domingo, novembro 26, 2017

Fahrenheit 451



Finalmente assisti ao filme Fahrenheit 451, de François Truffaut, baseado na obra de Ray Bradbury (comprei por 12 reais no Submarino). O livro é uma das minhas obras prediletas e tinha muita curiosidade de ver o filme, já que o texto de Bradbury é muito poético, difícil mesmo de transpor para as telas.
Para quem não sabe, Fahrenheit é sobre uma sociedade na qual é proibido ler. Como as casas agora são à prova de fogo, a função dos bombeiros é queimar os livros. O personagem principal é justamente um bombeiro, Montag, que, perigosamente, começa a se interessar pelos livros que queima.
Há toda uma contextualização para a obra. Bradbury viu o movimento marcathista nos EUA, em que livros de escritores tidos como de esquerda eram queimados em praça pública. Viu também a perseguição aos quadrinhos, em especial à editora EC Comics, com a qual ele colaborava, perseguição que começou com queima de gibis em praça pública e terminou com a criação de um código que engessou os comics americanos. Bradbury também odiava a televisão, um aparelho que, na sua opinião, deixava as pessoas ocas, incapazes de refletir, em um estado de felicidade vazia e conformista.
Farenheit é um resultado de tudo isso: da perseguição aos livros e quadrinhos e da emergência da TV como mídia de massa.
Para além do conteúdo, o livro prende pela narrativa extremanete poética. Bradbury é um daqueles escritores que prendem mesmo que não estejam contando nada, de tão gostoso é seu texto.
Truffaut conseguiu o que parecia impossível: fez uma bela adaptação de uma obra quase inadaptável. Fez muitas mudanças, mas todas necessárias e adequadas ao espírito da obra original. Por exemplo, no livro há um cachorro mecânico com o qual Mantag tem problemas quando começa a se interessar por livros. Sem contar com os efeitos necessários, Truffaut fez Montag ter problemas com a barra pela qual os bombeiros descem. Do ponto de vista metafórico ficou ainda melhor, já que a cena indica que ele já não é mais um bombeiro.
O cineasta também aproveita para fazer uma homenagem a grandes obras da literatura. Aparece até mesmo uma MAD sendo queimada, numa referência direta à perseguição aos quadrinhos da EC Comics. Em outro momento, ele faz uma homenagem a Crônicas Marcianas, outro grande livro de Bradbury.
Ou seja: um filme de cabeceira.
Uma questão interessante, levantada pelo filme é: se você pudesse ser um livro, se você pudesse decorar um livro para guardá-lo para a posteridade, que livro você seria?
Eu adoro muitos livros, mas provavelmente seria O nome da Rosa, uma obra que reúne o que há de melhor em muitas outras obras que aprecio.

sábado, novembro 25, 2017

Promoção de vendas: Programas de fidelidade

               

            Os programas de fidelidade têm como objetivo, por meio da oferta de incentivos, conseguir que o consumidor permaneça fiel à marca durante um longo tempo. É uma estratégia muito usada, especialmente em mercados muito concorridos, e tem a vantagem de dar algo para o cliente, sem, no entanto, tirar o foco da fidelidade à marca.
Existem empresas que se firmaram no mercado graças aos programas de fidelidade, como a TAM, que premia com milhas seus clientes fiéis. Essas milhas depois dão direito a passagens aéreas.
Mas não é necessário ser uma grande empresa para implementar um programa de fidelidade. A mercearia de bairro pode, por exemplo, cadastrar seus clientes e dar prêmios de acordo com a quantidade comprada. Com isso, o dono garante que seus clientes farão de tudo para comprar só ali, pois sabem que serão recompensados por isso.

Mas cuidado: os prêmios devem ser atrativos. Não faça o cliente comprar durantes meses para ganhar uma escova de dente. 

A arte única de Brian Bolland


Brian Bolland é um desenhista britânico que ficou famoso na revista 2000 AD. Nos EUA seu primeiro trabalho de impacto foi a série Camelot 3000. Outro trabalho marcante dele foi a graphic Piada Mortal, com roteiro de Alan Moore. Na década de 1990 ele se dedicou principalmente a produzir capas para diversas revistas DC. Dizia-se que qualquer revista com uma capa sua venderia.














