quarta-feira, agosto 26, 2026

Duelos – Em Oeste Bravio

 


Um gênero que descobri tarde, mas do qual acabei virando fã, foi o faroeste. No início dos anos 80, quando comecei a ler quadrinhos não infantis, os cowboys estavam em decadência e as bancas eram dominadas pelos super-heróis (e pelo terror, no caso das revistas nacionais). A primeira série do gênero a chamar minha atenção foi Blueberry, publicada pela editora Abril (lembro que estava lendo uma das histórias no ônibus, indo para a universidade, e, quando cheguei lá, estava tão envolvido com a trama que sentei no corredor e só entrei na sala quando terminei de ler tudo).

Algum tempo depois, descobri Ken Parker e, mais recentemente, Buddy Longway, só para citar algumas das séries que mais me marcaram. Entretanto, até há pouco tempo, eu não tinha produzido nenhum roteiro de faroeste. Minha primeira história em uma publicação do gênero saiu no número 3 da revista Oeste Bravio, da editora Ink&Blood (a mesma da revista Calafrio).



Para minha sorte, o editor Daniel Saks escolheu para desenhar a história Duelos ninguém menos que Jairo Moreno, um dos melhores artistas da publicação — com um traço tão bom que já colaborou até mesmo com a editora Bonelli. Na história, um garimpeiro chega a uma cidade depois de um longo tempo isolado, mas a encontra aparentemente abandonada. Para sua surpresa, duas mulheres, uma professorinha e uma dançarina do saloon, saem à rua e começam um duelo que termina com a morte de ambas, em uma cena totalmente improvável. Como se vê, a HQ, embora seja de faroeste, tem um toque de Além da Imaginação.

Uma curiosidade é que, embora o faroeste seja um gênero eminentemente armamentista, a história é uma crítica exatamente à proliferação desordenada de armas.

A revista custa 20 reais e pode ser comprada pelo e-mail revistacalafrio@gmail.com . 

A revista custa 20 reais e pode ser comprada pelo e-mail 

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