Uma das estratégias mais curiosas do editor Julius Schwartz
era produzir uma capa com uma situação inusitada e instigar seus roteiristas a
bolarem uma história a partir daquela imagem. É o que acontece, por exemplo, no
número 3 da revista da Liga da Justiça, em que o grupo aparece remando
uma nave espacial no formato de barco e sendo comandado por um alienígena,
enquanto a legenda anunciava uma "nave espacial de escravos", numa
referência direta às galeras romanas.
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| O vilão força a Liga a combater seus inimigos. |
Na história, um ditador extraterrestre chamado Kanjar Ro
aprisiona a humanidade com um raio paralisante e exige que a Liga o ajude a
derrotar seus inimigos, governantes de outros planetas, como condição para que
a humanidade seja libertada de seu estado de letargia. Individualmente ou em
dupla, os heróis descem aos planetas desses governantes e os aprisionam.
Gardner Fox, o roteirista, era também escritor de ficção
científica e tinha sólida base científica, que é demonstrada na história. A
certa altura, por exemplo, o Caçador de Marte decide aprisionar um
extraterrestre de metal usando um gancho de magnetita, mas tudo o que ele
encontra no planeta é hematita. “Com minhas técnicas marcianas de transmutação,
adicionarei um átomo de ferro e um de oxigênio à hematita... para obter
magnetita!”.
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| Gardner Fox introduzia informações científicas no roteiro. |
Em outra sequência, Lanterna Verde e Flash são lançados ao
espaço por um fragmento de terra coberto por fragmentos de enxofre. Como o
enxofre é amarelo, isso impede que o Lanterna possa usar seus poderes.
Outro aspecto que chama atenção é o fato de todos os
governantes extraterrestres serem tratados como vilões, mesmo aqueles que
fizeram nada mais do que se defender de ataques.
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| Os heróis agem em duplas. |
Apesar de toda a criatividade e conhecimento científico de
Gardner Fox, a padronização extrema da história a torna monótona. Os
heróis sempre são quase vencidos, chegando a uma situação da qual não parece
haver saída, para logo em seguida escaparem e resolverem tudo em poucos
quadros. Além da repetição de situações, fica a impressão de que Gardner Fox se
preocupava muito em desenvolver as tramas e se preocupava pouco com a resolução
das mesmas.




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