quarta-feira, maio 31, 2017

Jonan Hex

No início da década de 1970 os quadrinhos de faroeste iam mal das pernas. Parecia impossível que um gibi de cowboys pudesse fazer sucesso. Foi quando surgiu Jonan Hex. Um dos primeiros anti-heróis dos quadrinhos, Hex era diferente de tudo que se fizera no gênero até então.
Na época, a DC publicava a revista All Star Western, mas as histórias não estavam agradando os novos leitores, acostumados às inovações da Marvel e da própria DC. Joe Orlando, o editor, e o escritor John Albano queriam criar tentar algo novo. Albano teve a ideia de caçador de recompensas, um homem mau-humorado e mau-caráter. A ideia era se afastar o máximo do estereótipo do cowboy difundido por Hollywood e pelos quadrinhos. O desenhista escolhido para a série, o filipino Tony DeZuñiga, pegou exatamente o espírito do personagem, fazendo-o com roupa de um confederado da guerra civil americana e uma enorme cicatriz no lado direito do rosto, que acabou se tornando sua marca registrada.
O traço de Zuñiga era tão realista que muitos achavam que ele usava referências fotográficas. O que ocorre é que no início de carreira ele havia usado tantas referências que tinha se acostumado a fazer um traço realista.
Joe Orlando ficou receoso em publicar um personagem mau-caráter e acrescentou um lado bom, dando profundidade ao personagem.
Essa característica aparece já na primeira história. Jonan nos é apresentado como um impiedoso caçador de recompensas, mas que usa o dinheiro para ajudar uma viúva endividada e seu filho. O final feliz que se insinua aí faz lembrar o clássico faroeste Os brutos também amam. Mas a viúva se mostra pouco agradecida e o herói termina a história ainda mais enfezado que no início, mostrando que aquela não seria uma série comum.
Jonan Hex estreou na revista All-Star Western, em 1972 e logo se tornou o protagonista da mesma. Em 1977 ganhou revista própria, que durou 92 números, sendo publicada até 1985. É, até hoje, um dos mais famosos cowboys dos quadrinhos.


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