custar” (CQC) que vai ao ar nesta noite, às 22h15, na Band. A matéria mostra o suposto desvio de um aparelho de TV doado à Prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo. De acordo com texto publicado no site da Band, a equipe do programa utilizou um GPS instalado dentro do aparelho para rastreá-lo, e constatou a presença do equipamento na casa da diretora de uma escola da cidade. Leia mais

domingo, março 21, 2010

Santo Daime como redutor de danos para dependentes químicos

A morte de Glauco provocou na imprensa e na sociedade civil uma discussão fértil sobre o uso de substâncias psicoativas. Sua fé cristã aliada às práticas xamânicas dos caboclos da floresta é bem ilustrada por um episódio que marca o início da igreja Céu de Maria. Ao se mudar para a casa no Butantã, local da sua primeira igreja, Glauco se deparou com um pequeno grupo de meninos de rua que viviam na casa até então abandonada. Em vez de expulsá-los, iniciou com eles seus rituais, retirando alguns das ruas, que até hoje comungam o Santo Daime.
Esse tipo de coragem e fé encontrou ressonância em camadas da classe média urbana que frequentavam sua igreja, a maior do Brasil fora do Acre. E como acontece com toda igreja, o Céu de Maria também atraiu aflitos, em busca de redenção espiritual. A multidão emocionada no enterro de Glauco testemunha o profundo amor que ele conseguiu despertar e o reconhecimento do papel positivo que representou. Leia mais


Ps: Interessante texto de uma pessoa que conhece o assunto. Na guerra de desinformação, o pai de Cadu, orientado pelo advogado, está tentando vender a imagem de que o garoto era normal e feliz e ficou louco depois que passou a frequentar a igreja de Glauco. Ou seja: a estratégia de defesa é que Glauco era o culpado e morreu porque mereceu. 

Pô, Dioclésio! Fora do contexto, ninguém é normal


“O que a gente fez foi desnudar, fotografar e radicalizar os argumentos do autor para mostrar o ridículo da situação. Queremos provar que com um pouco de má intenção qualquer um pode ver malícia em qualquer coisa, por mais inocente que seja. O segredo é tirar do contexto. Um fragmento da história sem situar o leitor, um frame do desenho animado sem mostrar seu porquê. Aí fica fácil achar pelo em ovo ou chifre em cabeça de cavalo” Pablo Peixoto, explicando que o blog Porra Maurício é uma crítica ao texto do "jornalista" Dioclésio Luz, no Observatório da Imprensa, no qual ele acusa a Turma da Mônica de incentivar o bulling. 

sexta-feira, março 19, 2010

Ágora


Assisti Ágora, filme de Alejandro Amenábar (um presente do amigo Flávio Calazans!). É um belíssimo filme sobre a filósofa Hipátia, uma das mentes mais brilhantes de sua época e que acabou morrendo nas mãos dos cristãos depois de ter sido torturada e humilhada por eles. 
A película permite uma reflexão sobre vários assuntos e torna-se, desde já, grande candidato a ser exibido em aulas de história e filosofia, à semelhança de O nome da Rosa. 
Além das questões filosóficas levantadas no filme (curioso ver os filósofos discutindo o sistema de Ptolomeu em que os planetas tinham uma órbita em torno da terra e uma outra órbita em torno de si mesmos), há as questões teológicas e históricas. 
Os cristãos daquela época eram o equivalente hoje dos fanáticos islâmicos. A destruição da Biblioteca de Alexandria pelos cristãos foi um crime contra humanidade equivalente ou até maior que a destruição do World Trade Center. Em termos culturais, maior, pois muito do conhecimento acumulado à época se perdeu. 
O curioso é que isso foi feito por seguidores de Jesus, que dizia: "Ama a teu próximo como a ti mesmo". Não há nada nos ensinamentos de Jesus que mande escarnecer da crença alheia, ou matarm alguém, ou destruir bibliotecas, mesmo assim tudo isso foi feito em nome de Jesus. 
Ou seja: parece que a humanidade não estava preparada para uma mensagem de paz e interpretou tudo errado. O que era para ser misericórdia virou intolerância, o que era para ser paz virou guerra. Tanto que, quando o paganismo foi varrido do império romano, os cristãos se voltaram contra si mesmos, com a igreja perseguindo os cristãos que não seguiam sua visão de mundo. 
Claro, o cristianismo gerou grandes pensadores, como Santo Agostinho, São Tomás Aquino e Guilherme de Ockan, mas nem isso impediu que a bárbarie tomasse conta. Vide a Santa Inquisição. 

