quarta-feira, dezembro 07, 2016

Buck Rogers


Fábula: a raposa e as uvas

Monstro lovecraftiano vira tira de humor

Imagine que uma criatura ancestral responsável pelo ressurgimento dos antigos. Agora imagine que esse monstro é um garotinho na escola vivendo todas as dificuldades de todas as crianças normais. Foi essa ideia maluca que Gian Danton e Toninho Lima tiveram ao criar a tira de humor As aventuras do Pequeno Xuxulu.
A tira, publicada em página na internet, é uma referência à obra do escritor norte-americano HP Lovecraft. Lovecraft inovou ao colocar todos os seus contos em um mesmo universo e dessa forma criou uma das mais famosas mitologias modernas de terror incluindo o demônio Cthulhu e o livro maldito Necronomicon. Leia mais

Feliz Natal!



Black miau


O composto de marketing

Uma coisa importante sobre o marketing é diferenciá-lo das vendas e, principalmente, da propaganda.
Para isso, é importante conhecer o composto de marketing, também chamado de marketing mix ou 4 p.
            Pesquisando o histórico de diversas empresas, os estudiosos de marketing descobriram que algumas se saíam melhor que outras. A razão do sucesso estava em quatro elementos que ele chamou de marketing mix ou composto de marketing.
            Para facilitar a compreensão, esses elementos foram resumidos em quatro Ps: Produto, Ponto de Venda, Preço e Promoção.
            Produto, ou serviço, é o elemento básico do marketing, aquilo que se vende ao cliente. A definição básica é de que produto é tudo aquilo que satisfaz uma necessidade do cliente e que, portanto, pode ser usado num processo de troca.
            Ponto de venda é o local em que esse produto é vendido e pode ser desde uma mercearia a uma sofisticada loja de departamentos, passando por um site como o Submarino ou uma consultora da Avon, que faz da casa do cliente seu ponto de venda.
Durante muitos anos convencionou-se atribuir ao ponto de venda (ou praça) um caráter físico. Alguns teóricos de marketing conceituavam o ponto de venda como o “local onde os produtos são comercializados” já que naquela época não havia nenhuma indicação que algum dia as pessoas poderiam fazer compras sem precisar ir a algum estabelecimento.
            O preço é o valor que o cliente está disposto a pagar. Não é um item puramente matemático. Ao contrário. O preço influencia diretamente na imagem que o consumidor tem do produto. Um preço alto valoriza o produto, enquanto que um preço baixo o torna popular, de forma que as decisões de preço devem seguir uma estratégia de marketing.
            O quarto P, promoção, é dividido em mais elementos, chamados de composto promocional: promoção de vendas, vendas, publicidade e propaganda, merchandising e relações públicas.

            Assim, é possível dizer que a propaganda e as vendas fazem parte do marketing, mas o marketing não se resume somente a elas. Na verdade, o marketing diz respeito a vários fatores que vão da pintura da parede da empresa à qualidade do produto apresentado, passando pela cor do batom da vendedora. 

