quinta-feira, janeiro 29, 2026

Quarteto Fantástico – Prisioneiros do Faraó

 


Em 1961 era uma revista do Quarteto Fantástico era um sucesso tão grande que se tornava necessário arranjar novos vilões. Afinal, não dava para ficar repetindo histórias com o Dr. Destino, não? Em busca de inspiração, Stan Lee e Jack Kirby mandaram os personagens para o antigo Egito.

A trama é bastante forçada. Reed Richards, ao visitar uma exposição sobre o Egito vê um hieroglifo do que parece ser a cura de um faraó cego, o que pode ser a solução para Alícia, a namorada cega do Coisa.

Os guerreiros não pareciam egípcios. Stan Lee resolveu com os diálogos. 


Usando a máquina do tempo do Dr. Destino eles voltam para o passado e são recebidos por guerreiros egípcios, que os atacam. Aqui há um detalhe curioso. Jack Kirby desenhou os soldados parecendo com tudo, menos com guerreiros egípcios. Stan Lee, ao invés de pedir para Kirby redesenhar, resolveu a situação com um diálogo do Senhor Fantástico: “Que estranho! Os capacetes deles não parecem ser dessa época”... e mais à frente explica essa falha dizendo que o vilão mudou a história, o que explica os trajes estranhos.

Sue vira esposa do Faraó, o Tocha Humana bobo da corte...


O vilão, de fato, é um ser do futuro, que, usando uma máquina do tempo no formato de Esfinge, volta ao antigo Egito, de forma que a história explica a esfinge egípcia como resquício desse faraó do futuro.

 Há momentos memoráveis, como de Reed usando seu corpo como escudo para proteger os guerreiros do faraó, ou o Tocha Humana servindo como bobo da corte. E, claro, de Sue sendo forçada a se casar com o vilão.

... e o Senhor Fantástico escudo para o exército. 


A imaginação dos autores não tinha limites nesse que era o título mais divertido da época.

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