sábado, janeiro 07, 2017

Ponto de venda: vitrine

Há comerciantes que não percebem a importância da vitrine para seu negócio. Ela é o primeiro contato com a loja e, se for malfeita, o cliente nem entra. Produtos bem expostos, com iluminação adequada, fazem a loja se destacar e atrair consumidores.
Uma das primeiras decisões de vitrine é se ela será fechada ou vazada.
A vitrine fechada é caracterizada por um tapume. Isso permite que se crie um ambiente, pendurando produtos, mas impede a visualização da loja. Por essa razão, é usada preferencialmente por estabelecimentos comerciais grandes, com portas largas. 
As lojas de shopping, por exemplo, preferem a vitrine vazada, sem fundo.
A iluminação geralmente é feita com uma florescente de base, mais luzes incadescentes, para dar foco nos produtos.
Uma boa vitrine deve expressar novidade, por isso, aconselha-se mudá-la de 15 em 15 dias. Mas essas mudanças não podem descaracterizar a loja. O ideal é criar um padrão visual, que a pessoa reconheça em qualquer situação. Por exemplo, as vitrines das lojas O Boticário são sempre parecidas, usando formas  e cores semelhantes.
Também é importante que a vitrine esteja atualizada. Vitrine de Natal em pleno carnaval é mico na certa.
Alguns especialistas em marketing aconselham que a vitrine “conte” ou sugira uma história. Por exemplo, numa loja de lingiere, a vitrine pode sugerir a utilização do produto por parte do cliente, numa insinuação de encontro romântico ou fetiche.
Um dos erros mais comuns cometidos por varejistas é querer colocar tudo na vitrine. E lá vemos uma loja entulhada de produtos diferentes, de louça a roupas, sem espaço para respiração. É a famosa poluição visual.


Erros comuns no PDV
Não transforme sua vitrine num ambiente poluído: mostrar "tudo" o que se tem na loja dificulta a visualização e evita que o cliente se detenha para apreciá-la.

Cuidado com a utilização de fio de nylon para pendurar mercadorias na vitrine. Nada de fio grosso! Também cuidado com os alfinetes aparecendo.

Não coloque na vitrine mercadorias de qualidade diferente ou sem afinidade, como um tecido de seda ao lado de outro para forrar colchões.

Não coloque mercadoria amarrotada ou velha na vitrine.

Coordene promoção e propaganda e avise funcionários.

Faça vitrines com temas e troque-as a cada 15 dias.

Não faça cartazes amadores.

Não coloque coisas demais na entrada da loja, para não prejudicar a entrada do cliente.

Não deixe que vendedores e seguranças fiquem na frente da vitrine ou na porta.

Não se esqueça do preço dos produtos.

Não mantenha na loja produtos sujos, rasgados, amarrotados.


Cuidado com cartazes malfeitos ou que enganem o consumidor. Informações importantes (sobre exceções) devem constar na comunicação. 

sexta-feira, janeiro 06, 2017

Gian Danton está concorrendo ao prêmio Ângelo Agostini

A página Laboratório Espacial é um dos veículos de quadrinhos que estão pedindo votos para mim. Acima o banner elaborado por eles. 

Ângelo Agostini é o nome do primeiro quadrinista brasileiro (no final do século XIX ele criou duas tiras de humor pioneiras no mundo). Em sua homenagem foi criado um dos prêmios mais importantes da área. eu fui vencedor no ano de 1999 na categoria melhor roteirista e este ano estou concorrendo de novo em razão do meu trabalho no álbum As histórias Pedidas do Capitão Gralha.
Qualquer um pode votar preenchendo um formulário on-line que pode ser acessado aqui.

Jornada nas estrelas


Artista curitibano Butcher Billy vai participar da série “Black Mirror”


O artista plástico curitibano Butcher Billy está trabalhando na quarta temporada da série “Black Mirror”.
Em seu perfil nas redes sociais, o ilustrador curitibano confirmou a colaboração ao mostrar o contrato de confidencialidade com a produção em sua página no Facebook. O contrato o impede de dar qualquer informação relativa ao seu envolvimento na série. Leia mais

Ponto de venda: exibitécnica

O que não é visto não é comprado. Para evitar que isso aconteça, usa-se a exibitécnica, a arte de expor o produto, destacando-o dos demais e fazendo com que venda mais. O objetivo é tornar o produto visível, acessível e disponível ao consumidor. Se o consumidor procura um produto e não o encontra (ou porque não achou, ou porque ele simplesmente acabou na prateleira) sua tendência é levar o concorrente.
Um dos primeiros instrumentos da exibitécnica é a localização do produto. Existem locais bons e ruins no ponto de venda. A parte central das gôndolas, por exemplo, é melhor do que a ponta das gôndolas, no caso de um supermercado. Isso acontece porque a pessoa entra com uma certa velocidade no corredor e vai parando aos poucos. Assim, sua tendência é olhar mais para o produto que estiver na parte central. Por razão semelhante, produtos próximos à porta de entrada não costumam ser bem visualizados.
Outro fator importante é a altura dos produtos. Ninguém gosta de se esticar ou se agachar para pegar um produto. Assim, os melhores locais, em termos de altura, são entre 50 cm e 1,80 m, exceto no caso de produtos para crianças, que devem ficar em locais baixos. Em lojas infantis, as prateleiras costumam ser baixas justamente para deixar a criançada ter fácil contato com os itens à venda.
Em termos de produto, a melhor situação seria ocupar muito espaço na prateleira, na horizontal, na altura mais visualizada pelo comprador. Mas os varejistas logo perceberam que isso não era interessante, pois dava um ar de monotonia para a prateleira. Fica a impressão de que só tem um tipo de produto. Assim, a tendência do varejista é colocar os produtos na vertical, de cima a baixo.  Para ganhar espaço na horizontal, muitas empresas têm investido em variedades de produtos com mudanças na embalagem. Assim, tem o sabão em pó com cloro, sem cloro, com perfume, para roupas coloridas, para lavagem profunda. Um do lado do outro, eles ocupam grande espaço na prateleira, chamando a atenção do consumidor e se destacando dos concorrentes.

