Uma das características que tornam Perry Rhodan uma série especial é o planejamento a longo prazo. O coordenador da série nos primeiros ciclos, K. H. Scheer, preocupava-se em interligar os acontecimentos dos vários ciclos, como se vê no volume 239.
Na trama anterior, os terranos, em sua escalada rumo ao sistema de Andrômeda, haviam se escondido em um mundo de gelo que, por suas características, funcionava muito bem como esconderijo. No entanto, havia um outro planeta próximo, destruído por uma guerra nuclear, que preocupava Rhodan; ele, então, decide investigar o que aconteceu ali.
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| A capa original alemã. |
O volume é escrito por Clark Darlton e, como sempre, traz em destaque o personagem predileto do autor: o rato-castor Gucky. É Gucky quem descobre que o planeta foi arrasado por ordens dos Senhores da Galáxia como vingança contra uma raça que não cumprira sua missão. Essa raça era a dos Laurins, surgidos no terceiro ciclo, no número 139. Eram seres capazes de se tornar invisíveis, o que os tornava um inimigo terrível.
Ao mesmo tempo que resgata esse elemento da série, Darlton o utiliza para criar uma visão ainda mais aterradora dos Senhores da Galáxia: “Teremos de obrigá-los a reconhecer que os membros de outras raças são seres independentes, que não podem ser usados como escravos e destruídos quando isso lhes dá na cabeça”, diz Rhodan.
É uma estratégia inteligente, que justifica a incursão dos terranos em Andrômeda. O que poderia ser visto como uma invasão passa a ser mostrado como um ato de heroísmo e humanitário.


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