segunda-feira, abril 18, 2011
Lançamento do filme Sem Sinal - divulgação
Gostaria de agradecer os blogs que estão ajudando na divulgação do lançamento do filme Sem Sinal, dirigido pelo meu filho:
Papel de seda
De Rocha
Mary Paes
Olhar alternativo
Karla Baliero
Festival da Imagem em Movimento
Papel de seda
De Rocha
Mary Paes
Olhar alternativo
Karla Baliero
Festival da Imagem em Movimento
Aniversário de Monteiro Lobato
domingo, abril 17, 2011
Promoção
Acabei de receber os exemplares do número 2 da revista Space Opera, projeto de FC do grande Leo Santana. Esse número conta com uma aventura de Andrômeda, Novas Amazonas e um conto dos Exploradores do Desconhecido escrito por mim e ilustrado pelo Jean Okada.
Reservei fazer uma promoção. Vou dar um exemplar da Space Opera e um da A3 (revista editada pelo Matheus Moura em que participo com a história Zulu, com arte de Will) para o leitor que fizer mais comentário até o dia 1 de maio. Já está valendo. Quem comentar mais, ganha o kit com a Space Opera e a A3.
sexta-feira, abril 15, 2011
Cultura pop japonesa - histórias e curiosidades
Cultura Pop Japonesa – Histórias e curiosidades é um livro virtual brasileiro independente voltado ao universo do entretenimento japonês. Escrito e organizado por Alexandre Nagado em coautoria com Michel Matsuda e Rodrigo de Goes, o livro apresenta definições, nomes, datas e fatos marcantes envolvendo mangá, animê, tokusatsu e diversos assuntos relacionados, como J-music, moda, games e comportamento.
Mais de 200 curiosidades, definições e fatos marcantes na história da cultura pop japonesa e de vários de seus artistas, em tópicos de fácil leitura para situar o iniciante e surpreender fãs e curiosos.
Saiba o que é mangá, animê, otaku, tokusatsu, qual o motivo dos olhos serem tão grandes nos desenhos japoneses e fique sabendo fatos interessantes sobre Naruto, Cavaleiros do Zodíaco, One Piece, Kamen Rider, Doraemon, Ultraman, Evangelion, Super Sentai, Street Fighter, Patrulha Estelar, Pokémon, Jiraiya, Sailor Moon, Cowboy Bebop, Jaspion, Dragon Ball e outros. Vários artistas também têm curiosidades comentadas, como Akira Toriyama, CLAMP, Ichirou Mizuki, Go Nagai, Shotaro
Ishinomori e diversos outros nomes representativos da cultura pop japonesa.
Cultura Pop Japonesa: Histórias e Curiosidades
Autores: Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes
Número de páginas: 203
Formato: PDF (14,8 x 21cm)
Preço: R$ 10,90
Onde comprar:
Blog Sushi POP (seção Loja Virtual)
http://nagado.blogspot.com/p/loja.html
Em um universo paralelo...
Quem disse que blog é só um passatempo? O Jefferson Nunes, amigo de Belém, criou o blog Em um universo paralelo e fez um trabalho tão bom que já chamou atenção de agências de publicidade. Para quem ficou curioso para conhecer o blog, é só clicar aqui.
quinta-feira, abril 14, 2011
As histórias em quadrinhos e o preconceito
Maurício Muniz
Entre as décadas de 50 e 80 – época em que os quadrinhos eram ainda muito populares -, se você fosse pego lendo um livro às escondidas no meio de uma aula, provavelmente levaria uma bronca da professora. Mas, se fosse pego lendo uma história em quadrinhos, havia grandes chances de que, além da bronca, a revista fosse tomada de você e até rasgada e jogada no lixo na frente de todo o resto da sala. Até há alguns anos, a escola, definitivamente, não era lugar seguro para um gibi.
Em casa, também não era muito diferente. Uma das "histórias de terror" mais comuns entre leitores de quadrinhos do passado era a do garoto que chegava em casa após a escola e descobria que, numa faxina geral do seu quarto, a mãe jogara fora toda a sua coleção de "revistinhas". Obviamente, para essas mães, aquelas pilhas de papel colorido não tinham valor algum e só tomavam espaço desnecessário no quarto do filho. Na verdade, como muitas delas haviam passado uma infância sem muitos luxos, elas provavelmente não conseguiam entender qual seria a razão para gastar dinheiro com historinhas do Superman (que, um dia, já foi Super-Homem no Brasil), Hulk ou Turma da Mônica. Como perguntava a mãe de um amigo: "Pra que ficar gastando dinheiro com papel?".
