sábado, janeiro 10, 2026

Busto de Luís XIV, de Gian Lorenzo Bernini

 


Em 1989 eu fui convidado para assinar uma coluna sobre quadrinhos no jornal O Liberal, de Belém. Ao descobrir que três outros Ivans já assinavam colunas no periódico, decidi que precisava de um nome que me diferenciasse.

Escolhi Danton para o pseudônimo em homenagem à Revolução Francesa, que então fazia 200 anos. Mas eu precisava de um prenome.

Foi quando, ao folhear um livro de história da arte na biblioteca da UFPA, me deparei com a obra de Gian Lorenzo Bernini. Eu fiquei fascinado com a forma como ele dava vida ao mármore. Daí surgiu o Gian Danton, nome único no mundo.

Mas só fui ver de fato, uma obra do mestre do barroco italiano em 2020, quando visitei o palácio de Versalles, na França.


Bernini era tido em tal alto valor na época que ter um busco esculpido por ele era a demonstração máxima de riqueza e poder que alguém poderia imaginar. E foi justamente isso que o rei Luís XIV encomendou.

Bernini produziu uma escultura que misturava realismo com idealismo, mostrando o monarca como um Rei Sol, de olhar corajoso, mas ao mesmo, humano, como a pequena verruga no nariz. Mas o que mais impressiona é a cabeleira repleta de caracóis que voluteiam.

É difícil acreditar que aquilo é feito em mármore. Mais difícil ainda expressar a emoção de ver essa obra ao vivo.  

Uma curiosidade: anos depois de escolher o pseudônimo, descobri que meu nome de batismo era para ter sido Gian Carlo.

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