sexta-feira, outubro 09, 2015

A relativização ética

Quando eu era criança contava-se uma história sobre um pai cujo filho havia chegado em casa com algo que não era dele. A versão variava, mas era sempre uma bobagem: um doce, uma caneta, um boné. O pai surrava o menino e o fazia devolver. Era uma história contada para explicar um conceito simples: quem é honesto em pequenas coisas, é honesto em grandes coisas e essa honestidade se aprende em família. 
A lição era simples: roubar é errado. Matar é errado.
Hoje tal história pareceria um absurdo.
Hoje, relativiza-se tudo.
Dia desses ouvi uma senhora dizendo: "Ah, o Aécio rouba, mas votei nele porque ele rouba menos que a Dilma".

Por outro lado, há quem defenda Cunha dizendo: "Ah, mas ele só roubou cinco milhões, o PT roubou muito mais".
Ou as pessoas que defendem os arrastões dizendo que quem os faz são vítimas da sociedade.
E assim vamos, ladeira abaixo, solidificando a cultura de que roubar pode sim, ser certo, enganar os outros pode sim, ser certo e que a honestidade não vale nada.
Que país estamos criando?

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