domingo, julho 02, 2017

Hitler era gay?


Segundo o historiador Lothar Macthan, sim. Macthan analisou diversos documentos para chegar a essa conclusão. Um deles foi o livro “Adolf Hitler, meu amigo de juventude”, escrito por August Kubizek e publicado em 1953. Kubizek relata a amizade infantil dois como se estivesse contando um caso homossexual. Diz que buscavam tenazmente o afeto e a profundidade um do outro e que tinham uma intimidade genuína. Hitler tinha ciúmes do amigo, pois não gostava que ele estivesse com outros rapazes. Como Adolf tinha verdadeira aversão por contato físico, poucas vezes apertando as mãos de outras pessoas, esse contato íntimo com o amigo de infância ganha ares ainda mais comprometedores.
O relato de uma noite que os dois passaram juntos numa cabana nas montanhas parece um idílio erótico homossexual com direito aos dois nus e a Hitler achando que aquele final romântico era muito agradável.
No período de 1906 a 1909 uma denuncia feita por um judeu agitou os meios homossexuais. O jornal Zukunft (Futuro), editado pelo judeu Maximilian Harden acusou o príncipe Philipp von Eulenburg de exercer uma influência negativa sobre o imperador alemão Guilherme II. Segundo a denúncia, von Eurlenburg seria homossexual. De acordo com Lothar, essa denuncías encontraram “solo fértil em Hitler, que deve ter feito alguma associação entre sua própria orientação sexual e as acusações públicas contra o conselheiro homossexual do imperador alemão. Ele deve ter se sentido pessoalmente atacado pelas revelações de Harden”, o que fez com que ele se tornasse profundamente anti-semita. Segundo o historiador, Hitler usou o seu ódio contra o judaismo como forma de lutar contra o medo de ser desmascarado.
Na época em que morou em Viena, trabalhando como pintor de postais, o futuro fuhrer conviveu intimamente com muitas personalidades abertamente gays. Talvez dessa época ele tenha adquirido o costume de adotar posturas homoeróticas nas fotos que tirava.  
Existem vários relatos de pessoas, inclusives altos membros do partido nazista, descrevendo Hitler como homossexual. Entre outras evidências, foram encontradas cartas de chantageadores ameaçando revelar o passado obscuro de Hitler.
Outro fato constrangedor na biografia do ditador era seu relacionamento com o motorista pessoal, para o qual o fuhrer costumava dar comida na boca. Os dois gostavam de viajar pelo interior da Alemanha para observar a paisagem e se hospedavam juntos em hotéis de beira de estrada.

Mas o maior indício da homossexualidade de Hitler parece ser as severas leis anti-homossexuais aprovadas pelo fuhrer, que permitiram à Gestapo prender, torturar e enviar para campos de concentração qualquer um suspeito de “atos despudorados”. Segundo Lothar, “Hitler tinha pavor da falta de transparência dos redutos homossexuais que ele conhecia tão bem em Viena e Munique. Ele sabia que dali, a qualquer momento, poderiam vazar informações difamatórias, inclusive contra sua própria pessoa. Queria sufocar essas ameaças potenciais, transferindo a tarefa ao chefe do aparelho de terror, Heinrich Himmler”. 

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