quinta-feira, março 18, 2010

Guedes Manifesto lança Almanaque Meteoro

O blog Guedes Manifesto criado há cerca de um ano e meio pelo editor, escritor e roteirista Roberto Guedes (autor dos livros A Era de Bronze dos Super-Heróis, A Saga dos Super-Heróis Brasileiros e Quando Surgem os Super-Heróis), se transforma em selo editorial, e sua primeira publicação é o Almanaque Meteoro 1 (52 páginas, capa colorida, miolo P/B).

Trata-se de um genuíno prozine (fanzine só com autores profissionais), que segue na mesma tradição dos lendários Witzend de Wally Wood; Charlton Bullseye editado por Bob Layton; e Historieta, do saudoso Oscar Kern; misturando Quadrinhos, artigos, entrevistas e pin-ups.

Para a edição de estréia, o Almanaque apresenta o início da emocionante e aguardada série de Meteoro, Aquele Que Está Nos Ares. Publicado pela primeira vez em 1992, o Mascarado Voador estrelou diversas revistas no decorrer de quase 20 anos, até chegar aqui, modernizado para o novo milênio, desamarrado da velha continuidade, com uma nova identidade secreta, uma origem reformulada e uma proposta editorial que certamente irá cativar o leitor de imediato.
A tiragem é bem limitada, por isso não perca tempo! Para se adquirir a primeira edição do Almanaque Meteoro, basta entrar em contato com Roberto Guedes através do blog http://guedes-manifesto.blogspot.com/ ou diretamente pelo seu e-mail, clicando aqui (guedesbook@gmail.com). Em breve, endereços de bancas e comic shops que revenderão a edição serão divulgados no Manifesto. O título é trimestral.

quarta-feira, março 17, 2010

História dos quadrinhos

Dr. Estranho
Gian Danton e Jefferson Nunes

Em 1963, Stan Lee resolveu dar uma mexida na revista Strange Tales. O gibi sempre trazia duas ou três histórias de aventura ou fantasia em cada edição, mas não tinha personagens fixos. Com o sucesso da revista do Quarteto Fantástico, o roteirista e editor deduziu que poderia aumentar as vendas de Strange Tales publicando histórias solo do Tocha Humana. Deu certo e as vendas foram um sucesso. Se um herói funcionava, talvez dois funcionasse mais ainda. Foi assim que surgiu o Dr. Estranho, o herói místico da Marvel que se tornou símbolo da geração hippie.
Lee se baseou nas lembranças de infância, quando ouvia no rádio o programa Chandu, o mágico. Ele ficava eletrizado quando uma voz portentosa anunciava: “Channnnndu, o mágico!” e um gongo soava. Lee decidiu que seu novo personagem teria aquela aura de mistério. O nome do personagem foi tirado do título da revista em que ele iria estrear. Para desenhar, Lee chamou Steve Ditko (o co-criador do popular Homem-Aranha) , um mestre da narrativa visual, que se adequava muito bem ao clima mágico da série.
Uma das características interessantes do personagem é que Stan Lee criou vários encantamentos, dando-lhe aquele ar portentoso que tanto admirava em Chandu. Assim, ao invés de simplesmente dizer: “Homem-aranha, desapareça!”, ele dizia algo como “Demônios da escuridão, deuses do alvorecer, pelas chamas de Faltine, façam o Aranha desaparecer”. Os nomes estranhos, como Dormannu e olho de Agamoto ajudaram a compor a mitologia do personagem com muita propriedade.
Doutor Estranho era Stephen Strange, um cirurgião genial, mas arrogante e egoísta, que fica impedido de operar após um acidente de carro. Procurando uma cura, ele vai até a Índia, atrás do Ancião, o Mago Supremo. Lá ele descobre que o discípulo Mordo quer matar o mestre, mas como este lhe impôs um encanto de silêncio, ele aprende as artes mágicas para conseguir quebrar o encanto, tornando-se um mago.
O primeiro grande festival hippie aconteceu em 1965, em São Francisco com o titulo de “A Tribute to Dr. Strange”, a repercussão na época foi enorme o que levou Stan Lee a dar entrevista para várias emissoras de TV (Nada mal para um cara que pensou varias vezes em largar a profissão e tinha vergonha de dizer que escrevia quadrinhos).
A  possível explicação para o sucesso do personagem dentro da contracultura está ligado diretamente a seus enredos recheados de temas esotéricos e filosofia oriental. Esse público se tornou ainda mais fiel quando o personagem começou a ser escrito pro Steve Englehart e desenhado por Frank Brunner, na década de 1970. Os roteiros se tornaram surreais, com o personagem atravessando dimensões e até mesmo entrando na mente de seu mestre.  A arte de  Brunner se encaixava perfeitamente nesse tipo de narrativa ao abusar de perspectivas distorcidas lembrando viagens psicodélicas e com o grafismo muito próximo das revistas underground como a Zap comics de Robert Crumb.
Embora não tenha sido o primeiro místico a ser criado nos quadrinhos, o Doutor Estranho se tornou um dos magos mais queridos e de maior sucesso justamente por quebrar com as regras desse tipo de HQ com suas estórias que usavam e abusavam de conceitos esotéricos de magos como Aleister Crowley e Blavatsky muito distante dos “Abakadrabas” que permeavam esse estilo ate então.

