Na década de 1950 os
quadrinhos sofreram uma forte perseguição. Argumentava-se que os quadrinhos
estimulavam de crimes à preguiça de ler. Como forma de responder a isso, a DC
Comics praticamente aboliu qualquer tipo de violência nas histórias. Essa
fórmula se tornou uma marca da Era de Prata na DC, a ponto de ser seguida mesmo
na era de bronze.
A história “Curve-se ante
seu senhor”, escrita por Leo Dorfman e desenhada por Curt swan e publicada em
1971 na revista Action Comics 404 é um ótimo exemplo disso.
Na história, Clark Kent é
enviado para fazer uma matéria sobre um instituto de pesquisa situado à beira
da praia. Quando se aproxima do local, o herói percebe que um pequeno terremoto
abalou a estrutura do local e que o instituto irá desabar graças a uma caverna
situada abaixo dele. Agindo rapidamente, o homem de aço escora o local,
impedindo o desastre.
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| O cientista César é tão fã do Super-homem que mantém um museu em sua homenagem. |
Quando chega ao instituto
descobre, espantando, que os cientistas sabiam o que ia acontecer. Afinal, o
fato havia sido previsto por César, o mais brilhante cérebro do local.
“Cérebro, hein?”, pensa o Super-homem. “Deve ser aquele computador gigante!”.
Mas não, era um ser humano. Ele não só era genial, mas também era um grande fã
do homem de aço a ponto de fazer um verdadeiro museu dedicado ao herói. Só
falta uma coisa ao local: o próprio super-homem!
Uma armadilha faz com que
o herói fique paralisado, sendo assim colocado no museu. Mas o cientista quer
ir além: quer roubar os poderes do homem de aço, tornando-se ele mesmo um
super-herói, o Supercésar, o imperador de toda a terra.
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| A verdadeira motivação: o cientista quer roubar todos os poderes do herói. |
Esse é o tipo de trama que
nas mãos de Jack Kirby e Stan Lee viraria uma trama repleta de ação e porrada.
Mas Leo Doroman faz com que toda a situação se resolva sem que o homem de aço precise
mover sequer um músculo. Nesse sentido, o desenho de Curt Swan, muito
anatômico, mas parado, ajuda o efeito geral.
No final, essa trama
inusitada acabou agradando, como podemos perceber pela quantidade de vezes que
foi republicada no Brasil. A Ebal publicou quatro vezes e a Abril uma vez, em
Super-homem 13.



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