
O cinema produzido no Amapá acaba de conquistar mais um espaço de destaque no cenário nacional. O curta de ficção “Magrela”, dirigido por Gian Danton e produzido por Ana Vidigal, da Duda Filmes, garantiu vaga na Mostra Nacional Competitiva de Curtas Metragens do Festival Guarnicê de Cinema, um dos eventos cinematográficos mais tradicionais do Brasil. A seleção da obra audiovisual amapaense consiste na efetiva ampliação da presença da Amazônia dentro das vitrines culturais do país.
Produzido com recursos do Edital LPG da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AP), “Magrela” representa uma obra totalmente construída no Amapá, com talentos locais diante e atrás das câmeras. O feito simboliza mais do que uma participação em festival. Representa resistência cultural, pertencimento e afirmação artística de um povo que insiste em contar as próprias histórias sem depender dos grandes centros do eixo Sul Sudeste.

O curta reúne uma equipe técnica robusta e experiente. A direção de fotografia ficou sob responsabilidade de Zezão Reis e Jorge Costa. A direção de elenco teve assinatura de Thomé Azevedo. A direção de arte recebeu condução de Madu Vidigal. Já a direção de produção ficou nas mãos de Mário Garavello.
O som direto teve trabalho de Giorgio dos Santos, com Jorge Costa como 1º assistente, Damião Muniz como maquinista e eletricista, Luigi Negreiros como assistente técnico 1 e Edcarlos como assistente técnico 2.

Na pós produção, a trilha original recebeu criação de Alan Gomes e Robson Pereira. A mixagem e edição de som ficaram com Alan Gomes e Edilson Dutra. A montagem e finalização tiveram assinatura de Ícaro Reis, com apoio de João Alberto Jr como logger.
O universo visual contou ainda com concept art de Will Cruz e design de Tonico Silva. Nas redes sociais, o trabalho terá atuação de Vitor Vidigal, enquanto a assessoria de imprensa ficará sob responsabilidade de Pérola Pedrosa.

O projeto também assegurou acessibilidade com tradução e interpretação em Libras de Johnyelly Morais Ladislau e audiodescrição de Elza Oliveira. A assessoria jurídica teve condução de Victor Hugo Costa Sociedade Individual de Advocacia.
No elenco, “Magrela” reúne Luciano Melo, Adriana Raquel, Fátima Guedes, Gohan Hapcore, Geovani Coelho, Lucas Souza, Wenner George, Kellem Hemilly, Solange Smith, Adrian Smith, Anita Cordeiro Nascimento, Kelly Huany, Núbia Oliveira, Nelis Leão, Maryna Brito, entre outros artistas que fortalecem a narrativa do filme com identidade regional, talento e verdade cênica.

Gian Danton
Gian Danton nascido no sudeste, mas há décadas radicado no Amapá, é um dos principais nomes da produção cultural do estado. Professor, escritor, roteirista de histórias em quadrinhos reconhecido e premiado nacionalmente, é um pesquisador que construiu trajetória ligada à valorização da narrativa amazônica, da crítica social e da formação de novos comunicadores e artistas. E também é imortal da Academia Amapaense de Letras. Sem dúvida, um representante de uma geração de intelectuais que ajudou a fortalecer a cultura produzida fora do eixo Rio São Paulo, sempre com linguagem acessível, reflexão e forte ligação com a identidade regional.

Ana Vidigal
Ana Vidigal atua como cineasta, produtora cultural e articuladora do audiovisual amapaense. À frente da Duda Filmes, participa da criação de curtas, documentários, videoclipes e projetos independentes voltados para a valorização da cultura amazônica. O trabalho dela abre espaço para atores, músicos, técnicos e novos talentos do estado. Ou seja, fortalece a cadeia criativa construída dentro da própria Amazônia e ajuda a consolidar o cinema amapaense em festivais e mostras nacionais.

Festival Guarnicê de Cinema
O Festival Guarnicê de Cinema é um dos festivais de cinema mais antigos e respeitados do Brasil. Organizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O evento chega à 49ª edição em 2026, com programação prevista entre os dias 9 e 16 de julho, em São Luís, no Maranhão.
A Mostra Nacional Competitiva de Curtas Metragens reúne produções brasileiras de destaque e disputa o tradicional Troféu Guarnicê.

A chegada de “Magrela” à competição carrega um significado especial para a cultura do estado. O Amapá entra em cena mais uma vez com autenticidade, criatividade e coragem artística. Parabéns aos envolvidos. É isso!
Elton Tavares - Blog De Rocha
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