sábado, março 13, 2010

Saudades do Glauco

Ontem nem tive tempo de postar algo sobre a morte do quadrinista Glauco, que chocou a todos nós. Talento puro, Glauco revolucionou o humor, influenciando até mesmo os amigos Angeli e Laerte, que eram mais antigos que ele na profissão. Além de grande artista, Glauco era um líder religioso, do Santo Daime, uma religião que mistura crenças indígenas e católicas.
Abaixo, coloco uma entrevista dele sobre sua atuação no Santo Daime.

quinta-feira, março 11, 2010

Artelectos chega ao número 4

A revista de quadrinhos experimentais de Edgar Franco chega ao número 4 trazendo mais algumas histórias com seu inconfundível traço ilustrando seu peculiar universo ficcional. A obra de Edgar, tantas vezes reconhecida no campo da pesquisa acadêmica e da música eletrônica, agora tem o aval de um dos mais renomados prêmios dos quadrinhos nacionais, o Troféu Bigorna, atribuído por especialistas na área. 
Mais informação no site da editora Marca de Fantasia

Artigo sobre paradigmas na revista Filosofia

Já está nas bancas de Macapá o número 22 da revista Conhecimento Prático Filosofia que traz um artigo meu sobre o filósofo Thomas Kuhn e a teoria dos paradigmas. Interessante para quem se interessa pela teoria do conhecimento.

quarta-feira, março 10, 2010

Blog faz homenagem satírica ao Maurício de Sousa

A nova sensação da internet é o blog Porra Maurício, criado pelos roteiristas Fernando Marés e Pablo Peixoto. O blog foi criado para criticar um texto Dioclécio Luz no Observatório da Imprensa, que acusava a Mônica de praticar bulling e cobrava que as histórias fossem mais politicamente corretas. O texto do Dioclécio é muito ruim e sem a menor fundamentação, mas deu origem a esse ótimo fruto, que já foi elogiado até pelo Marurício. Acessem o blog e se preparem para rir: além dos ótimos recortes de histórias com erros de revisão (por exemplo, em um quadrinho, o Cebolinha aparece com dedos, e em outro sem dedos), o divertido são os comentários... 