Neil Gaiman – o escritor dos sonhos


Até há pouco tempo, as histórias em quadrinhos eram consideradas uma subliteratura e acreditava-se que nenhum escritor sério se ocuparia de escrever gibis. O sucesso de Neil Gaiman, um escritor vindo dos quadrinhos, tem mudado a forma como as pessoas encaram essa nova mídia.
Gaiman fez parte de uma geração de artistas britânicos que, na segunda metade da década de 1980, sacudiu os comics americanos. Naquela época, vários artistas, entre desenhistas e roteiristas, invadiram a DC Comics e, embora trabalhassem com personagens menores, fizeram com que eles vendessem tão bem quanto as maiores estrelas da casa, como Batman e Superman.
Neil Gaiman sempre foi fã de quadrinhos e escrevia textos, em jornais locais, sobre o assunto. Quando soube que os editores da DC Comics, uma das mais importantes editoras dos EUA, estavam visitando a Inglaterra em busca de talentos, aproveitou a chance para mostrar seu trabalho em conjunto com o amigo Dave Mckean. Para isso, ele escolheu uma personagem obscura da década de 1970, que não interessava a nenhum artista famoso na época: a Orquídea Negra.
A minissérie de luxo Orquídea Negra se tornaria um sucesso e revolucionaria o mercado com sua arte fotográfica e texto poético; mas, antes que fosse publicada, os editores sugeriram que Gaiman escrevesse um título mensal. Gaiman começou então sua carreira em Sandman, sendo Dave Mckean responsável pelas memoráveis capas. A primeira seqüência delas mostrava uma prateleira de madeira na qual o artista juntava cacarecos, desenhos e colagens. Ninguém nunca tinha visto aquilo numa história em quadrinhos e muitos certamente compraram Sandman pela primeira vez por causa das capas. Mas o que fez com que eles continuassem a comprar foi o texto excelente de Gaiman.
Em Orquídea Negra e Sandman, Neil Gaiman elevou os quadrinhos a um nível literário poucas vezes alcançado. Qualquer um que botasse os olhos naqueles gibis sabia que estava diante de um grande escritor. O autor trazia conceitos, técnicas e abordagens da literatura, fazendo com que intelectuais se tornassem fãs de Sandman. Até mesmo as mulheres, que normalmente são avessas aos comics americanos, acabaram se rendendo a Sandman. Nas filas de autógrafos, especialmente no Brasil, havia geralmente mais mulheres que homens.
O trabalho em Sandman angariou para Gaiman vários prêmios literários. Assim, muitos se perguntaram como Gaiman se sairia num livro.   


Lugar nenhum
A primeira incursão de Gaiman na literatura foi uma parceria com Terry Pratchett no livro Belas maldições (1990), lançado no Brasil pela Bertrand Brasil. Nessa obra, um anjo e a serpente que tentou Eva no Paraíso são mandados à Terra para preparar o apocalipse, mas acabam gostando tanto do planeta que resolvem sabotar o plano. Interessante que os dois autores atualizaram vários conceitos, como por exemplos os quatro cavaleiros do apocalipse. Estes trocaram os cavalos por motos. Guerra é uma bela mulher que distribuiu seu atributo por onde passa; Fome é um executivo do ramo dos alimentos, que criou uma marca de comida que não engorda, mas também não alimenta. Peste aposentou-se com a invenção da penicilina, dando lugar à Poluição.
A primeira incursão solo de Gaiman na literatura foi Lugar Nenhum, escrito em 1996 e lançado no Brasil em 2007 pela Conrad.
Lugar Nenhum é adaptação de uma série de TV escrita por Gaiman para o canal britânico BBC. O personagem principal é Richard Mayhew, um jovem escocês que leva uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego, mas meio chato, e namora uma garota ideal, embora meio chata.
Mas um dia ele encontra uma garota ferida na rua e, após socorrê-la, sua vida muda completamente. Seus colegas e até sua namorada o ignoram, como se ele não existisse, e seu apartamento é alugado para estranhos. Ele não consegue nem mesmo pegar um táxi. É que ele passou a fazer parte da Londres de Baixo, onde vivem os tipos mais excêntricos: assassinos letrados, monges negros, nobres decadentes, falantes de ratês e muitos outros. Agora, para recuperar sua vida de volta, Richard precisa ajudar Door, a garota esfaqueada, a descobrir quem matou sua família.
Gaiman preferiu, em seu primeiro romance, seguir a mesma linha fantástica que o caracterizou em Sandman. Ele decidiu pisar em terreno conhecido e que domina como ninguém. Vale lembrar que muitos afirmam que Harry Potter é uma cópia de Os livros da magia, obra em quadrinhos escrita por Neil Gaiman.
Se em Sandman e Orquídea Negra, Gaiman trouxe para os quadrinhos técnicas e temas literários, em Lugar Nenhum ele faz o caminho inverso. Trouxe para a literatura os avanços alcançados por ele nas HQs As semelhanças narrativas são óbvias.
 Está ali, também, em Lugar Nenhum, os pequenos contos em meio às histórias maiores, que caracterizavam o roteiros de Gaiman. Em Lugar Nenhum acompanhamos, por exemplo, a história de Anaesthesia, uma garota que acompanha Richard pelo perigoso caminho até o Mercado Flutuante, onde ele deverá se encontrar com Door. A mãe de Anaesthesia ficou louca e ela foi mandada para morar com uma tia, que morava com um homem: "Ele me machucava. Fazia outras coisas também. No fim, eu contei pra minha tia e ela começou a me bater. Disse que eu estava mentindo. Disse que ia me entregar para a polícia. Mas eu não estava mentindo. Então eu fugi. Era meu aniversário". Com o tempo a menina foi se tornando invisível às pessoas, e um dia, quando acordou, fazia parte da Londres de Baixo.
A história da menina mostra a preocupação de Gaiman de construir um perfil até mesmo para os personagens menores. Cada um tem sua história de vida, sua personalidade e até seus cacoetes. As descrições detalhadas fazem com que, com o tempo, o leitor comece a ver essa outra Londres como um mundo ainda mais real do que aquele em que vivemos. São poucos os escritores que conseguem nos mergulhar assim em um mundo construído por eles.

