terça-feira, maio 16, 2017

Antonino Homobono


Quem acha que o Amapá não tem nenhuma tradição em quadrinhos não sabe que um dos principais quadrinistas brasileiros da década de 1980 morou muito tempo aqui. Seu nome: Antonino Homobono Balieiro
Homobono, como ficou mais conhecido, nasceu em Afuá, no Pará, mas veio para Macapá aos 3 anos. Estudou na escola Alexandre Vaz Tavares e foi o primeiro secretário da Escola Cândido Portinari. Em 1974, foi para o Rio de Janeiro, tentar a Escola de Belas Artes. Foi aprovado, mas perdeu a inscrição por acreditar que não passaria. Seu destino seria mesmo as histórias em quadrinhos. No final da década de 1970 ele começou a publicar seu trabalho pelas editoras cariocas. Chegou a participar da equipe que passou para os quadrinhos o Sítio do Pica-pau Amarelo, pela editora RGE, de propriedade da Globo, que exibia o programa.
Também começou a colaborar com a editora Vecchi, em especial nas revistas Spektro, Sobrenatural, Chet e Chacal. O editor da Vecchi, Ota, lembra que ele era conhecido por ser um “pau para toda obra”. Desenhava rápido, em qualquer estilo, e sempre cumpria os prazos. Quando algum desenhista não entregava o material, era o Homobono que salvava os editores. 
Na editora Bloch seu traço se destacou na revista Capitão Mistério desenhando o vampiro Drácula, com grande elegância.
Posteriormente ele começou a trabalhar para a editora Abril, onde fez, entre outros trabalhos, a versão em quadrinhos do boneco Falcon.

Antonino morreu no dia 07 de julho de 2001 de uma grave doença no coração. 

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