Bons locais
Parte central das gôndolas
Ponta de gôndola
Perto de produtos de alta procura
Corredores de fluxo obrigatório
Prateleiras à altura dos olhos
Perto do caixa
À direita dos produtos mais procurados

Locais ruins
Na entrada da loja
Na saída da loja
Início de fim das gôndolas
Atrás de balcões promocionais
Corredores apertados
Abaixo de 50 cm
Acima de 1,80 m
Nas áreas fora do fluxo de pessoas

À esquerda dos produtos mais procurados 

Xuxulu não tem problemas com Dagon


Capitão Amércia


Depois da I Guerra Mundial e a cri­se 1929, que outro tipo de catás­trofe poderia se abater sobre o mundo? A II Guerra Mundial.
    O mundo tinha um vilão que, apesar de não ter saído das páginas dos gibis, tinha várias se­melhanças com personagens de quadrinhos: era ridículo e extrema­mente maligno. Chamava-se Hitler e o grande sonho dos garotos da América era ver um herói dando um soco em suas fuças. Foi essa a idéia que o rotei­rista Joe Simon teve. Martin Goodman, chefão da Timely (atual Marvel) gos­tou tanto da idéia que resolveu lançar uma revista às pressas. O artista esco­lhido para ilustrar essas histórias foi Jack Kirby - que logo se tornaria uma lenda, influenciando toda a geração de desenhistas da futura Marvel.
    Simon e Kirby sabiam que tinham ouro nas mãos, tanto que fizeram várias exigências. O personagem deveria estrear em revista própria, e não em uma antologia. Os criadores ficariam com 15% dos lucros e teriam cargos assalariados, como editor e diretor de arte. Goodman concordou com tudo.
      O primeiro número chegou às bancas em fevereiro de 1941 e foi um sucesso. A primeira edição se esgotou em poucos dias. A edição seguinte foi de um milhão de exemplares e também esgotou. O Capitão América tornou-se o gibi mais vendido do período da guerra, mas também provocou muita polêmica. Joe Simon conta que a editora foi inundada por uma torrente de cartas de ódio e telefonemas obscenos cujo teor era: “morte aos judeus!”.  O prefeito de Nova York mandou uma guarnição pa­ra proteger os artistas e telefonou pes­soalmente, felicitando-os pelo seu trabalho na revista.
Os editores incentivavam os leitores a criarem clubes e servirem ao país como bons super-heróis. Essa iniciativa publicitária tomou tons bizarros quando crianças começaram a denunciar colegas ou parentes como espiões apenas por eles terem nomes com pronúncia germânica.
       Os artistas, entretanto, só foram perceber a extensão do sucesso do personagem quando começaram a apare­cer uma porção de imitadores. Surgiram o Capitão Bandeira, o Capitão Liberdade e a Águia Americana. A editora chegou a publicar uma ameaça de ação legal nas páginas da revista: ¨Cuidado, imitadores! Só há um Capitão América!¨.
    Mas Martin Goodman não parecia muito disposto a manter o acordo e, quando Simon e Kirby perceberam que estavam sendo passados para trás, foram para a National (futura DC Comics), onde criaram o último sucesso da guerra: Os Boys Comando.
    Stan Lee tentou conti­nuar as histórias do Capitão América, transformando-o num professor que combatia o crime nas horas vagas.
    Kirby e Simon ficaram tão furiosos com o fato de estarem usando seu personagem que resolveram criar uma paródia: o Fighting Amerícan, um super-herói que enfrentava vilões inap­tos, com nomes ridículos, como Super-Khakalovitch e Hotsky Trotsky.
    Evidentemente, a versão de Stan Lee não deu certo e a própria Marvel passou a desconsiderá-la.
    Lee só iria acertar em 64, quando recriaria o Capitão juntamente com Jack Kirby, tentando explicar toda a bobagem que tinha sido feita até ali com o personagem.
    O     Capitão América foi o primeiro personagem de HQ a assumir um discurso político, mas não foi o único a combater na II Guerra Mundial.
    Quase todos os personagens da época de Tarzã ao Spirit atuaram na guerra, em favor dos aliados.
            O Fantasma passou a enfrentar japoneses que invadiram a sua floresta e até Flash Gordon voltou do planeta Mongo para combater os nazistas.

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Ponto de venda: Layout

Layout é a organização da loja, visando a facilitar a vida do cliente (ajudando a achar os produtos que procura), a facilitar a atividade do vendedor, além de induzir as pessoas a comprarem mais. O layout também tem a importante função de fazer o consumidor andar por todo o ponto de venda, evitando que existam áreas mortas.
Já reparou que os itens mais importantes da lista de compras (como arroz, feijão, frutas e verduras) ficam na parte oposta à entrada do supermercado? É para fazer o consumidor percorrer a loja até chegar a eles. Mas existe a chance de o cliente ir direto ao ponto. Assim, outros itens importantes, como leite, café e produtos de limpeza, são espalhados por outros locais. Num bom supermercado, a pessoa precisa percorrer todo o espaço, passando por muitos produtos supérfluos, antes de encontrar o que precisa. 
Num shopping center, o layout é pensado para obrigar a pessoa percorrer todo o espaço se quiser chegar à área de diversão e lanches, que normalmente fica no último andar. Por isso as escadas rolantes ficam tão afastadas. A pessoa sobe para o segundo andar e tem que percorrer quase todo o piso antes de encontrar a escada que o levará ao terceiro, e assim por diante.
Em uma loja, o layout pode ser retangular, fluxo livre ou boutique.
O layout retangular é aquele típico de supermercados e mercadinhos. As prateleiras são colocadas uma ao lado da outra, em linha reta. Nesse caso, os produtos mais supérfluos, que geralmente não constam nas listas de compras (chocolates, salgadinhos etc.) devem ficar nas vias principais e os produtos mais básicos longe dessas vias, forçando o consumidor a percorrer a loja, expondo-o à tentação da compra por impulso.
A vantagem desse tipo de organização do ponto de venda é que ele é barato, fácil de fazer e favorece a segurança (é fácil perceber quando alguém está roubando um produto, pois há poucas áreas para se esconder). O lado negativo é que ele não é nada bonito, nem criativo. Por essa razão, ele não estimula o consumidor a ficar muito tempo no ponto de venda.
Já o fluxo-livre tem exatamente as características opostas. Criativo e diferente, ele estimula os sentidos do consumidor, fazendo-o percorrer de livre e espontânea vontade o ponto de venda, o que estimula a compra por impulso. As gôndolas são dispostas de maneira livre, preferencialmente criando ambientes. Por exemplo, numa loja de móveis, pode ser criada uma sugestão de sala de estar, de modo que o consumidor visualize como o sofá, o rack e a televisão vão ficar em sua casa.
O aspecto negativo é a falta de segurança. No fluxo livre surgem muitos espaços que podem ser usados para esconder um produto na roupa ou na sacola. Além disso, se for malfeito, esse tipo de layout pode causar confusão visual e até comprometer a compra, pois o ambiente está abarrotado de produtos, dificultando o fluxo.
Finalmente, o formato boutique é usado por aquelas lojas que dividem os produtos em setores, como feminino, masculino, infantil etc. Em alguns casos, como nas lojas Marisa e Renner, os produtos são divididos até por cores, como na seção de lingerie.

