segunda-feira, junho 13, 2011

Almanaque Meteoro

Recebi os exemplares do Almanaque Meteoro 1 e 2, um presente do amigo Roberto Guedes.
Existe hoje uma tendência de transformar fanzines em prozines, publicações com boa qualidade gráfica e qualidade editorial. O Almanaque Meteoro se insere nessa tradição, assim como a Herois Z, de JJ Marreiro.
Um dos aspectos interessantes do AM é a mistura de quadrinhos com divertidos textos e entrevistas. No primeiro número, por exemplo, a revista traz uma entrevista com Oscar Kern, Rodolfo Zalla e um texto sobre o caso Zé Fraude. Também interessante a coluna "Giro de Mercado", de Gerson Fasano, sobre o mercado de colecionismo de gibis. As HQs são rápidas e seguem um estilo que lembra a era de bronze, com histórias envolventes, muitas vezes com final surpresa. Nesse sentido, vale destacar a história de Mylar escrita por Guedes e desenhada por Emir Ribeiro. Com ótimo domínio da narrativa, Guedes faz uma virada no meio da HQ que torna a história muito interessante.
No caso do Meteoro, há uma nítida evolução do número 1 para o 2, tanto no roteiro de Guedes quanto no traço de Aluísio de Sousa. Normal, em todas as séries, leva algum tempo para os autores pegarem o jeito do personagem e acertarem a mão. A série dos Novos Titãs, uma das mais populares dos anos 1980, só começou a fazer sucesso a partir do número 5. O grande problema no Brasil é que geralmente os artistas não têm tempo para isso. A se considerar esses primeiros números, o Meteoro deve melhorar a cada história, definindo-se como grande herói teen da HQB. Aliás, a história tem uma curiosidade: a participação especial de Stan Lee no papel de Giancarlo Mandari, avô do protagonista.

Merece destaque também o desenho de Fábio Cerqueira na HQ de Zan-Garr, de Guedes. O cara tem o mesmo nível dos melhores desenhistas do mercado norte-americano.

1 comentário:

  1. Alexandre2:56 da tarde

    Realmente o Meteoro tem tudo para ser o grande herói teen das agaquês brasileiras. Reparei também no vovô Stan Lee. Ótima sacada do Guedes, entre tantas outras dele, afinal de contas, Stan é uma espécie de pai (ou vovô) dos super-heróis de hoje.

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