domingo, abril 02, 2017

O que era o Gueto de Varsóvia?

O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto no qual os alemães apinharam judeus após a invasão da Polônia. O local abrigava 380 mil pessoas, a maioria das quais pereceu graças à fome, doenças e deportações para campos de concentração.
A idéia de criar um gueto para aprisionar todos os judeus de Varsóvia e das imediações surgiu logo após a invasão da Polônia, mas discordâncias entre as várias instâncias do poder e os apelos do conselho judaico, que alegavam serem os judeus uma força de trabalho importante atrasaram a decisão.
Mas em 16 de outubro de 1940 o gueto foi finalmente estabelecido. Toda a população judaica das proximidades foi enviada para lá. Ao final, o gueto tinha 30% da população de Varsóvia, mas só ocupava 2,4% do território. Em 16 de novembro foi levantado um muro, isolando completamente o gueto do resto da cidade.
As rações para os judeus eram oficialmente limitadas a 184 calorias por dia. Em termos de comparação, um polonês em média consumia 1.800 calorias e uma alemão 2400 calorias. Especialistas aconselham consumir ao menos 2000 calorias por dia. A comida dos judeus no gueto era dez vezes menor que isso.
Apesar da desnutrição e das dificuldades, os judeus conseguiam manter uma vida social, estabelecendo escolas, orquestras e exposições, já que alguns dos mais importantes artistas intelectuais da Polônia estavam presos ali.
O historiador Emmanuel Ringelblum  fez um notável trabalho de preservação histórica, reunindo 50 mil documentos (ensaios, diários, memórias, jornais ilegais, posteres, bilhetes de teatro) e escondendo-os em três caixas, enterradas no gueto. Duas caixas já foram recuperadas e acredita-se que a terceira esteja embaixo das fundações da embaixa da China em Varsóvia.

Entre as personalidade que estiveram presas no gueto estão Władysław Szpilman cujo livro inspirou o filme O pianista, de Roman Polański, e Marcel Reich-Ranicki, o crítico literário alemão mais famoso da atualidade.  

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