H. G. Ewers está longe de ser um dos melhores escritores de
Perry Rhodan. Mas, às vezes, a trama é tão envolvente que até mesmo um
autor mediano como ele consegue ser empolgante. É o que acontece no número 240
da série.
Na história, os Senhores da Galáxia perceberam que há algum
intruso na galáxia de Andro-Beta e decidem simplesmente obliterar toda a vida
da região, incluindo a raça dos Twoonoosers. Para isso, acionam um sinal que
ativa todos os mobys, inclusive aqueles que pareciam mortos. Esses seres,
grandes como planetas, se tornam mensageiros da morte, emitindo gigantescas
bombas atômicas, cuja primeira vítima foi a frota Twoonooser.
Ewers narra os últimos momentos dos seres de trombas
destacando a inevitabilidade do fim: “Mourhik compreendeu que objeto era esse
que se aproximava de sua frota. Já sabia de tudo. Sentiu-se dominado pela
amargura. Não estavam satisfeitos com sua raça – e não perderam tempo. Enviaram
o pavor e a destruição para ela.”
Na sequência, milhares de naves são destruídas, o que deixa
o leitor roendo as unhas: como enfrentar uma ameaça tão monstruosa? Como
enfrentar um inimigo tão poderoso que, ainda por cima, se alimentaria de
qualquer ataque enviado contra ele?
O livro vai em um crescendo, rumo a um final que parece
inevitável.
Em paralelo, temos a narrativa de um tenente-coronel que é
enviado para outra dimensão – o que parece ter pouca importância diante da
grandiosidade do que está se passando. Mas Ewers consegue tornar essa sequência
interessante ao abordar as memórias do personagem, como quando ele conseguiu
sobreviver ao ataque de um urso polar.
O volume é um ponto alto, que abre caminho para o que
muitos consideram os dois melhores volumes do ciclo, o 241 e o 242.


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