sexta-feira, maio 26, 2017

Como foi a segunda reunião dos três grandes?

A segunda reunião aconteceu em Ialta, de 7 a 11 de fevereiro de 1945. Naquela ocasião já era certo que os alemães perderiam a guerra e os três grandes se concentraram em discutir o que seria feito com a Europa depois da queda do nazismo. Churcil dizia que as forças do Eixo estavam sendo “esganadas por um cinturão de ferro e aço”.
O foco da reunião foi a proposta de Churchil de estabelecer áreas de influência sobre as áreas libertadas, ou tomadas dos nazistas. Pela proposta, os ingleses ficariam com a Grécia e metade da Iuguslávia, enquanto os russos teriam a Hungria, a Romênia e a Bulgária. A Polônia ficaria livre. Stalin discordou desse ponto e bateu o pé numa Polônia comunista. O máximo que o líder inglês conseguiu foi uma promessa de eleições. Roosevelt deixou claro que não pretendia passar muito tempo com suas tropas na Europa. Para ele era necessária uma co-existência pacífica com a União Soviética, o que enfraqueceu os argumentos de Churchil com relação à Polônia.
O único ponto em que todos concordaram foi com relação à Alemanha. Decidiu-se dividi-la em quatro áreas de influência. Uma seria governada pelos EUA, outra pela Inglaterra, outra pela URSS e outra pela França.
Stalin foi vingativo: queria que os alemães indenizassem todos os países atacados, pagando tudo que havia sido destruído, de usinas a navios. 50% dessa indenização ficaria com os russos. Além disso, os alemães teriam seus investimentos em países estrangeiros expropriados e serviriam como força de trabalho para reconstruir os países afetados.

Henry Morgenthau, secretário do Tesouro americano foi mais além: defendeu a pastorilização da Alemanha, ou seja a destruição ou remoção de todo o parque industrial do país, fazendo com que os germânicos voltassem à Idade Média. Rooselt declarou que a dieta dos alemães deveria ser sopa três vezes ao dia. Também ficou acertada a criação de um tribunal para julgar crimes de guerra.  

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