sábado, dezembro 11, 2010

Teaser trailer do filme do Thor

Parece bom.

Mostra de design do CEAP

Como já é tradição no CEAP, nos dias 9 e 10 acontece a Mostra de Design com os trabalhos desenvolvidos ao longo do semestre. Fui lá para conferir os trabalhos dos meus ex-alunos. Abaixo, alguns, algumas fotos do evento.







Um dos trabalhos que mais chamaram atenção foi sobre índices.

A partir dos indícios da cena do crime, o visitante tentava descobrir quem era o assassino.

A cena do crime.

Trabalho orientado por mim sobre ícone misturando fotos de pontos turísticos e desenhos.





Trabalho em vídeo sobre subliminar, orientado por mim.

Clube de cinema

A reunião do Clube de Cinema deste sábado promete ser a melhor já realizada. A programação será composta pela exibição da filmografia do cineasta pernambucano Camilo Cavalcante que está em Macapá ministrando
curso de Realização audiovisual coletiva dentro da programação do VII Festival Imagem-Movimento.

É a primeira vez que o Clube de Cinema faz uma sessão com o diretor dos filmes exibidos presente para comentar e debater com o público. Será uma interessante oportunidade para os realizadores e cinéfilos locais trocarem experiências e percepções sobre o audiovisual e suas diversas possibilidades. Na oportunidade também estaremos
comercializando um Box de DVD Duplo e com encarte com a filmografia de Camilo Cavalcante pelo módico valor de R$ 15,00.


Serviço:
15º Sessão do Clube de Cinema
Data: 11.12.2010
Hora: 18:30
Local: Auditório do Museu da Imagem e do Som (2º piso do Teatro das Bacabeiras)
Tema: Filmografia de Camilo Cavalcante
- Com comentários do diretor após as exibições
- Venda de DVD personalizado com a filmografia do Diretor
- Entrada Franca

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Programação 7º FIM


07 a 12.12 (terça-domingo)
Oficina de audiovisual com Camilo Cavalcante
- Oficina 01: Realização audiovisual (auditório do MIS);
Horário: das 15h às 18h


11.12 (sábado)
Clube de Cinema com Camilo Cavalcante
Horário: 18h30min-21h
Responsáveis pelo Clube de Cinema: Carla Antunes, Alexandre Brito

11 e 12.12 (sábado e domingo)
FIM em Santana;
- Oficina de produção de curta metragem;
- Mostra Camilo Cavalcante;
Responsáveis pela atividade: Mari Paes, Maksuel Martins e Tuto Pessoa


13, 14, 15, 16, 17, 18, 19.12 de 2010 (terça a domingo):
VII FIM;

13.12 (sexta)
Mostra da Escola de Cinema de Cuba (auditório do MIS)
Horário: 19-21h

14 (terça-feira):
 Abertura do VII FIM 2010 19-23H;
- Cortejo da Imagem, 18h, (Concentração no Teletubes, chegada no Teatro das Bacabeiras);
- Abertura da exposição de cartuns com o tema “cinema”, 20H, (Hall do Teatro das Bacabeiras);
- Mostra Acervo FIM , 21H, (no auditório do MIS, Teatro das Bacabeiras);

 15.12 (quarta):
 Mostra Acervo FIM nos Bairros 15-18H;
- Pedrinhas;

15.12 (quarta)
 Mostra FIM 2010 – 19-22H
Auditório MIS – 2º Piso Teatro das Bacabeiras



16.12 (quinta)
Mostra Acervo – 19-22H
 Muralhas da Fortaleza

 17 (sexta) 18H:
 Palestra 18H-19H30MIN
Tema: Vídeo-arte, com Cristiana Nogueira (UNIFAP), no Auditório do MIS

Mostra FIM 2010 20-23H
Auditório MIS – 2º Piso Teatro das Bacabeiras

18-19 (sábado-domingo):
Palestra 02 - 19-20H30MIN
Tema: Deleuze e o Cinema, com Herbert Emanuel (UEAP), no Auditório da Fortaleza
Mostra Acervo FIM no Pacoval


Virada Audiovisual, 22H
 A Festa do FIM, Arena Paint Ball
O FIM acaba quando vem a luz!
-Exposição projetada das fotografias  realizadas durante o festival.