Homem-Pássaro e Galaxy Trio Abertura

Heróis em ação


Evolução do Marketing

O surgimento do marketing, como se conhece hoje, é resultado de uma longa evolução, que está diretamente ligada à evolução das próprias empresas.
            Na primeira fase, a centralização ocorria na produção. Essa fase corresponde ao início da revolução industrial, quando a demanda era maior que a oferta. Ou seja, havia mais pessoas querendo comprar do que produtos disponíveis. Isso fazia com que todos os esforços fossem direcionados à melhoria do processo de produção. Um exemplo muito bom disso foi Henry Ford. Ele percebeu que muitas pessoas não tinham carro simplesmente porque a produção não era suficiente. Os carros eram feitos artesanalmente, um a um, e demoravam muito para ficar prontos, além de serem caríssimos.
            Ford, então, implementou um processo de montagem em que cada operário fazia apenas uma parte do serviço. As peças eram feitas em série, exatamente da mesma maneira, para permitir um melhor encaixe e a aceleração da produção. Começaram a sair das fábricas milhares de Ford T, todos iguaizinhos, inclusive na cor: preta.
            O resultado foi um aumento incrível não só na produção, mas também no consumo de carros. Porém, logo começou a haver um excedente.  A situação tinha se invertido: agora havia mais oferta do que demanda e era necessário achar novos compradores. Era a segunda fase, da centralização nas vendas. Nessa fase, o vendedor começa a ter papel fundamental no marketing.
            O vendedor vendia um produto que a pessoa não conhecia e nem sabia que precisava. Então, a ênfase ficava no produto. O vendedor falava muito sobre o produto e focava pouco nos benefícios que o consumidor teria com a compra. O vendedor era a estrela.
            Nessa época, havia pouca concorrência. Geralmente uma empresa dominava o mercado e quem quisesse comprar não tinha muita opção. Exemplo disso era o Ford T. Quem não tivesse dinheiro para um caríssimo carro artesanal tinha de se contentar com o carro preto feito pela Ford. Isso não só nos EUA, mas no mundo todo, pois Ford ampliara sua rede de vendas por vários países.
            Então surgiu um homem chamado Alfred Sloam, da General Motors, que decidiu concorrer com Ford. Foi o marco da nova fase.
            Sloam percebeu que os carros de Ford tinham uma falha grave: eram todos iguais. Ele logo intuiu que o consumidor queria ter um carro diferente, com sua cor preferida, e começou a utilizar outras cores nos carros da GM. Além disso, nem todo mundo queria o mesmo carro. Alguns tinham dinheiro para pagar por um carro mais caro, outros não. Sloam criou quatro tipos diferentes de carro, um para cada faixa de renda. O mais caro era o Cadillac, e quem tinha um Cadillac não satisfazia apenas sua necessidade de locomoção, satisfazia também a necessidade de status.
            Foi um sucesso absoluto, e a GM desbancou a Ford em vendas. Os carros da Ford eram bons e baratos, mas não eram produzidos visando às necessidades e aos desejos do consumidor.
            Nessa fase tornou-se muito importante também diferenciar o produto dos concorrentes. Veja o Bombril, por exemplo. Durante muito tempo ele foi a única palha de aço do mercado, mas, de repente, começaram a aparecer concorrentes. Na época, as palhas de aço eram vendidas em rolos, sem embalagem, então a primeira coisa que os donos da Bombril fizeram para diferenciar o produto foi colocar uma etiqueta. Essa etiqueta logo evoluiu para uma embalagem amarela e vermelha que todo mundo conhece de longe.
            Outro exemplo é a Coca-Cola. Com o surgimento de vários outros concorrentes muito semelhantes, a Coca adotou a famosa garrafa com curvas, que a diferenciava dos concorrentes até mesmo no escuro.
            Nessa fase do marketing, a estrela é o consumidor. O enfoque todo passou a estar nele e nos benefícios conseguidos com o produto. Se antes um vendedor dizia: “Veja como é lindo este vestido”, agora os vendedores diziam: “Veja como esse vestido fica lindo em você.” Pode parecer pouco, mas essa mudança de foco foi uma revolução radical, que fez com que algumas empresas dominassem o mercado e sobrevivessem num mundo de negócios cada vez mais competitivo.
            No entanto, as empresas logo descobriram que não bastava deixar o cliente satisfeito individualmente. Era necessário que a sociedade também estivesse satisfeita.
            O marketing societal surgiu da evolução do pensamento do consumidor, que começou a cobrar das empresas responsabilidade social.
            Quem nunca recebeu um email com dizeres do tipo: “Não compre dessas empresas. Elas poluem o meio ambiente”?
            Muitas vezes uma empresa satisfazia o cliente isoladamente, mas a falta de compromisso social fazia com que suas vendas baixassem.
            As iniciativas de marketing societal são as mais diversas possíveis: do supermercado que oferece um dia de lazer para a comunidade à empresa de perfume que financia projetos de proteção ao meio ambiente.
 Empresas como O Boticário e a Natura têm se destacado justamente por sua atuação social e com isso acabam ganhando a simpatia do público. Em um mercado repleto de opções de cosméticos e perfumes, essa diferenciação tem um significado importante: competitividade. Além disso, elas ganham com a melhoria da imagem da empresa. E em marketing imagem é tudo. 

Pintura no Brasil

pintura no Brasil nasceu com os primeiros registros visuais do território, da natureza e dos povos nativos brasileiros, realizados por exploradores e viajantes europeus cerca de cinquenta anos após o Descobrimento. Os índios já realizavam há muito tempo algumas formas de pintura no corpo, em paredes de grutas e em objetos, mas sua arte não influenciou a evolução posterior da pintura brasileira, que passou a ser dependente de padrões trazidos pelos conquistadores e missionários portugueses.
No século XVII a pintura no Brasil já experimentava um desenvolvimento considerável, ainda que difuso e limitado ao litoral, e desde então conheceu um progresso ininterrupto e sempre com maior pujança e refinamento, com grandes momentos assinaláveis: o primeiro no apogeu do Barroco, com a pintura decorativa nas igrejas; depois, na segunda metade do século XIX, com a atuação da Academia Imperial de Belas Artes; na década de 1920, quando se inicia o movimento modernista, que teve sucesso em introduzir um sentido de genuína brasilidade na pintura produzida no país... Leia mais

