sábado, junho 03, 2017

Juiz Dredd: eu sou a lei



Em 1977 a situação do reino unido não era nada boa. Altas taxas de desemprego, conflitos raciais e o avanço da extrema direita formavam um cenário que lembrava mais uma distopia de ficção cientifica do que um pais propriamente dito.
Foi nesse cenário caótico que surgiram o punk rock e a bíblia inglesa dos quadrinhos , a  revista 2000 AD.
A 2000 AD revolucionou os comics ingleses trazendo a linguagem das ruas e do punk rock para os comics ingleses. Grandes nomes começaram em suas paginas, Alan Moore, Neil Gaiman e Grant Morrisson , só pra citar alguns. Mas o personagem símbolo da revista era certamente o paranóico e violento Juiz Dredd.
Em 2139, o planeta  entrou em colapso total, o clima, os países, mudaram de forma tão drástica que o mundo acabou se tornando em um deserto desolado, que ficou conhecido como "A Terra Maldita". As pessoas vivem em "Megacidades" aterrorizadas por grupos de gangues selvagens  e o sistema judicial não consegue controlá-los, entrando em colapso. Entram em cena os conhecidos "Juízes", que tomam o papel de juiz, júri e carrasco, o mais temido e famoso de todos  e conhecido  como Dredd. O personagem na verdade era uma sátira da sociedade inglesa e sua polícia que atira antes de perguntar (como no caso do brasileiro Jean Carlos assassinado pela policia inglesa) e logo se tornou muito popular entre os punks e descolados da terra da rainha.
O personagem foi criado por John Wagner e Carlos Ezquerra e nunca foi muito popular fora do reino unido. Em 1995 um filme chegou a ser produzido com Sylvester Stallone no papel de Dreed, numa tentativa de popularizar o personagem nos EUA. Mas o filme foi um fracasso (arrecadou US$ 34,6 milhões, bem menos que o orçamento do filme que foi de US$ 90 milhões) o filme era péssimo e a tentativa se mostrou frustrada. Messmo assim o anti-herói continua fazendo sucesso sem eu país natal e fazendo aparições ocasionais nos quadrinhos americanos.

O que mais inquieta em Juiz Dreed é o futuro mostrado na HQ, cada dia mais próximo da nossa realidade: de um lado o  crime cresce desenfreado e de outro a policia fica  mais truculenta. 

Texto escrito em parceria com Jefferson Nunes

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