A queda de Matt Murdock é uma história sobre um personagem
em situação extrema. E quem poderia imaginar uma situação mais extrema do que
um herói tornar-se um mendigo? É o que acontece na terceira parte da saga,
publicada em Daredevil 229.
Nas edições anteriores, o Rei, ao descobrir a identidade de
Murdock, havia destruído sua vida: Matt perde a licença para advogar e tem seu
dinheiro retido pela receita federal, sua casa explode.
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| Um super-herói transformado em mendigo. |
Finalmente, é aprisionado em um carro que é jogado no rio.
Surpreendentemente ele consegue sobreviver, mas agora o vemos num beco,
dormindo ao lado de outros mendigos, enquanto relembra o acidente que o tornou
cego. Não bastasse isso, ele ainda é atropelado e, num encontro com Tucão, leva
uma facada. Frank Miller parecia pensar: até onde posso levar o personagem?
Quão fundo ele pode chegar?
Em paralelo a isso, temos Karen Page associando-se a um
traficante de drogas para conseguir escapar dos campangas do Rei e, ao mesmo
tempo, voltar para os EUA.
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| Depois de ser atropelado, Murdock é esfaqueado. |
Tudo é muito impactante, mas, quando li pela primeira vez,
o que mais chamou atenção foram as sequências do repórter Bem Urich.
Urich sabe que Matt Murdock é o Demolidor e desconfia que o
Rei esteja por trás de tudo. Na tentativa de fazer uma matéria sobre o assunto,
ele cola no policial que denunciou Murdock, desconfiado de que ele fez isso
para salvar seu filho.
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| Karen Page associa-se a um traficante para conseguir sobreviver. |
Quando o garoto morre, o policial decide contar a verdade.
Nas sequências anteriores tínhamos visto uma enfermeira enorme no quarto do garoto. A mulher avança na direção dos dois e coloca o policial fora de combate com um soco.
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| A fala burocrática torna tudo mais brutal. |
Depois ocupa-se do repórter: “Sr. Urich.... sua atitude está incomodando meu patrão. Assim sendo, recebi ordens para deixar clara a posição dele... ele me pediu que enfatizasse que toda vez que disser o nome Matthew Murdock... você perderá o uso de um dos seus dedos.”.
O contraste aqui, entre a fala calma e quase burocrática da enfermeira e a brutalidade da ação torna tudo aterrador.






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