sexta-feira, maio 26, 2017
Capitão Gralha sem número - item raro da coleção
Este é um dos itens mais raros da minha coleção. Comprei em um sebo em Curitiba, na década de 1990. A capa estava em péssimo estado de conservação, mas o miolo ainda estava intacto. Infelizmente, os danos à capa tornaram impossível descobrir qual é o número desse gibi (e não há informações no miolo), mas acredito que seja já da fase final do personagem, pouco antes da morte de Iwerten.
quinta-feira, maio 25, 2017
Quem eram os três grandes?
Três grandes foi como a imprensa apelidou os líderes mundiais que se uniram contra o nazismo. Eram Franklin Roosevelt, presidente dos EUA, Winston Churchil, pelo Império Britânico, e Joseph Stalin, líder da União Soviética.
Os três juntos contralavam um território de 55 milhões de
quilômetros habitado por um terço da população terrestre. Stalin dizia que eram
um clube fechado no qual só entrava quem tivessem mais de cinco milhões de
soldados.
Os três se encontraram pela primeira vez em novembro de
1943. Esse primeiro encontro havia sido postergado ao máximo por Stalin, que
não estava em guerra com o Japão e temia uma retaliação desse país. Essa
decisão acabou ajudando-o, pois quando eles finalmente se sentaram para
conversar, os russos estavam botando para correr os alemães, o que lhe dava
grande poder de barganha.
A primeira discussão do encontro foi sobre a Polônia.
Churchil queria uma Polônia livre, com regime democrático e argumentava que a
Inglaterra entrara na guerra justamente para defender a Polônia. Stalin deixou
claro que, por questão de segurança, queria o poder sobre o país. Na verdade,
não havia muito o que discordar, pois as tropas soviéticas já estavam tomando a
Polônia.
Nessa primeira reunião, Roosevelt propôs a tese de
rendição incondicional. Em outras palavras, os alemães não poderiam exigir nada
em troca da rendição. Os outros dois aceitaram essas condições. Combinaram
também em fornecer armas para a resitência iuguslava. Churchil presentou Stalin
com uma espada cravejada de jóias, homenagem pela vitória em Stalingrado. Também
ficou acertado que Inglaterra e EUA criariam uma frente ocidental na Europa, o
que deu origem ao dia D.
O uivo da górgona - parte 62
62
Dani andou por entre as mesas e
cadeiras da área de alimentação. Nenhum som, nenhum movimento. Não havia
ninguém ali. Ela imaginou que de noite o shopping teria seguranças, mas ela não
encontrou nenhum – e os funcionários que falaram com ela haviam simplesmente
desaparecido. Nunca se sentiu tão sozinha e desolada. Incapaz de saber o que
fazer, ela se sentou em um banco e ficou lá, parada, extática. Finalmente o
cansaço superou o medo e ela se deitou de lado no banco duro. Ficou lá por
alguns minutos, os olhos fixos no nada, tentando entender, tentando saber o que
fazer.
Naquela noite ela teve pesadelos.
Sonhos com pessoas estranhas se dilacerando, com gritos, uivos e multidões.
Quando acordou, custou a entender
onde estava. Depois de um longo tempo percebeu que ainda se encontrava no
shopping e que tudo era real. A luz do dia entrava pela claraboia e a cegava.
Ela se levantou e foi até o
banheiro. Lavou o rosto e se olhou no espelho. O que era aquilo em seus olhos? Medo?
Felizmente havia a fome e isso era
uma prova de que ela ainda estava viva. Ela andou pela praça de alimentação e
percebeu que todos os quiosques estavam fechados com portas de enrolar. Sentia
fome e tinha comida muito perto dela, mas era como se estivesse inalcançável.
Num corredor próximo encontrou um
quiosque de doces e balas. Não era nada muito nutritivo, mas pelo menos
evitaria que ela desmaiasse de fome.
Ela ficou lá parada muito tempo.
