A personagem Luluzinha
surgiu em 1935, criada pela cartunista Marjorie Henderson Buell, mais conhecida
como Marge. No começo as histórias eram compostas de apenas um quadro. No
primeiro deles, Luluzinha aparece jogando cascas de banana na frente de noivos.
Em outro, ela usa uma boia para entrar em uma banheira, em outro ela usa o
cortador de grama para escrever seu nome no gramado. Esses cartuns eram
publicados na revista The Saturday Evening Post semanalmente.
O sucesso da personagem
foi tão grande que incentivou a Dell a lançar um gibi, com desenhos e roteiros
de John Stanley. Nessa versão o traço se tornou mais simplificado e a
personalidade de Luluzinha se tornou mais dócil. Foi essa Luluzinha que se
tornou famosa em vários países. O gibi não só desenvolveu melhor a personagem
como criou um panteão de personagens secundários cativantes, como o Bolinha,
líder de um grupo de meninos que tem como lema “menina não entra”, de forma que
boa parte das histórias girava em torno das tentativas de Luluzinha de entrar
no clube. Essa situação ficou tão famosa no Brasil que “clube do Bolinha”
passou a designar grupos compostos exclusivamente por homens.
A persoangem surgiu em tiras de um quadro criadas pela cartunista Marge.
Luluzinha já ganhou seu
primeiro desenho animado em 1943, pela Famous Studios, ainda baseado nos
cartuns de Marge. Os episódios praticamente não tinham diálogos e eram baseados
em gags visuais, como a do cachorro que tateia a rua como um cego, mas tem seu
problema de visão resolvido quando Luluzinha corta o pelo que se juntava na
frente de seu rosto.
Já na década de 1970 a
personagem ganhou uma animação no Japão, pela Nippon Animation. A mais recente
incursão foi o The Little Lulu Show, produzido entre 1995 e 1999 pela Cinar.
Foi essa versão que ficou famosa ao passar nas madrugadas da Globo.
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