A vantagem desse modelo é a flexibilidade e a segmentação. Afinal, cada setor da loja fala diretamente para um tipo de cliente. Também é interessante por ajudar o cliente a encontrar o que precisa, desde que o ambiente seja bem sinalizado. 

Ponto de venda: preço

O preço é um elemento importante no ponto de venda. Já foi dito, mas não custa repetir: a falta de preço no produto desestimula o consumidor a comprar. Ninguém gosta de ficar perguntando preço.
Mas, claro, existem estratégias diferentes. Determinadas lojas trabalham com consumidores que dão grande valor à economia que fazem. Nesse caso, os preços são anunciados com alarde, em grande destaque. Já outras trabalham com consumidores mais sofisticados, que estão mais interessados na qualidade dos produtos que no preço. Nesse caso, os preços nas peças devem ser discretos.
Outro elemento importante no ponto de venda são os tablóides, impressos com os anúncios de ofertas. Eles podem ser muito úteis, incentivando o consumidor a comprar e a andar pela loja.
Mas é necessário tomar cuidado. Há comerciantes que acham que o sobrinho que mexe no computador pode fazer o tablóide. Como todo o material promocional, este impresso deve ser feito por profissionais, para não dar a ideia de algo amador. Outro cuidado importante: os preços no tablóide devem ser os mesmos da loja. 

Doctor Strange 4


Mulher-Maravilha


No princípio, o gênero super-herói era uma exclusividade masculina. A primeira super-heroina dos gibis, a Mulher-gavião, só surgiu em 1941, na revista All Star Comics 5. Mas a primeira grande heroína de sucesso só surgiria, na mesma revista, três edições depois. Trata-se da Mulher Maravilha.
A personagem era uma criação do psicólogo William Moulton Marson. Um dos criadores do detector de mentiras, Marson desviara-se da carreira acadêmica ao se transformar numa espécie de guru de auto-ajuda. Ele foi o primeiro psicólogo a ter uma coluna mensal em uma revista familiar, a Family Circle. Como forma de valorizar ainda mais suas opiniões, seu texto era apresentado na forma de entrevistas. Numa delas, ele falou de quadrinhos. Queixou-se da violência explícita dos gibis, mas disse que talvez os quadrinhos estivessem tocando “no ponto nevrálgico dos desejos e aspirações universais da humanidade”. Era um psicólogo falando bem dos quadrinhos! Isso fez com que Willian Gaines, da National, o convidasse para fazer parte do Conselho Editorial Consultivo da editora.
Marson percebeu a chance e decidiu aproveitá-la. Na sua opinião, “o maior crime dos gibis era sua masculinidade desbragada”. Assim, ele se ofereceu para criar uma super-heroina que atrairia as crianças e sossegaria os pais.
A base da nova personagem era a crença de que as mulheres são mais fortes que os homens, pois controlam a força do amor. Para o psicólogo, homens e meninos estavam procurando uma garota bonita e empolgante que fosse mais forte que eles.
Eles estavam procurando uma Mulher Maravilha! A personagem é uma das Amazonas da Ilha Paraíso que vem à terra para por fim à guerra e à exploração. Para combater o machismo e a violência, ela tinha duas armas. A primeira eram braceletes, com os quais ela poderia se defender contra tiros. Esses braceletes, além de serem uma arma de proteção, eram também uma lembrança das algemas impostas às amazonas por Hércules e, portanto, um símbolo do que acontece às garotas quando elas se deixam conquistar por um homem. A segunda arma era um laço mágico que obrigava todos que fossem presos por ele a se submeterem à vontade da Mulher Maravilha. Esse laço era um símbolo do que Marston chamava de “sedução do amor”, o poder real das mulheres.
Para desenhar a personagem, os editores da National queriam um ilustrador moderno, mas Marston bateu o pé no nome de Harry G. Peter, um ilustrador publicitário de estilo antiquado.
Os donos da National pareciam ansiosos para ter uma personagem escrita pelo psicólogo, tanto que não só concordaram com o nome de Peter, como ainda cederam os direitos dos personagens e royalties perpétuos sobre ela.
Durante a II Guerra Mundial, a Mulher Maravilha assumiria a identidade da enfermeira Diana Prince e se apaixonaria pelo capitão Steve Trevor, mas a relação dos dois sairia do padrão da época, pois era quase sempre ela que o salvava de perigos.

Apesar das histórias confusas (que sempre incluíam pessoas amarradas) e apesar do desenhista antiquado, a Mulher Maravilha foi um sucesso, tanto que em 1942 acabou ganhando revista própria. Mas o feminismo não parece ter tocado as meninas. 90% dos leitores eram homens, sobretudo pré-adolescentes. Para Gerard Jones, autor do livro Homens do Amanhã, “A Mulher-maravilha, muito mais do que um modelo para as meninas, como se pretendia que ela fosse, era uma forma dos meninos se aproximarem dos mistérios mais assustadores”. 

Ponto de venda: diversão

Muitas pessoas não gostam de fazer compras. Os varejistas se adaptaram a isso de duas maneiras opostas. Uns tornaram o antedimento tão rápido ou tão prático (como as compras pela internet) que a pessoa nem sente que está comprando. Outros tornaram o ato de comprar tão divertido que as pessoas simplesmente esquecem do tempo. A Stew Leonard é um exemplo disso, com as suas lojas cheias de bichinhos e funcionários fantasiados.
O sucesso dos shoppings centers mostra que a diversão aliada à compra é uma equação que funciona: as pessoas vão ao shopping center para se divertir e acabam comprando.
Na área de serviços, muitas empresas têm investido em diversão. É o caso dos restaurantes que fazem um parquinho para que as crianças se brinquem enquanto esperam as refeições. A simples presença de uma televisão numa lanchonete pode tornar o ato de esperar mais agradável. 

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Ponto de venda: cor e aromas

Todo mundo sabe a importância da cor em uma loja, mas poucos sabem usá-la. A maioria acha que usar bem a cor é usar o máximo possível, poluindo visualmente a loja. Na verdade, a regrinha básica é exatamente o oposto: em se tratando de cores, menos é mais.
O cliente deve ser capaz de identificar a cor da empresa. As cores da Volkswagen são azul e branco. Assim, tudo é azul e branco. Até mesmo se a loja fizer um feirão e resolver enfeitar com balões, os balões devem seguir essas cores. Isso ajuda a criar a identididade visual do estabelecimento, fixando a marca na cabeça do cliente.

