domingo, maio 17, 2026

Mestre do Kung Fu - Biscoito da morte

 


Para Shang-Chi, até mesmo uma ida a um restaurante pode se transformar em uma aventura de artes marciais. É exatamente isso que acompanhamos na história publicada em Master of Kung Fu #22.

Na trama, Shang-Chi visita um restaurante oriental. Ao receber o biscoito da sorte, a mensagem é sombria: “Um homem muito próximo a você deseja sua morte”. Imediatamente, ele é atacado pelo garçom, que, de fato, era a pessoa mais próxima. Logo se descobre que todas as pessoas no restaurante são, na verdade, agentes de Fu Manchu, que iniciam um ataque coordenado contra o herói.

Um restaurante repleto de assassinos. Moench achou uma boa ideia. 


Esse incidente serve apenas como introdução para uma trama mais complexa, na qual Sir Smith e Black Jack são sequestrados pelos homens de Fu Manchu, que planeja usá-los para explodir uma montanha. Shang-Chi se esconde na nave e consegue salvar os dois, apenas para descobrir a verdadeira ambição de seu pai: o local que ele pretende destruir é o Monte Rushmore. A expressão “Uma vitória simbólica”, usada pelo vilão, faz todo sentido, visto que o Monte Rushmore é um ícone dos Estados Unidos.

Nessa época, Moench ainda era um escritor iniciante e demonstrava a irritante mania de usar texto-legenda em absolutamente todos os quadros. Muitas vezes, esse texto era desnecessário e até redundante, funcionando como uma verdadeira muleta narrativa. Um trecho exemplifica essa fraqueza: “Eu escalo... até o chão do elevador... a ausência de som me informa que já o deixaram. Este botão abre as portas”.

A arte de Gulacy é pouco inspirada, incluindo poses estranhas. 


Infelizmente, a falta de inspiração no roteiro parece ter contagiado a arte. Paul Gulacy também aparenta preguiça ao desenhar a história; a diagramação é convencional e, em muitas sequências, seus desenhos parecem primários e pouco inspirados.

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