quarta-feira, julho 01, 2026

A capa de Mazagão

 


Quando soube que eu ia lançar um livro sobre Mazagão, cidade da região metropolitana de Macapá que foi transportada de Marrocos para cá, o amazonense Romahs se ofereceu para fazer a capa.

Romahs é um amigo de longa data. Embora tenhamos nos encontrado pessoalmente apenas umas duas ou três vezes, conversamos quase diariamente a respeito de temas que vão desde quadrinhos à cultura amazônica, passando por política, literatura e temas da atualidade.

E a capa que ele fez foi um verdadeiro presente. Uma obra instigante repleta de detalhes, com destaque para os dois cavaleiros, o mouro e o cristão, se digladiando em destaque. Mas se olharmos em minúcias, há referências a praticamente todos os contos do livro. A imagem é um verdadeiro quebra-cabeças visual – podemos olhar várias vezes e sempre vamos encontrar algo.

Para comprar o livro escreva para profivancarlo@gmail.com. O valor é 30 reais mais 9 reais de frete. 

Crise final

 


O capítulo final de Crise nas Infinitas Terras é centrado no combate definitivo com o Antimonitor, mas, curiosamente, a história inicia com foco em um grupo que não está no palco dos acontecimentos. Um grupo de heróis menores da DC, como Homem-animal (na época pouco conhecido), Cavaleiro Atômico e Capitão Cometa encontram a nave de Brainiac em uma belíssima splah page. Uma imagem que mostra como George Perez conseguia dar grandiosidade até mesmo para personagens pouco conhecidos. Essa sequência, aparentemente aleatória, terá importância fundamental no final, o que mostra que o roteirista Marv Wolfman tinha controle completo da trama.

George Perez consegue dar grandiosidade até para heróis pouco conhecidos. 


Enquanto isso, a terra transportada para a zona negativa, está sendo invadida pelos demônios sombrios do Antimonitor. O texto dessa sequência é uma mostra de como Wolfman, além de um bom argumentista, era também bom com as palavras: “Os desafiadores do desconhecido passaram por horrores que aterrorizariam a mais corajosa das almas... mas mesmo eles são tomados por um medo avassalador ao contemplar a fria face da própria morte. E o que eles veem refletido em seus olhos ardentes... não é nada menos que o fim de tudo!”.  

O texto de Wolfman se destaca. 


A história é grandiosa, com heróis menos poderosos enfrentando os demônios e os pesos pesados se digladiando com o próprio Antimonitor.

Esse, aliás, é o truque usado por Wolfman para colocar a casa em ordem: os personagens que deveriam desaparecer da continuidade DC morriam nesses confrontos. O destaque é para o super-homem da terra 2 e o Superboy, que ficam na zona negativa para enfrentar o vilão.

Os peso pesados enfrentam o Antimonitor 


O roteiro seguia uma determinação editorial: para tornar o super-homem mais relevante, era necessário que ele fosse único. Mas Wolfman consegue fazer isso de forma coerente e verossímil. Mais do que isso: com grandiosidade.

O roteirista constrói a trama num crescendo contínuo, que aumenta o suspense: quando o Antimonitor parece morto, ele retorna ainda mais perigoso.

O confronto final com o vilão é grandioso. 


A cena em que o Super-homem  da terra 2 enfrenta o vilão, agora transformado em uma esfera flamejante, é um dos grandes momentos da série.

No final, Crise que prometeu mudar tudo no universo da DC mudou realmente tudo, ao contrário de Guerras Secretas, cuja única consequência de destaque foi o uniforme preto do Homem-Aranha.