A ciência do ponto de venda inclui até os cheiros. Sim, os cheiros podem ajudar a vender. Quem nunca teve vontade de comer pão ao passar ao lado de uma padaria de supermercado e sentir o cheiro de pão fresco?
Algumas experiências com aromas artificais têm sido usadas, como colocar cheiro de bacon perto dos salgadinhos, ou de flores perto de produtos de limpeza. As lojas de perfume usam aromas como forma de incentivar o consumidor a comprar.
Já estão sendo testados até mesmo feromônios, hormônios sexuais, que deixariam os clientes mais propensos a aceitar sugestões dos vendedores. Mas isso ainda é especulação. O que se sabe mesmo é o que o uso correto de aromas pode aumentar em até 20% as vendas de uma loja ou supermercado.
Se existem cheiros bons, que ajudam a vender, existem aromas ruins, que devem ser evitados, entre eles o de peixe, carne e mofo.


O Capitão Marvel


O Super-homem foi o iniciador e também o personagem símbolo da era de ouro dos quadrinhos,  e, por mais que aparecessem mais e mais super-heróis, parecia que nenhum deles nunca iria ter fôlego para bater o Homem do amanhã. Isso até surgir o Capitão Marvel, o herói de maior sucesso da era de ouro.
O rei da era de ouro surgiu na Fawcett, uma editora de um ex-oficial da I Guerra Mundial. Ele entrara no mercado publicando revistas de piadas, mas, diante do sucesso dos gibis, resolveu publicar também seu Super-homem. Assim, ele pediu ao editor Bill Parker e ao ilustrador C.C. Beck que se encarregassem da empreitada. Os dois criaram o Capitão Trovão. Para diferenciar, eles decidiram que as explicações para os poderes do personagem não seriam científicas, como no caso do Homem de aço, mas mágicas.
Assim, Billy Batson é um jovem repórter de rádio escolhido por um mago para ser campeão da verdade. Para se transformar, ele precisa dizer a palavra SHAZAN!, sigla que lembra heróis clássicos da mitologia (Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio). Cada herói se relaciona a uma qualidade do herói. Assim, Salomão representa a sabedoria, Hércules a força física, Atlas o vigor, Zeus o poder, Aquiles a coragem e Mercúrio a velocidade.
Ao dizer pela primeira vez a palavra, um raio o atingiu e ele se transformou no mortal mais poderoso do planeta.
O Capitão Marvel estreou na revista Flash Comics, numa edição distribuída a poucas pessoas, feita apenas para garantir os direitos sobre o personagem. Mas, para azar da Fawcett, uma outra editora lançou, no mesmo mês, uma revista com o mesmo nome. Assim, a revista precisou ter seu título alterado para Whiz Comics e o personagem foi lançado oficialmente em fevereiro de 1940, agora renomeado como Capitão Marvel. As histórias fizeram sucesso imediato, ameaçando rapidamente o reinado do Super-homem. A razão disso é que o personagem explorava muito melhor os limites (ou falta de limites) do gênero superheroiesco. Além disso, o desenho de CC Beck até hoje enche os olhos dos fãs. Para completar, havia os ótimos roteiros de Bill Parker, que depois seria substituído pelo igualmente competente Otto Binder.
Binder não só continuou a tradição de seu predecessor, como ainda tornou mais complexo o universo do personagem, introduzindo novos elementos em sua mitologia. Assim, o Capitão Marvel ganhou um companheiro, Capitão marvel Jr., e uma companheira, Mary Marvel. O interesse dos leitores era tão grande que os personagens da família Marvel se espalharam por duas outras publicações: Wow Comics e Master Comics. Também havia toda uma, uma das melhores que já povoaram os quadrinhos (o único super-herói que rivaliza com ele, em termos de originalidade de seus inimigos, é com certeza o Batman). Dos adversários do Capitão Marvel, dois se destacam: o Dr. Sivana, descrito como o cientista mais maluco do mundo, que deu ao Capitão Marvel seu apelido mais famoso, o de Big Red Cheese (Grande Queijo Vermelho); e o Senhor Cérebro, uma minhoca verde de óculos, que se comunicava utilizando um amplificador de voz.
O sucesso acabou incomodando a National, que publicava o Super-homem, e esta entrou na justiça contra a Fawcett acusando-a de plágio de seu principal personagem.  
A batalha judicial prolongou-se durante anos, encerrando-se em 1953 com um acordo proposto pela Fawcett, que havia decidido, devido às baixas vendas de sua revista, abandonar a publicação de histórias em quadrinhos e dedicar-se a outras atividades.

Devido a esse acordo, o Capitão Marvel mergulhou no limbo durante o restante dos anos 50 e todos os anos 60 no mercado norte-americano, retornando a ser veiculado somente durante a década de 70. No Brasil, no entanto, ele foi republicado normalmente durante os anos 60, pela Editora Rio Gráfica, do Rio de Janeiro. E, no Reino Unido, teve até um substituto, o Marvelman, atualmente conhecido como Miracleman, um personagem que nos anos 1980 revolucionaria os quadrinhos nas mãos de Alan Moore. 

Superaventuras Marvel 44


Comunicação visual no ponto de venda

A comunicação visual no ponto de venda é importantíssima. Antes de mais nada, é ela que permite ao consumidor visualizar o ponto de venda. A comunicação visual inclui desde a sinalização (que mostra onde encontrar os produtos) até banners com pôsteres com o perfil de clientes usando os produtos. Pouco importantes para os leigos, esses banners criam uma identificação com o cliente e fazem com que ele queira comprar e consumir os produtos.
As decorações sazonais também são importantes. Elas ajudam a “criar o clima”. Já imaginou entrar em uma loja, no final de ano, sem decoração de Natal? Parece que está faltando alguma coisa. Mas é necessário tomar cuidado com essas decorações. O ideal é, passada data, retirar tudo.
Também é necessário tomar cuidado com cartazes, avisos e placas. Placas velhas, com letras tortas ou com erros de português mancham a imagem da loja e podem destruir todo o esforço de merchandising. 