Se você nasceu depois de 1990 (ou até depois de 1980), essas histórias podem parecer exageradas, afinal não poderia haver tanto preconceito assim contras as histórias em quadrinhos, certo?
Antes fosse apenas um exagero.
Antes fosse apenas um exagero.
Leia mais no Guia do Quadrinhos
quarta-feira, abril 13, 2011
Circo de horrores
Essa charge do Maurício Ricardo mostra bem uma questão que temos discutido: a mídia não leva um maluco a sair atirando em pessoas, mas a possibilidade de ficar famoso sim. A maioria desses malucos faria qualquer coisa para ficar famoso, mesmo que no final terminasse morto ou preso. O mesmo ocorre com os trolls, que miram sua arma virtual contra dezenas, às vezes centenas de pessoas apenas pelo prazer de vê-las sofrer e pela fama de terem feito aquilo. Assim, a melhor punição para esses indivíduos é privá-los de seu maior pagamento: a fama.
Ao invés de fazer matérias e mais matérias sobre o assassino, melhor focar nas vítimas e no policial que conseguiu para o massacre.
Por mim, a imprensa não dizia nem mesmo o nome do assassino. Basta chamá-lo de Louco.
Mulher estupenda - em cosplay
No dia 12 de abril aconteceu o 3o HQ Sobral e uma das atrações foi uma garota que se vestiu como a heroina Mulher Estupenda, criação do grande amigo JJ Marreiro, que aqui aparece ao lado dela. Do lado, outra criação nacional, o Fantasma Escarlate. Os dois personagens estrelam a revista Herói Z, lançada recentemente. Vale lembrar que eu já escrevi uma história da personagem, que você pode ler clicando aqui.
terça-feira, abril 12, 2011
Lançamento do filme Sem Sinal
O filme tem patrocínio da Center Kennedy, CEAP, Senador Randolfe Rodrigues e da Professora Maria Ângela.
segunda-feira, abril 11, 2011
Alfons Maria Mucha
Alfons Mucha foi um dos principais representantes do estilo conhecido como Art Noveau, que dominou a arte nos primeiros anos do século XX. Ficou famoso pelos cartazes feitos para as apresentações da atriz Sarah Bernhardt. Esse estilo é caracterizado pelas linha sinuosas (em oposição à linha reta) e às formas organicas, imitando a natureza. Também se destaca, no design gráfico, os títulos desenhados à mão que fugiam ao rigor clássico, caracterizado por linhas retas e simetria. Por suas próprias características, era um estilo perfeito para representar mulheres.

O art noveau também teve grande influência sobre os quadrinhos, especial a série Little Nemo, de Winsor McCay.
O desenhista J. Carlos foi um dos principais representantes do art noveau no Brasil.
Também é possível perceber a influência do art noveau em trabalhos mais recentes, como Promethea, de Alan Moore. domingo, abril 10, 2011
sábado, abril 09, 2011
Apego e desapego
O apego às coisas materiais é uma das principais causa de sofrimento. O medo de perder o que tem assombra a maioria das pessoas. O Tao te Ching diz que as coisas físicas parecem ser o principal, mas o seu valor está no metafísico. Assim, se tenho um carro, mas junto com ele vem o medo de perdê-lo, ele é fonte de infelicidade e não de felicidade. Como diz o Tao: "Quem espera favor, paira na incerteza, sem saber se o receberá. Quem recebe favor paira na incerteza: não sabe se o conservará. Por isso causa dissabor".
A solução seria um total desapego às coisas materiais. Há a história de um monge taoista que dormia de noite e acordou com frio. Foi quando descobriu que tinham lhe roubado o cobertor. Ao olhar para a lua, ele disse: "A lua é tão bonita, e no entanto o ladrão jamais irá roubá-la".
Uma vez que o problema não está nas coisas, mas no apego a elas, não haveria problema em ter o que quer que fosse. Mas só os muitos sábios conseguem isso. São Francisco, por exemplo, preferiu abdicar de todas as coisas materiais.
Krishna, no Bhagavad Gita propõe uma outra solução: doar, simbolicamente, tudo a Deus. Tudo que temos e todas as nossas ações devem ser dedicadas a Deus. Como simbólicamente, nada nos pertence, nem as coisas materiais, nem os sucessos, nada nos pode ser tirado. Assim, para o devoto tanto faz a pobreza ou a riqueza, os prêmios ou a derrota.
