segunda-feira, abril 13, 2026

Perry Rhodan – Na porta do inferno

 


H. G. Ewers está longe de ser um dos melhores escritores de Perry Rhodan. Mas, às vezes, a trama é tão envolvente que até mesmo um autor mediano como ele consegue ser empolgante. É o que acontece no número 240 da série.

Na história, os Senhores da Galáxia perceberam que há algum intruso na galáxia de Andro-Beta e decidem simplesmente obliterar toda a vida da região, incluindo a raça dos Twoonoosers. Para isso, acionam um sinal que ativa todos os mobys, inclusive aqueles que pareciam mortos. Esses seres, grandes como planetas, se tornam mensageiros da morte, emitindo gigantescas bombas atômicas, cuja primeira vítima foi a frota Twoonooser.

Ewers narra os últimos momentos dos seres de trombas destacando a inevitabilidade do fim: “Mourhik compreendeu que objeto era esse que se aproximava de sua frota. Já sabia de tudo. Sentiu-se dominado pela amargura. Não estavam satisfeitos com sua raça – e não perderam tempo. Enviaram o pavor e a destruição para ela.”

A capa original alemã. 


Na sequência, milhares de naves são destruídas, o que deixa o leitor roendo as unhas: como enfrentar uma ameaça tão monstruosa? Como enfrentar um inimigo tão poderoso que, ainda por cima, se alimentaria de qualquer ataque enviado contra ele?

O livro vai em um crescendo, rumo a um final que parece inevitável.

Em paralelo, temos a narrativa de um tenente-coronel que é enviado para outra dimensão – o que parece ter pouca importância diante da grandiosidade do que está se passando. Mas Ewers consegue tornar essa sequência interessante ao abordar as memórias do personagem, como quando ele conseguiu sobreviver ao ataque de um urso polar.

O volume é um ponto alto, que abre caminho para o que muitos consideram os dois melhores volumes do ciclo, o 241 e o 242.

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