terça-feira, janeiro 03, 2017

Garcia-López


Criando um ambiente de compras

O ideal no ponto de vendas é evitar todos esses erros, criando um ambiente de compra agradável. Um dos elementos usados para isso é a iluminação. A regra básica para uma loja é que ela deve estar bem iluminada. Quem está passando na rua ou no corredor de um shopping e vê a loja escura, acha que ela está decadente e dificilmente entra. Muitas lojas utilizam a estratégia de usar uma forte iluminação interna, mas uma iluminação mais branda na vitrine, o que destaca o interior ao mesmo tempo em que permite chamar atenção para os produtos da vitrine, usando luz focada.
A iluminação tem sido usada também para destacar as características positivas do produto, tornando-se verdadeiras pistas de qualidade. Na padaria, usa-se luz amarela para destacar a cor dos pães. Na parte de carnes, usa-se luz vermelha, para destacar a cor da carne, tornando-a visualmente mais saborosa.
O som é outro elemento importantíssimo. Muitos lojistas colocam qualquer tipo de música e acham que estão chamando os clientes, quando na verdade os estão afastando. Devem ser evitadas especialmente músicas com batidas muito pesadas. Essas músicas, que aceleram o batimento cardíaco e fazem com que o corpo libere adrenalina, podem ser boas para uma academia, mas são péssimas para uma loja. Ali, ela vai apenas estressar a pessoa, deixando-a impaciente e irritadiça.
O ideal é trabalhar com um som suave, que envolva o cliente, deixando-o relaxado.
Nos supermercados, pesquisas demonstram que a música ideal varia de acordo com o horário do dia e deve ser usada para regular o ritmo de compra. De manhã, os consumidores de terceira idade costumam fazer suas compras, por isso a música deve ser calma e suave.
Na hora do almoço, a música é um pouco mais agitada porque muita gente enche o supermercado e quer fazer suas compras rápido. Uma música mais agitada ajuda nesse ritmo e evita filas nos caixas. Mas atenção: nada de música irritante. Nem pense num heavy metal ou num funk.
À tarde, a música volta a ser suave, mas com cantores e bandas mais atuais.
Entre 17 e 19 horas começa o rush dos supermercados, com as pessoas que  saem do trabalho e param para fazer compras antes de ir para casa. A música deve ser mais acelarada, como na hora do almoço.

Quem vai depois das 19 horas no supermercado já está se preparando para ir dormir, por isso a música deve ser bem suave, como que embalando o consumidor e deixando-o tranquilo para comprar. 

Batman


O surgimento do Super-homem foi um fenômeno de vendas sem precedentes. Logo todo editor estava pedindo a seus artistas que fizesse cópias daquele heróis. Uma dessas cópias surgiu um ano mais tarde, em 1939 e ficaria tão famoso quanto o Homem de aço: o Batman.
Bob Kane, assim como os criadores de Super-homem, era um garoto judeu que sonhava se tornar uma estrela com os quadrinhos. Seu pai era gráfico do New York Daily e conhecia um pouco do negócio (o que faria grande diferença na hora de negociar os direitos autorais).
Bob queria criar um super-herói que fizesse tanto sucesso quanto o super-homem. Acontece que ele não era exatamente um intelectual, e não conseguia escrever a histórias. Quando ele conheceu o jovem escritor Bill Finger, foi um casamento perfeito. Embora Finger pretendesse se tornar um escritor sério, ele também era apaixonado pelos pulp fiction e estava disposto a produzir qualquer coisa que lhe rendesse dinheiro.
Procurando inspiração para sua criação, Bob Kane vasculhou sua coleção de Flash Gordon e se deparou com os homens-pássaros desenhados por Alex Raymond. Ele então apresentou para Finger um herói vestido de vermelho, com asas mecânicas, chamado Homem-pássaro.
Finger achou que não era uma boa idéia. Como o personagem ia estrelar uma revista chamada Detetive Comics, ele pensava que deveria ter um ar mais soturno, uma criatura noturna, furtiva, envolta em uma capa preta. Que tal se fosse inspirado num morcego? Eles bolaram então um personagem vestido de cinza, com uma capa preta recortada, um capuz com orelhas e olhos que pareciam apenas frestas, dando um ar assustador ao conjunto. Para completar o conjunto, colocaram um morcego no peito do herói (para imitar o S do Super-homem) e lhe deram um cinto de utilidades com mil e uma bugigangas.
Os editores da National acharam o personagem perfeito para a Detetive Comics, mas Kane se negou a vender os direitos totais do personagem. Seu pai consultou um advogado e conseguiram um bom contrato que garantia muitos direitos para o desenhista. Posteriormente, quando Jerry Siegel e Joe Shuster tentaram conseguir na justiça os direitos do Super-homem, estes procuraram Bob para que ele entrasse com eles no processo. Ao invés de fazer isso, ele procurou a editora e negociou um contrato ainda melhor para ele.
Batman estreou no número 27 da revista Detetive Comics, em maio de 1939 e foi um sucesso imediato. Como Bill Finger não conseguia dar conta de todos os roteiros, Kane pediu à editora um segundo roteirista e apareceu Gardner Fox, que, na primeira história, mostrou o personagem levando um tiro. Isso definiu algo que ficaria claro nos anos seguintes: o personagem era o oposto do Super-homem. Enquanto um era a luz, o outro era as trevas. Enquanto o Super-homem vivia na ensolarada e otimista Metrópolis, Batman se esgueirava pelos becos escuros da corrompida Gothan City. Se o Super-homem era invencível e gostava de ricochetear balas em seu peito, o Batman era falível, um humano normal, que só ganhava graças à sua astúcia e ao cinto de utilidades.
Por muito tempo os leitores achavam que Bob Kane fazia todos os desenhos (a sua assinatura constava em todas as histórias), mas logo surgiram vários desenhistas fantasmas. Entre eles, Jerry Robinson, Jim Mooney e Sheldon Moldoff. Na época, Kane ficou famoso e costumava levar garotas em seus carrões para ver sua mansão adornada por uma série de quadros de palhaços pintados por ele. Dizia-se que até esses quadros haviam sido feitos por um desenhista fantasma.

Com o tempo, a descoberta de que muitas crianças liam a história fez com que fosse introduzido um parceiro mirim, o Robin. A partir de então, todo herói que se prezava tinha que ter um parceiro infantil. Geralmente eram eles que vendiam lancheiras para crianças. 

Compras por impulso

A compra por impulso acontece quando o consumidor compra algo que não estava pensando em levar para casa. É o caso do homem que entra na padaria para comprar um pão e leva também um jornal, ou da mulher que vai ao supermercado comprar macarrão e leva, também, um refrigerante.
Muitas lojas criam estatégias para incentivar a compra por impulso, mas outras geram verdadeiras barreiras a esse tipo de compra. Algumas das barreiras são: a má localização da loja, ou do produto, a fachada feia, a falta de iluminação ou iluminação malfeita, prateleiras desorganizadas, a falta de preços na vitrine ou no produto e a falta de simpatia dos funcionários, entre outros.