Sentia que era fácil arrombar o quiosque, mas... e se aparecesse alguém? Como
explicaria isso?
Por fim, decidiu-se. Deu um murro
no acrílico, que cedeu um pouco, mas não quebrou.
Dani olhou à volta. O barulho
tinha repercutido no corredor e de repente parecia que alguém surgiria, mas o
silêncio continuava imperando. Talvez estimulada por isso, ela andou até uma
barra de madeira que devia segurar alguma coisa, mas agora parecia apenas um
espantalho no meio do corredor. Voltou com ela e bateu no acrílico, que cedeu,
deixando à mostra uma porção de minhocas de gelatina.
Dani pegou um punhado delas e
abocanhou-o. Fazia bem para o estômago, mas precisaria de algo mais
substancial. A garota pegou um pacote de papel e encheu-o de minhocas. Depois,
andou pelos corredores, procurando alguém.
Mas não havia ninguém.
Não havia pessoas que trabalhavam
em momentos que o shopping estava fechado? Seguranças, pessoal da limpeza?
Não havia ninguém. Nem no
terceiro, no segundo ou no primeiro andar. No primeiro andar, próximo à entrada
do estacionamento ela imaginou ouvir barulhos e resolveu descer.
A
luz das claraboias não chegava à área de estacionamento e Dani teve grande
dificuldade para acostumar seus olhos à escuridão. Ficou lá longo tempo, em
silêncio e parada, até começar a perceber algo.
Então
surgiu algo, lá na frente. Ela se escondeu atrás de um carro, o coração
disparado, como se adivinhasse que estava diante de um perigo.
O
movimento surgiu e desapareceu diante dela. Pareciam pessoas. E então, como um
som que fosse sendo ligado aos poucos, uma algazarra foi tomando forma,
primeiro muito baixa, depois muito nítida.
Era
um grupo de pessoas, andando muito próximas umas das outras. Andavam como
alucinados, arrastando os pés e soltavam lamentos agudos e desordenados. Dani
viu vários deles com uniformes de segurança. Outros pareciam ser da limpeza. O
uivo aumentava e diminuía e, alguns momentos, o único barulho ser das botas
arrastando no chão.
Em
silêncio, com medo até mesmo do som de sua respiração, ela voltou para os
andares superiores.
Epic Marvel
Epic Marvel foi uma revista lançada pela editora Abril em 1985 com material da linha Epic da Marvel (na qual os criadores tinham direitos sobre seus personagens). Tinha um formato maior que o famoso formatinho da Abril e custava mais caro. Talvez por isso - e por apresentar um abordagem à frente de seu tempo, sem super-heróis - a revista durou apenas 6 números. No entanto, o personagem Dreadstar, de Jim Starlin, ganharia uma legião de fãs, de modo que a editora Globo anos depois lançou uma revista só com suas histórias. Atualmente o personagem está sendo publicado em álbuns de luxo pela editora Mythos.
Galeão
Galeão é uma obra de fantasia histórica escrita por Gian Danton que se passa em algum lugar do Atlântico, no século XVII.
Depois de uma noite de terror, em que algo terrível acontece, os sobreviventes descobrem que estão em um navio que não pode ser governado e repleto de mistérios. A comida está sumindo, alguém está cometendo assassinatos, uma mulher é violentada e o tesouro do capitão parece ter alguma relação com todo o tormento pelo qual estão passando.
Galeão mistura vários temas da ficção fantástica e outros gênero numa trama policial, já que um psicopata parece estar agindo entre os sobreviventes. A história torna-se, assim, um quebra-cabeça a ser desvendado pelo leitor.
Valor: 25 reais - frete incluso.
Pedidos: profivancarlo@gmail.com.
Guerras secretas
Em 1980, Jim Shotter,
editor-chefe da Marvel, queria revolucionar o universo dos quadrinhos de
super-heróis com uma história grandiosa. Para isso, ele bolou uma série em 12
partes que mostraria os principais heróis e vilões da editora se enfrentando.
