Para Shang-Chi, até mesmo uma ida a um restaurante pode se transformar em uma aventura de artes marciais. É exatamente isso que acompanhamos na história publicada em Master of Kung Fu #22.
Na trama, Shang-Chi visita um restaurante oriental. Ao
receber o biscoito da sorte, a mensagem é sombria: “Um homem muito próximo a
você deseja sua morte”. Imediatamente, ele é atacado pelo garçom, que, de fato,
era a pessoa mais próxima. Logo se descobre que todas as pessoas no restaurante
são, na verdade, agentes de Fu Manchu, que iniciam um ataque coordenado contra
o herói.
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| Um restaurante repleto de assassinos. Moench achou uma boa ideia. |
Esse incidente serve apenas como introdução para uma trama
mais complexa, na qual Sir Smith e Black Jack são sequestrados pelos homens de
Fu Manchu, que planeja usá-los para explodir uma montanha. Shang-Chi se esconde
na nave e consegue salvar os dois, apenas para descobrir a verdadeira ambição
de seu pai: o local que ele pretende destruir é o Monte Rushmore. A
expressão “Uma vitória simbólica”, usada pelo vilão, faz todo sentido, visto
que o Monte Rushmore é um ícone dos Estados Unidos.
Nessa época, Moench ainda era um escritor iniciante e
demonstrava a irritante mania de usar texto-legenda em absolutamente todos os
quadros. Muitas vezes, esse texto era desnecessário e até redundante,
funcionando como uma verdadeira muleta narrativa. Um trecho exemplifica essa
fraqueza: “Eu escalo... até o chão do elevador... a ausência de som me
informa que já o deixaram. Este botão abre as portas”.
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| A arte de Gulacy é pouco inspirada, incluindo poses estranhas. |
Infelizmente, a falta de inspiração no roteiro parece ter
contagiado a arte. Paul Gulacy também aparenta preguiça ao desenhar a história;
a diagramação é convencional e, em muitas sequências, seus desenhos parecem
primários e pouco inspirados.



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