Contos
Gaiman é um ótimo contista, o que faz de seus livros de contos itens obrigatórios na coleção de qualquer fã. No Brasil foram lançados duas dessas coletâneas.
Em Fumaça e espelhos (lançado no Brasil pela Via Lettera), Gaiman mostra todo o seu potencial para histórias fantástica, que prendem a atenção do leitor. Até mesmo uma pequena narrativa, incluída na introdução, destaca-se. Nela, um casal recebe de presente de casamento uma história em um envelope. Trata-se de uma perfeita descrição da cerimônia. Quando teve o primeiro filho, a esposa abriu o envelope e o que estava ali era uma versão distorcida dos dois anos felizes que os dois haviam passado juntos. No papel, a mulher havia recebido uma mordida na face, resultando numa cicatriz muito feia. E começou a beber para suportar a dor. A narrativa vai avançado e logo o leitor desconfia que o presente é exatamente esse: tudo de ruim que poderia acontecer na vida do casal acontece ali, na história.
O conto dá a tônica da coletânea.
Outro grande destaque é Procurando a garota. Nesse, um rapaz de 19 anos se apaixona por uma menina em uma foto da Penthouse. Charlotte era diferente das outras. Era sexo. Vestia sexualidade como um véu translúcido, como um perfume intoxicante. Anos depois, ele vê a mesma garota na revista, agora com outro nome, mas ainda com 19 anos. Inicia-se então uma busca por essa menina que encarna a sensualidade e que, provavelmente, está lá, em todos os lugares, todos os tempos, deslizando pelas fantasias dos homens, sempre uma menina. No conto, resumem-se todos os elementos que compõe o estilo de Gaiman: os arquétipos, o fantástico invadindo a vida de pessoas normais e a poesia.
Em Coisas Frágeis,  Gaiman resolveu fazer uma homenagem aos escritores que o influenciaream. A obra é dedicada a Ray Bradbury, Harlan Ellison e Robert Scheckley.
Ray Bradbury notabilizou-se por trazer a poesia para a ficção científica. "A Vez de Outubro", segundo conto da coletânea, tem influência óbvia desse autor norte-americano. Na história, os meses do ano se reúnem ao redor de uma fogueira, comendo lingüiças assadas e bebendo sidra. A estrutura ¨pessoas reunidas para contar histórias¨ é um verdadeiro fetiche para Gaiman, que já a usou diversas vezes em Sandman.
            "Um Estudo em Esmeralda" surgiu de um pedido de Michael Reaves, que estava editando uma coletânea. O organizador queria um texto que juntasse Sherlock Holmes com
Lovecraft. Gaiman viu-se em apuros. Afinal, Lovecraft lidava com o irracional, a loucura, enquanto Conan Doyle apreciava a racionalidade em suas histórias. Apesar da incongruência de estilos, Gaiman fez um bom trabalho. Foi a partir desse conto que o autor se tornou membro do Baker Street Irregulars, um grupo de entusiastas de Sherlock Holmes fundado em 1934 por Christopher Morley e que já teve em seus quadros gente famosa, como Franklin D. Roosevelt e Isaac Assimov.
Um dos pontos altos de Coisas Frágeis é "Golias", um conto escrito para o site de Matrix, explorando o universo da série. Gaiman leu o roteiro do primeiro filme, antes que ele fosse lançado no cinema e escreveu essa narrativa. Nela, a Terra está sendo atacada por uma forma de vida alienígena e a única forma de salvar o planeta é despertando um dos humanos escravizados pela Matrix. Gaiman brinca com a idéia de tempo psicológico, fazendo uma história que, surpreendentemente, tem final feliz. Mesmo que uma felicidade virtual. "Golias" tem o mesmo nível do primeiro filme e é superior aos outros dois da trilogia.
"O Pássaro-do-Sol" tem jeito de deliciosa sobremesa. É um conto sobre um grupo de pessoas, o Clube Epicuriano, que dedica sua vida a experimentar pratos inusitados. Foi escrito como presente de aniversário para a filha de Gaiman, quando ela fazia 18 anos. Ele pretendia imitar o estilo de R. A. Lafferty. "Suas histórias eram incríveis, estranhas e inimitáveis ― logo na primeira frase, você já sabia que estava lendo um conto de Lafferty". O resultado foi um conto saboroso e diferente.
Stardust
Stardust talvez seja a mais famosa obra de Gaiman, depois de Sandman. Mistura de quadrinhos com literatura, essa história teve origem em outubro de 1991. Gaiman estava numa festa, com vários escritores, desenhistas e editores quando aproveitou para fazer uma proposta para Charles Vess, um desenhista especializado em fantasia com o qual ele gostaria muito de trabalhar.
Gaiman contou a história de uma cidade do século XIX separada por um muro. Do lado de cá, era uma cidade normal, do lado de lado, um mundo de magia. O personagem principal era um garoto que atravessava o muro para trazer para moça um presente: uma estrela cadente (que, do outro lado, transformava-se numa linda mulher). Contou também sobre as bruxas, que queriam a estrela para renovar sua beleza e vários outros interessados na estrela.
Vess ficou empolgado, pois era o tipo de história na qual ele gostava de trabalhar, mas não queria fazer uma história em quadrinhos. Sua proposta era fazer algo que há muito tempo não era feito para o público adulto: um livro ilustrado, com uma figura em cada página.
Gaiman concordou que seria divertido fazer a história na forma de livro, mas pensou que ninguém se interessaria em publicar. No final das contas, a própria DC acabou publicado a história com uma minissérie de luxo, com miolo e capa de boa qualidade, em 1997. A acolhida do público foi tão boa que a série acabou sendo reunida em um único volume em 1997. Recentemente, o livro foi publicado numa forma mais convencional, num livro sem ilustrações, ainda com bastante sucesso.
Se a carreira de Stardust já era vitoriosa na literatura, tornou-se realmente espetacular com o lançamento de um filme, com elenco e orçamento milionário.


