segunda-feira, julho 31, 2017

Guerra dos Tronos e a manobra Kansas City

ATENÇÃO: Contém spoiller
O episódio de ontem de GOT(3o da sétima temporada) foi um bom exemplo do uso no roteiro da chamada Manobra Kansas City. Essa expressão surgiu no filme Cheque mate e exemplifica a técnica usada pelos mágicos: faça todos olharem para a direita, enquanto o que é realmente importante está acontecendo à esquerda. 
É um dos expedientes prediletos de George Martin e um dos atrativos da série, uma das razões pelas quais alguns episódios surpreendem o público.
No episódio em questão acompanhamos o ataque das forças de Danierys ao rochedo Casterly, sede da família Lannister. Sob a narração de Tyrion, acompanhamos como os soldados irão invadir o castelo através de uma passagem secreta ao invés de um ataque frontal. A narrativa enaltece as habilidades e motivações dos soldados da rainha dos dragões, que lutam por fidelidade e amor a ela. O heróismo da narrativa irá constrastar com o fracasso da missão, criando uma ironia narrativa que pega o expectador desprevenido.
Mas, enquanto ocorre o ataque, que parece um sucesso, acontece, Jamie Lannister está comandando um ataque aos Tyrell, o reino mais rico e estratégico dos sete reinos.
Ou seja: Danierys conseguiu um rochedo cujas riquezas já foram todas exauridas e Cercei agora tem em suas mãos uma riqueza incalculável, que irá abastecer seu exército e pagar suas dividas.
Aliás, o ataque aos Tyrell é uma pérola da elipse: vemos apenas o exército chegando e depois Jamie caminhando entre os defensores, mortos e, finalmente, conversando com a derrotada avó Tyrell.

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