O filme Corra que a polícia vem aí trouxe para a comédia policial algo que já tinha sido experimentado na franquia Apertem os cintos, o piloto sumiu: o humor MAD. A revista da EC Comics havia revolucionado o humor não só com suas sátiras ácidas e anárquicas, mas principalmente com o princípio de que cada quadrinho deveria ter uma piada. No caso de Corra que a Polícia vem aí, praticamente cada take tem uma piada, mesmo que seja uma piada de fundo, com as marcas de mortos no chão, que se tornam cada vez mais bizarras à medida em que os personagens avançam pelo cenário.
No filme, dirigido por David Zucker, o sargento da polícia
de Nova York, Frank Drebin ( Leslie Nielsen), tenta descobrir os responsáveis
pela tentativa de assassinato de um colega e, no processo, descobre um plano
para matar a rainha da Inglaterra, em visita aos EUA.
É um humor absurdo, em que cada cena se sustenta sozinha
como peça de humor, como quando Frank tenta subornar um homem no cais
oferecendo dinheiro por uma informação, mas acaba sendo subornado por ele, que
quer saber o que ele pretende fazer com a informação.
Um dos grandes trunfos do filme é a interpretação de Leslie
Nielsen (que não por acaso, também havia atuado na franquia Apertem os cintos).
Ele pode estar fazendo ou falando a coisa mais idiota do mundo, mas o faz com
uma seriedade absoluta. Esse contraste é o que normalmente gera humor.
Nielsen também se sai muito bem no humor físico, como a
visita de Frank ao colega baleado, na qual ele dobra a cama, ou a cena em que
ele acha que a rainha será baleada e se joga com ela sobre uma mesa, gerando
uma cena constrangedora.
Não por acaso, o filme gerou sua própria franquia, que
agora ganha uma nova versão.

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