quarta-feira, outubro 12, 2016

PEC 241

Ontem escrevi um texto sobre a PEC 241. Meu texto repercutiu de tal forma que ultrapassou os limites da minha TL tendo sido compartilhado por várias páginas e perfis (não há como rastrear, mas acredito que já sejam mais de 50 mil compartilhamentos).
Fico feliz em saber que mais gente compartilha comigo a revolta de ver, por exemplo, que os gastos absurdos do Congresso ficam preservados, que o BNDES e sua bolsa-empresário nem sequer será afetado pelo teto, enquanto a verba para educação, saúde etc diminui a cada criança que nasce. 
Por outro lado me preocupa. Da última vez que virei meme (em um texto sobre o impacto da publicidade infantil nos quadrinhos que foi compartilhado por milhares de pessoas), muitos não entenderam o que escrevi ou distorceram. 
Então, bom deixar bem claro: não sou ligado a nenhum partido político, seja de esquerda ou direita. 
E como ideologia, sigo a máxima de Lobato: "Isto acima de tudo - seja fiel a ti mesmo".


Os defensores da PEC 241 dizem que não vai haver cortes nas saúde e educação. De fato não vai. Congela e continua como está por 20 anos. Ocorre que a população aumenta, ao contrário do Congresso, por exemplo. 
Pelo PEC tudo continua como está, sem nenhum aumento. Para o Congresso está ótimo. Vão passar os próximos 20 anos gastando 23 milhões de reais, corrigida a inflação. 
Mas para o povo, cada nova criança que nasce, pior fica a situação.
Imagine uma família com um pai alcóolatra, que gasta quase todo o dinheiro com bebida. E uma mãe que gasta comprando todo tipo de futilidades. Assim, a família mal tem dinheiro para a comida das crianças, saúde, educação das mesmas (e nasce uma criança por ano).
Aí chega um consultor e diz que tem uma fórmula mágica para resolver a situação. Basta que cada um continue gastando como gasta, sem aumentar. O pai vai continuar bebendo, a mãe vai continuar comprando vestidos caríssimos. Perfeito. Ocorre que a cada criança que nasce nessa família, pior fica a situação. O dinheiro que era pouco para duas crianças, fica menor ainda para cinco e ainda menor para sete crianças.
E enquanto isso, pai e mão continuam gastando normal, dentro do teto estabelecido pelo consultor.

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