domingo, dezembro 11, 2016

Design

Uma das grandes pistas de qualidade é o design do produto. Nele são apresentados vários elementos que podem destacar o produto no ponto de venda, diferenciando-o de todos os outros.
A cor, por exemplo, é um elemento essencial. Um carro branco tem muito menos valor do que um carro de colorido metalizado. A cor aí está associada ao status.
Pense na cor dos detergentes, usados para lavar louça. Você já viu um da cor marrom? Provavelmente não, pois essa cor não passa a ideia de limpeza. Já a transparência está intimamente ligada à higiene.
Certa vez fizeram uma experiência para identificar os aspectos psicológicos relacionados à cor dos alimentos. Fizeram dois pudins de baunilha, mas colocaram corantes da cor marrom. Um deles recebeu pouco corante, o outro, bastante. Serviram essas sobremesas para um grupo de pessoas e perguntaram qual era o sabor. A resposta foi unânime: chocolate. Então perguntaram qual tinha sabor mais acentuado de chocolate. A resposta: aquele que estava mais escuro (pois tinha recebido mais anilina). A terceira pergunta pediu que o grupo identificasse o mais cremoso. A resposta: o que estava mais claro.
A cor pode ser usada para identificar o produto (o amarelo para a Maizena, o vermelho para a Coca-Cola, o azul para a Pepsi) ou para dar uma pista de qualidade (transparente, azul ou verde para produtos de limpeza).
As imagens constituem outro elemento importante do design. É comum ter fotos de pessoas que representam o público-alvo consumindo o produto ou fazendo atividades que demonstrem benefícios (a embalagem do Nescau Cereal costuma trazer pessoas praticando esportes).
Alguns cuidados são importantes na hora de escolher uma imagem para a embalagem. Os produtos alimentícios, por exemplo, apresentam fotos que provocam fome. A comida é fotografada de cima para baixo, da posição que a pessoa vê quando está comendo.
No caso de lingerie, as fotos nunca apresentam o rosto da modelo, para que a cliente possa “colocar seu rosto” ali, imaginando-se usando o produto.
Fotos e desenhos esquemáticos, geralmente no verso da embalagem, também ajudam o cliente a entender como usar o produto.
Outro elemento importante é a tipologia da embalagem. Uma letra gorda em um produto light estraga toda a embalagem. Assim, a escolha da tipologia é essencial para dar personalidade ao produto. Letras mais joviais podem ser usadas em produtos para jovens. Letras tradicionais em produtos cujo público seja conservador, ou que se queira dar um ar de sofisticação.
Existe uma certa ordem das palavras na embalagem. Primeiro, em destaque, vem o nome do produto. Depois vêm a designação do produtos e as informações complementares, que comunicam os atributos dele. Depois vêm os textos legais e obrigatórios, de acordo com a legislação.

A forma da embalagem é um elemento essencial para passar a personalidade do produto. Ela pode servir para diferenciá-lo, como aconteceu com a Coca-Cola, a aguardente Velho Barreiro e o queijo Polenguinho. Também é um ótimo elemento para destacar o produto no ponto de venda. O Nescau Cereal, quando surgiu, veio em uma embalagem grande, maior que a dos outros cereais, que era um verdadeiro outdoor no ponto de venda. 

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