Um dos aspectos revolucionários de Frank Miller à frente do Demolidor foi a forma como ele caracterizou o Rei do Crime, que deixou de ser um fanfarrão que fugia quando ouvia sirenes da polícia para um mafioso frio e calculista, que manipula a tudo e a todos para conseguir seus objetivos. Ele é alguém que mal se move, que mal fala, pois cada movimento seu, cada palavra, irá provocar a morte de uma ou mais pessoas.
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| O traficante quer Karen Page de volta. |
Vemos isso na quinta parte da saga A queda de Murdock. Em uma reunião da organização, um dos chefes se levanta e o questiona a respeito dos gastos para arruinar a vida de Matt murdock. O rei, fleumático, simplesmente fuma seu charuto enquanto seu assistente estende um cheque na direção do homem. “Sr. Switzer... este é um cheque no valor de suas ações no conglomerado. Aceite-o ou a sua família morre.”. Quando todos partem rapidamente, o Rei é informado que Switzer irá passar o final de semana numa estação de esqui e ordena: “Fratura exposta. Nas duas pernas.”.
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| O Rei manda um maluco vestido de Demolidor para matar Karen Page e Foggy. |
Na trama, o Rei descobriu que Matt Murdock está vivo e monta uma armadilha. Manda soltar um louco assassino, que deve vestir a roupa do Demolidor e matar Foggy Nelson e Karen Page, o que atrairia o verdadeiro Demolidor para o local e incriminaria o herói.
O maníaco escolhido pelo rei é tão descontrolado que mata o mafioso que o leva até o local.
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| A luta entre o Denolidor verdadeiro e o falso é um dos pontos altos da história. |
Ao mesmo tempo, o traficante que levou Karen Page até os EUA a quer de volta, mesmo que precise matar para conseguir isso – como de fato ele faz com dois policiais.
Com essas duas ameaças rondando Karen e Foggy, a situação parece desesperadora, até que Matt Murdock, agora recuperado, intervém.
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| A polêmica cena de Karen Page pensando em se drogar uma última vez. |
Miller e Mazzucchelli criam um thriller de ação inigualável e empolgante, com destaque para a luta entre o falso Demolidor e o verdadeiro.
Esse capítulo tem uma cena que provocou polêmica. À certa altura, ao perceber que tudo parece perdido, Karen pega uma seringa de drogas: “Beco sem saída... sem saída mesmo... não importa... um último pico... uma última vez...” .
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| A Abril mudou a seringa por uma navalha. |
Quando publicou essa história, em Superaventuras Marvel 66,
a editora Abril censurou a história. a direção do núcleo de quadrinhos não
admitia que a história pudesse ter uma referência explícita ao uso de drogas e
mandou trocar a seringa por uma navalha... como se suicídio fosse algo mais
leve que o uso de drogas. Além disso, a mudança não fazia o menor sentido, já que o texto dizia que era a última vez. Última vez que Page cometia suicídio? Em republicações, foi mantido o original.





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