O Estado do Amapá está falido

A Acilene Cavalcante está publicando no seu blog o “RX Econômico Financeiro do AP”, feito no início do governo de Pedro Paulo e que explica a situação de falência financeira do governo. A dívida será herdada pelo governador eleito, Camilo Capiberibe. Vale lembrar que boa parte da culpa dessa situação é tanto do TCE quanto da Assembléia Legislativa, que deveriam fiscalizar o governo, mas não fizeram. Culpa também da imprensa, que poderia ter denunciado essa sangria, mas calou-se durante os 8 anos do governo Waldez-Pedro Paulo. Nem mesmo nos momentos mais absurdos os jornais trataram do assunto, como quando o governo começou a embolsar o dinheiro do plano de saúde dos servidores públicos, fazendo com que dezenas de milhares de pessoas ficassem sem atendimento médico, mesmo pagando por ele.
Publico abaixo a primeira parte. A Alcilene publicará mais partes nos próximos dias. 

Exmo. Senhor Governador,
Com nossos cordiais cumprimentos, comunicamos que nesses poucos dias a frente da Pasta do Planejamento, constatamos a grave herança de uma crise financeira instalada em nosso estado. Os números contábeis e financeiros do governo são inversamente proporcionais aos do Setor de Desenvolvimento Econômico. A situação preliminar analisada é de pré-falência anunciada. O Estado não reúne condições de solvência dos seus compromissos e ao mesmo tempo, de custear-se. Estamos a beira de um colapso financeiro sem precedentes. O crescimento explosivo da dívida elevou o défcit financeiro mensal, que hoje é da ordem de R$ 32 milhões/mês, sendo R$ 11 mi com a previdência, 11 mi com as consignações em folha de pagamento e 10 mi com fornecedores. Esse déficit vem evoluindo e acumulando mês a mês. O Estado está gastando bem mais do que sua capacidade de arrecadação, tornando o patrimônio líquido negativo, caminhando para o processo de asfixia financeira aguda.
Atenciosamente
Sebastião Rosa Máximo

MSP Novos 50

O MSP 50 fez tanto sucesso que transformou-se agora em uma série. Em 2010 foi lançado o MSP+50, do qual tive a honra de participar. Ano que vem será o MSP Novos 50. O coordenador editorial da Maurício de Sousa Produções, Sidney Gusman, está soltando aos poucos os nomes, para desespero dos fãs, que gostariam de ter logo a lista completa. Alguns já são famosos, como Watson Portela. Mas há novatos de talento, como o Will Leite, que publicou em seu blog uma tira falando a emoção em ser convidado para o MSP novos 50. Para conhecer o blog desse ótimo quadrinista, clique aqui.

Farrapo humano

Billy Wilder é considerado um cineasta eclético pela sua incrível capacidade de transitar em gêneros que vão da comédia ao drama. Farrapo humano (1945) é um ótimo exemplo dessa versatilidade. O filme conta a história de um escritor (Ray Milland) que se vê em crise de abstinência ao ser privado de beber durante um final de semana. Ele faz de tudo para conseguir a bebida, até mesmo roubar a bolsa de uma moça. 
Acompanhamos sua decadência até ao ponto em que ele começa a ter delírios e pensa em se matar.
Esse parece ser o filme de Wilder mais influenciado por Cidadão kane. É, por exemplo, o que mais usa profundidade de campo, aliás, com ótimos resultados. A cena em que o protagonista procura a última garrafa de bebida é mostrada de cima para baixo, e vemos a garrafa, que estava escondida no lustre, como se fosse um fantasma pairando sobre ele. 
Algo curioso sobre o estilo de Wilder é que ele parece ser um cineasta da tela grande. Seus filmes só começam a empolgar lá pelo meio, pois há um grande respeito pelo primeiro ato, que muitas vezes parece arrastado e até desinteressante. Em Quanto mais quente melhor, por exemplo, o humor só se instala a partir da cena do trem e é só quando o receptor é fisgado. O mesmo acontece com Farrapo humano, de começo pouco interessante, com uma longa caracterização do personagem, mas que fisga o leitor do meio para a frente, a ponto de não se conseguir parar de assistir. 
Isso só era possível porque naquela época os filmes eram assistidos exclusivamente no cinema e raramente alguém saia no meio da sessão. Nos tempos do video-cassete, que pode ser desligado a qualquer momento, foi necessário fisgar o expectador desde o primeiro momento, daí o sucesso de George Lucas e Spielberg. 
Por sua denúncia crua do alcoolismo, o filme botou medo na indústria de bebidas, que chegou a oferecer 5 milhões de dólares para que o estúdio não o lançasse. 
Uma curiosidade é que Farrapo Humano fez tanto sucesso que gerou uma versão nacional, chamada O ébrio (1946), com direção de Gilda de Abreu e Vicente Celestino no papel principal.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Morre ator que inspirou o herói dos quadrinhos Tintim