A solução seria um total desapego às coisas materiais. Há a história de um monge taoista que dormia de noite e acordou com frio. Foi quando descobriu que tinham lhe roubado o cobertor. Ao olhar para a lua, ele disse: "A lua é tão bonita, e no entanto o ladrão jamais irá roubá-la".
Uma vez que o problema não está nas coisas, mas no apego a elas, não haveria problema em ter o que quer que fosse. Mas só os muitos sábios conseguem isso. São Francisco, por exemplo, preferiu abdicar de todas as coisas materiais.
Krishna, no Bhagavad Gita propõe uma outra solução: doar, simbolicamente, tudo a Deus. Tudo que temos e todas as nossas ações devem ser dedicadas a Deus. Como simbólicamente, nada nos pertence, nem as coisas materiais, nem os sucessos, nada nos pode ser tirado. Assim, para o devoto tanto faz a pobreza ou a riqueza, os prêmios ou a derrota.
sexta-feira, abril 08, 2011
Música do dia
Mantra
Nando Reis
Composição : Nando Reis / Arnaldo AntunesQuando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Aaadeeeus Dooooor...(4x)
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)
O turismo em Macapá está bombando!
O governo e a prefeitura, há algum tempo, chegaram a patrocinar o carnaval da Beija-Flor, mas nem isso conseguiu atrair turistas para a cidade com mais buracos do Brasil (quiçá do mundo). Pois a minha rua finalmente conseguiu isso. Uma atração para quem gosta de esportes radicais, como se pode ver acima.
Obrigado ao Tiago Viana.
Obrigado ao Tiago Viana.
quinta-feira, abril 07, 2011
GÊNERO EM FOCO: MULHERES ULTRAPASSANDO A BARREIRA DO TEMPO
No período do de 11 a 13 de abril, o Grupo de Pesquisa e Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinar sobre Mulher e Gênero (GEPIMG – UNIFAP) realiza a III Semana Universitária da Mulher no Amapá. A programação será composta por caminhada, palestras, conferências, mini-cursos, mesas redondas, música e Sarau Universitário da Mulher.
Inscrições: de 05 a 08 de Abril 2011
Local de Inscrição: Cantina Gabarito
Horário: das 9h às 12h e das 14h às 21h
Carga Horária: 36 horas + 8 horas do mini-curso
Valor: R$ 7,00
PARTICIPEM E DIVULGUEM!!!
MAIS INFORMAÇÕES E PROGRAMAÇÃO NO BLOG:
Enquanto isso, na minha rua...
A lamaceira já é tão grande que já estão até praticando pesca esportiva (esse peixe não tem um jeito de pré-histórico?)
Obrigado ao Eric Flexa.
quarta-feira, abril 06, 2011
Obsolência programada
Há algum tempo comprei um relógio Cosmos e a pulseira acabou rasgando. Normal. Todo equipamento, em algum momento, tem uma peça que se desgasta. E, no caso do relógio, a pulseira nem é uma peça tão complexa. Ela não impede, por exemplo, o funcionamento do dispositivo. Mas sem ela não dá para usar.Procurei relojoeiros e todos me diziam a mesma coisa: esse tipo de pulseira, só na autorizada. Na autorizada não tinha, mas podia encomendar, pagando 10 reais adiantando (e mais 20 no ato da entrega). Dois meses depois, acabei desistindo e pedindo meu dinheiro de volta. A moça da relojoaria me disse que pulseira para esse tipo de relógio é realmente muito difícil e que a fábrica não faz a mínima questão de disponibilizar.
O caso me fez acreditar que se trata de um caso de obsolência programada. O produto é feito para ser jogado fora, descartado, em pouco mais de um ano. O preço da pulseira (quase metade do preço do produto) e a dificuldade de conseguir têm como objetivo fazer com que o consumidor desista de tentar consertar o velho e resolva comprar um novo.
Um amigo, que vive de consertar eletrodomésticos, me dizia que algumas peças são tão caras quanto o produto em si. Impressora, por exemplo, não compensa consertar. Melhor jogar fora e comprar outra.
Isso sem falar nos produtos tecnológicos, como celulares, que são lançados hoje e daqui a um mês têm uma versão mais avançada, cujo objetivo é fazer a pessoa descartar o "velho" e comprar uma nova versão.
