Baset era uma deusa egípcia, com cabeça de gato e corpo humano e representava a maternidade e proteção. Mas, nas histórias de Conan, a divindade ganhou um outro significado, como vemos na história A maldição da deusa-gato, publicada Savage Sword of Conan 9.
Com roteiro de Roy Thomas e desenhos do peruano Pablo Marcos, a história já começa com uma sequência memorável, uma splah page impressionante de Conan sobre o cavalo. Ele olha para trás e vê um grupo de lobos do deserto atacando uma caravana.
A estatueta da deusa gato irá mudar o comportamento de Conan.
Temos a seguir uma sequência empolgante de lutas, com Conan trucidando os guardas da caravana. Mas o fim da luta não representa o fim do conflito. O gigante cimério repreende duramente seu segundo em comando, Fazal: “Você não viu que se tratava de uma caravana religiosa, e não de mercadores? Nem mesmo os camelos brancos estígios dizem algo a você?”.
Como se trata de uma caravana religiosa, há poucos
espólios, entre eles uma estatueta de uma deusa com cabeça de gato, que Conan
acaba pegando para si. É essa estatueta que irá gerar o conflito da história,
pois ela desperta o lado mais selvagem de seu portador, fazendo com que Conan
leve seus zuagires a ataques cada vez mais ousados, contra inimigos cada vez
mais poderosos.
Um exemplo do talento de Pablo Marcos.
O auge dessa história é uma página em que Pablo Marcos une
várias imagens sem divisão de quadros, um todo coeso e ao mesmo tempo caótico
em que o balão de legenda é usado para dividir as sequências e indicar um
caminho para o olhar do leitor.
“Nas semanas seguintes, os zuagires de olhar severo
descobrem que uma sutil mudança se apoderou de seu chefe de guerra... tanto que
agora ele lidera seus ataques no deserto com uma selvageria e uma ferocidade
impiedosa rara até mesmo para um indomado filho das terras geladas do norte”,
diz o texto, que mimetiza perfeitamente o estilo de Robert E. Howard.
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