O arco narrativo publicado nos números 271 a 273 da revista do Quarteto Fantástico é dedicado à busca pelo pai de Reed Richards, que está desaparecido há dez anos.
Na trama, escrita e desenhada por John Byrne, Reed retorna
à mansão de seu pai, mantida intacta graças ao mordomo e sua esposa. Lá, eles
descobrem uma máquina do tempo e decidem ativá-la, na esperança de encontrar o
Senhor Fantástico.
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| Byrne começa a história com um flash back. Uma desculpa para homenagear as histórias de monstros da Marvel, com direito a traço imitando Jack Kirby. |
Assim como seu ídolo e maior influência, Jack Kirby, Byrne
apresenta conceitos interessantes e inovadores, mas peca ao não aprofundá-los
ou costurar as pontas soltas. Um exemplo disso é a máquina do tempo que, em vez
de viajar no tempo, transporta o Quarteto para outro planeta ou dimensão – e,
curiosamente, ninguém se mostra muito espantado com a situação.
Neste novo local, eles se deparam com pistoleiros do Velho
Oeste montando cavalos eletrônicos. Sue chega a usar seus poderes para impedir
um duelo. Pouco depois, são atacados pelos vaqueiros, que os confundem com
capangas de um tal "Senhor da Guerra".
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| A solução gráfica de Byrne para mostrar a máquina do tempo funcionando é simples e criativa. |
É a suspeita de que o Senhor da Guerra seja o próprio pai
de Reed que o leva a invadir a fortaleza do vilão. No caminho, a equipe
enfrenta valquírias montadas em aves mecânicas, em uma intensa cena de combate.
Após a batalha, Byrne utiliza a rainha das valquírias para
um longo diálogo expositivo, que explica toda a história daquele mundo. Segundo
o Senhor Fantástico, a "grande interrupção da ciência, entre os anos 300 e
1.300 na nossa terra, foi preenchida com descobertas que só tivemos no século
19 e 20" naquele planeta. Se isso fosse verdade, o mundo teria se
desenvolvido como uma continuidade do mundo antigo, com deuses gregos
tecnológicos, por exemplo.
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| Byrne queria desenhar cowboys... |
No final, a história transmite a impressão de que Byrne
simplesmente acordou com o desejo de desenhar cowboys, valquírias e robôs, e
encontrou uma maneira de colocar todos esses elementos na mesma aventura, sem
grande preocupação com a verossimilhança.
Apesar desses furos, a história é inegavelmente divertida,
graças ao traço limpo e à narrativa límpida de Byrne, facilmente compreensível
e, por isso mesmo, eficiente.
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| ... mas também queria desenhar valquírias e robôs. |
Essa história foi publicada pela editora Abril em Grandes
Heróis Marvel 25. Os editores deixaram só a primeira splash page, cortaram as
outras, e deixaram parecendo que era uma história só.





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