Se isso é muito bom para as empresas, é péssimo para o meio ambiente. O impacto ambiental de um relógio que você usa 20 anos é muito menor do que um relógio que você usa um ano e joga fora.
terça-feira, abril 05, 2011
Merchan de refrigerante termina em vômito
Propaganda pode virar anti-marketing, se não for bem pensada. Exemplo disso é esse quadro de merchan do programa O povo na TV. Quem conseguisse beber todo o conteúdo de uma garrafa PET ganhava o prêmio. A história terminou com um dos concorrentes vomitando, ao vivo, e o apresentador dizendo que isso acontece... aposto que todo mundo que viu vai associar a bebida ao gosto do vômito.
III Encontro de Quadrinhos de Sobral
No intuito de consolidar a produção de quadrinhos no estado do Ceará e fortalecer a relação entre os profissionais da nona arte no estado, acontece nos dias 9 e 10 de abril de 2011 o III MAISHQ – Encontro de Quadrinhos de Sobral, dentro da programação do FAMS 4 – Festival de Animê e Mangá Sobralense. O evento conta com uma programação de oficinas abordando todas as partes do processo de produção de uma história em quadrinhos, além de exposições e venda de publicações locais.
Entre os convidados especiais estão JJ Marreiro (MSP+50 e Manicomics), Geraldo Borges(Justice League: Rise of the Arsenal), Fernando Lima (Fantasma Escarlate) e Wagner Nogueira (N´ROLL).
O III MAISHQ é uma realização do Grupo Gattai em parceria com o FAMS 4, que acontece no Centro de Convenções de Sobral, no Ceará.
Programação:
SÁBADO (09/04)
10h – Desenho: anatomia básica – Wescleyb/Camila Nágila (Sobral/CE)
14h – Roteiro: como escrever histórias curtas – Fernando Lima (Fortaleza/CE)
15h30 – Narrativa em quadrinhos – Wagner Nogueira (Mossoró/RN)
17h – Encerramento
DOMINGO (10/04)
10h – Anatomia mangá x anatomia comics – JJ Marreiro/Geraldo Borges (Fortaleza/CE)
13h – Diagramação e Balonização – Anderson Freitas (Sobral/CE)
14h – Lançamentos – Gattai Zine #8 (Zé Wellington, Wescleyb e Demétrio Braga) e Herói Z – Coleção Âmbar #1 (JJ Marreiro e Fernando Lima)
14h30 – Debate Final com vários artistas – Produção independente: um primeiro passo importante para o futuro profissional?
14h – Roteiro: como escrever histórias curtas – Fernando Lima (Fortaleza/CE)
15h30 – Narrativa em quadrinhos – Wagner Nogueira (Mossoró/RN)
17h – Encerramento
DOMINGO (10/04)
10h – Anatomia mangá x anatomia comics – JJ Marreiro/Geraldo Borges (Fortaleza/CE)
13h – Diagramação e Balonização – Anderson Freitas (Sobral/CE)
14h – Lançamentos – Gattai Zine #8 (Zé Wellington, Wescleyb e Demétrio Braga) e Herói Z – Coleção Âmbar #1 (JJ Marreiro e Fernando Lima)
14h30 – Debate Final com vários artistas – Produção independente: um primeiro passo importante para o futuro profissional?
17h – Encerramento
O FAMS 4 tem início a partir das 9h da manhã e conta também com atrações nas áreas de RPG, Magic e Cosplay, além de exibição de animês.
Mais informações:
segunda-feira, abril 04, 2011
Recorde de visitas
Quando este blog surgiu, no ano de 2003, tinha uma média de cinco visitas diárias. Aos poucos, foi encontrando seu público, mas estacionou na média de 1.300 visitas em dia de semana e 800 nos finais de semana (o que mostra que muita gente acessa do trabalho e não tem net em casa, especialmente em Macapá). Mas na semana passada tivemos dois recordes. Na quarta-feira tivemos 1604 visitas. No domingo foram 999 visitas, o maior número já alcançado em um final de semana. Com a chegada da Banda Larga em Macapá esse número deve aumentar ainda mais.
Obrigado a todos os leitores do Ideias.
Obrigado a todos os leitores do Ideias.
