segunda-feira, janeiro 07, 2013

Entrevista com Flávio Teixeira, roteirista da Turma da Mônica

Flávio inspirou a criação de um personagem, primo do Rolo.

Flávio Teixeira é um dos mais atuantes roteirista do estúdio Maurício de Sousa Produções.  Entre os seus trabalhos se  destacam várias adaptações de filmes e o casamento da Mônica na versão jovem. Os fãs se deliciam com sua verve para o humor, o trocadilho e as referências à cultura pop com as quais enche suas histórias. Nesta entrevista ele fala um pouco de sua carreira de seu processo de criação. 
O que você lia quando era criança?
Eu comecei a ler turma da Monica, que acho que todo mundo lê quando é criança, e algumas coisas estranhas para mim na época, como Fantasma, super-heróis, mas o que mais me cativou foi a Turma da Monica, o que me ajudou, pois depois, como ia trabalhar com esses personagens, foi isso que acabou me formando como roteirista.
Como você começou a escrever roteiros?
Quando era criança eu adorava a escrever histórias. Fazia histórias dos meus personagens, os professores me incentivavam e aos sete anos eu fiz uma historinha e mandei para a Folhinha, que tinha um espaço chamado futuro artista. Mal sabia eu que ia ser mesmo um futuro artista de quadrinhos. Quando cresci, fui trabalhar com desenho animado, como desenhista, eu nem sabia que existia roteirista. Na época do plano Collor eu fui demitido e sugeriram que eu procurasse o Maurício e lá um amigo disse que eu tinha muita criatividade e sugeriu que eu fizesse teste para roteirista. Eu comecei a fazer em folha de caderno. Aliás, o primeiro roteiro que fiz foi o Batmão, que é uma história do Batman com o Jotalhão em que ele vai assistir a um filme do Batman e pede para a Monica fazer uma roupa para ele. Foi o primeiro que eu fiz, mas o primeiro que publicado foi da Dona Morte, que é um personagem que adoro. Eu inclusive dei uma mudada na personagem. Os roteiristas tinham uma outra maneira de fazer ela, uma coisa mais durona. E era meio assexuada. Era dona morte, mas não era bem uma mulher e eu comecei uma Dona Morte mais gente boa, mais feminina. Fui mudando aos poucos, o Mauricio aceitou e eu achei muito legal. A primeira história que saiu trata de suicídio, que hoje seria impossível por causa do politicamente correto. Era um cara tentando se jogar de uma ponte com uma pedra, e a Dona Morte convencia ele a não fazer isso porque ele não estava na cota dela . Leia mais

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