Após a morte de Elektra, Frank Miller desenvolveu, na revista do Demolidor, uma trama policial envolvendo um traficante de drogas que foi assassinado. Um dos suspeitos era um garoto que queria vingar a morte da irmã, mas logo se descobriu que não era ele. A suspeita recai, então, sob um outro traficante, Porcão, mas, quando ele diz que é inocente, seu coração não acelera, o que faz Matt Murdock acreditar que não foi ele.
O número 184 da revista apresenta o fechamento dessa trama.
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| A luta entre o Demolidor e Justiceiro deu origem a essa página célebre. |
O Justiceiro não só não acredita na versão do traficante, como ainda tenta assassiná-lo com uma sniper, algo que só não acontece graças à intervenção do Demolidor – e aqui temos uma bela sequência com uma página dupla que mostra porque Miller era o grande nome dos quadrinhos no início dos anos 1980. O desenhista consegue imprimir movimento em um único quadro ao repetir a imagem do herói atacando. Aqui até a cor é usada para ajudar a contar a história – de um vermelho mais claro até o vermelho mais escuro na sequência mais recente.
Miller não foi o primeiro a usar o recurso, mas o faz com uma primazia única, dentro de uma diagramação com uma composição perfeita, incluindo um quadro em que os personagens saem dos limites.
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| O uso a cor destaca o contraste nessa sequência. |
Mas se o Porcão não é o assassino, quem seria? Uma das suspeitas recai sobre o treinador da escola. Em paralelo, Porcão se livra do viciado que o havia delatado para a polícia com uma dose de heroína pura. Miller faz toda a sequência da morte do mesmo apenas com contrastes de preto e branco e a cor amarela, mais uma demonstração de como ele havia aprendido todas as lições dos grandes mestres dos quadrinhos.
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| Um exemplo de como Miller fazia uma diagramação orgânica e inovadora. |
No final, a história ainda traz uma reviravolta realmente marcante.
Embora não tivesse o mesmo pique da fase da Elektra, essa história ajudou a manter o título do Demolidor em alta.




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