Mais visitas - e cada vez chegando mais
A notícia se espalhou. Macapá entrou na rota internacional de turismo. Tudo por causa da rua onde moro. Agora foi o Cara de Barro, vilão do Batman, que resolveu dar uma conferida. "Isso é barro demais até para mim", declarou ele.
domingo, abril 03, 2011
As mães de Chico
Fomos assistir As mães de Chico.
Algo interessante foram os traileres. Dos quatro filmes anunciados, dois eram espíritas (inclusive uma adaptação do Livro dos Espíritos), o que mostra o sucesso desse tipo de fita.
Depois de Chico Xavier e Nosso Lar, ambos muito bons, a curiosidade sobre As mães era grande.
O roteiro é muito bem construído, com as elipses certas e as três histórias de três mães, que se encaixam no final. Mas a direção deixa a desejar. A edição é arrastada, lenta, apelando continuamente para a emoção com um uso talvez exagerado da trilha sonora (a trilha em alguns momentos é uma muleta para a narrativa). Além disso, os efeitos especiais são muito fracos em comparação, por exemplo, com Nosso Lar. Incomoda porque parece linguagem de TV, inclusive em termos de efeitos, vertida para o cinema.
O filme só pega fôlego lá pelo final, com uma revelação surpreendente sobre o personagem Santiago (e um ótimo exemplo de como uma elipse pode salvar um roteiro). Mas mesmo assim, uma edição mais rápida ajudaria a segurar o expectador.
Esses problemas, claro, não prejudicam a película, que parece ter agradado a maioria das pessoas (muita gente estava chorando na exibição de ontem) e, segundo informações dos funcionários, todos os ingressos foram vendidos.
Talvez o maior problema de As mães de Chico tenha sido ser lançado depois do ótimo Nosso Lar, o que torna inevitáveis as comparações.
sábado, abril 02, 2011
UEAP: na colação, aluno descobre que diploma não vale
JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Mais de cem alunos da Universidade do Estado do Amapá foram informados que teriam que adiar a cerimônia de colação de grau devido à falta de reconhecimento dos cursos.
Em funcionamento há cinco anos, a universidade ainda não regularizou nenhum curso no CEE (Conselho Estadual de Educação) nem se cadastrou no MEC (Ministério da Educação). Para o ministério, a Ueap não existe.
Sem o diploma, os alunos podem ter dificuldade para prestar concursos públicos e fazer mestrado.
Os 112 alunos que organizavam a colação de grau foram avisados no início de março que teriam que adiá-la devido à falta de reconhecimento dos cursos no CEE.
Eles são os primeiros a terminar a graduação na universidade, que conta com 2.158 alunos em 12 cursos, como letras e química. Segundo a instituição, 61 deles receberão certificados de conclusão de curso –os demais têm pendências acadêmicas.
Com o certificado, é possível se inscrever em outra universidade, mas ele tem de ser renovado a cada 90 dias.
LENTIDÃO
A Ueap diz que a lentidão do reconhecimento se deve a erros da gestão anterior e a deficiências do Estado.
O CEE, que reconhece cursos e valida diplomas de universidades estaduais, diz que o processo, entregue em 2009, avança lentamente porque o conselho não tem experiência na avaliação de cursos superiores.
A Ueap é a primeira instituição estadual de ensino superior do Amapá.
Ainda de acordo com o CEE, especialistas têm que ser trazidos de outros Estados para avaliar os cursos. Não há previsão para o fim do processo. Já o reconhecimento do MEC, segundo a universidade, ainda não foi concluído.
Sem ele, Ueap não pode participar do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudante), que avalia os alunos, nem receber recursos de emendas parlamentares.
A universidade, que tem orçamento anual de R$ 8 milhões, funciona em dois campi. Um deles é alugado por R$ 35 mil mensais, valor que não é pago desde outubro.
Em cinco anos de existência, a Ueap nunca fez concurso para contratar professores. Os docentes são funcionários cedidos pelo Estado ou temporários.
Mais visitas
A notícia de que a rua onde moro virou um pântano se espalhou e não param de chegar visitantes. Agora foi o monstro do lago Ness, que ainda trouxe a sua família.
Cortesia Eric Flexa.
Cortesia Eric Flexa.
Jornalistas lançam livro de crônicas
Por Carolina Flor
Prepare sua rede. Pegue sua cuia. Acabou de ser lançado o livro Caldo Fino – Crônicas sobre o cotidiano no Amapá. A obra, regada a muito humor e desconcentração, reúne 24 crônicas feitas por jovens talentos amapaenses, sendo eles alunos e ex-alunos de diversos cursos de graduação.