Em Guerras Secretas, uma
entidade super-poderosa, denominada Beyonder, cria um planeta e transporta para
lá os mais importantes personagens da editora. E avisa: destruam seus inimigos
e todos os seus desejos serão realizados.
Os personagens dividem-se
entre heróis e vilões e começam os conflitos. Entre os heróis, há estranhamento
pela presença de Magneto, um notório vilão dos X-men. Entre os vilões, começam
as brigas pela liderança.
Entre os heróis havia vários
medalhões da editora, como o Homem-aranha, X-men, Vingadores, Hulk, Coisa. Do lado dos vilões,
peso-pesados, como Doutor Destino, Lagarto, Ultron e Galactus. A presença de
Galactus no time de vilões tem causado, até hoje, controvérsias. Criado por
Jack Kirby e Stan Lee em uma aventura do Quarteto Fantástico da década de 1960,
ele é uma entidade cósmica super-poderosa, capaz de devorar planetas inteiros.
Sua presença no time de vilões desequilibraria qualquer disputa.
Para desenhar a história foi
chamado Mike Zeck, que vinha se destacando nas histórias do Mestre do Kung Fu
com seu traço elegante.
A história fez grande
sucesso e remodelou a vida de vários personagens da editora. O mais afetado foi
o Homem-aranha, que ganhou um uniforme preto, fruto de uma simbiose com um ser
alienígena. Posteriormente esse uniforme se transformaria no vilão Venon.
Guerra Secretas foi muito
bem resumida por uma funcionária da Marvel responsável pelo mercado direto:
“Guerras Secretas é ruim, mas vendeu muito bem!”.
Dizem que Jim Shotter pediu
tantas mudanças nos desenhos que, ao terminar, mandou para o desenhista Mike
Zeck uma garrafa de champanhe. Zeck abriu a garrafa e jogou todo o conteúdo na
pia.
No Brasil a história foi
lançada em 1986 para servir de divulgação para a linha de bonecos da Gulliver.
Mas os heróis estavam atrasados em relação à cronologia americana e, para
adequar essa inconsistência, a série foi cortada e mutilada. Até mesmo
personagens, como Vampira e Capitã Marvel, foram apagados e o final da saga foi
totalmente modificado para se adequar ao momento que a Marvel vivia no Brasil. Ou
seja: o que já não era bom, ficou ainda pior.
quarta-feira, maio 24, 2017
O que foi a batalha de Stalingrado?
Foi a tentativa alemã de tomar a cidade industrial de
Stalingrado, chamada assim em homenagem ao ditador russo.
O ataque começou no dia 19 de agosto de 1942. Era uma disputa
não só por uma cidade, mas por um símbolo, já que o local levava o nome de
Stalin. Tomá-la seria um ato simbólico. Assim, Stalin deu ordem para que a
cidade fosse defendida a todo custo.
Com a sua superioridade tecnológica, os alemães dominaram
boa parte da cidade. Depósitos de combustível explodiam como fogos de artifício
e muitos derramavam seu líquido no rio Volga, queimando navios e barcos. O
sistema de comunicação e o depósito de água da cidade foram atingidos, de modo
que os bombeiros podiam apenas assistir o incêndio dos prédios, limitando-se a
auxiliar as vítimas. Mas os russos resistiram em uma guerra urbana,
entricheirando-se nos prédios da cidade. A seu lado, tinham o “general inverno”
se aproximando.
O general Tchicov
percebeu que a Luftwaffe tinha papel fundamental no modo de guerra nazista e,
para neutralizá-la, decidiu iniciar uma guerra em que os russos deveriam
aproximar-se dos alemães e fazê-los lutar por cada centímetro de terreno. A
proximidade dos dois exército tornava impossível a ação dos aviões alemães.
Com a chegada do inverno a sorte soprou a favor dos
russos, que recebiam reforços de tropas descansadas.
O uivo da górgona - parte 61
61
Há quanto tempo tinha acontecido?