Dr. Pepper


PRESTÍGIO GELADO - RECEITA DE SOBREMESA SIMPLES E FÁCIL

Anos incríveis


A loucura dos quadrinhos


Em 1985, quando a Marvel lançou uma minissérie do personagem Longshot, o que chamou atenção não foi tanto o personagem, mas estilo detalhista de seu desenhista, Arthur Adams. Embora não tivesse pique para uma série mensal, Adams acabou deixando sua marca nos quadrinhos, influenciando toda uma nova geração. Seu arte-finalista era Whilce Portacio, que fora colocado na série exatamente para aprender com Adams. Acabada a mini, Portacio foi colocado no título Tropa Alfa, com desenhos do sul-coreano Jim Lee. Os dois se tornaram amigos e definiram um estilo que marcaria os anos 1990.
Enquanto isso, um ex-jogador de beisebol, Todd McFarlane, estava se sentindo insatisfeito com o título do Hulk. Seu editor levou amostras de sua arte para outros editores da Marvel. Sua anatomia distorcida e fetiche por detalhes fizeram com ele ganhasse o título do Homem-aranha.
McFarlane, Lee e Portacio tinham um estilo que destoava completamente do estilo sóbrio e funcional de artistas que haviam feito escola na editora, como John Byrne e se aproximava mais da linguagem de vídeo-clipes e a não-linearidade narrativa.
Em 1989 McFarlane decidiu que queria escrever e desenhar seu próprio título. Achou que o editor lhe daria um título menor, mas se surpreendeu ao descobrir que seria o responsável por um novo título do aracnídeo. Ele mesmo dizia que não era roteirista. Do jornal, só lia o caderno de esportes e nem se lembrava do último livro que tivera em mãos.
Enquanto esperava seu próprio título estrear, McFarlane resolveu ajudar outro novo talento a arte-finalizar as capas de Novos Mutantes: Rob Liefield. Liefield era ainda mais trôpego na arte da narrativa. Seus músculos e artilharia eram absurdos. Cenários de fundo desapareciam e reapareciam janelas quadradas logo reapareciam redondas. Segundo sua editora Louise Simonson, ele simplesmente não ligava para o roteiro, fazendo desenhos de gente cool pousando de uniforme para depois vender as páginas por uma boa grana. Ainda assim, as vendas subiam.
Para o lançamento do Homem-aranha, os executivos adotaram uma estratégia que seria a melhor representação da era que se iniciava: colocar a revista dentro de um saquinho plástico. O saco destacava a revista no ponto de venda e fazia com os colecionadores comprassem duas edições, uma para guardar fechada e outra para abrir e ler. Também havia duas capas, uma com tinta normal e outra com tinta prateada, o que levava os colecionadores a comprarem a mesma revista três vezes. Como resultado, a revista vendeu mais de um milhão de exemplares.
Novos artistas escrevendo e desenhando em um estilo pouco narrativo, mas chamativo, capas alternativas e saquinhos pareciam ser a nova moda. Logo viria X-men 1, de Portacio e Lee. A revista tinha diálogos de Chris Claremont e depois de John Byrne (ambos não aguentaram ter de colocar textos em páginas que iam chegando aos poucos e pareciam não fazer sentindo). Vendeu mais que o Homem-aranha de McFarlane. A revista teve cinco capas variantes, fazendo com que os colecionadores comprassem seis vezes a mesma revista – uma para tirar do saco e ler e cinco para guardar na coleção.
Nesse mesmo período a DC decidiu, numa jogada de marketing, matar o Super-homem, o que gerou muitas matérias em jornais e revistas. E as matérias sempre traziam informações sobre pessoas que haviam comprado a Action Comics número 1 por centavos e que agora essas revistas valiam o suficiente para serem trocadas por uma mansão. Então aquele motorista de caminhão que nunca havia lido quadrinhos achou que tinha achado sua mina de ouro: bastava comprar uma daquelas revistas número 1 (talvez X-men de Lee e Portacio ou o Homem-aranha de McFarlane) e guardá-la, esperando que valorizasse o suficiente para garantir a faculdade dos filhos.
Agora já não eram mais só os fãs que compravam. Pessoas que nunca haviam lido quadrinhos compravam caixas de gibis e guardavam. Se o gibi tinha cinco capas variantes, compravam cinco caixas de gibis e guardavam, esperando valorizar. As vendas batiam a casa dos milhões, um número muito superior ao número real de fãs de quadrinhos nos EUA.
Claro, esse era um sistema que tinha tudo para implodir. Logo ia chegar um ponto em que todos (lojistas, especuladores e fãs de quadrinhos) iriam perceber que aquelas revistas nunca se valorizariam tanto – principalmente por um fator simples de economia: se algo existe em grande quantidade, não tem valor (Um ótimo exemplo disso é a edição nacional da morte do super-homem, que hoje pode ser facilmente encontrada em qualquer sebo por preços que variam de 3 a 5 reais, um valor inferior ao que seria o preço de banca se a revista fosse lançada hoje).