O livro busca mostrar, através de diversos ângulos, o cotidiano no nosso estado. Situações engraçadas e comoventes são apresentadas ao leitor, que se envolverá facilmente com as peripécias que estes jovens aprontaram no meio do mundo.
Caldo Fino – Crônicas sobre o cotidiano no Amapá tem como público-alvo todos que gostam de se divertir com histórias hilariantes e refletir sobre nosso dia a dia. Ao ler este livro, você aprenderá a andar de bicicleta, pedir demissão ao chefe e ainda dar valor ao que temos de mais precioso: o tempo.
Roberta Scheibe e Cláudia Assis, as professoras de comunicação que coordenaram o projeto, fizeram questão de fazer uma seleção rigorosa, para colocar as melhores crônicas amapaenses no livro. A iniciativa foi inspirada na série Crônicas Faquianas, livros que também reúnem crônicas de estudantes de comunicação da Universidade de Passo Fundo (RS). No Amapá, o projeto foi coordenado pelas professoras de jornalismo Roberta Scheibe e Cláudia Assis.
Caldo Fino – Crônicas sobre o cotidiano no Amapá é o primeiro livro de estudantes de jornalismo do Estado, mas muitos ainda virão. Este é apenas o primeiro de uma série de sucesso e orgulho para todo o povo tucuju.
Para quem deseja adquirir a obra Caldo Fino – Crônicas sobre o cotidiano no Amapá, basta entrar em contato com a professora Roberta Scheibe, através do email robertascheibe@hotmail.com, robertascheibe@gmail.com ou pelo twitter @robertascheibe.
O preço do livro é R$ 20,00.
sexta-feira, abril 01, 2011
Um novo visitante
Mais um turista veio conhecer a minha rua e apreciar o mais novo ponto turístico de Macapá. Dessa vez foi o Heap, personagem criado por Harry Stein e Mort Lívia em 1942.
Obrigado mais uma vez ao Tiago Viana.
A memória vegetal
Antes de qualquer coisa, A memória vegetal (Record, 2010, 272 págs.), de Umberto Eco, é uma declaração de amor aos livros. O amor pelo objeto feito de papel percorre todas as quase 300 páginas do volume em textos que vão de definições a listas de livros raros, passando por contos fantásticos.
Eco começa a obra definindo o título: no começo, existia uma memória orgânica. Essa memória era composta pelos velhos, que tinham o conhecimento da tribo e repassavam para as novas gerações: "Talvez, antes, eles não tivessem utilidade e fossem descartados, quando já não serviam para encontrar comida. Mas com a linguagem, os velhos se tornaram a memória da espécie: sentavam-se na caverna, ao redor do fogo e contavam o que havia acontecido antes de os jovens nascerem. Antes de começar a cultivar essa memória social, o homem nascia sem experiência, não tinha tempo de fazê-lo e morria. Depois, um jovem de vinte anos era como se tivesse vivido cinco mil".
Com a invenção da escrita, surgiu uma memória mineral. O conhecimento era registrado em tabuinhas de argila ou esculpido na pedra. Era uma memória que incluía também a questão arquitetônica, já que grande parte do conhecimento era registrado em monumentos.
Com o tempo, surgiu uma memória vegetal, com o papiro e o papel. Entre outras revoluções, o livro criou uma memória individual, que é uma versão pessoal das coisas - e a leitura se tornou um diálogo com alguém que não está diante de nós e que, muitas vezes, está morto. O livro aumentou a memória do homem em séculos, milênios. Segundo Eco, o analfabeto vive apenas uma vida, ao passo que o leitor vive diversas vidas.
Um dos maiores méritos dos livros foi nos ensinar a duvidar dos próprios livros, pois eles contradizem-se entre si e aprendemos que são apenas versões de fatos, e não uma verdade universal. A interpretação ingênua (está publicado, é verdade) é típica de quem não está acostumado a ler.
Aprender a identificar as boas obras é um mérito dessa leitura crítica. Se antigamente o problema era encontrar livros, hoje é selecionar os bons entre os milhares que são lançados anualmente. Nessa monstruosidade de informação, o leitor muitas vezes se sente perdido. Para Eco, o processo de escolha é como aquele do namoro. Devemos nos perguntar se o livro que estamos prestes a tomar nas mãos é daqueles que jogaríamos fora depois de lidos. Jogar fora um livro depois de lê-lo é como não desejar rever a pessoa com a qual passamos a noite.