A falta de preços no produto, por exemplo, é um erro gravíssimo. Ninguém gosta de perguntar preços. A maioria dos consumidores prefere não comprar a perguntar quanto custa, principalmente por medo de o produto estar caro. O preço visível pode ser um ótimo argumento para comprar, especialmente se o produto estiver barato. 

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Merchandising

Merchandising é a parte do mix promocional responsável por trabalhar o ponto de venda de modo a despertar interesse para determinado produto ou para fazer com que o consumidor compre mais. É o merchandising que cuida para que o consumidor encontre o produto certo, no lugar certo, na quantidade certa e com o enfoque adequado.
O ponto de venda é considerado a mídia mais rápida e eficaz, pois é a única que conta com três elementos: o consumidor, o produto e o dinheiro. Alguns dados ajudam a entender a importância de ter destaque no ponto de venda:
- O consumidor só visualiza 5% dos produtos de um supermercado ou loja de departamentos.
- O consumidor leva em média 5 segundos para escolher entre um produto e outro.
- 85% das compras feitas em supermercado são realizadas por impulso.

Isso significa que vende mais quem cria o clima adequado, envolvendo o consumidor num ambiente tão agradável e tão favorável à compra que ele se vê seduzido. 

Super-homem


Na década de 1930 dois jovens judeus, Jerry Siegel e Joe Shuster andaram por quase todas as editoras e sindicates da época tentando vender um personagem que haviam criado. Todo mundo achava que o personagem era irreal demais e dificilmente venderia bem. O nome desse personagem era Super-homem, um dos maiores sucessos dos quadrinhos de todos os tempos.

O personagem havia surgido em um fanzine de ficção-científica editado por Siegel, o Science Fiction. Era um homem pobre, escolhido na fila para sopa e submetido a uma experiência científica que lhe dava poderes de ouvir o pensamento das pessoas e comandar seu comportamento. Graças a esses poderes, ele se transforma no governante despótico do mundo. Ou seja, inicialmente, o Super-homem era um vilão.

Com o surgimento das revistas em quadrinhos baratas (que no Brasil foram chamadas de gibis), Siegel percebeu ali um mercado e decidiu transformar seu personagem em um herói, aos moldes de Doc Savage, herói da literatura pulp.

O super-homem unia todos os elementos da cultura pop norte-americana: o valentão bonzinho batendo nos malfeitores (como nos pulp fiction), a malha colante dos fisiculturistas da época e a dupla identidade.

Conta a lenda que numa noite abafada de verão, Siegel não conseguia dormir e passou insone, pensando em seu personagem. De quando em quando ele se levantava, tomava água e fazia anotações. Quando amanheceu, ele já tinha o personagem estruturado, com sete semanas de história.

A história não é bem assim. Na verdade, o Super-homem foi sendo estruturado com o tempo, de acordo com as diversas recusas dos editores. Os dois quadrinistas chegaram até a fazer uma versão mais hard, para uma revista masculina.

Os sindicatos de distribuição, editoras e até estúdios (como o de Will Eisner, que posteriormente iria criar o ótimo Spirit) recusavam a tira com observações do tipo “Trabalho imaturo” ou “Prestem mais atenção ao desenho”.

Quando a National precisou de uma história pronta para colocar em uma nova revista que estavam lançando e que precisava estar nas bancas o quanto antes, Sheldon Mayer se lembrou do Super-homem que estava na pilha de materiais rejeitados. Não se sabe se foi uma antecipação do sucesso ou se era simplesmente a coisa que estava mais à mão, mas o fato é que a editora mandou uma carta com os originais para os dois rapazes dizendo que se eles conseguissem transformar aquelas tiras em uma história de 13 páginas o quanto antes, eles a comprariam.

Assim, Action Comics estreou no dia 1 de junho de 1938, tendo o Super-homem na capa, na sua pose clássica, segurando um carro acima dos ombros, para espanto de bandidos que fogem desesperados. Era um trabalho grosseiro, como se diversas histórias estivessem coladas sem muito nexo, mas mesmo assim provocou uma revolução no mercado. Não era só o heroísmo, mas também o humor. Em uma seqüência, o Super-homem corre por fio de alta tensão, levando um bandido consigo. “Não se preocupe. Os passarinhos ficam nos cabos telefônicos e não são eletrocutados – desde que não toquem num  poste telefônico! Opa! Quase bati naquele ali!”. Era algo novo: um herói fazendo piada. Isso conquistou os garotos.

A revista começou a vender horrores. Os donos da editora National mandaram algumas pessoas perguntarem nas bancas o que estava provocando o sucesso do gibi e o que ouviram foi: “As crianças querem mais desse herói”.

Conforme aumentava a popularidade do herói, aumentavam também seus poderes. No começo, ele apenas dava saltos enormes, mas logo estava voando. No começo ele era imune a balas (famosa a cena em que bandido atiram e as balas ricocheteiam em seu peito), mas logo ele já era capaz de agüentar até uma bala de canhão. Em uma história o herói foi obrigado a entrar telhado a dentro porque suspeitava que numa casa se escondia um bandido. Para evitar que novos telhados fossem danificados, foi inventada a visão de raio x.

Se por um lado ele era o herói mais poderoso da Terra, por outro lado, em sua identidade secreta, ele era Clark Kent, um repórter bobalhão que era sempre passado para trás pela colega Lois Lane. A diferença entre eles era de apenas um óculos, mas mesmo assim Kent conseguia enganar a todos. Alguns roteiristas acreditaram que o alter-ego de Super-homem fosse mesmo um bobalhão, mas trabalhos mais recentes, como de Grant Morrison em All Star Superman mostram que na verdade, ele apenas se faz passar por bobalhão.

Essa falsa dualidade Super-homem x Clark Kent permite um processo de identificação e projeção. O leitor se identifica com Clark Kent, mas se projeta no super-herói e suas realizações.

Com o tempo foram adicionados novos elementos à mitologia do personagem. Surgiu a kriptonita para contrabalancear os poderes cada vez maiores do personagem. A kriptonita verde pode até matar o herói. Já a vermelha tem efeitos imprevisíveis, podendo transformar o herói até mesmo em um monstro. Foi criada uma fortaleza da solidão, no pólo Ártico, um local em que o personagem guarda recordações de seu mundo e de suas aventuras.


Com o tempo, ficou claro também que um personagem tão poderoso não poderia combater reles marginais e surgiram os super-vilões, como Lex Luthor, Bizarro e Brainiac. 