O ator  dinamarquês Palle Huld morreu no último dia 26 de novembro em um asilo em Copenhague. Ele tinha 98 anos e estava afastado há muitos anos do cinema. As causas da morte não foram divulgadas.
Huld foi membro da companhia de teatro real da Dinamarca e ele apareceu em 40 filmes do país, entre 1933 e 2000.
Sua fama, entretanto, começou muito antes da carreira de ator.
Em 1928, ele ganhou uma competição organizada por um jornal para escolher um adolescente para ser repórter e viajar pelo mundo. Com 15 anos, Huld pôde viajar por 44 dias pelos EUA, Japão, Sibéria e Alemanha. A história o tornou famoso e ele foi recebido por 22 mil pessoas no seu retorno à Dinamarca. Leia mais

E-book Os quadrinhos e o castelo do Graal

Clique aqui para baixar o livro virtual Os quadrinhos e o castelo do Graal.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Dia do palhaço em Macapá

O Movimento Cultural Roda Ciranda convida V.Sa., para participar e acompanhar a Palhaciata que será realizada no próximo dia 10 de dezembro às 17h em homenagem ao dia do palhaço o cortejo sairá da frente do Teatro das Bacabeiras e seguirá até a Praça do Forte onde serão apresentadas diversas performances pelos artistas presentes.
O Movimento Cultural Roda Ciranda, foi implantado no Estado em outubro de 1999, com o objetivo de valorizar e fortalecer a cultura popular vem ganhando forma, espaço e reconhecimento através de suas participações em diversos eventos artísticos, sociais e culturais do Estado.
Em 2007, o projeto estréia o espetáculo “Ciranda de Palhaços”, uma mistura de performances satíricas de palhaço com a simplicidade das brincadeiras de criança,  lembrando ópera popular e o espetáculo circense.  O espetáculo  está em circulação há 2 anos.

Contato:
Fernando Chaves
Idealizador do Movimento Roda Ciranda
(96) 8116-4244  

Doçura Psicodélica

Do Amapá, MINI BOX LUNAR surge como a revelação do pop amazônico

Doçura Psicodélica
Foto: ALEXANDRE BRITO


Música originada do isolamento
O acre não é mais o limite. Já testado e aprovado em festivais como Se Rasgum (PA) e Grito Rock (MT), o Mini Box Lunar, a mais recente surpresa musical "fora do eixo", vem de Macapá, capital do Amapá. O clima cabaré de "A Boca", o folk carnavalizado de "Amarelasse/ A Viola e o Pandeiro", a melancolia espacial de "Gregor Samsa", a sanfona e os delicados solos de cordas de "Sessão Vintage" são algumas das mais de 20 jujubas pop do sexteto, formado por quatro instrumentistas que se revezam nos instrumentos e duas vocalistas. Uma delas, Heluana, conta que eram duas duplas de compositores - ela e Otto e Jenifer "JJ" e Sady - que trocavam figurinhas enquanto tocavam violão nas madrugadas ou tramavam uma banda de cover dos Mutantes, Arnaldo Baptista e Secos & Molhados. "Coisa de corações partidos, drogas, falta de perspectivas...", tenta explicar JJ, sobre o surgimento da banda na cidade isolada pela selva e pelas águas e que apresenta o maior índice de suicídios entre as capitais. Mas a rebeldia local não se traduziu em barulho ou grosseria. "A banda gosta dessa beleza quase infantil, sem pretensão", fala Alexandre, que completa a formação com Taiguara. Leia mais na Rolling Stone.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Marido Superman


Sete horas da manhã, o marido entra em casa.
A mulher espera de pé, perto da porta.
- Chegando a esta hora, Superman?
- Desculpe, eu estava com clientes.
- E vocês discutiram a noite toda até às sete da manhã, Superman?
- Tá certo. Nós fomos a um bar, até às três horas, para bebericar..
- Até às três, Superman?
- E o que a conteceu que você só chegou agora, às sete, Superman ?
- Eu... Bem..., é que depois nós fomos a um bar de strip-tease; mas eu só fiquei olhando! Eu não percebi o tempo passar.
- Tá bem, Superman . Você só olhou. No que mais você quer que eu acredite, Superman ?
- Nada, eu... Espera aí... Por que é que você está me chamando o tempo todo de Superman ?
- Porque só o Superman usa a cueca por cima da calça.

