domingo, março 01, 2026
Titãs - a série
Super-homem contra Bizarro
Bizarro é um dos personagens mais interessantes da mitologia do homem de aço e um dos que mais simbolizam a era de prata. Originalmente ele era o equivalente ao super-homem num planeta em que tudo era o oposto da terra.
Claro que um personagem tão emblemático não poderia ficar de fora da reformulação de John Byrne, mas o quadrinista canadense deu ao personagem uma formulação completamente diferente.
Na versão de byrne, Bizarro é resultado de uma tentativa de Lex Luthor de criar uma versão própria do super-homem.
| A história começa com uma referência à armadura de Luthor da era de prata. |
O confronto entre os dois foi publicado em Man of stell 5, com desenhos e texto de John Byrne.
A história já começa com uma referência anedótica à mitologia da era de prata. O Super agarra uma armadura, como as usadas por Lex Luthor na era de prata e diz: Você está ficando descuidado, Luthor! Mas quem está dentro da armadura não é Luthor, mas um lacaio (que irá morrer em breve: “Esse traje foi desenvolvido para a Nasa, mas depois descobrimos que qualquer um dentro dele mais de uma hora vira um vegetal”). Nessa nova versão, Luthor é um empresário ganancioso e frio, que não suja as mãos e, portanto, não iria sair por aí vestindo uma armadura.
| Na versão de Byrne, Bizarro é uma criação de Luthor. |
A história pula para várias sequências: um ambulância tem seu pneu furado e não conseguirá chegar a tempo no hospital, mas é transportada pelo que parece o Super-homem, a irmã de lois lane tenta suicidio, mas é salva pelo que parece o homem de aço.
Todas essas boas ações eram, na verdade, de Bizarro.
| O quaro em branco mostra a solidão da irmã de Lois Lane. |
Tudo isso é mostrado numa narrativa simples, mas eficiente, assim como o traço de Byrne. Exemplo disso é a sequência que mostra o drama da irmã de Lois Lane, que ficou cega numa história anterior.
Guerras Secretas – Ataque a Galactus
O número nove da série Guerras Secretas começa com uma situação extremamente tensa. Galactus terminou seu equipamento e está prestes a devorar o planeta criado por Beyonder.
Aí você percebe porque Galactus foi colocado no meio da
disputa, embora sua presença ali desequilibrasse totalmente a balança a favor
dos vilões. Era uma estratégia narrativa de Jim Shooter para criar uma ameaça
maior do que a própria disputa e garantir um clímax dramático para a história.
Ou talvez fosse porque os fabricantes de brinquedo acharam que Galactus ia
ficar legal na coleção. Vá saber.

O Senhor Fantástico lidera a luta contra Galactus...
Quando o Homem de Ferro consegue passar pelos robôs e pelo
próprio Galactus, Reed Richards muda de ideia e decide que os heróis não devem
mais atacar o deus cósmico. O argumento
do Senhor Fantástico é que se vencer a disputa, Galactus terá seu desejo
realizado por Beyonder e deixará de exterminar planetas.

... depois decide não lutar...
Essa é uma das características mais irritantes do roteiro de Jim Shoooter em Guerras Secretas. Os personagens mudam o tempo todo de opinião, indo de 8 a 80 em segundos, numa total desconexão com o que foi mostrado antes. Quem estava muito disposto a lutar em uma página está tentando convencer os outros a não lutarem na página seguinte.

... depois decide lutar de novo.
No caso do senhor
fantástico, ele é um dos principais líderes da luta contra Galactus, depois
muda de ideia e decide que Galactus deve devorar o planeta, depois se torna um
dos mais empolgados na luta contra Galactus. O humor dele vai variando de
acordo com as necessidades narrativas do roteirista.

Reed faz uma visita à nave de Galactus e este o convence a lutar. Roteirismo puro.
Enquanto isso, o Doutor Destino elabora um plano para
roubar todo o poder de Galactus usando para isso o corpo do Garra Sônica, que é
fatiado por ele. Isso cria uma boa base de suspense para a história, fazendo
com o que o leitor se pergunte se ele sairá vitorioso dessa arriscada
empreitada.

