quarta-feira, agosto 31, 2016

Como vai funcionar o escola "sem partido"


Não é segredo para ninguém que políticos querem acabar com a educação pública e desviar os recursos para seus próprios bolsos. O sucateamento das escolas é um bom exemplo disso. A maioria das escolas não tem nem mesmo sabão nos banheiros. São salas de aula com goteiras, sem quadras, sem bibliotecas, sem laboratórios.
Mas existe um recurso obrigatório: o pagamento do salário dos professores. Não há como cortar isso.
O escola sem partido oferece uma solução satisfatória para isso. E o melhor: dando a entender que é algo positivo.

O plano é simples e está bem amparado por um projeto de lei extremamente amplo, que permite denunciar o professor por praticamente qualquer coisa que desagrade um aluno ou pai de aluno. O projeto inclui até a obrigação de cartazes na frente das salas de aula, estimulando os alunos a denunciarem seus professores. E, claro, se o professor denunciado for defendido pelos alunos, isso acaba sendo mais uma prova de que ele "doutrinou seus alunos". Ou seja: o projeto inteiro é feito para não permitir defesa.

Então:
1) Os pais são estimulados a denunciar professores.
2) O professor denunciado é demitido.
3) O diretor chama o pai e diz: "Olha, não temos professor para colocar no lugar dele e vamos juntar duas turmas".
4) O processo é repetido na mesma turma.
5) Quando já estão três ou quatro turmas reunidas numa única turma, o último professor é denunciado e demitido e é contratado um substituto temporário, com salário menor que um salário mínimo.


O melhor é que todos, inclusive os pais, ficam felizes. Genial, não?
E, para quem duvida que os concursos para professores temporários pagarão menos de um salário mínimo, melhor dar uma olhada aqui.

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