Deuses americanos
Outro livro de sucesso de Gaiman foi Deuses Americanos, lançado no Brasil pela Conrad. Nele, um homem sai da prisão depois de três anos e descobre que não tem para onde ir, pois sua mulher morrera num acidente e ele não tinha dinheiro ou casa. Então ele é abordado por um homem que lhe dá um serviço pouco comum: ser segurança de um deus. É quando o personagem se vê no meio de um guerra entre deuses astecas, sumérios, africanos e nórdicos, além de entidades relacionadas ao mundo moderno.
Gaiman continuou o tema ¨deuses vivendo junto a humanos¨ em Os Filhos de Amansi (Conrad), considerado por muitos críticos sua obra-prima. O volume conta a história de um tímido americano que vive como pacato contador em uma empresa londrina. Quando seu pai morre, o rapaz descobre que ele era Anansi, uma divindade trapaceira e brincalhona da mitologia africana e sua vida muda completamente.
O livro chegou a primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times.
Mais recentemente, Gaiman resolveu investir em literatura infantil com o livro Coraline (2002), uma assustadora fantasia para crianças (o escritor admitiu que está treinando as crianças para aprenderem a gostar de seus livros desde pequenos), com ilustrações de seu parceiro Dave McKean. A obra conta a história de uma menina que se muda para um prédio antigo e descobre um apartamento que deveria estar vazio, mas na verdade está cheio de criaturas estranhas. Do outro lado da porta há um mundo mágico onde há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Mas ela logo descobre que aquele mundo é tão mortal quanto encantado. O livro foi adaptado como animação pela Pandemonium Films e está sendo  distribuído pela Disney.

O resultado tem sido não só uma boa aceitação do público, mas também o aplauso da crítica. Gaiman é um autor premiado. Em 1991, faturou o Fantasy World Award pela revista Sandman. No ano seguinte o regulamento foi alterado, impedindo que quadrinhos concorressem, de modo que Gaiman é o único roteirista de quadrinhos a já ter conseguido um prêmio. Em 2002 ele foi agraciado com o Hugo, por Deuses Americanos. No mesmo ano ele levou para casa o Nebula, outro grande prêmio de ficção-científica e fantasia. Em 2003, o Nebula veio por conta de Coraline. Em 2004, ele ganhou o prêmio Hugo pelo conto Um estudo em esmeralda. Além dos prêmios literários, Gaiman faturou 13 prêmios Eisner por seu trabalho com quadrinhos.  

A história do homem que não existia


Informamos ao nosso distinto público que se encontra à venda o livro Francisco Iwerten - A Biografia de uma Lenda ao preço promocional de 15 reais apenas até o início do ano. Aproveite o clima natalino para presentear seus amigos com essa maravilhosa biografia. Interessados, favor contatar o senhor Gian Danton através do e-mail profivancarlo@gmail.com e mencionar este anúncio. 

A sabedoria de Homer Simpson

Para causar inveja no Bart, Homer adota um filho de fim de semana. O novo filho diz: ¨Papai Homer, você é tão sabido¨. Ao que o Homer responde: ¨Sabido não, meu filho, sabudo¨.

Quando aparece um disco voador, Homer solta: Não me levem. Eu tenho mulher e filhos. Levem eles!

Homer constrói uma capela e diz: Posso não entender muito de Jesus, mas nós construímos uma bela jaula para ele.

Homer rezando: Eu sei que nunca acreditei no senhor, mas se estiver aí em cima, por favor, me salve, super-homem!

Você tentou e falhou miseravelmente. A lição é: nunca tente.

Quando fizer alguma coisa errada, coloque a culpa no cara que não fala inglês.

Homer: fui salvo por esse adorável felino.
Lisa: mas, pai! É um paquiderme!
Homer: Não, filha. É um elefante!


