sexta-feira, outubro 18, 2019

Mundo Monstro

Mundo Monstro é um livro juvenil escrito por sobre um local em que monstros e humanos vivem em harmonia. Fênix, duendes, vampiros, convivem lado a lado com humanos normais. O protagonista é um garoto, Érico, que se torna discípulo de um detetive que se torna lobisomem em noites de lua cheia.
A história é cheia de referências, do nome do protagonista (uma homenagem a Érico Veríssimo) a citações de O nome da Rosa e Sherlock Holmes.

Na história, um vampiro está sendo acusado de matar uma moça e o detetive-lobisomem e seu pupilo precisam descobrir a verdade antes que isso se torne uma guerra entre humanos e monstros.
O livro foi lançado como e-book pela editora Infinitum em 2011 e contou com uma interessante estratégia de marketing.

Fizemos uma gincana, com pistas espalhadas por vários blogs (uma pista jogava a outra e assim sucessivamente). Quem conseguiu seguir todas as pistas até o final ganhou um exemplar gratuito do e-book.
Essa estratégia foi sugerida pelo editor e tive dúvidas de que funcionaria, mas no dia, de fato, várias pessoas seguiram as pistas e chegaram até o final, ganhando o prêmio, fora as que ficaram no meio do caminho.

Clique aqui para baixar o e-book. 

Livro Mundo Monstro em promoção na Amazon

O meu livro Mundo Monstro está em promoção de livro gratuito na Amazon. Clique aqui para baixar o arquivo para seu dispositivo.  
Confira a sinopse: 
Imagine um mundo em que monstros e humanos convivem normalmente, em que Fênix fazem show de pirotecnia e o delegado é uma múmia. Mas a paz desse local é quebrado quando uma moça é morta e o principal suspeito é um vampiro. É quando um detetive lobisomem e seu aprendiz são chamados para ajudar nas investigações.

Pequeno dicionário das expressões paraoras

Belém, como toda a Amazônia, é rica em tudo. Em bio-diversidade, em minérios, e até em expressões e lendas. O caso das expressões é particular porque eu acabei participando, direta ou indiretamente, da criação de algumas que se tornaram célebres. O que apresento a seguir é uma amostra de palavras e expressões relacionadas por mim e por Alan Noronha (algumas definições são dele). Tal dicionário pode ser útil, caso você tenha a temerária idéia de visitar Belém. Saber que égua não é xingamento pode ser tão útil quanto saber que, em Curitiba, salsicha é vina...
Égua - essa é, depois de deveras, a única palavra brasileira que pode ser usada em qualquer situação. Você pode usar égua para expressar dor, tristeza, alegria, admiração, espanto e até mesmo enfado. Se, por exemplo, passar pela sua frente uma morena jeitosa, você pode exclamar deliciado: “Égua!”. E não se preocupe que ela não vai achar que você está chamando-a de eqüina. Se, por outro lado, descer um disco voador no seu quintal, não pense duas vezes. Grite: “Égua!”.
Pai d´égua - é uma derivação do égua. Significa legal, bacana. Se um paraense gostar de você, vai dizer que é um cara pai d´égua. Sinta-se orgulhoso, pois você acaba de receber um grande elogio
 - é o primo pobre do égua. Também pode ser usado em qualquer situação, mas não tem autonomia para constituir uma frase. Geralmente é usado para dar ênfase à frase: “Mas quando, já?”; “Mas maninho, tu já bebe...”.
Mofino - entristecido, quieto. Geralmente boladas no saco, foras da namorada e ônibus que não param (muito comuns em Belém) deixam o indivíduo mofino.
Noiado - redução de paranóico que, com o tempo, ganhou outras significações. Usa-se para designar um indivíduo neurótico, problemático. Você, por exemplo, pode estar mofino porque é um indivíduo noiado. Mas a experiência tem demonstrado que, assim como chifre, nóia é coisa que botam na sua cabeça.
Rolar o mal - jogar sinuca. Diz a lenda que um metaleiro que jogava sinuca soltava a cada dois segundos: “Pô, cara, muito mal”. Assim que ele saiu, os outros começaram a usar a expressão, por sarro, até que a expressão acabou se aplicando ao próprio jogo. Esse é um termo que surgiu num grupo de amigos meus e acabou se alastrando assustadoramente pela cidade. Estar em mal significa estar em situação de sinuca. Em Belém você pode convidar um amigo para rolar o mal, ao que ele vai responder, indignado: “Eu não. Você só gosta de deixar a gente em mal”.
Ah se eu te pego, te requebro, na cabeça do meu prego - cantada sutil e malevolente. Deve ser empregada no tom de voz adequado.
Pariceiro - colega, amigo. Pejorativo muito usado pelas mães em referência aos amigos do filho.
Pano de bunda - trouxa, mala. Normalmente usado pelas mães que querem expulsar os filhos de casa. Exemplo: “Você só vive com esses seus pariceiros! Pega os seus panos de bunda e vai morar com eles!”.
Teba - grande. Geralmente usado para aquilo. Comum a expressão “Olha a teba!”, com gesto indicativo do tamanho da coisa em questão.
Miúdo - pequeno, de pouco valor.
Graúdo - grande. Certa vez fui assaltado e o e ladrão, depois de examinar minha carteira, perguntou enfurecido: “Cadê o dinheiro graúdo?”. Eu só tinha dinheiro miúdo...
Rolar o chocolate - fazer amor. Essa expressão surgiu depois que passou no cinema o filme Como Água para Chocolate e chegou a ter uma certa popularidade. Atualmente foi substituído por comparecer. Há também quem use conhecer, no sentido bíblico.
Tocar piano - é o que você faz quando está com uma garota, mas não pode rolar o chocolate. Foi inspirada no filme O Piano. Talvez por causa da origem nobre, não chegou a ter ampla repercussão, embora fosse a expressão predileta de alguns alunos meus. Provavelmente porque eles ainda não haviam chegado na idade de rolar o chocolate.
Hermético - fechado, difícil. Palavra recuperada do português formal, de uso corrente em alguns bairros.
Leso - doido, abobalhado. Se, por exemplo, você tem oportunidade de rolar o chocolate com uma gatíssima, mas acaba só tocando piano, então você corre o risco de ser chamado de leso.
Broca - comida. Comendo uma broca, você deixa de estar brocado.
Cachorro-quente - a expressão não é pitoresca, mas o que ela representa sim. Belém é, provavelmente, o único local do Brasil onde o cachorro-quente é feito com carne-moída (chamada de picadinho). Em cada esquina de Belém há uma banca de cachorro-quente e essa é, pasmem, a razão pela qual a McDonalds demorou tanto a se instalar na cidade...