Videocast sobre o MSP+50

terça-feira, março 09, 2010

Eu e JJ Marreiro no MSP+50


Finalmente eu já posso contar: estou entre os artistas selecionados para a segunda edição do álbum de luxo MSP 50. 
O álbum foi criado para comemorar os 50 anos de carreira de Maurício de Sousa. Foi um dos lançamentos mais elogiados de 2009. E também um dos grandes sucessos de venda, que se esgotou rapidamente em lojas virtuais, como o Submarino. 
O sucesso e o fato de muitos artistas terem ficado de fora fizeram com que se decidisse fazer uma segunda edição... e eu fui convidado para participar dessa segunda edição em parceria com o desenhista cearence JJ Marreiro. O Sidney Gusman, coordenador editorial da MSP fez o convite ano passado, mas pediu sigilo. Só semana passada divulgou a informação, no seu Twitter:  "A primeira das 3 duplas do MSP + 50 é... @giandanton (roteiro), do Amapá, e @jjmarreiro (arte), do Ceará. Vem coisa boa aí!"
Eu cresci lendo as revistas do Maurício de Sousa, especialmente o gibi do Cebolinha que  colecionei por toda a infância. Meus filhos cresceram lendo Turma da Mônica. Lembro de uma história do Capitão Feio e outra do Astronauta que meu filho pedia para ler para ele diversas vezes. Minha filha aprendeu a ler com as revistas do Maurício, aos quatro anos. Hoje, com 10, ela lê a Turma da Mônica Jovem e sabe tudo sobre os personagens criados pelo Maurício. 
Então, o convite foi uma dupla alegria. A primeira, participar de uma homenagem a um artista que marcou a minha infância e a de meus filhos. A segundo é fazer isso em dupla com o JJ Marreiro, um dos artistas nacionais que mais admiro. 
Claro que o peso da responsabilidade foi grande, mas no final, acho que chegamos a um resultado bom. Sidney Guman, ao ler o texto, escreveu no seu Twitter: "Editei há pouco o roteiro do @giandanton, que será desenhado pelo @jjmarreiro no MSP + 50. Uma perfeita HQ mauriciana, eu diria". 
Agora a história está sendo desenhada pelo JJ. Quando tivermos alguma coisa, eu posto aqui. 

domingo, março 07, 2010

Quadrinhos X Politicamente correto – mais um round

  • Por Diogo Salles

Soa o gongo para mais um round na luta do humor e da HQ contra o patrulhamento politicamente correto. O último havia sido a polêmica do livro Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol.  E eu que achava que já tinha visto de tudo, vi o recorde da vergonha alheia ser batido mais uma vez: um sujeito tentou mostrar que os quadrinhos da Turma da Mônica são um mau exemplo para as crianças porque são “conservadores”. Dê uma olhada na imagem acima. Viu como essa turminha representa uma grande ameaça ao seu filho? Medo!
Não será preciso desmontar as fraquíssimas argumentações do texto, porque isso já está feito. O que me assusta é o falso moralismo, a mentalidade primitiva e a mesquinhez do autor, que entre outras sandices, diz que a Mônica pratica “bulling” e que a Magali e o Cascão têm “desvios comportamentais”. Ora, não entendi. Com o perdão da indiscrição, mas será que o autor se deixou influenciar tão fácil pelo Cascão que parou de tomar banho? Nada contra, só perguntando. Ou será que ele, influenciado pela Mônica, passou a praticar o “bulling” lá no sindicato dele? leia mais