Aconteceu naquela noite

Aconteceu Naquela noite foi o primeiro filme de grande sucesso de Frank Capra (ganhou 5 dos principais prêmios do Oscar), o diretor que seria símbolo da era pós-recessão com suas histórias de caráter otimista. 
Em Aconteceu... uma garota (Claudette Colbert), filha de um milionário, foge de seu pai e passa a ser procurada por todo o país. Numa viagem de ônibus ela conhece um jornalista (Clark Gable) desempregado que vê na fuga uma grande reportagem capaz de fazê-lo conseguir seu emprego de volta. 
Os dois viajam dias juntos, de ônibus, a pé, de carona, de carro, em situações que oscilam entre o lirismo e o humor. Como a censura era forte na época, o diretor e roteirista usa de metáforas visuais, como o cobertor, colocado entre as camas, chamado de Muralha de Jericó. 
Capra não é inovador nem no uso da câmera, nem na montagem, mas, assim como Billy Wilder tem uma característica essencial dos grandes narradores: usa as imagens para contar a história. Não há um único take desnecessário ou mesmo planos abertos. O foco é todo nos atores e na história. 
Com isso, o diretor consegue criar uma química entre a dupla que só existia na tela. Na verdade, Clark Gable havia sido emprestado à Colúmbia como punição por sua constante recusa de roteiros na MGM e Claudette Colbert havia sido igualmente emprestada pela Paramount por medida disciplinar.
Dizem que os dois se odiavam e que a atriz simplesmente não queria fazer uma das cenas mais famosas do filme, aquela em que a mocinha mostra as pernas para conseguir uma carona. Colbert, sempre de má vontade, acabou se encaixando bem no papel da garota mimada. 
Aconteceu naquela noite pode não ter a mensagem espiritual de A felicidade não se compra ou o conteúdo crítico de A mulher faz o homem. Ainda assim, é uma ótima comédia de costumes com uma das melhores duplas do cinema. 
E, convenhamos, o título é muito bom.

sábado, dezembro 04, 2010

Maurício de Sousa na Academia Paulista de Letras

O blog Papo de Quadrinhos anunciou que Maurício de Sousa foi eleito para a APL. É o primeiro quadrinista a ocupar uma cadeira na academia. Resta agora torcer para que Maurício seja eleito para a Academia Brasileira e que outros quadrinistas ocupem posições semelhantes.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Dica de blog

Um dos melhores blogs que já encontrei sobre cinema é o Século da Luz, com resenhas que vão dos filmes pipoca aos clássicos. Se você gosta da sétima arte, confira.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Testemunha de acusação

Billy Wilder é um dos meus cineastas prediletos e Testemunha de acusação, de 1958, é só mais um exemplo da incrível capacidade narrativa desse diretor que era também um ótimo roteirista. 
Nele, um homem é acusado do assassinato de uma velhinha que teria deixado uma fortuna para ele em seu testamento. O melhor advogado criminalista da cidade, um velho ranzinza que praticamente rouba o filme, é contratado para defendê-lo. Mas o caso tem uma virada quando a esposa do acusado resolve ser testemunha não da defesa, mas da acusação, apresentando o testemunho de que ele chegou em casa com as mãos sujas de sangue e confessando o assassinato. 
O filme tem ótimas atuações, em especial de Charles Laughton como o advogado e de Marlene Dietrich, como a esposa, mas se sustenta mesmo em um ótimo roteiro, com viradas em cima de viradas. 
Como sempre faço com os filmes que assisto, costumo falar sobre a  estrutura do roteiro, mas nesse caso é necessário um aviso. Se o leitor um dia quiser assistir ao filme, não siga em frente. O final surpresa era tão importante que, no final da película passava um aviso pedindo que as pessoas não o contassem para seus amigos. 

Pois bem, se chegou até aqui, vamos lá. 
Quase no final do filme, quando o caso parece perdido, aparece uma mulher tentando vender cartas da esposa a um suposto amante explicando o plano de depor contra o esposo para poder viver a paixão entre os dois. Quando vi a cena, achei ali um típico Deus Ex Machina, um expediente dos maus roteiristas de colocar na trama uma solução artificial que não é resultado lógico do que veio antes. Inocentar o acusado com uma nova prova surgida do nada é um bom exemplo disso. Mas, no final, descobre-se que as cartas fazem parte de uma trama maior e começa uma reviravolta antológica. 
Billy Wilder é o cineasta que nunca fez filmes ruins, e Testemunha de acusação é um dos seus melhores.