Stranger Thing - segunda temporada

A primeira temporada de Stranger Things já havia destacado a série como uma das mais interessantes dos últimos tempos. Os irmãos Duffer conseguiram fazer uma mescla de vários elementos da década de 1980 em uma história que funcionava bem, apesar de misturar fantasia infantil com terror (mistura que fez várias produtoras recusarem o projeto). 
Mas se faltava algo, depois da segunda temporada não falta mais. Roteiro, direção e elenco evoluíram. Há muito a se destacar nessa temporada, a começar pela construção do conflito. 
Os diretores-roteiristas sabiam que já tinham um público fiel, de modo que foram desenvolvendo a trama de maneira gradual, sem atropelos. Discípulos de Stephen King, eles se preocuparam primeiro em aprofundar os personagens, com pequenos toques de terror ao longo dos episódios e alguns ganchos de suspense. Quando a ação explode, no sexto episódio, até mesmo o insosso Bob já se tornou familiar aos telespectadores, que, nesse ponto estão verdadeiramente comprometidos até mesmo com personagens secundários.
Criticado por muitos, o sétimo episódio é um dos melhores. O encontro de Eleven com Kali pode ter irritado alguns expectadores por ter parado a trama no seu auge numa sequência que aparentemente não tinha relação com a temporada. Mas um olhar de roteirista permite perceber ali um perfeito gancho para a terceira temporada. Além, claro, de ser mais um show de construção de personagens. A genialidade na direção está em em vários momentos mostrar o poder de Kali sem o uso de fato de efeitos especiais, apenas trabalhando com a edição/montagem. Mesmo o momento em que Eleven usa seus poderes, trata-se de um efeito especial simples, brutalmente amplificado pela ótima direção.
Outro aspecto positivo é o fato da série ter arcos fechados. Os ganchos para a terceira temporada estão todos ali, mas não há pontas soltas, tudo se fecha no último episódio.