Assim, para um verdadeiro leitor, a relação com o livro deve ser sempre de amor. Cada nova leitura deve ser como cada nova vez em que o apaixonado reencontra a amada.
A memória do livro é a memória da humanidade e até mesmo livros maus, como Os protocolos dos Sábios de Sião, devem ser preservados, como forma de lembrar de um passado ignóbil. Lembrar que um dia um livro foi escrito para promover o racismo contra os judeus é evitar que o nazismo aconteça novamente.
Segundo Eco, devemos salvar não só as baleias, as focas ou os ursos. Devemos salvar também os livros: "Temam aquele que destrói, censura, proíbe os livros: ele quer destruir ou censurar nossa memória (...) Começa-se sempre pelo livro, depois instalam-se as câmaras de gás".
Como se vê, A memória vegetal é uma carta de amor de um apaixonado. Como tal, há coisas que só interessam a ele e ao objeto de sua paixão, como listas de livros. Mas há outros que interessam a todos, pela universalidade de sentimentos. Um dos capítulos mais interessantes é "Varia et curiosa" sobre livros curiosos. Eco cita, por exemplo, análises da loucura de Rousseau ou de Maomé, livros sobre transplantes de testículos de macacos para homens, sobre como a masturbação pode provocar cegueira, surdez e demência. Nesse mesmo capítulo são lembradas as obras que se tornariam sucesso de público e de crítica, mas que haviam sido recusados por editores ou detonados por alguns críticos. Moby Dick, por exemplo, foi recusado por um editor com a desculpa de que não funcionaria no mercado juvenil por ser longo e antiquado. A revolução dos bichos, de George Orwell foi recusado nos EUA com a desculpa de que livros com animais não vendiam. Sobre O diário de Anne Frank, um analista escreveu: "Essa jovem não parece ter uma percepção especial, ou seja, o sentimento de como se pode levar esse livro acima de um nível de simples curiosidade". Sobre Lolita, escreveram que o editor, ao invés de publicar o livro, deveria levar o autor a um psicanalista. O livro A máquina do tempo, clássico da ficção-científica de H. G. Wellsm, foi considerado "pouco interessante para o leitor comum e não suficientemente aprofundado para o leitor científico". A boa terra, de Pearl Buck foi recusado porque, supostamente, o público norte-americano não estava interessado em nada referente à China. Um analista considerou que John Le Carré e seu livro O espião que veio do frio não tinham futuro.
Um crítico escreveu que, felizmente, o livro O morro dos ventos uivantes, de Emily Bronte, nunca seria popular. Outro escreveu que Walt Whitman tinha tanta relação com a arte quanto um porco com a matemática.
O livro ainda contém deliciosos contos fantásticos, no estilo Jorge Luís Borges, como um sobre um mundo em que uma peste dominasse todos os livros de trapo (que são normalmente mais duradouros), o que coloca de cabeça para baixo o mercado livros raros.
Em suma: A memória vegetal é leitura apaixonante para os que são apaixonados por esses objetos de papel. Ou para os que querem se apaixonar.
Texto originalmente publicado no Digestivo Cultural
Eco começa a obra definindo o título: no começo, existia uma memória orgânica. Essa memória era composta pelos velhos, que tinham o conhecimento da tribo e repassavam para as novas gerações: "Talvez, antes, eles não tivessem utilidade e fossem descartados, quando já não serviam para encontrar comida. Mas com a linguagem, os velhos se tornaram a memória da espécie: sentavam-se na caverna, ao redor do fogo e contavam o que havia acontecido antes de os jovens nascerem. Antes de começar a cultivar essa memória social, o homem nascia sem experiência, não tinha tempo de fazê-lo e morria. Depois, um jovem de vinte anos era como se tivesse vivido cinco mil".
Com a invenção da escrita, surgiu uma memória mineral. O conhecimento era registrado em tabuinhas de argila ou esculpido na pedra. Era uma memória que incluía também a questão arquitetônica, já que grande parte do conhecimento era registrado em monumentos.
Com o tempo, surgiu uma memória vegetal, com o papiro e o papel. Entre outras revoluções, o livro criou uma memória individual, que é uma versão pessoal das coisas - e a leitura se tornou um diálogo com alguém que não está diante de nós e que, muitas vezes, está morto. O livro aumentou a memória do homem em séculos, milênios. Segundo Eco, o analfabeto vive apenas uma vida, ao passo que o leitor vive diversas vidas.