Cérebro para Homer: Para mim chega, eu vou embora!

sexta-feira, novembro 24, 2017

MAD 18

Na época da MAD 18 dois assuntos estavam na boca de todos: a volta do reality show No Limite e mais um dos inúmeros escândalos de corrupção no Senado, na época comandado pelo famoso bigodudo. Quando o Raphael Fernandes me convidou para fazer a sátira do No Limite pensei em juntar as duas coisas e assim surgiu No Limite do Senado, no qual os integrantes ficam presos em uma ilha e ganha a disputa quem consegue roubar mais dinheiro. O editor Raphael Fernandes teve a ideia de divulgar as imagens da história como se ela tivesse sido censurada por políticos, o que chamou ainda mais atenção para a HQ. Os desenhos ficaram por conta do Anderson Nascimento. 


quinta-feira, novembro 23, 2017

Os primeiros desenhos animados da Marvel

Em 1966 o seriado do Batman estreado por Adam West era um fenômeno nos EUA. Foi quando tiveram a ideia de levar para as telas os heróis Marvel que estavam revolucionando os gibis americanos.
O roteirista Stan Lee associou-se aos produtores Steve Krantz e Bob Lawrence e venderam a ideia para a Paramount.
Tudo foi feito a toque de caixa com um orçamento baixíssimo para aproveitar a onda de super-heróis.
Para se ter uma ideia, um único estúdio fez 5 séries de 13 episódios cada em um único ano. Um verdadeiro recorde.
A receita era simples: pegavam os desenhos das histórias em quadrinhos e animavam no máximo um olho, uma boca ou uma mão. Os personagens não andavam ou corriam, deslizavam pela tela.
A  técnica de animação era tão tosca que as série são conhecidas hoje no Brasil como os desenhos desanimados da Marvel.
Para estrear o desenho foram escolhidos o Capitão América (em aventuras que incluíam os Vingadores), Thor, Hulk, Homem de Ferro e Namor.
Era possível ver na tela os incríveis roteiros de Stan Lee e o traço de Jack Kirby, Don Heck e Gene Colan, todos grandes desenhistas de quadrinhos.
Esses desenhos tinham aberturas com músicas cheias de gírias que se tornaram clássicos da bizarrice.

A imprecisão do tempo



Com a criação do relógio, surgiu a visão mecanicista e determinista do mundo. Ou seja, o mundo passou a ser visto como um relógio, uma máquina determinada e previsível. Até mesmo a educação e o trabalho passaram a ser regidos pelo relógio. Um professor, por exemplo, passou a ser pago quantidade de horas que lecionava.
Mas essa visão mecanicista do mundo parte da idéia newtoniana de que o tempo é um valor absoluto. Ou seja, o templo flui da mesma maneira em todos os lugares do universo. A teoria da relatividade de Einstein, no entanto, mostrou que essa idéia é equivocada. O tempo não é um valor absoluto, mas relativo. O mesmo evento visto por duas pessoas pode ser percebido em momentos diferentes, dependendo do ponto de observação.
Tanto a velocidade quanto a gravidade podem afetar o tempo. O tempo passa mais devagar para pessoas que estão em alta velocidade. Isso é exemplificado pelo chamado “paradoxo dos gêmeos”. Temos dois gêmeos, João e Maria. Um deles, Maria, faz uma viagem espacial à velocidade da luz. Para ela, a viagem dura apenas um ano, mas quando ela volta, descobre que seu irmão está 10 anos mais velho. Em viagens de avião, essa diferença é mínima, mas pode ser percebida por relógios atômicos. Isso significa que enquanto você faz uma viagem de avião, o tempo corre mais lento para você do que para quem está parado.
Da mesma forma, o tempo passa mais lentamente para quem vive em um planeta com alta gravidade. Esse achatamento do tempo já foi demonstrando em submarinos, que estão mais próximos do centro gravitacional da Terra.
Fora os aspectos físicos, há aspectos psicológicos que influenciam na percepção do tempo. Situações de tensão e preocupação podem fazer o tempo correr mais lentamente. Foi o que descobriu o professor Antônio Damásio, diretor do Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa. Na edição nacional da revista Scientific American (n.5), ele publicou um artigo explicando como o cineasta Alfred Hitchcock dilatou o tempo no filme Festim Diabólico. A película conta uma história que se inicia às 15:30 e termina às 21:15. ou seja, o tempo dramático é de 105 minutos. Ocorre que o filme foi feito em tempo real, sem cortes, e resulta em 8 rolos de 10 minutos. Ou seja, 80 minutos. 



Em outras palavras, o tempo real do filme não bate com o tempo percebido pelos expectadores.

Como o filme deixa os expectadores tensos o tempo todo, parece que se passou mais tempo. Segundo Damásio, “Quando estamos incomodados e preocupados, freqüentemente sentimos o tempo passar mais devagar, porque nos concentramos nas imagens negativas associadas à nossa ansiedade”.
Em outras palavras, uma aula monótona e desinteressante parece decorrer em maior tempo do que uma aula divertida e interessante, que parece passar mais rapidamente, por mais que nos dois casos, os professores passem exatamente 50 minutos do relógio em sala de aula (aliás, pela lógica do relógio, o primeiro professor deveria ganhar mais, já que passou mais tempo em sala de aula).
Essa extensão do tempo pode mesmo ser uma estratégia de sobrevivência, pois nos dá maior prazo para reação em situações de perigo.
Em setembro de 1980, o piloto de testes da marinha americana Russ Stromberg sofreu um acidente após decolar de um porta-aviões. Até o avião mergulhar no mar, ele teve 8 segundos para decidir o que fazer para se salvar. Tudo entrou em câmara lenta, disse ele, depois. Ele primeiro tentou religar o motor. Como isso não funcionou, ele decidiu se ejetar, mas para isso ele precisava verificar se estava segurando corretamente a barra do assento ejetor. No final, ele acabou se ejetando 10 metros acima da água. Mais tarde ele tentou descrever tudo que lhe passara pela cabeça durante a queda e levou 45 minutos. Ou seja, embora o tempo de relógio do acidente tenha sido de 8 segundos, para Stromberg se passaram algo em torno de 45 minutos...