Referências 

As referências de Strangers Things davam todo um livro. Mas abaixo aponto alguns dos livros e filmes que influenciaram o seriado e, em alguns pontos são até mesmo citados:

Scanners, sua mente pode destruir, obra-prima de David Cronenberg, de 1981, sobre pessoas com poderes paranormais e a tentativa do governo de controlá-las (vale lembrar de Cronemberg dirigiu uma adaptação de um livro de Stephen King que também serviu de inspiração para ST: Zona Morta). Stranger Things se inspirou não apenas no tema, mas nos ótimos truques de direção. Cronemberg usa pouquíssimos efeitos especiais (o mais célebre é a do crânio de um homem explondindo - o que, provavelmente, deu pouco trabalho), mas consegue convencer de que estamos vendo pessoas com poderes com ótimo uso de edição e som. Quem assistiu Scanner vai perceber que foi a grande referência para as cenas de efeitos especiais do sétimo episódio.


A incendiária - livro de Stephen King sobre uma garota com poderes incendiários fugindo com seu pai de agentes do governo ligados a um projeto que pretende controlar crianças com poderes especiais.

Conta comigo - filme baseado no conto O corpo, de Stephen King que se tornou referência em histórias sobre amizade e crianças unidas em torno de um objetivo em comum. O filme é literalmente citado na sequência da linha do trem.

quinta-feira, outubro 17, 2019

Um erro de pronome

Muitos alunos dão pouca importância ao estudo da Língua Portuguesa. De certa forma, é até compreensível. As atenções estão voltadas para as disciplinas específicas do curso. Entretanto, ignorar o estudo da língua portuguesa pode acabar se tornando um erro fatal.
    Muitos especialistas consideram a nossa época a era da comunicação. Assim, quem não sabe se comunicar corretamente, fica de fora  de sintonia com o mundo e tem menos chances de conseguir um bom emprego. Uma ficha preenchida com erros de português certamente  não ajuda a conseguir um bom emprego.
    E, vejam bem, expressar-se bem não significa apenas escrever corretamente, de acordo com a gramática. Significa também dar fluência ao texto, torná-lo agradável e objetivo. Um relatório claro, sem erros ortográficos ou de pontuação, com frases curtas, tem mais chances de ser lido. 
    Entretanto, um bom conhecimento de nossa língua pode acabar influenciado até em nossa vida amorosa. É o que mostra o escritor Monteiro Lobato no conto “O Colocador de Pronomes” do livro Negrinha.
    A história se passa em uma cidadezinha do interior. Havia ali um pobre moço que definhava de tédio no fundo do cartório. Era escrevente, mas gostava de ler e, pior, de escrever versos lacrimogêneos. 
    Tudo ia na santa paz até que o moço se apaixonou pela filha mais moça do Coronel da cidade, a Laurinda, linda flor de 17 anos.  A filha mais velha, Do Carmo, era o encalhe da família. Já velha para casar, não conseguia bom ou mau partido. Também, pudera: era vesga, histérica, manca de uma perna e meio aluada. Se a mais nova era o ideal de beleza, a outra era feia até não poder mais.
    Pois se apaixonou o pobre rapaz e, para extrema infelicidade, escreveu um bilhetinho à amada: “Anjo adorado. Amo-lhe”. 
    O Coronel, entretanto, interceptou o bilhetinho e chamou o seu autor:
-    É seu? – disse, estendendo o papel para o rapaz.
-   É... – gaguejou o rapaz.
-    Pois agora... – ameaçou o vingativo pai... é casar!
O moço, que já se imaginava morto, ressuscitou. Casar com a filha do Coronel! A moça mais bonita de Itaoca!
O Coronel gritou lá para dentro:
- Do Carmo! Vem abraçar o seu noivo!
O escrevente piscou seis vezes e, enchendo-se de coragem, corrigiu o erro. O bilhete fora escrito para Laurinda...
- Sei onde trago o nariz, moço. – esbravejou o Coronel. Você mandou o bilhete à Laurinda dizendo que ama-lhe. Se amasse a ela, teria dito “amo-te”. Dizendo “amo-lhe”, declara que ama uma terceira pessoa, no caso a Do Carmo. 
E, pacientemente, o velho explicou que os pronomes se dividem em três: de primeira pessoa, quem fala; de segunda pessoa, a quem se fala, e de terceira pessoa, de quem se fala. E o lhe é pronome de terceira pessoa. 
Portanto, nada de dizer “amo-lhe” ou “convido-lhe”. Expressões com essas demonstram que se ama ou se está convidado uma terceira pessoa.
Quanto ao moço? Casou-se mesmo com a megera. Tudo por causa de um pronome...