Mas antes que a bolha explodisse, a indústria de quadrinhos viu nascer a era Image. 

MANAMANA / MAH NAH MAH NAH 2

Capitão América


Linguagem binária

Para visualizar a noção de que a quantidade de informações está relacionada à multiplicidade de possibilidades de respostas (variedade), imagine que os quadrados abaixo são caixas, uma das quais está cheia de bombons. A outra, vazia. Você é desafiado a descobrir qual das duas está cheia de guloseimas, e deve fazer perguntas cujas sejam sim ou não.

A
B

               
                Vamos imaginar que você pergunte: é a A? A resposta pode ser sim ou não.
                Nesse caso, a informação é dada entre duas respostas possíveis do tipo sim ou não. É um bit. Trata-se do que ocorre, por exemplo, com o interruptor de luz, que só permite duas possibilidades de mensagens: aceso/apagado.
                A descoberta da caixa premiada teria muito mais informação se as possibilidades fossem quatro, pois a incerteza seria maior.

A
B
C
D
               

                A quantidade de informação dobraria no caso abaixo.

A
B
C
D
E
F
G
H

                Agora a resposta correta seria uma entre oito possibilidades.
                 Para descobrir qual é a caixa premiada, o concorrente poderia fazer perguntas do tipo sim/não (bit). Como atacar o problema?
                Uma possibilidade seria ir perguntando em seqüência:
                É o A?
                É o B?
                É o C?
                Esse método, no entanto, se revelaria desgastante se a resposta correta fosse o H. Seriam necessárias sete perguntas para descobrir a solução.
                Imaginemos, no entanto, que só sejam permitidas três perguntas. A Teoria da Informação propôs uma fórmula otimizada para se chegar à solução. Bastaria dividir o conjunto em dois grupos: A-D e E-F.
                Assim, a primeira pergunta seria:
                A caixa premiada está no conjunto A-D?
                Resposta: Não.
                Conclui-se que a caixa está no conjunto E-H. A segunda pergunta dividiria o conjunto em dois grupos (bits):
                A caixa está no conjunto E-F?
                Resposta: Sim.
                A pergunta seguinte seria simples. Afinal, a caixa só pode ser E ou F.
                Basta indagar:
                É o F?
                Se a resposta for sim, F é a premiada. Se for não, será a E.
                Foram necessárias três perguntas para se chegar à solução, portanto a resposta teria três bits.
                Utilizando-se desse método, a teoria da informação conseguiu calcular a quantidade de informação em cada mensagem. A linguagem binária tornou possível os computadores.
                Para transmitir uma mensagem ao computador, devemos codifica-la em conjuntos do tipo sim ou não em que 1 seria sim e 0 seria não.
                O número 9 em código binário fica: 1001.
                Para transmitir ao computador a imagem de um círculo basta montar uma tabela com diversos quadrados. O sim representa o quadrado preenchido e o não o vazio. Quanto maior a quantidade de quadrados, maior a resolução e maior a quantidade de bits.

Direto da estante - a coleção Príncipe Valente


O Uivo da Górgona


Pingo


Direto da estante


Thunderbirds TV Show Intro

Marketing, que bicho é esse?