Gian Danton está concorrendo a prêmio francês de quadrinhos


Novidade de final de ano: estou entre os concorrentes do famoso prêmio Angoulême. Angoulême é o maior festival de quadrinhos da França e sua premiação é um das mais importantes do mundo. 
Estou concorrendo na categoria quadrinho alternativo pela revista Mundo Paralelo, de ficção científica e fantasia com a qual colaborei com dois roteiros. Mundo Paralelo é revista  mix editada por Walter Klattu que inclui vários outros artistas. 
Este ano outros brasileiros foram selecionados para concorrer à premiação, entre eles Henrique Magalhães (pela revista Maria Magazine) e Eduardo Pinto Barbier pela revista La Bouche du Monde. 
Independente de ganhar ou não, só o fato de estar entre os finalistas de um dos mais importantes prêmios do mundo dos quadrinhos já uma honra. 

Endomarketing

O contrário da fidelidade é deserção. Existem muitas razões para que o cliente deixe de ser fiel a uma empresa. A principal delas, depois da má qualidade do produto, é o desempenho deficiente de funcionários. Funcionários desmotivados, emburrados e despreparados são um verdadeiro afasta-clientes. Por outro lado, trabalhadores competentes, motivados e fiéis à empresa tendem a conhecer melhor o cliente e garantir sua satisfação.
Manter o funcionário motivado para que ele atenda bem o cliente tem sido um desafio diário para a maioria das empresas. Inúmeras estratégias têm sido desenvolvidas com essa finalidade, mas não há consenso sobre o que de fato funciona.
Então, como saber se estamos no caminho certo?
Primeiro, olhe atentamente para seus funcionários: eles parecem felizes ou parecem estar ali apenas cumprindo uma obrigação? Eles sabem com clareza qual é o seu papel na estrutura da empresa? Eles têm consciência do que a empresa espera deles?
As respostas para essas perguntas vão dar uma noção do grau de envolvimento e motivação dos funcionários com a empresa. E funcionário motivado é funcionário que produz.
Motivar é dar motivos a alguém para que se porte de determinada forma. Logo, se eu quero que meus funcionários encantem meus consumidores, tenho que dar motivos a eles para tal. Convencê-los. E isso não é tarefa fácil, todos sabem. Mas é uma das mais valiosas estratégias mercadológicas, e a que mais contagia.
Um funcionário que acredita na empresa vai multiplicar a crença de que vale a pena trabalhar ali. E, por conseguinte, que vale a pena consumir ali.

Empresas como Volvo, Caterpillar e Serasa, sempre listadas no guia Exame de melhores empresas para trabalhar certamente já fazem a sua parte para desenvolver o endomarketing e, com isso, conquistar mais mercados.

domingo, janeiro 01, 2017

1984 - o ódio como forma de controle social


Dei de presente para minha filha o livro 1984, de George Orwell. Assim como Farenheith 451, de Ray Bradbury, e Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley, é leitura obrigatória para nossos tempos. Se Robison Crusoe e Gulliver são livros fundamentais para entender o humano, esses três livros são essenciais para entender regimes que tiram dos indivíduos sua humanidade e individualidade.
Não é por acaso que os três foram escritos no século XX, período em que surgiram regimes autoritários de esquerda e de direita.
Embora erre ao imaginar que esses regimes seriam impostos às pessoas (é cada vez mais óbvio que são as próprias pessoas que optam por esses regimes pois eles são mais confortáveis, algo muito bem explorado no livro de Bradbury), Orwell acerta em muitas características desses regimes. Algumas delas:
- A crença em um salvador da pátria, em que alguém que irá salvar a todos, levando-os ao paraíso na terra.
- O grupo se sobrepondo ao indivíduo.
- E o principal deles: o ódio. Não é por acaso que um dos momentos mais importantes do livro são os cinco minutos de ódio. Regimes autoritários são construídos a partir do ódio. O ódio a quem é diferente, o ódio a quem pensa diferente. Um medo que se transforma em ódio, pois as pessoas são convencidas de que há um eterno perigo e a única salvação é o ódio, é a eliminação de quem pensa diferente do líder.

Eu e o Olho de Agamato

Na foto acima com um colar com O olho de Agamoto, amuleto mágico das histórias do Dr. Estranho.
Essa é a nova versão, redesenhada para o filme, mas, pessoalmente, gostei bem mais que a versão original.
Nos quadrinhos, o amuleto é representado como um círculo com um olho dentro. É uma ideia interessante, mas simples e pouco estética.

O novo design remete diretamente às imagens geométricas psicodélicas criadas por Steve Ditko, co-criador do personagem. O próprio amuleto foi transformado no olho, enfeitado pelas figuras geométricas. Enfim, mais um dos acertos do ótimo filme.
Abaixo deixo vocês com uma imagem dos quadrinhos do Dr. Estranho que remete exatamente ao psicodelismo geométrico que caracterizava o personagem.



Artigo de Gian Danton na revista Imaginário!


Meu artigo "A trajetória mítica de Promethea e os 12 passos do herói" foi  selecionado para publicaçãona revista Imaginário 11. Imaginário é a mais importante revista acadêmica sobre cultura pop do Brasil. A publicação, em PDF, pode ser pedida através do e-mail da Marca de Fantasia: marcadefantasia@gmail.com.

O Tico-tico


O Tico-tico foi a primeira revista em quadrinhos do Brasil. Conta a lenda, impressa na capa do primeiro número, que um grupo de pirralhos foi até a revista O Malho exigir que fosse criada uma publicação específica para eles.

Na verdade, o dono de O Malho, estava de olho nesse novo e crescente mercado representado pelas crianças. Um mercado, aliás, que durante anos não teria qualquer concorrência.

O primeiro número saiu em 11 de outubro de 1905 e seguia o modelo da revista francesa La Semaine de Suzette. Tinha quatro páginas coloridas. As outras usavam uma combinação de branco com vermelho, verde ou azul.
Custava 200 reis, preço que manteve até 1920.

Embora a inspiração fosse francesa, o personagem principal, Chiquinho, era um decalque de Buster Brown, do norte-americano Richard Outcault, publicado no jornal The New York Herald. O personagem era um garoto travesso que fazia as maiores traquinagens e acabava muitas vezes apanhando. Seu inseparável companheiro era o cão Tige. No Brasil, o desenhista Luís Gomes Loureiro adaptou o personagem, renomeando-o de Chiquinho. O cão virou Jagunço, e logo a série ganhou um coadjuvante, o negrinho Benjamin, retratado com a visão que se tinha do negro na época: descalço, lábios grossos, roupas simples e subserviente. Embora fosse um decalque, a adaptação ficou tão boa que durante muito tempo acreditou-se que Chiquinho era um típico personagem brasileiro.