O Museu do Louvre



O Louvre é o mais famoso museu da frança e provavelmente do mundo. Mas se for visitá-lo, uma dica: compre ingresso antecipado e vá cedo.
O Museu abre 9 horas da manhã. Esteja lá na frente, com seu ingresso e se prepare para sair tarde. É muita coisa para ver em um dia.
Assim que os portões abrem é uma correria para chegar até a Monalisa. Há um cordão de isolamento de quase dois metros em volta do quadro e uma verdadeira multitão em volta.
Mas o Louvre vai muito além da Monalisa. Há obras-primas de todas as fases da história da arte (aconselho a dar uma lida em algum livro básico sobre o assunto antes de visitar o Museu).

Destaque para os enormes quadros de Delacroix, o pintor mais famoso da França e o homem que definiu o romantismo na arte.
Há também uma variedade imensa de estátuas romanas, egípcias, etruscas e gregas, além de estátuas francesas, da época do absolutismo.
Destaque também para o luxo dos aposentos de Napoleão III, que usou o Louvre como Palácio.
Do lado de fora há a famosa pirâmide, e, ao lado da pirâmide, quase esquecida, uma estátua de Luís XIV montado num cavalo realizado pelo arquiteto italiano Gian Lorenzo Bernini. Como se tratava do rei sol, a estátua foi pensada de modo que fica sempre na direção do astro – em algumas horas do dia o sol fica exatamente atrás da cabeça do rei.
Como vai passar o dia inteiro no Museu, uma boa dica é comer um lanche em um dos cafés nas laterais do palácio.

Estátua equestre de Luís XIV realizada por Bernini. 

A vênus de Milo é um exemplo da beleza grega






A coleção de altos relevos da Idade Média é impressionante
Uma multidão se forma ao redor da Monalisa 
Há muitas esculturas gregas e egípcias. 

O carrasco dos gibis


No início da década de 50, o psicólogo alemão naturalizado norte-americano Fredrick Werthan publicou uma obra que teve grande influencia sobre o futuro das histórias em quadrinhos. O Livro Sedução de Inocentes acusava os gibis de provocarem preguiça mental e delinqüência juvenil. Para Werthan, as crianças que liam quadrinhos se tornariam marginais e perderiam completamente o gosto pela leitura.
A campanha  de Werthan contra os quadrinhos teve início em 1948, com a publicação do artigo Horror in The Nursey na revista Collier. Como resultado direto do artigo, houve uma queima pública de quadrinhos na cidade de Birghnton, Nova York.
            Depois disso os jornais e revistas começaram a publicar crimes juvenis inspirados por revistas em quadrinhos. As crianças logo aprenderam que uma maneira fácil de se eximir da responsabilidade por seus atos era colocar a culpa nos gibis.
            Foi criada uma comissão no Senado Americano para investigar os supostos efeitos nocivos dos gibis sobre as crianças. Os editores foram chamados para depor, mas o depoimento que causou mais forte impressão foi o do psicólogo inimigo dos gibis. Suas palavras ainda ecoavam na opinião pública quando os senadores aconselharam os editores a criarem um código de censura, antes que alguém o fizesse por eles. As empresas da área entenderam o recado e imediatamente se reuniram para criar o Comics Code – um código que atrasou em mais de 20 anos o desenvolvimento dos quadrinhos na América. As revistas da EC Comics, as mais revolucionárias da época, foram quase que totalmente proibidas. A Mad se salvou apenas por ter mudado de formato, o que a deixou fora do código.
            Entretanto, as pesquisas de Fredrick Werthan, que deram origem ao livro Sedução dos inocentes, tinham erros metodológicos básicos e graves. O primeiro deles é o teste do falseamento. A metodologia científica prevê que um cientista deve criar uma hipótese e testá-la, procurando não provas de que ela está certa, mas provas de que ela está errada. Além disso, o cientista deve estar atento às chamadas variáveis intervenientes, aquelas coisas que não estão sendo estudadas, mas podem interferir nos resultados. Werthan não fez nem uma coisa nem outra. Ao invés de testar sua hipótese, ele procurou apenas provas de que ela estava correta. Ademais, ele ignorou completamente todas as outras variáveis que poderiam estar provocando a delinqüência juvenil. Num caso de um garoto que matou um homem por diversão, por exemplo, ele ignorou completamente o fato de que o garoto tinha diversas armas em casa e era fanático por elas para concentrar-se apenas no fato de que o garoto lia gibis.
Hoje em dia as pesquisas de Werthan são motivo de piada nos meios científicos, mas tiveram grande repercussão, criando um preconceito contra essa mídia que existe até hoje. 