Philiph Kotler, o papa do marketing e o principal autor dessa área, escreveu certa vez: “Marketing é a atividade humana voltada para a satisfação das necessidades e desejos do consumidor através de um processo de troca”.
            Vamos analisar essa definição.
            Kotler fala em necessidades e desejos. Todo mundo tem necessidades. Todo mundo precisa comer, beber, dormir... e todo mundo tem necessidade de coisas um pouco mais abstratas, como proteção, reconhecimento, status, autorrealização.
Essas necessidades não foram criadas pelo marketing, mas são usadas por ele para vender produtos. Quando um fabricante vende um colchão, ele não está vendendo uma armação de pano e algodão. Ele está vendendo a satisfação da necessidade de sono. Da mesma forma, quem vende grades não está vendendo um amontoado de metal, está vendendo segurança.
Todo produto de sucesso está associado a uma necessidade. Por exemplo: um time de futebol. Qual a necessidade que ele satisfaz? Você consegue imaginar? Para começar, o esporte trabalha a necessidade de relacionamento, pois as pessoas vão para o clube e acabam conhecendo outras pessoas. Muitas amizades começam com a pergunta: “Para que time você torce?”
Além disso, quando o time ganha, o torcedor se sente também um vitorioso. Está sendo satisfeita aí a necessidade de ser um ganhador. Não é à toa que, quando o time perde, o torcedor sente-se frustrado: afinal, a necessidade de vitória não foi satisfeita...
Kotler também fala de consumidor. Saber quem é o seu cliente é essencial, caso queira vender algo a ele. Na verdade, no marketing esse é o personagem principal. Tudo gira ao redor dele, tudo é feito para satisfazê-lo.
Portanto, produto é tudo aquilo que satisfaz uma necessidade. Uma pedra não é um produto, mas se ela for usada para satisfazer uma necessidade, ela se torna um produto.
Finalmente, Kotler explica que o marketing se dá por meio de um processo de troca. Só a necessidade e o produto não definem o marketing. Uma pessoa diante de uma necessidade (vamos dizer que ela esteja com fome) pode optar pelas seguintes alternativas:
Autoprodução – ela pode produzir a própria comida, seja pescando, colhendo frutas, seja caçando. Não há interação, já que a pessoa satisfaz a própria necessidade.
Coerção – essa é uma palavra bonita para roubo. A pessoa simplesmente se apropria da comida de outro. Isso não é marketing, pois só uma das partes é beneficiada.
Súplica – essa é uma opção mais civilizada que o roubo, mas ainda assim não é marketing. Não há nenhuma troca real envolvida e só o que o produtor recebe é a gratidão de quem recebeu a comida.
Finalmente, há a troca. Nesse caso, o produtor tem algo que o consumidor precisa (no caso, comida) e o consumidor tem algo que o produtor quer (dinheiro, provavelmente).
A maioria das necessidades pode ser encaixada numa escala, a chamada hierarquia das necessidades de Maslow. Para esse psicólogo norte-americano, existem necessidades básicas, que devem ser satisfeitas antes de se passar às necessidades mais elaboradas. Uma pessoa com fome, por exemplo, não pensa em status. Quanto mais sobe na pirâmide das necessidades mais valor tem esse produto.


Uma colher, por exemplo, satisfaz a necessidade fisiológica de fome, pois ajuda a pessoa a comer. Mas uma colher de ouro satisfaz a necessidade de status. Um copo d’água é barato porque satisfaz apenas a sede, mas um copo d’água Perrier satisfaz a necessidade de status, por isso é caríssimo. 

terça-feira, dezembro 06, 2016

Além da imaginação


Alix, um dos melhores quadrinhos franco-belgas


Neste natal, dê livros de presente


Informamos ao nosso distinto público que se encontra à venda o livro Francisco Iwerten - A Biografia de uma Lenda ao preço promocional de 15 reais apenas até o início do ano. Aproveite o clima natalino para presentear seus amigos com essa maravilhosa biografia. Interessados, favor contatar o senhor Gian Danton através do e-mail profivancarlo@gmail.com e mencionar este anúncio. 

Conan por Frazetta


Leonard Cohen ~ Dance Me To The End Of Love

Heróis da TV 15


Nas bancas


Algumas Considerações sobre Mario Bava

Em 1961, eu era gerente e programador do Cine Centenário, um dos cinemas da elite de Ribeirão Preto, na época já uma das cidades mais importantes do interior do estado de São Paulo.
Certo dia, chegou às minhas mãos o cartaz e algumas fotos em tamanho gigante do filme La Maschera del Demonio.
Uma das coisas que me chamaram a atenção foi que se tratava de um filme de Horror italiano. Isso não era nada comum, na época. Até então, a Itália só tinha produzido uma única película de Horror: Os Vampiros, que aqui no Brasil não teve repercussão alguma. No que se refere ao cinema italiano, o que predominava eram as fitas dirigidas por Antonioni, Fellini, Pietro Germi, Vittorio De Sica, Giuseppe De Santis, Alesandro Blasetti, Mario Monicelli, Dino Risi, Alberto Lattuada, Mario Soldati, Roberto Rossellini e, entre outros, Luchino Visconti (ele dirigiu um clássico do Cinema: Noites Brancas, estrelado por Marcello Mastroianni e Maria Schell. É um poema cinematográfico, com cenas que tocam no fundo de nossa alma). Leia mais