Logan´s run: nenhuma ditadura é boa

Existem obras que nos marcam para o resto da vida. No meu caso, uma obra fundamental foi Logan's run (Fuga do século 23), um filme de 1976, dirigido por Michael Anderson, posteriormente transformado em série televisiva. Não lembro de ter visto ao filme, mas eu devorava a série todas as tardes e era muito raro perder um episódio.

Logan's run conta a história de uma cidade hermeticamente fechada onde as pessoas vivem para o prazer. Mas há um porém. Ao chegarem aos 30, todos precisam ser "renovados". A renovação acontece durante um evento chamado carrossel em que as pessoas, flutuando no ar, são atingidas por raios que supostamente teriam a capacidade de renová-los. Na verdade, as pessoas são mortas para dar lugar a crianças. 


Para cada criança que nasce, uma pessoa deve morrer. A estratégia é uma forma de controle populacional imposto pelas máquinas que governam a cidade e convencem os cidadãos de que 30 anos é idade máxima que se pode viver. Logan é um patrulheiro, uma das pessoas que perseguem e matam os que tentam fugir da renovação no carrossel.



Aí há algumas diferenças entre o filme e o seriado. No filme, Logan e uma jovem chamada Jéssica conseguem fugir, mas se deparam com um mundo destruído por uma guerra nuclear. Depois de muito caminharem, chegam em Washington, onde encontram um velho. Eles voltam para a cidade, que acaba sendo destruída e termina com os seus jovens habitantes ao redor do velho, admirados com um tipo de pessoa que nunca haviam visto. 


No seriado, Jéssica e Logan fogem ajudados por um androide e são perseguidos por patrulheiros. Em suas andanças à procura do Santuário, um local paradisíaco, onde as pessoas vivem felizes, sem terem de morrer aos 30 anos, eles se deparam com os mais diversos tipos de perigos, de uma sociedade religiosa fundamentalista a uma casa mal-assombrada (é, às vezes os roteiristas viajavam um pouco...). 


Minha idolatria pela série fez com que eu encontrasse uma ressonância em obras distópicas, como 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Adous Huxley e Farenheith 451, de Ray Bradbury e isso talvez explique porque eu gostei tanto desses livros. Em todos eles havia a concepção de uma sociedade despótica em que não eram as próprias pessoas que decidiam sobre seus destinos. 



Nesse sentido, Logan's run me ajudou a definir minha filosofia política. Eu percebi que os sistemas autoritários surgem geralmente respaldados pelos cidadãos comuns. Em Logan's run as próprias pessoas colocaram o controle nas mãos das máquinas, pois isso era mais cômodo, já que as máquinas providenciavam tudo que se necessitava, podendo as pessoas viverem apenas para o prazer. Em sociedades desse tipo, em que as pessoas colocam o controle de suas vidas nas mãos de outros, os que governam conseguem impor o que quiserem. Os habitantes da cidade dos Domos achavam que morrer aos trinta anos era algo absolutamente normal porque era isso que a as máquinas diziam. A figura dos patrulheiros também é interessante, pois embora também sejam vítimas desse sistema (também eles devem morrer aos 30 anos), eles o defendem com unhas e dentes. Tanto no filme quanto no seriado, Logan e Jéssica são perseguidos por um patrulheiro totalmente cego a tudo que vê, pois só consegue obedecer à sua programação. Da mesma forma, todo regime autoritário só existe porque tem à sua disposição a tigrada, aqueles que obedecem cegamente ao ditador, mesmo que sejam vítimas dele. 

Outro aspecto interessante é observar uma sociedade formada exclusivamente por jovens (há uma cena em que uma garotinha vê a personagem Jéssica, de 24 anos, e diz que ela é uma velha bonita) em um filme lançado no auge do movimento hippie.


No filme, as pessoas, quando querem sexo, entram num circuito que permite escolher qualquer outra pessoa que esteja no circuito (uma antecipação dos chats eróticos?), e há a loja do amor, onde qualquer um pode se relacionar com qualquer um. Ao fugirem, Jéssica e Logan redescobrem as sociedades antigas e as uniões estáveis e decidem que serão marido e mulher e terão filhos. Seria uma espécie de auto-crítica da geração do amor livre? Como um jovem refletindo sobre suas mais importantes questões, a série não dá respostas. Se no filme Jéssica e Logan tornam-se um casal (amável esposa, amável esposo), no seriado os dois fogem juntos, mas não fica clara a relação entre eles. Ou seja, a série é mais uma reflexão sobre um comportamento do que uma censura do mesmo. 