Há um dia, dois? Três?
Ela nunca saía de casa sozinha,
mas naquela noite resolvera que queria assistir a um filme no shopping.
Ela imaginou que alguém lhe
perguntaria por que isso era algo diferente, mas ninguém se lembrou disso.
Ficavam ali, parados, apenas olhando para ela, esperando por mais e mais
palavras dela. Especialmente o rapaz mais novo. Ele lhe olhava de maneira
diferente e Dani não sabia se gostava ou não disso.
Não aconteceu nada durante o
filme. Parecia uma sessão de cinema como qualquer outra. Quando terminou, as
pessoas foram saindo uma a uma. Dani também pensou em sair, mas algo – ela
sabia muito bem o que era – a impediu. Ela tentou ligar para sua mãe, mas o
número não atendia. Ela ficou ali, na sala de espera do cinema, vendo os
funcionários fecharem a loja de comidas e bebidas e limparem tudo. Ela os
olhava e tentava ligar para sua mãe, mas o maldito celular não atendia.
Então um dos funcionários se
aproximou e disse que ela não podia ficar ali, que eles teriam que fechar, mas
tudo que Dani conseguia prestar atenção era na mancha amarela na camisa do
uniforme dele. Ela observava e se prendia a isso, como fosse uma forma de adiar
o inevitável.
Dani saiu do cinema e olhou à
volta, no shopping. Não havia ninguém lá. Todas as pessoas que estava com ela
na sessão de cinema provavelmente deveriam estar em casa a essa hora. E, ainda
assim, o celular de sua mãe não atendia.
O que fazer? Sair e pegar um
ônibus? Já era tarde demais e, além disso, ela sabia muito bem que nunca sairia
sozinha. A simples ideia de sair do local sozinha lhe era terrível. Haveria,
talvez, a possibilidade de pegar um taxi, se encontrasse algum.
A garota olhou no relógio: meia
noite e meia. Talvez ainda conseguisse pegar um taxi, mas antes de sair ela se
certificaria de que poderia achar algum. Havia um local envidraçado do qual
podia observar o ponto de taxi e ter certeza de que encontraria um. Mas a
imagem que viu lhe pareceu estranha. A rua estava deserta. Havia dois taxis no
ponto, mas não havia ninguém por perto. Um deles estava com a porta aberta, mas
ela não via qualquer sinal do motorista. Que tipo de taxista abandonaria seu
carro assim, aberto?
Ela tentou de novo o celular e
novamente chamou, chamou, até não atender. Isso lhe deu um arrepio na espinha.
Mas ela só entrou realmente em desespero quando tentou vários outros números –
de amigos, parentes, de colegas de colégio – e ninguém, ninguém atendeu.
terça-feira, maio 23, 2017
O que foi a campanha da criméia?
A campanha da Criméia começou no dia 8 de maio de 1942,
sob o comando do general Erich von Manstein. Os soviéticos haviam se
entricheirado no pequeno Istmo de Parpatch e foram atacados. Em dez dias a
cidade de Kertch cai. Os russos são derrotados e os alemães conseguem uma
grande quantidade de prisioneiros e armas. São feitos 170 mil prisioneiros.
As forças alemães dirigiram-se, então, para o porto de
Sebastopol, no mar Negro. Os russos, na defesa, contam com nove divisões de
infantaria, diversas unidade blindadas, além de uma pequena força aérea e apoio
naval.
Os alemães, além dos blindados, contam com canhões de 305 mm , 350 mm e 450 mm , além dos gigantescos
morteiros Thor e Odin, de 600
mm . Outra arma importante era a colossal Dora, com
calibre de 820 mm
e cujo projétil pesava sete toneladas.
A batalha acaba se centrando na artilharia, com enorme
poder de fogo e no fim os russos são derrotados. O porto cai nas mãos dos
alemães, que fazem 90 mil prisioneiros.
O uivo da górgona - parte 60
60
- Ela é linda. – comentou Alan,
enquanto iam para a farmácia.
