quinta-feira, maio 04, 2017

O que é o revisionismo?

O revisionismo é uma corrente histórica que procura provar que não existiu o holocausto. Na maioria ligada a grupos neo-nazistas, esses autores divulgam suas idéias em sites e livros. Segundo eles, Hitler era um homem bondoso que só reagiu a um plano dos poloneses e judeus para invadir a Alemanha.
Eles dizem que o genocídio não aconteceu e, se aconteceu, Hitler não tinha conhecimento do assunto, já que nunca foi encontrado um documento no qual o líder nazista desse a ordem “Matem os judeus”.
Entre os argumentos apresentados, dizem que era impossível usar o gás Zyklon B nas câmaras de gás, pois a grande quantidade de gás necessária para essa operação provocaria a contaminação das pessoas que recolhiam corpos ou provocariam uma explosão. Argumentam também que morreram apenas 50 mil pessoas, a maioria inimigos do regime, e vítimas de uma epidemia de tifo.
A origem do revisionismo está no livro O drama dos judeus europeus, de Paul Rassinier. Ele fazia parte da resistência francesa e ajudava a criar redes de fuga para aqueles que eram perseguidos pelos nazistas. Denunciado, ele foi preso no campo de Buchenwald. Lá ele não viu câmaras de gás e concluiu que elas eram apenas imaginação dos sobreviventes de outros campos. Ocorre que Buchenwald ficava em plena Alemanha e não era um campo de concentração, mas um campo de trabalhos forçados.
As idéias revisionistas têm sido contestadas uma a uma por dados, como relatos de sobreviventes, depoimentos de oficiais alemães, fotografias, análises demográficas (demonstrando a diminuição brutal da população judia após o holocausto) e outros. São toneladas de provas.
Sabe-se, por exemplo, que o gás Zyklon B é muito mais mortífero para humanos do que para piolhos, de modo que seria necessária uma pequena quantidade desse gás para matar as pessoas nas câmeras, pessoas aliás, já sufocadas pelo ambiente apertado e com pouco ar. Além disso, quem retirava as vítimas não eram os alemães, mas os prisioneiros.  

Cada forno de Auschwitz tinha capacidade de processar 2 milhões de pessoas por ano, uma estrutura desnecessária se o objetivo fosse matar apenas 50 mil pessoas.   

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