sexta-feira, dezembro 17, 2010

Aurora

Assisti Aurora, o filme clássico de F.W. Murnau (de Nosferatu) com roteiro de Carl Mayer (Caligari). À primeira vista trata-se de um filme muito bem dirigido, com roteiro óbvio: uma mulher da cidade convence um ingênuo rapaz do interior a matar a esposa e fugir com ela para a metrópole. E a trama parece girar em torno da indecisão do homem de cumprir o que prometeu. O que segura é a direção, absolutamente revolucionária para a época, que deve ter um injetado criatividade expressionista alemã no cinema americano. Numa cena, por exemplo, o protagonista é atormentado pela imagem da mulher sedutora, um espectro que inclusive o abraça (num efeito especial impressionante para a época). 
Entretanto, perto do final, o filme apresenta uma virada que transforma a história, tirando dela seu ar ingênuo e introduzindo suspense. Valeu a pena ter ido até o final.

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