- Shhhiii. – fez Edgar. Tinha
acabado de conhecer a garota. A última coisa que queria é que ela se sentisse
de algum modo constrangida. Mas, de fato, era obrigado a concordar com Alan.
Ela era bonita. De um jeito peculiar – ela parecia estranha, com seus cabelos
desgrenhados escondendo o rosto como se tivesse medo de todos e o usasse como
uma espécie de escudo – mas era bonita.
Quando entraram na farmácia,
encontraram Sofia já estava recobrada, no colo de Zu. Abrira os olhos e sorriu
ao ver o professor. Havia uma fileira de pontos pretos em seu pescoço e ela
parecia fraca, mas fora isso não parecia haver nada de errado com a menina.
- Essa é a pessoa que estava nos
observando. – disse Edgar. Seu nome é Daniela, mas podem chamá-la de Dani.
Dani foi cumprimentada por todos.
Tinham se sentado no chão da farmácia e Alan trouxeram alguns sucos, barras de
cereais e chocolates.
Edgar fez um resumo do que haviam
passado até ali. A garota ouvia e mastigava uma barra de Twix.
- É isso. – concluiu Edgar, após
contar até o momento em que haviam entrado no shopping. Agora queremos saber de
você. Quem é você, como chegou aqui.
A menina pigarreou, tímida, como
fosse difícil falar sobre si mesma.
Então começou.
Onde você quer dizer com isso?
Dizem que Vicente Mateus, o presidente do Corinthias, pediu
para a secretária fazer uma convocação, marcando uma reunião para uma
sexta-feira. A secretária perguntou:
- Sexta-feira se escreve com x ou com s?
E ele:
- Marca a reunião para a quinta.
Se fosse hoje, ele diria:
- Coloca onde.
E a frase ficaria algo como “A Diretoria do Corinthias marca
uma reunião para a onde-feira”.
Parece piada, mas é exatamente o que estão fazendo com o “onde”.
“Onde” é advérbio e se refere a lugar. Tem o sentido e “no lugar em que”. Mas
essa palavra virou o coringa da língua portuguesa, sendo usado no lugar de
qualquer palavra que a pessoa não se lembre no momento. Assim, ele tem
substituído palavras tão díspares quanto “porém”, “pois”, “quando”, “assim”,
“e”, “em que”, “no qual”, “enquanto”, “todavia”
e muitas outras.
Assim, temos frases como:
A teoria ONDE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão ONDE estava com fome.
Eu gosto de pizza, ONDE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem
ONDE professores e alunos estão separados.
Compre o produto ONDE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu ONDE o secretário estava de férias.
Se formos levar ao pé da letra, a interpretação dessas
frases seria:
A teoria NO LUGAR EM QUE o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão NO LUGAR EM QUE estava com fome.
Eu gosto de pizza, NO LUGAR EM QUE vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem
NO LUGAR EM QUE professores e alunos estão separados.
Compre o produto NO LUGAR EM QUE ganhe o cupom.
O atentado aconteceu NO LUGAR EM QUE o secretário estava de
férias.
Na verdade, o que se queria dizer era:
A teoria NA QUAL o filósofo argumenta...
O rapaz roubou o pão, POIS estava com fome.
Eu gosto de pizza, PORTANTO vou comer tudo.
A Educação a distância é um processo mediado de aprendizagem
NO QUAL professores e alunos estão separados.
Compre o produto E ganhe o cupom.
O acidente aconteceu ENQUANTO o secretário estava de férias.
Algumas vezes é quase impossível entender o que o autor
queria dizer, como em:
Sempre com novas atração, onde nosso objetivo é sua opinião.
E o cúmulo quando encontrei o seguinte exemplo em um
trabalho universitário:
Faça sua pesquisa donde tire uma hipótese.