A descoberta da origem do personagem se deu na década de 1950, quando um grupo de desenhistas novatos comparou Chiquinho com Buster Brown. Entretanto, Chiquinho tem sido reabilitado por ter conseguido se adaptar à realidade brasileira. Além disso, os decalques pareciam ser moda na época. Na Holanda, o garoto virou Sjors, do clube dos rebeldes, uma série reverenciada até hoje e de grande influência nos quadrinhos locais.

Alguns dos mais importantes artistas gráficos do Brasil colaboraram com O Tico-Tico. Entre eles, J. Carlos, um cartunista que conseguiu criar um traço único, tão diferente e simples que seus trabalhos constam no Museu das Caricaturas, na Basiléia. Segundo estudiosos, um desenho seu de um papagaio serviu de inspiração para que Walt Disney criasse o Zé Carioca. Na revista O Tico-tico ele ficou famoso pela personagem Lamparina, uma negrinha do morro que vivia pregando peças nos adultos.

Outro que se destacou foi Luiz Sá. Com seus personagens redondos, ele foi o pioneiro da arte da animação no Brasil, tendo feito um desenho em sequência com mais de cem metros, que nunca foi exibido por falta de patrocínio.  Para a publicação, ele criou Reco-reco, Bolão e Azeitona, um trio de garotos que apareceram de 1931 até o fechamento da revista na década de 1960.   


Finalmente, Max Yanton foi outra estrela da revista. Ele era especializado em tipos pitorescos, vagabundos e sem família. Sua criação mais famosa foi Kaximbown, de 1908, um aventureiro que nunca pagou seu empregado Pipoca e vivia se dando mal a cada episódio. O personagem ficou tão famoso que Rui Barbosa só chamava o desenhista de Kaxibown.  

Relacionamento: o cliente

            O primeiro público com a qual a empresa deve se relacionar é o cliente. O objetivo do marketing de relacionamento é desenvolver uma ligação economicamente eficaz a longo prazo entre a organização e seus clientes para benefício mútuo.
            Essa ligação vale a pena. Claro que existem muitos clientes nos quais a empresa não está interessada, como os ladrões ou os beligerantes, mas, no geral, vale a pena investir na relação com o cliente.
Além de ser muito mais barato manter um cliente atual do que conquistar novos clientes, pesquisas indicam que quanto mais tempo um cliente fica com uma empresa mais lucrativo se torna atendê-lo. Existem várias razões para isso. A primeira delas é que as compras do cliente tendem a aumentar com os anos. O homem solteiro se casa e começa a comprar não só para si, mas também para a família, por exemplo.
Além disso, conforme o cliente vai se tornando fiel, vão diminuindo os custos operacionais. Ele já conhece melhor o produto ou serviço e precisa de menos assistência. Se não bastasse isso, o cliente fiel gera lucro a partir da indicação do produto ou serviço para outros clientes, num buzz marketing mais eficiente que a publicidade convencional.
Assim, a fidelidade é o estado desejado. Ela acontece quando o cliente está disposto a continuar comprando com a empresa durante anos.
Philip Kotler, no livro Marketing para o século XXI, diz que empresas inteligentes, hoje em dia, não se veem como vendedoras de produtos, mas como criadoras de clientes lucrativos.
Uma das formas de criar clientes lucrativos é oferecer mais benefícios.
A customização é um dos benefícios mais procurados atualmente. Hoje todo mundo quer se sentir único. Um anúncio enviado diretamente para o consumidor, com o nome dele, tem muito mais valor do que um anúncio geral. Assim, muitas empresas têm mandado cartas de felicitações para clientes no dia do seu aniversário, muitas vezes oferecendo ofertas especiais.
A empresa norte-americana Mars envia cartões personalizados para gatos: “Caro Félix, parabéns pelo seu segundo aniversário. Receba nossos cumprimentos e cupons especiais para compra de alimentos adequados para essa nova fase da sua vida.” Os proprietários do Félix ficam encantados e aumentam sua preferência pelas rações Mars.
Outro fator relevante para a fidelização é a comodidade para o cliente. Quanto mais fácil for comprar e usar o produto melhor. Vejam, por exemplo, o sucesso das lojas de conveniência.
Outro exemplo são os bancos. Antigamente dizia-se que os bancos norte-americanos seguiam a regra 3-6-3: capte recursos a três por cento, empreste-os a seis por cento e chegue ao campo de golfe às três da tarde. Se o cliente precisasse fazer uma operação bancária depois desse horário, não tinha como. Quando o primeiro banco passou a oferecer serviços de caixa eletrônico, conseguiu, com isso, facilitar a vida dos clientes, ganhando sua fidelidade. O mesmo aconteceu quando o primeiro banco passou a oferecer serviços pela internet.
Hoje, uma das áreas que mais crescem é o comércio eletrônico. Afinal, é muito cômodo para o cliente ter acesso a um mundo de produtos sem sair de casa, sem enfrentar filas e sem gastar gasolina.
A comodidade para o cliente combina com a rapidez no serviço. Um banco norte-americano afixou um cartaz em suas agências: “Cinco minutos ou cinco dólares.” O cartaz prometia depositar cinco dólares na conta do cliente que tivesse que esperar mais de cinco minutos para ser atendido. Essa é uma ótima estratégia para conquistar e manter clientes. Afinal, quem é que gosta de esperar horas numa fila?
As lanchonetes fast-food existem justamente pela promessa de um lanche saboroso em pouco tempo. Na rede McDonald’s, o cliente acaba de pagar e já recebe seu sanduíche.  
Outro fator relevante é oferecer mais e melhores serviços ou produtos. Antigamente, os biscoitos água e sal vinham em embalagens grandes. No caso de uma família pequena ou pessoas que moram sozinhas, que não conseguiam consumir tudo de uma vez, os biscoitos logo ficavam moles e tinham de ser jogados fora. O surgimento das embalagens individuais foi uma revolução que ajudou muito a vida do consumidor.

Outro exemplo são as lâminas de barbear. A criação do barbeador descartável facilitou a vida dos consumidores, que não precisam mais montar a lâmina no aparelho. Além disso, o barbeador descartável é mais seguro. Então, a Gillette inventou o barbeador com duas lâminas, muito mais eficiente. Quando as duas lâminas deixaram de ser um produto ampliado e se tornaram elemento quase que obrigatório em barbeadores descartáveis, a Gillette inventou uma fita deslizante que facilitava ainda mais o ato de barbear. Quando até mesmo essas fitas foram imitadas pelos concorrentes, a empresa veio com uma fita antialérgica. Assim, a Gillette tem pesquisado ano a ano inovações que deixem seus consumidores mais satisfeitos, conseguindo sua fidelidade.