terça-feira, fevereiro 03, 2026

Capitão Marvel – O deus em pessoa

 

Fazia quatro números que Jim Starlin estava à frente do título do Capitão Marvel, mas seu trabalho já se mostrava tão importante que reverberava em outros títulos, a exemplo dos Vingadores de Steve Englehart (parceiro de Starlin nas caminhadas noturnas por Nova York).

 No número 125 do título, o grupo enfrenta uma invasão das frotas espaciais de Thanos, que são facilmente derrotadas. Mas é tudo parte de um plano do deus louco. Enquanto lutavam no espaço, Thanos arrastou a Terra para um plano vibracional diferente, tirando os Vingadores da jogada.

A diagramação de Starlin era extremamente inovadora para a época... 


Assim, quando inicia o número 33 da revista do Capitão Marvel, só sobrou ele e o androide Destruidor para impedirem os planos de vilão. Entretanto, apesar das maravilhosas cenas de batalhas, nenhum dos dois parece páreo para o deus louco.

Jim Starlin está no auge da experimentação. Como Thanos distorce a realidade à certa altura, o artista representa isso com um fundo de círculos concêntricos, com balões invertidos. Assim como Jim Steranko antes dele, Starlin parecia disposto a ver até onde poderia ir na indústria dos comics.

... e incluía imagens distorcidas e balões invertidos. 


No final, a forma como Thanos acaba sendo derrotado parece simples e até um anticlímax, mas talvez fosse esse o objetivo de Starlin. Detalhes para a página com a morte rindo e o rosto do deus louco refletido no olho da mesma.

A morte ri por último. 


Jim Starlin ainda faria mais uma história do Capitão Marvel, mas sem o impacto dessa saga. Pouco depois ele apareceria com a saga de Warlock, um personagem menor, do time C da Marvel, surgido nas páginas do Quarteto Fantástico, mas que se tornaria um hit cultuado por milhares de leitores a partir da releitura de Starlin.

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