segunda-feira, julho 03, 2017

O que era Auschwitz?


Auschwitz foi o maior campo de concentração construído pelos nazistas. Dos seis milhões de pessoas que morreram no holocausto, mais de um milhão pereceu em Auschwitz. É considerado hoje uma fábrica de assassinatos.
O campo foi criado em 1940, sob direção do capitão Rudolf Hoss num local hermo do sul da Polônia, tendo com base barracões velhos construídos pelo Império Austro-Hungaro na época da I Guerra Mundial. Esses barracões foram restaurados por prisioneiros poloneses.
Três meses após a inauguração, Auschwitz já abrigava oito mil pessoas. Os que não eram mortos trabalhavam na fábrica da IG Farben, um grupo industrial químico alemão, que instalou no campo uma fábrica de borracha e combustíveis sintéticos.
A rotina dos que não eram enviados às câmaras de gás era estafante: cavavam fossas, fabricavam tijolos, contruíam prédios, abriam estradas, colocavam trilhos, carregavam e descarregavam trens. A maioria morria logo, vítimas da fome, da exaustão e dos maus tratos.
Os melhores serviços eram a triagem da bagagem e os sonderkommando. Os prisioneiros da triagem vasculhavam as malas dos recém-chegados, separando, roupas, relógios ou qualquer outro objeto de valor que pudesse ser enviado para a Alemanha. Os sonderkommando eram uma espécie de polícia interna, composta de judeus ou não, que controlavam os outros e ajudavam os alemães nos assassinatos, além de recolher os corpos.
Nas câmaras de gás, usava-se o Zyklon B, um gás extremamente mortal para humanos. Os nazistas testaram várias doses até chegar à quantidade necessária para matar pessoas. Hoss chegou a escrever em seu diário que a história do gás o deixara mais tranquilo, pois tinha horror aos fuzilamentos, ao banho de sangue. As câmaras de gás eram uma maneira fácil, eficente e limpa de matar.
No auge do campo, Auschwitz chegava a matar duas mil pessoas por hora nas câmaras de gás. “Cada unidade tinha 5 fornalhas e 3 salas, e estava habilitada a cremar, em 24 horas, aproximadamente 2000 cadáveres. Por questões técnicas não era possível aumentar suas capacidades, e várias tentativas que nós fizemos neste sentido prejudicaram sobremaneira as instalações, as quais em vários casos foram postas completamente fora de serviço”, declarou Hoss no julgamento de Nuremberg.

Os corpos eram incialmente enterrados, mas logo isso se revelou pouco prático: no verão o cheiro no campo ficava insuportável. Depois os corpos começaram a ser cremados. Era cavado um buraco no chão e colocada uma grelha. Os corpos eram então amontoados, intercalados com madeira e jogavam gasolina. As cinzas caíam por entre as barras, liberando a grelha para que pudesse ser novamente usada. Posteriormente foram construídos fornos com essa finalidade. 

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