História dos quadrinhos

Grafipar
 No final dos anos 1970, surgiu em Curitiba uma editora especializada em quadrinhos que tirou o foco do eixo Rio-São Paulo e conseguiu agregar alguns dos melhores artistas nacionais. Seu nome era Grafipar.
A Grafipar deu tão certo que vários desenhistas e roteiristas se mudaram para Curitiba, formando uma vila de quadrinistas, a única no Brasil de que se tem notícia. Entre eles: Bonini, Franco de Rosa (que depois viraria editor da Press, Nova Sampa, Escala e Mythos), Gustavo Machado, Watson, Ataíde Braz e Cláudio Seto, o samurai dos quadrinhos e grande mentor da turma da Grafipar.
Um dos atrativos eram os salários, bons para a época, muito maiores, por exemplo, que o salário de um jornalista. O time de roteiristas da casa tinha nomes como Carlos Chagas, Nelson Padrella, Ataíde Brás, Júlio Emílio Brás e até o poeta Paulo Leminski.
Uma grande surpresa para a maioria do público é saber que Paulo Leminski escreveu quadrinhos. Na época a sua esposa, Alice Ruiz, editava uma revista astrológica, Horóscopo de Rose para a Grafipar e Leminski acabou fazendo alguns trabalhos para a editora. Ele adorava o trabalho do desenhista Júlio Shimamoto e talvez tenha escrito algo para ele. De certo mesmo, o poeta só escreveu quatro histórias. Duas para Cláudio Seto e duas para Rodval Matias.
Vários desenhistas começaram suas carreiras ou se tornaram conhecidos dos fãs na Grafipar, entre eles Rodval Matias, Mozart Couto e Watson. Os dois primeiros tinham nítida influência de Frank Frazzetta, desenhista americano famoso por suas histórias de ficção fantástica.
Mozart Couto vinha de uma família conservadora do interior de Minas Gerais. Por isso, não desenhava erotismo, que era a principal fonte de renda da editora. Os outros desenhistas reclamavam, já que ele era único que fazia exclusivamente história de terror e fantasia. Posteriormente, quando a editora começou a entrar em decadência e os títulos se tornaram mais explícitos, ele começou a desenhar erotismo e não parou mais.
Era comum receberem visitas de fãs querendo conhecer Watson, o mais festejado desenhista da Grafipar. Como o seu traço era muito parecido com o do francês Moebius, eles achavam que ele era um homem alto e sofisticado. Ficavam decepcionados. Nordestino, Watson era baixinho, mirrado e vivia com frio. Passava os dias de inverno enfiado na cama, embrulhado no cobertor, vestindo uma toca de lã e desenhando numa mesinha de sala.
A Grafipar lançou uma quantidade e uma variedade enorme de títulos. Começou com uma revista chamada Eros, mas como outra editora tinha direito sobre o nome, a publicação mudou para Quadrinhos Eróticos. Com a mudança de nome, as vendas dispararam e o dono da Grafipar se empolgou.
Depois de Quadrinhos Eróticos vieram Fargo, sobre faroeste, Sertão e Pampas, com histórias que se passavam no sul do país, Perícia, sobre crimes, Neuros, de terror, e Próton. Esta última pretendia seguir a linha Heavy Metal, misturando fantasia com ficção científica Quase todas as histórias, incluindo as policiais e de terror, tinham toques de erotismo. Não era propriamente pornografia, mas erotismo.
Outra revista curiosa era a Super-gay, um descarado plágio do Capitão Gay, do humorista Jô Soares. Na revista, boa parte das personagens da DC e da Marvel ganhavam sua versão rosa-choque e tínhamos heróis como o Aquagay, o Thorvelhinho, o Húlia e o Flashhomo. As poucas mulheres que apareciam era... sapatões! O desenho era de Watson, que dava um verdadeiro show, botando no chinelo muitos desenhistas gringos. Mas Jô Soares, que sempre leu quadrinhos, descobriu a artimanha e reclamou à editora. O Super-gay foi vencido pelo Capitão Gay.
Outro grande momento da Grafipar foi a revista Fêmeas. Fêmeas apresentava histórias de aventura no melhor estilo Frank Frazzetta. Fêmeas eram as heroínas bárbaras, como Ulla, Maíra, Ssara e Hyania, que, entre uma aventura e outra transavam com vilões, heróis e qualquer um que aparecesse pela frente.
Um pouco antes da Grafipar completar cinco anos, a crise econômica acabou com a editora. As últimas revistas foram publicadas em 1983. Muitos desenhistas foram para São Paulo ou Rio de Janeiro. Os roteiristas foram trabalhar com publicidade ou jornalismo. Os ilustradores que ficaram tornaram-se chargistas de jornais ou pintores. Alguns, como Rogério Dias, tornaram-se artistas plásticos famosos e reconhecidos.
O sonho havia acabado, mas a semente plantada ainda dá frutos. Atualmente Curitiba é um foco de quadrinhos de ótima qualidade, com revistas sucesso de público e crítica, como O Gralha e Manticore. 

