sexta-feira, fevereiro 17, 2017

O que é o anti-semitismo?

O anti-semitismo é o ódio ou aversão aos judeus, sua religião ou costumes. Embora o termo tenha surgido na alemanha, em 1879, em um livro escrito por  de Wilhelm Marr, o anti-semitismo é muito antigo. Os cristãos inicialmente acusaram os judeus de deicidio, pela morte de Jesus. Quando essa acusação caiu em desuso, foi substituída por outra: a de que os judeus sabiam que Jesus era o Messias, mas se recusavam a reconhecê-lo. Na época mais cruel da Inquisição, os judeus que se negavam a repudiar sua religião eram presos, torturados e muitas vezes mortos. O simples fato de alguém tomar banho todos os sábados podia ser considerado judaismo e, portanto, levar aos horrores da Inquisição.
Escritores como o russo Nicolai Gógol e o inglês Charles Dickens retrataram o judeu como um ser mesquinho e repelente, o que mostava bem como o anti-semitismo estava difundido na sociedade européia muito antes do nazismo.
Até mesmo filósofos como Hegel contribuiram para a idéia de que os judeus eram responsáveis pelos males da Alemanha.
Outro pensador, Arthur Joseph de Golineau teorizou que os judeus seriam inferiores aos arianos, moral e fisicamente. Esse pensamento seria a base da ideologia nazista, uma ideologia centrada no ódio a uma raça.
No livro Minha Luta, Hitler escreveu: “ O Judeu, este nunca foi nômade e sim um parasita, incorporado ao organismo de outros povos. Sua mudança de domicilio, uma vez por outra, não corresponde a suas intenções, sendo resultado da expulsão sofrida por ele (...) O fato dele se espalhar pelo mundo é um fenômeno próprio a todo o parasita (...) o povo que o hospeda vai se exterminando”. Para Hitler, o judeu vivia de parasitar outros povos até exterminá-los completamente.
O livro analisa a ação do judeu. Este chega em uma comunidade com poucas mercadorias. Logo começa a emprestar dinheiro a juros altos, depois monopoliza o comércio. Logo está rico. Mas em nenhum momento vai trabalhar a terra ou produzir algo que seja benéfico para a sociedade.
A análise de Hitler desconsidera completamente os séculos durante os quais a Igreja Católica proibiu os judeus de trabalharem da terra e os isolou em guetos.

Para Hitler, junto com o poder econômico vinha o poder político, pois o objetivo dos judeus era dominar o mundo. Para isso a propaganda nazista sempre se apoio no Protocolo dos Sabios de Sião, um documento falso, forjado na época dos Czares russos. 

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