O filme também antecipa toda a discussão ecológica sobre o aquecimento global. Numa sociedade em que restauram poucos recursos naturais, a solução encontrada é o controle populacional e o reaproveitamento dos recursos (creio que esqueci de mencionar que as pessoas mortas no carrossel são secretamente transformadas em comida para os mais jovens). 


A presença do andróide REM também permite interpretações interessantes pois, embora Logan e Jéssica estejam fugindo da ditadura das máquinas, eles estão sendo ajudados por uma máquina. Seria o andróide um espião infiltrado entre eles apenas para destruir o santuário quando o encontrarem? A série nunca deixou isso claro, mas o fato deu origem a situações interessantes que quebram com o maniqueísmo: o amigo pode também ser o inimigo. Aquele que parece simpático pode ser a maior ameaça. 


O seriado nunca mostrou os personagens chegando ao santuário, o que foi uma decepção para alguns fãs. Mas, por outro lado, deixou em aberto a situação, permitindo que cada um visualize o santuário a seu modo. O santuário, assim, passou a significar menos um local e muito mais um sentimento de esperança de que o homem um dia consiga encontrar uma maneira de viver sem ser dominado por regimes autoritários, em que cada pessoa viva feliz, sendo responsável e livre para fazer suas próprias escolhas. 

quarta-feira, novembro 22, 2017

A arte impressionante de Gian Lorenzo Bernini



Bernini foi o grande artista do barroco italiano. Era pintor, escultor, arquiteto, teatrólogo. Seu domínio da técnica da escultura era tamanho que ele parece transformar mármore em pele humana.












MAD 15

Guia MAD de sintomas da gripe suína foi minha quarta colaboração com a famosa revista de humor. Boa parte do texto, claro, eram piadas com porcos e/ou com o Palmeiras. Alguns dos sintomas também faziam referência ao país de onde se acreditava que vinha a gripe, o México. Hoje em dia se sabe que a gripe nem veio do México nem é proveniente de porcos, mas nas época isso deu uma boa sátira. Os desenhos ficaram por conta de Juarez Ricci e o roteirista Matheus Moura me ajudou no roteiro. 

terça-feira, novembro 21, 2017

Ponto de venda: layout


Layout é a organização da loja, visando a facilitar a vida do cliente (ajudando a achar os produtos que procura), a facilitar a atividade do vendedor, além de induzir as pessoas a comprarem mais. O layout também tem a importante função de fazer o consumidor andar por todo o ponto de venda, evitando que existam áreas mortas.
Já reparou que os itens mais importantes da lista de compras (como arroz, feijão, frutas e verduras) ficam na parte oposta à entrada do supermercado? É para fazer o consumidor percorrer a loja até chegar a eles. Mas existe a chance de o cliente ir direto ao ponto. Assim, outros itens importantes, como leite, café e produtos de limpeza, são espalhados por outros locais. Num bom supermercado, a pessoa precisa percorrer todo o espaço, passando por muitos produtos supérfluos, antes de encontrar o que precisa. 
Num shopping center, o layout é pensado para obrigar a pessoa percorrer todo o espaço se quiser chegar à área de diversão e lanches, que normalmente fica no último andar. Por isso as escadas rolantes ficam tão afastadas. A pessoa sobe para o segundo andar e tem que percorrer quase todo o piso antes de encontrar a escada que o levará ao terceiro, e assim por diante.
Em uma loja, o layout pode ser retangular, fluxo livre ou boutique.
O layout retangular é aquele típico de supermercados e mercadinhos. As prateleiras são colocadas uma ao lado da outra, em linha reta. Nesse caso, os produtos mais supérfluos, que geralmente não constam nas listas de compras (chocolates, salgadinhos etc.) devem ficar nas vias principais e os produtos mais básicos longe dessas vias, forçando o consumidor a percorrer a loja, expondo-o à tentação da compra por impulso.
A vantagem desse tipo de organização do ponto de venda é que ele é barato, fácil de fazer e favorece a segurança (é fácil perceber quando alguém está roubando um produto, pois há poucas áreas para se esconder). O lado negativo é que ele não é nada bonito, nem criativo. Por essa razão, ele não estimula o consumidor a ficar muito tempo no ponto de venda.
Já o fluxo-livre tem exatamente as características opostas. Criativo e diferente, ele estimula os sentidos do consumidor, fazendo-o percorrer de livre e espontânea vontade o ponto de venda, o que estimula a compra por impulso. As gôndolas são dispostas de maneira livre, preferencialmente criando ambientes. Por exemplo, numa loja de móveis, pode ser criada uma sugestão de sala de estar, de modo que o consumidor visualize como o sofá, o rack e a televisão vão ficar em sua casa.
O aspecto negativo é a falta de segurança. No fluxo livre surgem muitos espaços que podem ser usados para esconder um produto na roupa ou na sacola. Além disso, se for malfeito, esse tipo de layout pode causar confusão visual e até comprometer a compra, pois o ambiente está abarrotado de produtos, dificultando o fluxo.
Finalmente, o formato boutique é usado por aquelas lojas que dividem os produtos em setores, como feminino, masculino, infantil etc. Em alguns casos, como nas lojas Marisa e Renner, os produtos são divididos até por cores, como na seção de lingerie.

