quarta-feira, abril 26, 2017

O nazismo existiu no Brasil?

Existiu. O partido nazista brasileiro chegou a ter 2.900 integrantes. Era o maior fora da Alemanha. Isso se deve à grande imigração alemã, especialmente na região sul do Brasil. Alguns de seus líderes, como Otto Braun, chegaram a ter treinamento em Munique para se tornarem agentes políticos. Havia a Juventude Hitlerista, a Associação dos Professores Nazistas e a Associação das Mulheres Nazistas. Na escola alemã da Vila Mariana, em São Paulo, os alunos saudavam os professores com a saudação “Heil Hitler!”. Muitos dos professores vinham da Alemanha especialmente para fazer propaganda do nazismo.
A defesa do nazismo era tão generalizada que um pai chegou a escrever a Goebbels, denunciando o diretor do colégio Visconde de Porto Seguro, por não ensinar o nazismo.
Os nazistas brasileiros não se interessavam pela política local e não aceitava em seus quadros descendentes de alemães nascidos no Brasil. Mas, de 1936 a 1939 os alemães radicaram no Brasil receberam a incumbência de fazer a opinião pública brasileira apoiar Hitler.
Para isso eles contavam com 15 emissoras de rádio, que transmitiam notícias escritas em Berlin. Além disso, havia panfletos, livros e o jornal Deustscher Morgen (Aurora Alemã).
Em 1938, Getúlio Vargas proibiu diversos partidos, entre eles o nazista, mas ele continuou operando normalmente. Em abril de 1952 uma passeata no centro de Florianópolis reuniu duas mil pessoas vestidas com uniformes nazis.

A perseguição aos nazistas só aconteceu de fato com a entrada do Brasil na Guerra em favor dos Aliados. Nessa época muitos alemães foram presos em campos de concentração acusados de espionagem. Há relatos de vexames públicos, como obrigar alemães a beberem óleo de rícino com óleo diesel e a defecarem em praça pública.   

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