Fazia quatro números que Jim Starlin estava à frente do título do Capitão Marvel, mas seu trabalho já se mostrava tão importante que reverberava em outros títulos, a exemplo dos Vingadores de Steve Englehart (parceiro de Starlin nas caminhadas noturnas por Nova York).
No número 125 do
título, o grupo enfrenta uma invasão das frotas espaciais de Thanos, que são
facilmente derrotadas. Mas é tudo parte de um plano do deus louco. Enquanto
lutavam no espaço, Thanos arrastou a Terra para um plano vibracional diferente,
tirando os Vingadores da jogada.
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| A diagramação de Starlin era extremamente inovadora para a época... |
Assim, quando inicia o número 33 da revista do Capitão
Marvel, só sobrou ele e o androide Destruidor para impedirem os planos de vilão.
Entretanto, apesar das maravilhosas cenas de batalhas, nenhum dos dois parece
páreo para o deus louco.
Jim Starlin está no auge da experimentação. Como Thanos
distorce a realidade à certa altura, o artista representa isso com um fundo de
círculos concêntricos, com balões invertidos. Assim como Jim Steranko antes
dele, Starlin parecia disposto a ver até onde poderia ir na indústria dos
comics.
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| ... e incluía imagens distorcidas e balões invertidos. |
No final, a forma como Thanos acaba sendo derrotado parece
simples e até um anticlímax, mas talvez fosse esse o objetivo de Starlin.
Detalhes para a página com a morte rindo e o rosto do deus louco refletido no
olho da mesma.
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| A morte ri por último. |
Jim Starlin ainda faria mais uma história do Capitão
Marvel, mas sem o impacto dessa saga. Pouco depois ele apareceria com a saga de
Warlock, um personagem menor, do time C da Marvel, surgido nas páginas do Quarteto
Fantástico, mas que se tornaria um hit cultuado por milhares de leitores a
partir da releitura de Starlin.




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