Doctor Who


Viagem ao fundo do mar


Direto da estante - livros sobre quadrinhos


Dr. Pepper


Chocolate Wonka


Wonka é uma marca de chocolate inspirada no filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, (dirigido por Mel Stuart, com Gene Wilder no papel principal), de 1971. 
Nele, um excêntrico milionário dono de uma fábrica de chocolate promove um concurso, vencido por um grupo de crianças, que dava acesso à misteriosa, mágica e fantástica fábrica de chocolate, onde segredos bizarros da fabricação do produto estavam até então trancafiados a sete chaves. 
A produção cinematográfica, que custou US$ 3 milhões, foi quase totalmente financiada pela empresa Quaker Oats, mais conhecida por sua aveia, que resolveu, como forma de promover o filme, lançar no mercado barras de chocolate ao leite com a marca WONKA. Devido a um erro na formulação, o chocolate derretia na prateleira, o que transformou o produto num fracasso. 
Em 1988 a marca foi adquirida pela Nestlé, que passou a fabricá-lo em Caçapava, no interior de São Paulo e exportá-lo para os EUA. Em 2005, a Nestlé participou ativamente das filmagens da nova versão, estrelada pelo ator Johnny Depp, tendo sido responsável por todo o chocolate usado no filme. 
De carona no novo filme, a Nestlé americana lançou, em junho, uma campanha semelhante à promovida por Willy Wonka na literatura e no cinema. Cinco tíquetes de ouro, os Golden Tickets, foram distribuídos nas barras, com direito a prêmios em produtos estimados em US$ 10 mil.
 Com o filme e a promoção, a marca foi reposicionada e lançada internacionalmente, com grande sucesso. Curiosamente, no Brasil, onde o chocolate é produzido, é quase impossível encontrá-lo.

Conan no traço de Alcatena


Pare


Está chegando...


Lobo Solitário - como será a capa


A editora Panini divulgou ontem como será a capa da nova edição do clássico Lobo Solitário. 
A capa principal terá ilustrações dos artistas da Dark Horse
A quarta capa (Contra-capa) terá ilustrações originais de Goseki Kojima

Lobo Solitário 1 
de Kazuo Koike e Goseki Kojima
Série bimestral. Finalizada no Japão com 28 volumes.
Formato 13,7x20 cm, 288 páginas, R$ 18,90.



Conde & Dracula - O Corvo

A informação

            Parte essencial da cibernética, o estudo da informação foi consagrado pela Teoria da Informação (T.I).
                A T.I. foi criada pelo matemático norte-americano Claude Shannon para resolver problemas técnicos de transmissão de informação.
                Os engenheiros da época acreditavam que era apenas uma questão de tecnologia conseguir transmitir uma maior quantidade de mensagens telegráficas com maior rapidez. Shannon demonstrou que cada canal tem uma velocidade e uma quantidade limite de informações transmitidas. A partir de um certo ponto, a mensagem começa a ser dominada por ruídos que prejudicam a recepção.
                Shannon também tornou possível a construção de computadores digitais ao substituir o sistema decimal pelo sistema binário. Ele foi, provavelmente, o primeiro pesquisador a tentar uma definição científica do conceito de informação: “Informação é uma redução da incerteza, oferecida quando se obtém resposta a uma pergunta”. (apud Epstein, teoria da informação, 35)
                Vamos imaginar uma situação. Dois candidatos A e B estão disputando uma eleição.
                O eleitor não sabe quem é o vencedor e liga o rádio para obter essa informação.Se o locutor dissesse: “O Vencedor foi A ou B”, a mensagem seria totalmente redundante, pois o ouvinte já sabe que o vencedor foi um dos dois concorrentes.
                A mensagem “A venceu” seria informação, pois diminui a incerteza do receptor.
                Entretanto, só há informação quando ocorre variedade de possibilidades. Quanto maior a quantidade de respostas possíveis, maior a quantidade de informação.
                Se a eleição tiver um único concorrente, digamos A, a mensagem “A venceu não teria qualquer informação”.
                Por outro lado, se houvessem três candidatos com chance real de se eleger, a mensagem “A venceu” seria mais informativa.
                Quanto maior a quantidade de possibilidades, maior a dúvida e, portanto, maior a quantidade de informação da mensagem “A venceu”.
                Imaginemos que a mensagem seja “A, B e C empataram”. Essa notícia teria muito mais informação do que “A venceu”, pois é muito improvável que três candidatos tenham exatamente o mesmo número de votos.
                Quanto mais improvável um acontecimento, mais informação ele tem.
                A mensagem “Há um elefante nas florestas da Índia” tem pouquíssima informação, pois há uma grande probabilidade de haver elefantes nas selvas indianas.
                Entretanto, a mensagem “Há um elefante solta na Avenida Paulista” tem alta carga de informação, pois a chance de isso acontecer é mínima.