Saiba mais sobre a editora no Baú da Grafipar.

terça-feira, março 02, 2010

Anjo de dor

Até há pouco tempo existia um grande preconceito contra a literatura de terror brasileira. Acreditava-se que uma história passada em São Paulo, com personagens com o nome de Ricardo não conseguiriam chegar aos pés dos livros escritos nos EUA, com personagens chamados, por exemplo, Richard. Era um preconceito que dominava a literatura de gênero, incluindo a ficção-científica. Editoras colocavam banners em seus sites com os dizeres: “Não aceitamos originais de ficção-científica” ou “Não aceitamos originais de terror”.
Felizmente as coisas mudaram, e muito. O sucesso dos vampiros de André Vianco (Os sete) e da fantasia de Orlando Paes Filho (série Angus) abriu os olhos das editoras para os talentos nacionais. Graças a isso, podemos hoje ler obras como Anjo de dor (Devir) de Roberto de Souza Causo.
Roberto Causo é um dos mais importantes e respeitados nomes da literatura de gênero no Brasil. Começou a publicar profissionalmente no início da década de 1990, mesmo período em que organizou a I Convenção de ficção científica do Brasil, em Sumaré, São Paulo. O evento contou com a presença do badalado escritor Orson Scott Card. Roberto foi um dos classificados no Concurso de contos Jerônimo Monteiro, promovido pela célebre Isaac Assimov Magazine, editada pela Record, que marcou época, influenciando toda uma geração de fãs e escritores. Colaborou com a revista publicando, além de contos, entrevista e resenhas. Desde então, tem publicado textos sobre literatura gênero nos mais diversos veículos, de Playboy à Cult. Também é um conhecido organizador de coletâneas, como Dinossauria Tropicalia (GRD, 1994), Rumo à Fantasia (Devir, 2009) e Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (Devir, 2008), além de ter publicado romances, como A corrida do rinoceronte (Devir, 2006).
O anjo de dor, sua mais recente publicação mostra que o preconceito contra o horror nacional é apenas isso: preconceito. Causo começou a escrevê-lo em 1990, num barracão que foi o que restou da cozinha e do banheiro da casa de seus pais, derrubada pela prefeitura de Sumaré para ampliação de uma avenida. Antes dele, quem ocupava o lugar era um ex-pugilista chamado Ricardo. O texto era escrito de madrugada, em uma velha máquina Olivetti. Leia mais no Digestivo Cultural.

segunda-feira, março 01, 2010

Artigo sobre paradigmas na revista Filosofia

A edição 22 da revista Conhecimento Prático Filosofia traz um artigo meu sobre o filósofo Thomas Kuhn, autor da teoria dos paradigmas. A revista já está disponível na região sudeste e deve chegar em Macapá na próxima semana. O meu artigo sobre Edgar Morin, capa do número 21 chamou a atenção de outra publicação, que pediu para republicar. Quando tiver mais detalhes, aviso.

Con-gozada: lixo e poluição sonora

Quando em morava no bairro da Cidade Nova, em Belém, tínhamos um Centro Comunitário e realizávamos várias atividades culturais. Concurso de música, campeonato de xadrez, cursos, oficinas, etc. Nunca incomodamos ninguém. Mesmo o concurso de música era dentro do centro, e o som era sempre no volume certo para não incomodar os vizinhos. Além disso, fazíamos campanhas de conscientização quanto a questões como o lixo urbano. Eu fico comparando a experiência da Cidade Nova com a do Congós, onde moro atualmente.
Parece que no Congós as pessoas só reúnem para incomodar os outros e ajudar alguns a faturar. Não há nenhuma preocupação ambiental ou cultural. Exemplo disso é o bloco Congozada. Para começar, nunca ouvi falar em bloco em área residencial. Geralmente os blocos ocorrem em locais não-residenciais justamente para não incomodar. O "evento" aconteceu ontem, em pleno domingo, começou de tarde e varou a noite. As músicas, claro, eram de gosto duvidoso e o som era tão estrondoso que as paredes de minha casa tremiam. Eu, havia trabalhado sábado e domingo e, ao contrário dos organizadores da Congozada ia trabalhar na segunda de manhã. Mas não pude descansar. Quem consegue dormir com som alto?
O resultado pode ser visto nas fotos que ilustram este post: muito, muito lixo espalhado pelos locais por onde passou a Congo-zada.
O mais curioso é o evento, aparentemente, teve autorização da Secretaria de Meio Ambiente.