domingo, novembro 22, 2015

Leituras do FIQ

No Festival Internacional de Quadrinhos ganhei muitas publicações. Aliás, impressionante a quantidade de quadrinhos independentes lançados no evento.Prometi ler uma a uma e ir resenhando. Abaixo três dessas publicações: 



Alan Moore, o mago supremo é uma publicação de Caio Oliveira (não encontrei editora) que satiriza o universo dos quadrinhos, mais especificamente o relacionado ao bardo Alan Moore, representado no gibi como uma espécie de Dr. Estranho barbudo (vale lembrar que Moore é um auto-nomeado Bruxo). A piada já inicia pela capa: seu ajudante é ninguém menos que Grant Morrison, que na verdade quer ser o mago supremo no lugar do mago supremo. 
Quem entende de quadrinhos vai rir da primeira à última página com sacadas geniais, como colocar Neil Gaiman como Pesadelo e Rob Liefield como Loky ("Morrisowong, esconda a prataria, Loki Liefield, deus da trapaça, materializou-se").
Para quem não é tão fã provavelmente será necessário dar uma lida no texto final, que explica algumas das piadas. Ou seja: é uma revista de um fã de quadrinhos para outros fãs.





Universo compacto, de Dennis Oliveira, chama atenção principalmente pelo simpático formatinho A5. Reúne três histórias, a primeira e maior do Vulto, a segunda do Paladino Veloz e a terceira do Raio Negro. 
Dennis Rodrigo Oliveira mimetiza muito bem o estilo vintage de artistas comoJoao Marreiro, o que combina muito bem com a revista e o formato. As histórias são simples, no melhor estilo super-heróis, sem grandes complicações (embora os leitores habituais do Vulto provavelmente conseguirão curtir melhor a trama). 
Há momentos em que as letras se tornam pequenas, o que dificulta um pouco a leitura, mas de forma geral, o autor resolveu bem a questão do formato, permitindo uma boa legibilidade. 
Para uma publicação que se auto-define como "fanzine de bolso" está bem profissional.




"Mata-me, ó Deus", graphic com roteiro de Marcos Guerra e arte de Marcos Garcia e Carlos Alberto é um dos trabalhos mais instigantes lançados no FIQ.
O roteiro, que lembra muito Jodorowsky, trata de um mundo pós-apocaliptico em que os continentes foram invadidos pela água e o clima se tornou um perene inverno. 
Nesse mundo um viajante vai em busca de um alquimista em busca de ouro para reconstruir a economia do planeta. Mas o que encontra é algo muito além disso (difícil dizer sem spoiler).
Embora o texto seja preciso, poético, é uma história visual. E, nesse sentido, os dois artistas fizeram um trabalho fenomenal, que lembra muito o grandeWatson Portela.
Filosofia, religião e uma arte realmente impressionante.

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