Um dos maiores méritos dos livros foi nos ensinar a duvidar dos próprios livros, pois eles contradizem-se entre si e aprendemos que são apenas versões de fatos, e não uma verdade universal. A interpretação ingênua (está publicado, é verdade) é típica de quem não está acostumado a ler.
Aprender a identificar as boas obras é um mérito dessa leitura crítica. Se antigamente o problema era encontrar livros, hoje é selecionar os bons entre os milhares que são lançados anualmente. Nessa monstruosidade de informação, o leitor muitas vezes se sente perdido. Para Eco, o processo de escolha é como aquele do namoro. Devemos nos perguntar se o livro que estamos prestes a tomar nas mãos é daqueles que jogaríamos fora depois de lidos. Jogar fora um livro depois de lê-lo é como não desejar rever a pessoa com a qual passamos a noite.
Assim, para um verdadeiro leitor, a relação com o livro deve ser sempre de amor. Cada nova leitura deve ser como cada nova vez em que o apaixonado reencontra a amada.
A memória do livro é a memória da humanidade e até mesmo livros maus, como Os protocolos dos Sábios de Sião, devem ser preservados, como forma de lembrar de um passado ignóbil. Lembrar que um dia um livro foi escrito para promover o racismo contra os judeus é evitar que o nazismo aconteça novamente.
Segundo Eco, devemos salvar não só as baleias, as focas ou os ursos. Devemos salvar também os livros: "Temam aquele que destrói, censura, proíbe os livros: ele quer destruir ou censurar nossa memória (...) Começa-se sempre pelo livro, depois instalam-se as câmaras de gás".
Como se vê, A memória vegetal é uma carta de amor de um apaixonado. Como tal, há coisas que só interessam a ele e ao objeto de sua paixão, como listas de livros. Mas há outros que interessam a todos, pela universalidade de sentimentos. Um dos capítulos mais interessantes é "Varia et curiosa" sobre livros curiosos. Eco cita, por exemplo, análises da loucura de Rousseau ou de Maomé, livros sobre transplantes de testículos de macacos para homens, sobre como a masturbação pode provocar cegueira, surdez e demência. Nesse mesmo capítulo são lembradas as obras que se tornariam sucesso de público e de crítica, mas que haviam sido recusados por editores ou detonados por alguns críticos. Moby Dick, por exemplo, foi recusado por um editor com a desculpa de que não funcionaria no mercado juvenil por ser longo e antiquado. A revolução dos bichos, de George Orwell foi recusado nos EUA com a desculpa de que livros com animais não vendiam. Sobre O diário de Anne Frank, um analista escreveu: "Essa jovem não parece ter uma percepção especial, ou seja, o sentimento de como se pode levar esse livro acima de um nível de simples curiosidade". Sobre Lolita, escreveram que o editor, ao invés de publicar o livro, deveria levar o autor a um psicanalista. O livro A máquina do tempo, clássico da ficção-científica de H. G. Wellsm, foi considerado "pouco interessante para o leitor comum e não suficientemente aprofundado para o leitor científico". A boa terra, de Pearl Buck foi recusado porque, supostamente, o público norte-americano não estava interessado em nada referente à China. Um analista considerou que John Le Carré e seu livro O espião que veio do frio não tinham futuro.
Um crítico escreveu que, felizmente, o livro O morro dos ventos uivantes, de Emily Bronte, nunca seria popular. Outro escreveu que Walt Whitman tinha tanta relação com a arte quanto um porco com a matemática.
O livro ainda contém deliciosos contos fantásticos, no estilo Jorge Luís Borges, como um sobre um mundo em que uma peste dominasse todos os livros de trapo (que são normalmente mais duradouros), o que coloca de cabeça para baixo o mercado livros raros.
Em suma: A memória vegetal é leitura apaixonante para os que são apaixonados por esses objetos de papel. Ou para os que querem se apaixonar.
Texto originalmente publicado no Digestivo Cultural
Mais uma visita na minha rua
Quem veio conhecer a minha rua foi o Monstro do Pântano, criação de Len Wein e Berni Wrightson, que ficou famosa ao ser escrita por Alan Moore. Ele declarou que o local não está devendo nada ao pântano da Louisiana.
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