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| A capa do volume não parece ter relação nenhuma com o conteúdo. |
Há volumes de Perry Rhodan que são um desastre total, em que quase nada se aproveita. É o caso do número 237, Os irmãos siderais, escrito por Kurt Mahr.
Na história, naves com equipamentos e mantimentos estão sendo
enviados para Andro Beta como suporte para a operação cabeça de ponte. As naves
cargueiras estão sendo escoltadas por um cruzador pesado chamado Bagalo, que
resolve ir na frente para avaliar a situação que as naves com mantimento encontrariam.
Ao entrar em Andro-Beta, eles encontram um moby morto. Esses
seres do tamanho de planetas viviam de devorar naves e corpos celestes menores,
mas foram sendo exterminados por parasitas.
Contrariando todas as regras do bom senso, o comandante da
Bagalo, Kim Dosenthal, resolve investigar, pousando no local, e acaba ficando
preso junto com outros oficiais. Ele descobre que, embora morto, o moby preservou
partes da sua consciência, representados pelo Faminto, o Inteligente e o Guarda
Avançado. O Faminto quer usar os humanos como comida, enquanto o Inteligente
quer absorver informações deles, para depois dá-los ao Faminto, enquanto que o Guarda
Avançado quer usar a situação para tomar o poder.
Kurt Mahr gasta um terço do livro contando detalhes sobre o
moby e sobre o seu modo de vida. Pura redundância, já que essas informações já
tinham sido apresentadas em volumes anteriores. Além disso, a investigação no
moby morto é um típico roteirismo, em que o escritor força o personagem a fazer
algo idiota apenas para que a trama se desenvolva.
Para piorar, a trama é uma cópia da sequência anterior da
série, em que a tripulação da Crest fica presa ao se aproximar de moby morto e provoca
uma guerra entre os habitantes locais para se livrar. Ou seja: essencialmente é
a mesma história com outros personagens.
Em paralelo a essa trama, há uma outra, focada na Crest,
igualmente decepcionante. A nave terrana comandada por Rhodan tinha ficado nas
proximidades do moby morto para observar as consequências da guerra provocada
por eles. E observam a chegada de naves enviada pelos Senhores da Galáxia, que,
ao interrogar os habitantes do moby, poderão descobrir que os terranos estão no
sistema. Para impedir isso, Atlan defende a destruição do moby e das naves, ao
que Rhodan discorda plenamente, por motivos humanitários. No final, a situação acaba
se resolvendo graças a um deus ex-machina: um acidente que coloca Rhodan
inconsciente e permite que Atlan possa realizar seu plano.
Embora essa solução mantenha a imagem de que Perry Rhodan como
um humanista, é uma solução forçada e difícil de engolir.

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