                A idéia de informação está sempre ligada a algo diferente, improvável, fora do normal. 

Charlie Brown


Vem pra Caixa...


Adam Strange


Agente 86 - O Cone do Silêncio

Faça como o Capitão Gralha


Besouro Verde by Alex Ross


O Homem-animal


Homem-animal foi um super-herói secundário criado na década de 1960 na revista Strange Adventures. Depois de criado, passou anos no limbo até ser resgatado e se tornar um dos quadrinhos mais importantes e revolucionários da década de 1980. O responsável por isso foi um escritor escocês denominado Grant Morrison.
Morrison foi para a DC em 1987. Na época, Alan Moore havia transformado o Monstro do Pântano de uma revista prestes a ser cancelada em um campeão de público e crítica. E a DC despachou editores para a Grã-Bretanha em busca de outros talentos no que viria a ser conhecida como invasão britânica dos comics americanos.
Morrisson, que já vinha se destacando por alguns trabalhos inovadores, como Zenith, foi um dos convidados, mas não tinha a menor ideia de que personagem pegar. A DC não pretendia colocar suas galinhas dos ovos de ouro, como Super-homem e Batman nas mãos de desconhecidos, então só restavam os secundários.
Morrison lembrou-se do Homem-animal, um herói desconhecido e pouco explorado e percebeu que havia potencial ali. E bolou a história de um super-herói de terceira, casado, com filhos, desempregado, que se envolve na defesa dos direitos dos animais.
Na primeira saga, o herói é chamado pelo diretor de um instituto de pesquisas para investigar uma invasão e acaba descobrindo que no local são feitas experiências científicas cruéis com animais.
O trabalho revolucionário de Morrison na série já ficava óbvio no início do terceiro número quando o herói, após perder o braço, consegue acessar uma minhoca e usar sua habilidade de regeneração para fazer nascer um novo braço. Ali ficava claro que a abordagem da série seria totalmente radical e original.
A ideia era fazer uma minissérie em quatro capítulos, mas os editores gostaram do resultado e pediram que a história fosse transformada em uma revista mensal.
Morrison não sabia o que fazer e foi salvo por uma história singela, mas revolucionária, que marcou os quadrinhos da época: O evangelho do Coiote.
A história mostrava o Coiote das histórias do Papa-léguas caindo no deserto e sendo perseguido por um caminhoneiro que acredita que ele é um demônio. Como nos desenhos animados, nada é capaz de matá-lo, nem mesmo tiros, pedras imensas ou quedas. Mas ele sofre cada pseudo-morte, cada dor.
No final, o Coiote entrega ao herói um manuscrito, o “Evangelho segundo o Ardiloso” (ou o Evangelho do Coiote). O que se segue é uma narrativa de fábula sobre um mundo de desenho animado, em que animais matavam animais em mortes cruéis e sem sentido.
Cansado disso, o Coiote vai até Deus, representado como um desenhista. “Deus” decide que manterá os animais em paz, mas em punição o Coiote será transportado para nossa realidade, onde deveria morrer de formas terríveis e dolorosas e sempre voltar. O final, igualmente metalinguístico, mostrava uma mão pintando o último quadro.
A história foi revolucionária ao mesclar o contexto realista comum na época (as mortes do coiote são descritas de maneira extremamente detalhada) com a metalinguagem.

Isso, em conjunto com a questão da defesa dos animais, deu o tom da série e transformou o antes desconhecido Homem-animal em um dos heróis mais queridos da DC Comics (contribuiu também as fantásticas capas de Brian Bolland para a revista).

