Assim que estreou na série do aracnídeo, em The amazing
spider-man 39, John Romita pegou logo uma bomba: a revelação da identidade do
Duede Verde, o mais emblemático vilão da saga.
Steve ditko saiu da publicação exatamente por discordar
dos rumos do roteiro. Stan lee queria colocar Norman Osborn, pai de um amigo de
Peter Parker, como a verdadeira identidade do emblemático vilão. Ditko defendia
que deveria ser um qualquer. No final, prevaleceu a decisão do roteirista.
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| O Duende descobre a identidade do Homem-aranha... |
Ao ler a história, publicada nos números 39 e 40, percebemos
que Stan Lee tinha razão. Colocar Osborn como o duende deu um nível de
dramaticidade que a HQ jamais teria se fosse outro – apesar da explicação pouco
convincente para a dupla identidade.
A história começa começa com o aranha enfrentando bandidos
que parecem esperar por ele e que jogam uma espécie de bomba em seu peito. A
bomba aparentemente não faz efeito, mas na verdade, ela fazia com que ele
perdesse temporariamente o sentido de aranha. Com isso, o duende poderia
segui-lo e descobrir sua identidade secreta.
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| ... e revela a própria identidade. |
O vilão prende o herói em seu laboratório secreto e o
desmascara, ao mesmo tempo em que revela sua própria identidade. Fica claro ali
que o vilão na verdade é um homem enlouquecido, fora de seu juízo. A cena da
revelação teve um impacto tão grande que influenciaria até mesmo as produções
cinematográficas do aracnídeo – em que os vilões normalmente são mostrados como
pessoas enlouquecidas. Stan lee, assim, criou uma motivação psicológica para os
atos do Duende Verde – um novidade, afinal até então na maioria dos quadrinhos
o vilão fazia maldades apenas por seu mau. Ser mau era o máximo de profundidade
psicológica a que se chegava.
Se o roteiro era, nesse sentido, revolucionário, o desenho
contribuía muito para o resultado. Romita sempre foi um mestre das expressões
faciais e isso, junto com o desenho elegante e limpo ajudou a tornar essa
história um clássico.



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