Além de ser gramaticalmente incorreto, o uso indevido do ONDE
dificulta a compreensão do texto, prejudicando o processo de comunicação e
ocasionando equívocos. Assim, da próxima vez em que for usar a palavra ONDE,
pense bem e veja se é isso mesmo que você está querendo dizer. Na dúvida,
troque o “onde” por “no lugar em que”. Se der certo, o onde está correto, caso
não, coloque a palavra correta.
Amazing Fantas 15y
Pessoas que não entendem de quadrinhos tendem a achar que o número 1 de uma revista em quadrinhos é a mais valorizada. Nem sempre. O melhor exemplo disso é este: a revista Amazing Fantasy 15 (de 1962) é de longe a mais valorizada da série por uma razão simples: foi a primeira a publicar uma história do Homem-aranha. Stan Lee aproveitou a revista, que seria cancelada para introduzir seu personagem e testar sua popularidade (o dono da Marvel achou que as crianças não iriam gostar de um personagem baseado em uma aranha). Posteriormente o herói ganhou revista própria.
A marca da pantera
Os
anos 60 foram o auge da luta pelos direitos civis nos EUA. Figuras como Martin
Luther King e Malcom X serviam de inspiração para milhões de negros americanos,
cansados de serem tratados como cidadãos de segunda classe.
A
Marvel comics era a editora que na época estava mais antenada com os anseios
daquele momento de mudanças profundas. Stan Lee e Jack Kirby faziam sua própria
revolução nas paginas coloridas das Hqs.
Em
1966 a dupla criou um personagem coadjuvante no numero 52 do Fantastic Four, era o príncipe africano
T'Challa, mais conhecido como o Pantera Negra o primeiro herói negro dos comis
americanos. A polemica não ficava apenas
no nome (que Stan Lee ficou receoso em
utilizar), uma alusão direta ao movimento Black Panther que fez tremer a
direita americana nos anos 60, mas em como o personagem era apresentado.
Até
aquela época os negros eram retratados pelos comics americanos de forma caricata
e preconceituosa, como por exemplo o Ebano ajudante do the Spirit de Will Eisner
( que anos depois pediu desculpas a comunidade negra pelo modo racista com que
escrevia o personagem) dentro do estereotipo do Pai Tomas, o do negro
preguiçoso, burro e malandro.
Pantera
Negra é o nome do uniforme cerimonial da
nação africana de Wakanda. Filho do rei T'Chaka, T'Challa ingeriu na infância uma poção preparada com uma erva mágica em forma de coração, que,
de acordo com uma antiga tradição, deve ser ingerida por todos os futuros reis
de Wakanda em um ritual secreto. A poção desperta os poderes do "Espírito
da Pantera": força e agilidade sobre-humanas e sentidos super-aguçados.
Antes de obter os poderes, porém, T'Challa praticou todas as artes marciais do mundo e estudou nos melhores colégios (e universidades) da Europa e dos Estados Unidos, onde se formou como físico. Esta formação, por sinal, permitiu que ele no futuro criasse seu uniforme feito de Vibranium, um metal que absorve som e impacto e que é a principal fonte de renda de Wakanda, o "país mais rico e desenvolvido tecnologicamente de toda África do Norte".
Antes de obter os poderes, porém, T'Challa praticou todas as artes marciais do mundo e estudou nos melhores colégios (e universidades) da Europa e dos Estados Unidos, onde se formou como físico. Esta formação, por sinal, permitiu que ele no futuro criasse seu uniforme feito de Vibranium, um metal que absorve som e impacto e que é a principal fonte de renda de Wakanda, o "país mais rico e desenvolvido tecnologicamente de toda África do Norte".
Embora
tenha sido criado na era de prata, o personagem ficou realmente famoso na era
de bronze, quando estreou aventuras próprias, escritas por Don MacGregor e
desenhadas por Billy Graham. A partir do número 5 da revista Jungle Action, de
1973, os leitores puderam acompanhar o herói em uma aventura em que ele volta
para a África para combater uma revolta armada liderada pelo vilão Terror
Negro. Roteirista e desenhista não perderam a oportunidade de aprofundar a mitologia
e a personalidade do Pantera Negra. As histórias eram eletrizantes e o desenho
de Graham perfeitos para mostrar a savana africana. A série também apresentou
ótimos vilões, como o Salamander Kruel e Rei Cadáver.
