sexta-feira, julho 13, 2018

O que dizia o perfil psicológico de Hitler?


Quando os EUA entraram em guerra com a Alemanha, pediram que o psicólogo Henry Murray, da Universidade de Havard, fizesse um perfil psicológico do ditador alemão. Murray foi um dos pioneiros do estudo de personalidades desviantes, como psicopatas.
Sem poder estudar pessoalmente o ditador, o psicólogo usou documentos de segunda mão, como sua genealogia, seu histórico escolar e militar, relatórios públicos de eventos na imprensa, filmagens, dados da OSS e os próprios escritos do ditador e de seus biógrafos.
Murray concluiu que Adolf Hitler era rancoroso, não tolerava críticas e tinha tendência a menosprezar as pessoas e a buscar vingança.
A análise diz que o líder nazista era alguém incapaz de aceitar um brincadeira e se mostrava perseverante, mesmo diante da derrota, tendo grande obstinação e confiança em si mesmo. Segundo Murray, se ele fosse derrotado, provavelmente se suicidaria, o que, de fato, aconteceu.
O psicólogo afirmava que ele era um homossexual reprimido, com grande componente femino. Ele deduziu que o ditador poderia ter sofrido abuso na infância, o que explicaria seu sentimento de vingança e seu desprezo pela vida humana.
A hipótese de homossexualidade reprimida foi trabalhada por um autor contemporâneo, Lothar Mactan, no livro O segredo de Hitler. 

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