Jornada nas estrelas


segunda-feira, dezembro 05, 2016

Morre Van Williams, ator de ‘O Besouro Verde’


Van Williams faleceu no dia 28 de novembro, mas a informação somente foi divulgada hoje, dia 5 de dezembro. Williams tinha 82 anos de idade e morreu vítima de falha renal. Segundo sua esposa à imprensa americana, desde os 25 anos, Williams tinha apenas um rim. Leia mais

Direto do supermercado


O anjo da morte e Black Mirror

O episódio San Junipero, da terceira temporada de Black Mirror, mostra uma realidade em que pessoas mortas transfem sua consciência para um mundo virtual (o tal San Junipero do título). 
O episódio, um dos melhores da série, guarda muitas semelhanças com a minha noveleta O anjo da morte, escrito por mim e publicado em 2002 pela editora Hiperespaço. 
Na história, antes de morrer pessoas transferem sua consciência para o ciberspaço. Mas há hackers, os anjos da morte, que entram nesses ambientes com o único objetivo de destruir esses avatares usando vírus. 
Para quem ficou curioso, é possível baixar o PDF do livro clicando aqui. 

A famosa capa da Action Comics número 1


Peanuts


Direto da estante - Batman da editora Abril


Gian Danton comenta A Insólita Família Titã, álbum da Opera Graphica


No inicio da década de 1990, o desenhista Joe Bennett ainda não tinha iniciado sua vasta produção para o mercado norte-americano de super-heróis, no qual atuaria com personagens como Batman, Homem-Aranha, Thor e tantos outros. Ele ainda assinava seus trabalhos como Bené Nascimento.
Na época, um segmento que andava em alta era o de quadrinhos eróticos, e Bené tinha total liberdade de criação para realizar seus trabalhos para a Editora Sampa. Foi nessa fase que ele, em parceria com o escritor Gian Danton, produziu diversas HQs focadas no horror e na fantasia.
A Insólita Família Titã (128 páginas, preço não divulgado) foi publicada nessa época, e ganhou muitos fãs, além de ter conquistado novos adeptos a partir do ano 2000, quando foi difundida na Internet. Leia mais

Ps: Ainda tenho exemplares pessoais para venda. Se tiver interesse, mande e-mail para: profivancarlo@gmail.com. Preço promocional até o início do ano. 

Elektra Assassina e O Evangelho Segundo Lobo são mais dois relançamentos da Panini neste final de ano


Universo HQ noticiou recentemente o lançamento de Ronin – Edição Definitiva, pela Panini Comics. Mas essa não é a única novidade da editora para este final de ano. Outros destaques foram preparados para a Comic Con Experience, evento que acontece entre os dias 1 e 4 de dezembro, na São Paulo Expo.
Elektra Assassina (formato 17 x 26 cm, 264 páginas, capa dura, R$ 68,00), clássica história da personagem que, assim como Ronin, foi escrita por Frank Miller. A obra conta ainda com arte de Bill Sienkiewicz, outro artista com presença confirmada na CCXP. Leia mais

Direto da estante - alguns quadrinhos da Grafipar


domingo, dezembro 04, 2016

Police (1916) - Charlie Chaplin (HD)

Lobato comunista


Sim, até Monteiro Lobato é considerado comunista. 

Xuxulu não quer estudar


Suicídio de garota vítima de ciberbullying comove Canadá

O suicídio de uma jovem canadense de 15 anos vítima de bullying online comoveu o país e motivou homenagens em várias partes do mundo. Amanda Todd foi encontrada morta em sua casa na quarta-feira passada um mês depois de postar um vídeo no Youtube em que contava sua história e pedia ajuda. Leia mais

Pseudônimo e falsidade ideológica


Por usar pseudônimo é muito comum que haters me acusem de falsidade ideológicas. Segundo eles, por usar pseudônimo eu estaria cometendo um crime. 
Ocorre que pseudônimo não tem relação nenhuma com falsidade ideológica. 
Falsidade ideológica é tipificada como crime no Código Penal: 
“Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”. 
Rodrigo Picon, em artigo no site Jus Navegandi, explica que a falsidade ideológica só se caracteriza na adulteração de documento oficial, com objetivo de prejudicar outrem ou conseguir vantagens: “Para se configurar o crime do art. 299 não basta tão somente o agente alegar fato diverso da realidade ou omiti-lo. É necessário que isso ocorra em um documento, seja público ou particular. E tem que haver o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Não é necessário que ocorra esse fim, bastando o seu ensejo – por se tratar, o crime em comento, de crime transcendental. Na ausência de qualquer destes requisitos, não poderá o agente incorrer nas iras do preceito secundário do art. 299 supramencionado”. 
Portanto, pseudônimo não é falsidade ideológica. É um recurso muito usado em literatura e quadrinhos. Só para citar dois exemplos, Stan Lee e Jack Kirby são pseudônimos. 
Aliás, um dos maiores escritores do século XX usava pseudônimo. Sim, George Orwell era o pseudônimo do inglês Eric Blair.