quarta-feira, outubro 16, 2019

A arte romântica de Delacroix


A maioria das pessoas atualmente, quando pensa em romantismo, pensa em romances amorosos e melosos, que, na história da arte estão mais associados ao período conhecido como rococó. O romantismo está na verdade associado a fortes emoções, a uma arte passional e muitas vezes engajada politicamente. Poucos nomes representaram tão bem isso na pintura quanto o francês Eugène Delacroix. Sua vida, aliás, foi absolutamente romântica e aventureira: ele visitou a África e chegou a se infiltrar em haréns (sua experiência na África se refletiria em vários temas de seus quadros). Sua arte se destacou destacou com temas sociais: seu quadro O massacre de Quios relatava um episódio dramático na guerra entre a Grécia e Turquia em que civis gregos foram massacrados. Seu quadro de denúncia incluía até mesmo uma criança mamando no seio da mãe morta, um episódio aparentemente real, relatado por um amigo. Seu quadro A liberdade guia o povo, sobre a revolta de 1930 em Paris, se tornou uma das obras de maior impacto político de todos os tempos.















Fundo do baú - Família Dinossauro


Família Dinossauros é uma série de televisão americana famosa pela sua sátira ao modo de vida americano.
Produzida pela Disney entre 1991 e 1994 , os bonecos eram feitos por Jim Henson, o mesmo dos Mupets. A série trata das aventuras de uma família de dinossauros, a Família Silva Sauro, que vive em uma sociedade dominada pelos grandes répteis, onde os humanos são animais selvagens.
Outra curiosidade do seriado era a comida, pequenos bichinhos que geralmente pediam para não serem comidos. Em um dos episódios, a comida se rebela contra os habitantes da casa.
No Brasil, a série fez grande sucesso na Rede Globo a ponto de ser exibida todos os dias no show da Xuxa e até nos domingos, o que levou a seu esgotamento. Depois passou para o SBT e para a Band.

Curiosidades
O fato do seriado se passar na pré-história fez com que os calendários da série funcionassem de trás para frente, ou seja, os anos diminuíam ao invés de aumentarem. Em um episódio, Bob pergunta ao seu pai Dino se ele se questiona porque isso acontece.
Os seres humanos apareceram em diversos episódios como homens da caverna, e os dinossauros expressaram frequentemente a opinião que os seres humanos nunca poderiam desenvolver a inteligência. Uma piada do seriado era que os dinossauros não sabem distinguir os seres humanos "machos" e "fêmeas", como mostrado em um episódio "A Dança do Acasalamento", em que os tratadores do zoológico colocaram dois espécimes humanos para procriar, porém os dois espécimes eram do gênero masculino.
O episódio "A Guerra do Pistache" é uma crítica à Guerra do Golfo. A bandeira americana é transformada em alvo, que Bob e Carlão levam nas costas como parte do uniforme, e Dino faz o seguinte comentário: "Que mal pode acontecer a eles enquanto estiverem com a nossa bandeira?"
"Mudando a Natureza" é o último episódio, retrata sobre o início da Era do Gelo e o fim dos dinossauros e em muitos países este episódio foi censurado por ser considerado "obscuro, cruel e impróprio traumático para as crianças.

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Astrologia divertida, por Will Eisner

Astrologia divertida foi uma graphic novel publicada pela editora Globo no início da década de 1990 assinada por Will Eisner. Ficou pouco conhecida do público de quadrinhos por um equívoco dos donos de bancas: a maioria colocava a obra no meio das revistas de astrologia, e não junto com os quadrinhos.
Independente de acreditar ou não em astrologia, a obra é uma ótima leitura. Eisner dá uma verdadeira aula de quadrinhos, mostrando como é possível repassar qualquer conhecimento de forma divertida.
Deixo com vocês algumas páginas. Quem quiser baixar, basta clicar aqui.