A vantagem desse modelo é a flexibilidade e a segmentação. Afinal, cada setor da loja fala diretamente para um tipo de cliente. Também é interessante por ajudar o cliente a encontrar o que precisa, desde que o ambiente seja bem sinalizado. 

Batman, a série da década de 1960

Um dos maiores fenômenos da década de foi o seriado do Batman protagonizado por Adam West no papel de herói e Burt Ward como Robin.
O responsável por esse sucesso foi o produtor William Dolzier. Ele nunca havia lido um gibi e, quando os direitos do personagem cairam no seu colo, ele decidiu que transformaria o seriado em uma comédia. O produtor colocou no papel principal o desconhecido ator Adam West, que nitidamente estava fora de forma, com uma barriguinha proeminente. Além disso, introduziu clichês dos seriados de matinês, como o gancho no final do episódio com os heróis prestes a morrer em alguma arapuca, com a linguagem de quadrinhos e a estética da pop art. Essa mistura foi bem aceita pela público da época. Na estreia o programa teve quase 50% da audiência. Depois o seriado seria badalado até pelo famoso artista Andy Warrol. 
O sucesso foi tanto que os astros da época disputavam a tapa uma oportunidade de aparecer na série; senão como vilão especialmente convidado ou na janela de um prédio que a dupla estivesse a escalar. Deram as caras, nesse quadro, grandes nomes da época como Sammy Davis Jr, Jerry Lewis e até o Papai Noel.
Esses convidados ganhavam mais do que os protagonistas. Aliás, todo mundo ganhava mais que o Robin. Ward, que fazia o garoto prodígio, ganhava menos do que o mínimo para um ator. Até o dublê que o substituía nas poucas cenas de perigo recebia mais do que ele. 
Os problemas do pobre Robin não acabavam aí: o estrelismo de West fazia com que ele improvisasse várias falas, tentando chamar a atenção para si, o que atrapalhava Ward. Além dia a Liga Católíca pela decência reclamou que o calção deixava proeminente demais o órgão sexual do parceiro mirim. Não é à toa que a frase predileta do garoto prodígio fosse “Santa qualquer coisa Batman!”, como: Santo problema, Batman ou Santa confusão, Batman.
O tom era mesmo de comédia. Em um dos episódios, Batman tenta se livrar de uma bomba preste a explodir, mas sempre há algo na frente, seja um casal de namorados, um grupo de freiras, ou uma família de patos. No final, ele solta a pérola: em certos dias é difícil se livrar de uma bomba.
Apesar do grande sucesso, o seriado foi perdendo audiência  e chegou a ser odiado pelos fãs. Os quadrinhos do homem-morcego chegaram até mesmo a ficar mais sombrios na década de 1970, exatamente para distanciar os gibis dessa série cômica.
Odiada por muito, adorada por outros, essa série marcou a infância de muita gente.

Promoção de vendas: Concursos e sorteios


            Os concursos e sorteios se diferenciam pelo fato de que, no concurso, o consumidor precisa realizar uma atividade para ganhar. No sorteio, ele conta apenas com a sorte.
            Os concursos são muito mais difíceis de operacionalizar do que os sorteios, mas, se bem feitos, costumam virar uma febre. Todo mundo se lembra, por exemplo, do Show do Milhão, em que consumidores de produtos (Nestlé, cartões Bradesco) tinham que responder perguntas para poder concorrer a até um milhão de reais.
            Há algum tempo a rádio Joven Pan promoveu o concurso “Faça uma loucura pela Joven Pan”, o que levou a diversas ações de divulgação de sua marca, gerando uma bela mídia espontânea.
            Atualmente, em tempos de internet e de marketing viral, muitas empresas estão fazendo concursos em que os consumidores são estimulados a fazer vídeos sobre o produto. Os vídeos mais criativos ganham os prêmios e tornam-se virais.
            Um aspecto importante tanto nos concursos quanto nos sorteios é que o consumidor deve visualizar o prêmio. Colocar o prêmio na frente do ponto de venda já virou praticamente padrão nesse tipo de promoção, mas uma empresa de Belém (PA) inovou, colocando os vários carros que seriam prêmios para seus clientes pendurados por um guindaste na área. Isso gerou grande interesse por parte da clientela e até mesmo um buzz marketing. Afinal, todo mundo queria ir lá ver os tais carros pendurados por um guindaste.

            Um detalhe importante tanto sobre concurso como sobre sorteios: eles devem ser registrados na Receita Federal, até para que seja providenciado o pagamento de impostos dos prêmios. 

segunda-feira, novembro 20, 2017

A arte fantástica de John Buscema

John Buscema foi um dos principais desenhistas da Marvel de todos os tempos. Os editores dos títulos brigavam por ele. Seu traço elegante, anatômico e, ao mesmo tempo, com forte influência da arte expressiva de Jack Kirby, garantia as vendas de qualquer título. Assim, ele passou por várias revistas, do Quarteto aos Vingadores, passando por uma fase inesquecível no Surfista Prateado, até descobrir seu título definitivo: Conan. Seu traço deu ao personagem o ar feroz e selvagem pelo qual o personagem ficaria conhecido. Confira abaixo alguns de seus trabalhos fantásticos.