Um gênero que descobri tarde, mas do qual acabei
virando fã, foi o faroeste. No início dos anos 80, quando comecei a ler
quadrinhos não infantis, os cowboys estavam em decadência e as bancas eram
dominadas pelos super-heróis (e pelo terror, no caso das revistas nacionais). A
primeira série do gênero a chamar minha atenção foi Blueberry, publicada
pela editora Abril (lembro que estava lendo uma das histórias no ônibus, indo
para a universidade, e, quando cheguei lá, estava tão envolvido com a trama que
sentei no corredor e só entrei na sala quando terminei de ler tudo).
Algum tempo depois, descobri Ken Parker e,
mais recentemente, Buddy Longway, só para citar algumas das séries que
mais me marcaram. Entretanto, até há pouco tempo, eu não tinha produzido nenhum
roteiro de faroeste. Minha primeira história em uma publicação do gênero saiu
no número 3 da revista Oeste Bravio, da editora Ink&Blood (a mesma
da revista Calafrio).
Para minha sorte, o editor Daniel Saks escolheu para
desenhar a história Duelos ninguém menos que Jairo Moreno, um dos
melhores artistas da publicação — com um traço tão bom que já colaborou até
mesmo com a editora Bonelli. Na história, um garimpeiro chega a uma cidade
depois de um longo tempo isolado, mas a encontra aparentemente abandonada. Para
sua surpresa, duas mulheres, uma professorinha e uma dançarina do saloon,
saem à rua e começam um duelo que termina com a morte de ambas, em uma cena
totalmente improvável. Como se vê, a HQ, embora seja de faroeste, tem um toque
de Além da Imaginação.
Uma curiosidade é que, embora o faroeste seja um
gênero eminentemente armamentista, a história é uma crítica exatamente à
proliferação desordenada de armas.
A revista custa 20 reais e pode ser comprada pelo e-mail revistacalafrio@gmail.com .
A revista custa 20 reais e pode ser comprada pelo e-mail


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