Com
uma visão inovadora de um personagem
negro, com doses de nobreza, inteligência e principalmente falando de um reino
da Africa distante da miséria e de todos os esteriotipos vendidos pelas
produções de Hollywwod, o Pantera Negra abriu caminho para uma nova visão dos
heróis negros dos quadrinhos (Falcao, Raio Negro, Lanterna Verde John Stuart etc) e no cinema (
Blade).
Ainda hoje o principe T'Challa e seu uniforme negro
são símbolos do orgulho negro.
Texto escrito em parceria com Jefferson Nunes.
Texto escrito em parceria com Jefferson Nunes.
segunda-feira, maio 22, 2017
Jerry Spring
Criado por Jijé, Jerry Spring foi um dos principais personagens da HQ franco-belga. Surgiu em 1954 e foi publicado até 1977. O personagem chegou a ser desenhado por Moebius na sua fase clássica.
O que era o plano azul de Hitler?
O plano azul (fall blau) foi uma estratégia criada por
Hitler para acabar de uma vez por todas com a resistência russa. A idéia era
destruir definitivamente os exércitos russos, tomar o Cáucaso e consolidar o
domínio nazista na Ucrânia. Para isso, o grupo de Exércitos Sul deveria receber
reforços vindos dos outros dois exércitos (Centro e Norte).
Os alemães contavam com 88 divisões, sendo 28 eram
compostas de exércitos húngaros, romenos, italianos, e eslovacos, além de noruegueses
e voluntários espanhois.
O fall blau ia contra a opinião de muitos dos generais de
Hitler, que achavam que o momento era de reorganização e descanso das tropas,
além da chegada de mais recursos. Mas o ditador foi firme em sua posição,
argumentando que necessitava de uma vitória rápida no front russo.
Detective Comics #408 (1971)
Lançado em Fevereiro de 1971 com capa por Neal Adams e Gaspar Saladino, roteiro pelas lendas Len Wein e Marv Wolfman e com os desenhos do próprio Neal Adams, o número 408 da revista Detective Comics tem uma das capas mais marcantes de toda a história.
Na trama, Batman está há 24 horas procurando por Robin, que sumiu sem deixar rastros. Sua busca chega então a uma misteriosa casa nos arredores de Gotham... E que não existia até um dia atrás. Ao ter um vislumbre aterrorizante do parceiro, o Cavaleiro das Trevas vive uma sequência de eventos do mais profundo terror, onde sua sanidade é testada ao limite por um inimigo que parece invisível e invencível.
Histórico da publicação dessa edição no Brasil:
* Batman n° 26 - Ebal dezembro de 1971
* Batman Bi n° 42 - Ebal fev/mar de 1972
* Coleção Invictus n° 24 - Nova Sampa julho de 1995
Fonte: Capas clássicas de quadrinhos (vale a pena curtir e acompanhar as postagens)
Na trama, Batman está há 24 horas procurando por Robin, que sumiu sem deixar rastros. Sua busca chega então a uma misteriosa casa nos arredores de Gotham... E que não existia até um dia atrás. Ao ter um vislumbre aterrorizante do parceiro, o Cavaleiro das Trevas vive uma sequência de eventos do mais profundo terror, onde sua sanidade é testada ao limite por um inimigo que parece invisível e invencível.
Histórico da publicação dessa edição no Brasil:
* Batman n° 26 - Ebal dezembro de 1971
* Batman Bi n° 42 - Ebal fev/mar de 1972
* Coleção Invictus n° 24 - Nova Sampa julho de 1995
Fonte: Capas clássicas de quadrinhos (vale a pena curtir e acompanhar as postagens)
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